terça-feira, março 31, 2009

Greve de 2 e 3 de Abril - "Vale a pena perder 2 dias de salário num mês … para ganhar mais ao longo da vida"!


"Correm boatos sobre a desconvocação da Greve. São falsos. A Greve mantém-se.
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Apesar de na última reunião negocial de 12/3, na reunião no Ministério a 13/3 em plena Concentração e da Ministra da Saúde (na Comunicação Social) terem afirmado de que estariam a trabalhar para remeter ao SEP/CNESE Nova Proposta Reformulada ATÉ 20 DE MARÇO; Apesar da Ministra ter afirmado no dia 27/3 (sexta) às 17h30, em Coimbra, perante um grupo de Dirigentes do SEP, que “a Nova Proposta estava a sair do Ministério” …………….. ATÉ AO MOMENTO NADA CHEGOU AO SEP.

Colegas,
Nas reuniões negociais tem havido avanços de posições do Ministério:
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( i) Aplicação da Carreira: 1.º queriam duas Carreiras separadas: 1 para Funcionários, outra para CITs, depois evoluíram e os actuais CITs já podem requerer a aplicação da Carreira dos Func,. Depois, para além dos actuais, também, os futuros CITs podem requerer a aplicação da Carreira dos Func….MAS ISTO NÃO CHEGA;
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ii) na grelha salarial já admitiram que o início, para negociação, é o início da TSúperior; na estrutura de carreira (Categorias/Gestão) há sinais que indiciam possíveis evoluções.
Isto significa que vale a pena pressionar … “eles” só evoluem com as nossas lutas …
Mas, tudo isto, É AINDA MUITO POUCO (e mesmo estas questões ainda não estão assumidas em Nova Proposta do MS) FACE ÀS JUSTAS REIVINDICAÇÕES QUE ESTÃO COLOCADAS PELO SEP/CNESE.
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Por isso, com confiança, vamos realizar esta Greve … e este é o tempo de tudo fazermos … para conseguirmos aquilo que justamente reivindicamos
Vale a pena perder 2 dias de salário num mês … para ganhar mais ao longo da vida
Vale a pena perder o incentivo dum mês (que nem regulamentado está e até pode vir a ser retirado) … para ganhar mais ao longo da vida
Tudo vale a pena … por uma questão de “brio” e dignidade profissional … Tudo vale a pena … QUANDO ESTAMOS CONSCIENTES DA RAZÃO QUE NOS ASSISTE.

2 – Serviços Mínimos
Apesar dos 2 IPOs (Lisboa e Porto) terem vindo (no devido momento) levantar discordância quanto aos nossos Serviços Mínimos Acordados HÁ VÁRIOS ANOS (pretendiam designadamente que toda a Cirurgia Programada fosse considerada urgente), APÓS REUNIÃO DO CONSELHO ARBITRAL (3 juízes) DO CONSELHO ECONÓMICO E SOCIAL, ontem proferiu a sua DECISÃO: VEI DAR RAZÃO, EM TODA A LINHA AO SEP. VEIO REEDITAR, MANTENDO NA ÍNTEGRA (reproduzindo o texto integral) O NOSSO ACORDO.
Assim, para:
- TODAS AS INSTITUIÇÕES DO SECTOR PÚBLICO (incluindo EPEs)
- TODOS OS ENFERMEIROS (incluindo CITs)
OS SERVIÇOS MINIMOS DO SEP (constantes do Pré-Aviso, das Directivas e do Acordo) SÃO OS QUE LEGALMENTE VIGORAM

3 – Notas
– O SEP/CNESE já indicou os seus elementos para o Grupo de Trabalho conjunto (com MSaúde) para estudar um Sistema Específico de Avaliação de Desempenho
"
Fonte: e-mail enviado pelo SEP

sábado, março 28, 2009

Propostas formativas...

(Clicar para ampliar)
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Pós-Graduação em Enfermagem Pré-Hospitalar

Pós-Graduação em Enfermagem Forense

1ª Conferência Nacional sobre Simulação Biomédica
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Encontro de Enfermagem Cirúrgica 2009
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Encontro Nacional de Enfermagem em Cardiologia
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Encontro de Enfermagem de Emergência

O mistério do site INOP do Sindicato dos Enfermeiros

Imensos colegas têm questionado a razão da inoperacionalidade do site do Sindicato dos Enfermeiros. Temporariamente, por limitações técnicas, o Sindicato dos Enfermeiros está disponível em http://sindicatodosenfermeiros.blogspot.com.

quinta-feira, março 26, 2009

"É para avançar com os paramédicos!"


"É “para avançar” a Escola Nacional de Emergência Médica. No entanto, Abílio Gomes [presidente do INEM] é cauteloso.
Por enquanto só os terrenos estão assegurados, no Porto, mas, no próximo ano, o Executivo quer lançar os primeiros cursos.

Mal tomou posse, o presidente do INEM defendeu que o país precisa de paramédicos, uma carreira que existe noutros países mas, por cá, a ideia foi chumbada pela Ordem dos Médicos [e Enfermeiros!].

A escola é para formar técnicos de emergência médica. Só depois se verá se poderiam, por exemplo, trabalhar nos hospitais. Em declarações à Renascença, Abílio Gomes confirma que é um projecto para avançar pela necessidade de existir uma estrutura que tenha capacidade para certificar todos os cursos de emergência médica e dar resposta ao volume das necessidades”. Por enquanto ainda não está definido se a Escola Nacional de Emergência Médica vai ser uma possibilidade para quem termina o 12º ano e qual será a duração dos cursos." link
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O "país precisa de Paramédicos"? Para quê?
Uma história verídica (que os presentes no evento poderão confirmar) que deixará muito boa gente incrédula pela aberração do conteúdo: certo dia, em certo evento, o presidente do INEM perguntou uma vez "onde é que a VMER transporta os doentes"! Entenderão, estes senhores, assim tanto de emergência pré-hospitalar?
Mas estas ideias patetas dos paramédicos (numa altura em que o resto do mundo aposta nos Enfermeiros no pré-hospitalar), brotam de outras mentes que não a do Ti Abílio...
Vagueia pelo INEM um espírito paupérrimo chamado Sá de Almeida...

quarta-feira, março 25, 2009

Pontualidade britânica, a originalidade portuguesa e a Lucília Nunes - a mulher que aborrece o tédio!

Acabei de receber, hoje, a revista da Ordem dos Enfermeiros (OE) n.31 de Dezembro de 2008, na caixa de correio de minha casa.
Desta vez - até que enfim! - a revista da OE aborda um tema diferente do habitual: o IX Seminário de Ética (a força motriz dos Enfermeiros?)!

Só ainda aconteceram 9? Quase que jurava a pés juntos que eram 99...

(Alguém focou a questão da substituição dos Enfermeiros por paramédicos?
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Alguém se mostrou preocupado com a proliferação dos podólogos/gerontólogos?
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Alguém perguntou porque é que os Enfermeiros hospitalares deixaram de prescrever dietas e puxaram a cadeira para os nutricionistas/dietistas se sentarem confortavelmente?
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Algum curioso demonstrou interesse em saber porque é que os Enfermeiros deixaram de fazer ECG's e fazem vénias aos técnicos de cardiopneumologia?

Alguma alma caridosa perguntou porque é que a prescrição de pensos com princípios activos, em algumas instituições, começa a ser feita por farmacêuticos?

Algum ser intrigado questionou porque é que agora são os técnicos de radiologia a puncionar e infundir os produtos de contraste?

Algum indisciplinado quis compreender porque é que, em vários locais, a intervenção psicoterapêutica (IP) feita por Enfermeiros começa a ser substituída pela IP levada a cabo por psicólogos?

Algum inconformado tentou perceber porque é que os Enfermeiros estão - lentamente - a ser prescindidos dos cargos decisórios e gestão?)

Curioso foi verificar que um dos melhores palestrantes... foi um médico, e um dos piores... Enfermeiro! Irónico?
Quanto à pior nem guardo segredo - a galardoada com o prémio "sonorífero do ano" é... a inteligente e intelectual Lucília Nunes!
Esta senhora tem o incrível dom de falar, falar, falar e não dizer absolutamente nada de relevante. O pio da moça é enfadonho e irritante. Para aquilo que interessa não pia: lá para os lados onde dizem que ensina, há quem se dedique a formar Fisioterapeutas com o objectivo de serem Enfermeiros-Obstetras. Alguém ouviu a "primeira dama" do Jurisdicional piar? Eu não.
O colega NEL deixou um comentário interessante a respeito de tudo isto...

"Denota-se, no meu entender,uma idionomia pouco clara, resultante de influências obscuras, cujo os contornos começo a agora a vislumbrar.
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O afastamento do modelo Biomédico, não trouxe à enfermagem nenhum beneficio, antes pelo contrário, levou a enfermagem para caminhos platónicos, havendo claramente um repúdio pela parte técnica, passando a valorizar-se os "relatórios".
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Aprimorou-se e realçou-se actividades como a dobra dos lençóis, que realmente poderá ser útil se o enfermeiro decidir trabalhar numa lavandaria.
Aprimorou-se e realçou-se actividades como os cuidados de higiene, como se fosse necessário ter uma licenciatura para a realizar, logo qualquer Gestor com dois dedos de testa pensa: vou pagar vencimentos elevados aos enfermeiros para dobrarem lençóis, mudarem fraldas, prestarem cuidados de higiene, ajudarem os doentes a comer, quando isso pode perfeitamente ser feito por qualquer pessoa!!!!
Esta é a imagem que a sociedade ainda tem da Enfermagem."

segunda-feira, março 23, 2009

Como serão calculados os suplementos salariais (horas de qualidade)?


A postura do Ministério da Saúde já vai, ligeiramente, mais ao encontro das pretensões dos Enfermeiros e aceitou começar a negociar os salários da classe, partindo da base inicial considerada para os Técnicos Superiores (TS) da Administração Pública.

Ficamos na expectativa relativamente à rapidez da progressão e respectivo topo salarial (que em coerência não deve nunca ser inferior à carreira do TS).

Uma outra questão surge. Como será calculada a suplementação (horas de qualidade)? A desconsideração/desvalorização desta, acarreta graves prejuízos para a classe. Penso que é imoral, injusto e descabido que um profissional de Enfermagem seja recompensado por exercer, por exemplo, na noite de Natal por meia dúzia de euros.
Percentagens baixas não traduzem a penosidade e as nefastas alterações sócio-profissionais e pessoais, bem como o rápido desgaste a que estão sujeitos os Enfermeiros.

Não aceitamos que a tutela nos ofereça um presente envenenado (diminuição real dos salários como consequência da alteração da suplementação)!
Diminuição do segmento temporal considerado como horas de qualidade ou diminuição percentual das respectivas horas não se coadunam com a exigência laboral e "sacrifício" a que o exercício da Enfermagem se devota. Enquanto os outros licenciados da função pública gozam os fins-de-semana, feriados, Páscoa, Natal, etc, com a família... os Enfermeiros não!
Levantam-se vozes que apelam à negociação de um suplemento fixo calculado com base salarial...

domingo, março 22, 2009

www.Enfermagem


Secção Regional da Madeira/Secção Regional do Norte
Dia 3 de Abril de 2009 - Hotel Monumental Lido
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"A Internet é um poderoso sistema de Comunicação da Era da Revolução Tecnológica. A Enfermagem, tem aproveitado na World Wide Web uma excelente oportunidade de melhorar e inovar os seus processos de comunicação, com sistemas de informação facilitadores da produção de indicadores específicos desta ciência e com o acesso à evidência científica, através das plataformas de pesquisa de bases de dados."

Consulte aqui o programa do simposium

quinta-feira, março 19, 2009

Comité de perseguição aos Enfermeiros!?


"Conselho da Europa aponta falhas nos hospitais psiquiátricos portugueses" link

"O uso "generalizado" da medicação de emergência, prescrição sem consentimento e o internamento compulsivo são alguns dos problemas encontrados nos hospitais psiquiátricos prisionais portugueses"

"O relatório foi elaborado após uma inspecção feita (...) pelo Comité Europeu para a Prevenção da Tortura e Tratamento Desumano ou Degradante (CPT), um organismo do Conselho da Europa"

"O CPT aponta (...) situações em que a medicação de emergência foi "generalizada", sem a "vigilância apropriada do pessoal médico" e com "demasiada responsabilidade dos Enfermeiros", o que pode "deixar a porta aberta para um possível abuso""

"A delegação europeia descreve também situações em que os medicamentos são dissolvidos na comida dos pacientes, "sem o seu consentimento"."

"O CPT recomenda uma revisão da abordagem do uso da medicação", revela o relatório (...)"

"Na resposta, as autoridades portuguesas admitem que em São João de Deus a prescrição da medicação de emergência é feita "sem a prescrição médica ou psiquiátrica, mas de Enfermeiros""

Mas o que é isto??

quarta-feira, março 18, 2009

Os 12 cavaleiros...


No sentido de elaborar uma proposta mais credível e ajustada às particularidades da profissão, a Ministra da Saúde, Ana Jorge, convocou um grupo de 12 Enfermeiros para colaborarem na concepção da mesma.
Esperemos que, estes 12 colegas, se recordem das injustiças a que a nossa classe tem sido acometida, aguardando nós, uma proposta digna e valorizável. Todos os que partilhamos os mesmos bancos nas Escolas de Enfermagem, esperamos que assim seja. Neste momento tão delicado, o nosso pensamento está com eles. Os 12 "cavaleiros" são (assim saberemos quem são eles se o processo correr bem... ou mal!):

Adelina Cruz - ACSS, ex-IGIF
Ana IsabelUSF de Freamunde
Ana Soares - H.S Marta
António Tomé - SRS Beja
Belmiro Rocha - CHVNG/E
Cristina CorreiaAssessora do Ministério da Saúde
Graça EliseuARS Alentejo
Helena AlmeidaEnf. Directora – Hospital do Barreiro
Isabel OliveiraARS Norte
Manuela TeixeiraEnf. Directora, HUC
Maria do Carmo Ferreira - SRS Braga
Sérgio GomesChief Nursing Officer, DGS
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"A ministra da Saúde afirmou hoje que o prazo dado pelo Sindicato dos Enfermeiros para apresentar uma contraproposta sobre a reestruturação das carreiras era demasiado curto, e sublinhou que esse documento só deve estar pronto no final da semana" link1 link2

terça-feira, março 17, 2009

Sindicato de Enfermeiros avança com novo pré-aviso de greve!!


"O Sindicato dos Enfermeiros vai entregar, esta terça-feira, um pré-aviso de greve para os dias 2 e 3 de Abril. Em causa está o «impasse» em relação ao processo negocial do estatuto da carreira.
Os Enfermeiros esperaram até hoje por uma contra-resposta por parte do Ministério da Saúde em relação ao estatuto da carreira.
(...)
«Este processo negocial da carreira não pode arrastar-se por tempo indeterminado, até porque vamos ter processos eleitorais», disse, sublinhando que «o Ministério da Saúde já devia ter concretizado todo o trabalho preparatório deste processo».
" link

segunda-feira, março 16, 2009

É triste...


... mas é verdade. Outrora eu era leitor assíduo de vários jornais on-line espalhados pelo mundo, com especial interesse para o sector da saúde, mas nos últimos anos venho a assistir a uma crise internacional no domínio da Enfermagem, o que diminui substancialmente a vontade de os ler.
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Publicita-se uma suposta "falta de Enfermeiros", mas basta ver com atenção o que se passa nos quatro cantos do mundo e constatamos que na realidade não é bem assim. Países como o Reino Unido, Irlanda, EUA e Canadá entre outros, experimentam um excedente no que toca à quantidade disponível de Enfermeiros. Nunca se formaram tantos profissionais de Enfermagem como agora.
Mas ninguém parece preocupado, pelo contrário, a efémera ilusão de poupança, criada pelo esmagamento salarial dos Enfermeiros, terá repercussões nefastas. Outras classes parecem não ser tão desprezadas. Por exemplo, os EUA tentam estabilizar o ritmo da formação médica, além de fecharam as fronteiras à entrada de médicos estrangeiros, por alegado excesso de profissionais (este sim, encapuçado por lóbis).

Mais grave. A Enfermagem, reserva-se no direito de se preocupar com falsas filosofias demagógicas e uma defesa intransigente de uma essência retrógrada, que deixaria a própria Florence Nightingale entristecida.

Veja-se o estranho e caricato caso americano, que se caracteriza por um abrandamento da procura de Enfermeiros:

"Demand for nurses fades slightly (...) Though it has long been considered a secure career with an oversupply of jobs, the nursing profession is now feeling the economy's pinch." link

Já existem mais Enfermeiros que vagas disponíveis:

"One hospital had 400 applications for 30 spots. A year ago new grads could pretty much call the shots" link

Nos EUA onde muitos, estupidamente, caracterizam algumas classes de Enfermeiros como "mini-médicos", os essenciocracistas parecem estar cada vez mais despreocupados.
Criou-se uma nova classe de profissionais, que nos últimos anos cresceu violentamente, em termos quantitativos e qualitativos, e que manifestamente reduz a procura de Enfermeiros - os Assistentes Médicos (PA): "someone who practises medicine under the supervision of a physician", e tudo o que os Enfermeiros não queriam fazer - invocando filosofias idiotas - já existe quem queira. São mais bem pagos do que os Enfermeiros e os médicos agradecem o afastamento progressivo da classe de Enfermagem de todo o processo decisório relativamente aos utentes. Gradualmente perdemos poder, influência e tornamo-nos cada vez mais substituíveis.

sábado, março 14, 2009

Primeiros sinais...


"«Há alguns sinais por parte do Ministério da Saúde que permitem antever uma aproximação de posições [relativamente à negociação da nova carreira], nomeadamente, sobre a estrutura das carreiras e a grelha salarial», disse José Carlos Martins (SEP).
Apesar destes «sinais de evolução» os Enfermeiros insistiram no protesto de hoje como forma de dizer ao governo que esperam ver concretizada uma nova proposta com essa aproximação de ideias. O SEP espera que esta proposta chegue até à próxima segunda-feira, caso contrário, emitirá na quarta-feira um pré-aviso de dois dias de greve que deverá acontecer na semana entre 30 de Março e 03 de Abril." link

sexta-feira, março 13, 2009

Enfermeiros na RTP1 - "Manifestação em directo"


Duas centenas?


"Perto de duas centenas de Enfermeiros concentraram-se frente ao Ministério da Saúde, em Lisboa, munidos de apitos, para protestar contra a proposta do Governo de reestruturação da carreira" link


Nova reunião com o MS


"Em declarações à Agência Lusa, (...) o Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (...) explicou que a reunião de quinta-feira com os responsáveis do Ministério da Saúde chegou ao fim sem acordo sobre a revisão das carreiras e que o sindicato comunicou ao Ministério as suas intenções.
"Caso segunda-feira não tenhamos até ao final do dia a contraproposta, terça-feira sai um pré-aviso de greve de dois dias que os Enfermeiros irão fazer proximamente" (...).
(...) Durante a reunião houve um "ligeiro aproximar de posições relativamente à estrutura de carreira" mas que existem "princípios estruturantes" em que sindicato e Ministério continuam a ter posições afastadas.
" link

quinta-feira, março 12, 2009

Manifestação de 13 de Março


"Caro colega
Correm boatos que a Concentração foi desmarcada. NÃO É VERDADE.
A CONCENTRAÇÃO MANTÉM-SE E COM RAZÕES ACRESCIDAS.

Contrariamente ao que o Ministério da Saúde se tinha comprometido (como é habitual), até às 2h00, ainda não chegou a Nova Proposta reformulada que ficaram de enviar. A Reunião negocial mantém-se para amanhã
[hoje] às 16h30 entre CNESE e MS!

No dia 13, às 11h30, NA CONCENTRAÇÃO, faremos a informação da reunião negocial.
O momento de intensificar a luta está em marcha. Este é o momento da nossa Carreira… não será em Dezembro! Ou depois. E esta é a Carreira para a maior parte da nossa vida profissional, de cada um.

E a Carreira diz respeito a todos.


Cumprimentos
José Carlos Martins
"
Fonte: e-mail enviado pelo SEP

terça-feira, março 10, 2009

Não admitimos!


O que é os Enfermeiros não admitem? link

segunda-feira, março 09, 2009

Carreira de Enfermagem... Iraquiana! (44 segundos, legendado em português)

video

Vídeo enviado por e-mail (Desculpem a inconsequência, mas tive mesmo de publicar. Não é da minha autoria.)


Sexta-Feira, 13 de Março - o dia "E"?


Colega, quer dignificar a Enfermagem? Clique aqui por favor.

Ó tempo, volta para trás....


Hoje, enquanto procurava um livro, deparei-me com algo que, embora não perdido, há muito que não via nem reflectia sobre o seu significado. Voltei a ter nas mãos a caneta com a qual assinei a minha tomada de posse na função pública. Quem me conhece bem também conhece o meu fascínio por estes objectos de escrita. Mas esta caneta é especial. Apesar de eu, regularmente, despender algum dinheiro na compra destes objectos, esta caneta foi-me oferecida.

Um dia, há muito tempo atrás, encontrava-me eu de serviço, disseram-me que havia alguém queria falar comigo. Que aguarde um momento - disse. Era uma utente. Trazia um presente. Raras são as vezes em que aceitei algo, mas daquela vez não recusei. Estendeu-me a mão e ofereceu-me um pequeno embrulho. Disse que eu tinha feita algo por ela muito importante e que se eu não aceitasse a deixaria desapontada (como poderia recusar?).
Francamente, as minhas recordações sobre os factos que ela ia, pacientemente, mencionando eram vagas. É mais fácil os utentes lembrarem-se de nós, do que nós deles. Voltei e abri o embrulho. Uma caneta. Uma Cesare Emiliano manufacturada em prata (igual à da foto). Esteticamente apetecível, com o toque e qualidade italiana, gostei. Juntei-a à restante colecção.

Dias antes da tomada de posse (nesses tempos algo importante e personalizada), lembrei-me dela. Ficou prontamente decidido - ia assinar com o meu presente.

O dia chegou e eu era grevista (irónico?). Decorria uma greve dos Enfermeiros e eu fazia parte da constituição do piquete.
Entrei no salão onde era habitual decorrerem estes eventos mais formais. Pequeno discurso dos elementos do Conselho de Administração, lembranças oferecidas pela Direcção de Enfermagem, palavras de agradecimento dos Enfermeiros, tomada de posse (todos - quatro - levavam o seu objecto de escrita especial), fotografias para o arquivo, chá com biscoitos, confraternização breve e... regresso à greve. Houve tempo ainda para comentar e chamar a minha atenção para os gatafunhos feitos por mim "no acordo selado com o estado português". "É assim que consta no meu bilhete de identidade" - expliquei e saí.

Belas recordações. Só gostava que muitos de vós tivessem sido Enfermeiros nesses dias. Valorizados, admirados e respeitados. Certamente, alguns dos que estão a ler este post, ainda se lembram do tempo em que telefonavam aos Enfermeiros para os "convidar para trabalhar". E se não se atendesse, vinham, insistentemente, bater à porta. Tentavam convencer os "senhores Enfermeiros" esgrimindo com argumentos financeiros. Os Enfermeiros Directores trocavam palavras azedas entre si para cativar e roubar Enfermeiros ao "vizinho". Lembro-me como ficavam a olhar - com admiração - para nós quando revelávamos a nossa profissão. Ó tempo, volta para trás.
Ainda escreve, a minha Cesare Emiliano.

sábado, março 07, 2009

Descubra as diferenças!


Negociações do Ministério da Saúde com os Enfermeiros:
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"O Ministério continua a não ceder na existência de uma carreira para os enfermeiros, continua a defender a manutenção de uma carreira com duas categorias, como se houvesse dois níveis de enfermeiros e, por último, também não cede nas questões salariais" link

Negociações do Ministério da Saúde com os Médicos:
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"A Ministra da Saúde deixou ontem os líderes dos dois sindicatos médicos apaziguados, ao demonstrar uma "abertura completa" para apresentar uma nova proposta de diploma da revisão das carreiras e garantir que a avaliação de desempenho será adaptada à especificidade da profissão" Fonte: Jornal Público

quinta-feira, março 05, 2009

A luta vai começar!


"A reunião desta quinta-feira entre o Ministério da Saúde e o Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP) "correu mal", pelo que se mantém o protesto marcado para o próximo dia 13. O Ministério continua a não ceder na existência de uma carreira para os enfermeiros, continua a defender a manutenção de uma carreira com duas categorias, como se houvesse dois níveis de enfermeiros e, por último, também não cede nas questões salariais', reclamou José Carlos Martins, dirigente do SEP."

"'Da nossa parte, não há cedências: continuamos a exigir um diploma de carreira, regulamentado não só para os actuais enfermeiros, mas também para futuros, com uma única categoria, e continuamos a exigir um salário ao nível de qualquer licenciado, porque os enfermeiro não são licenciados de segunda categoria', reiterou José Carlos Martins" link


Não podemos descurar nenhuma possibilidade para que as forças politicas acordem ao que estão a fazer à maior e à mais cumpridora classe de profissionais em Saúde.
Apelamos a que publiquem este Post nos vossos blogs, transmitam-no via email e copiem a carta que vos deixamos (ver em baixo) para os seguintes sites, Fax ou email…
Carta para o Presidente da Republica (link - cliquem aqui)
Carta ao Governo (link - cliquem aqui)
Ministra: Ana Jorge Morada : Av. João Crisóstomo, 9, 6º -1049-062 Lisboa
Tel.: 213 305 000 Fax: 213 305 175Correio electrónico: gms@ms.gov.pt
Deste modo, voltamos a mostrar toda a nossa indignação. Várias foram as promessas sucessivas de que Enfermagem veria ser reposto o seu valor a carreira de Licenciados. Já estamos fartos de esperar, por isso deixamos este documento que caso assim entenderem só têm que assinar e enviar por mail ou fax para o Ministério da Saúde.

"Sra. Ministra da Saúde
EU, INDIVIDUALMENTE, TAMBÉM CONTESTO!
No passado dia 20 de Fevereiro, durante a Greve Nacional de Enfermeiros, a Sra. Ministra da Saúde anunciou e, finalmente, concretizou o envio, aos Sindicatos, da proposta reformulada, cujo compromisso tinha assumido no dia 29 de Dezembro de 2008.
Na proposta constato, e no que diz respeito a estes 4 princípios:
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1. UMA CARREIRA PARA TODOS OS ENFERMEIROS – face a esta reivindicação, justa, o Ministério assume que a mesma apenas está dependente de uma decisão politica, razão pela qual propõe que os actuais enfermeiros, a contrato individual de trabalho por tempo indeterminado possam optar pelo que vier a ficar regulamentado neste decreto-lei. Contudo, isso não é suficiente! Nós, enfermeiros, não aceitaremos a manutenção de qualquer tipo de discriminação e, na realidade, o que a Sra. Ministra está a propor é o seu aprofundamento, porque, no âmbito da sua opção, estão vedadas todas as restantes regras aplicáveis aos colegas com contrato de trabalho em funções públicas e, inadmissivelmente, nada disto é possível para os futuros enfermeiros.
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2. UMA CARREIRA COM UMA ÚNICA CATEGORIA – a Sra. Ministra ao manter uma proposta com duas categorias, insuficientemente justificada com supostos conteúdos funcionais diferentes, contrários ao que hoje está legalmente consagrado no REPE, no Decreto de Lei que transforma a formação dos enfermeiros em Licenciatura e no Código Deontológico revela apenas ter um objectivo: IMPEDIR O DESENVOLVIMENTO DOS ENFERMEIROS NO LEQUE SALARIAL QUE O ACTUAL GOVERNO CONSIDEROU SER O MAIS JUSTO PARA REMUNERAR OS LICENCIADOS.
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3. DESCATEGORIZAÇÃO DOS ACTUAIS ENFERMEIROS DA ÁREA DA GESTÃO – se a anterior proposta já era por nós considerada uma vergonha e um “atentado” à profissão, para esta só encontramos adjectivos num léxico pouco propício. Aos enfermeiros que estão, hoje, nas categorias de gestão da actual carreira de enfermagem, independentemente do que se tenha de reflectir sobre as práticas profissionais, foi exigido sempre concursos de acesso às categorias superiores; no acesso à categoria de enfermeiro graduado até 1988 para além do concurso era exigido um exame escrito de estudo obrigatório de 12 temas dos quais era escolhido 1 pelo júri. Para acesso à categoria de Enfermeiro Especialista era exigido, até 1991, nota positiva no exame de acesso à especialidade (a partir desta data passou a ser exigido a avaliação curricular), frequência da especialidade e posterior concurso de acesso à categoria, primeiro com exame escrito e depois com apreciação curricular. Para acesso à categoria de Enfermeiro Chefe e Supervisor era necessário a frequência dos cursos de Administração, concurso, apreciação e discussão curricular e, em muitos casos, avaliação do perfil psicológico. É DE TODO ESTE PERCURSO, INTRINSECAMENTE LIGADO AO DESENVOLVIMENTO DA PROFISSÃO que não é de todo admissível esta proposta da Sra. Ministra.
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4. GRELHA SALARIAL – é inadmissível que a Sra. Ministra esteja a propor aos enfermeiros uma remuneração de ingresso na actividade abaixo daquela que o Governo, por lei, consagrou para os restantes Licenciados da Administração Pública. É intolerável que a Sra. Ministra apresente uma proposta que coloque o topo da carreira dos enfermeiros abaixo do topo da actual carreira de técnico superior. É insustentável que a Sra. Ministra queira perpetuar a discriminação do reconhecimento do valor social do trabalho dos enfermeiros e, mais grave, que inadmissivelmente diminua, na proposta que se pretende para e com futuro, as expectativas de desenvolvimento salarial quando a comparamos com a actual Carreira de Enfermagem.
Porque o que está em causa é a Profissão de Enfermagem e o seu Desenvolvimento;Porque o que está em causa é o reconhecimento do grau académico e do valor social da profissão;
Porque não posso continuar a aceitar qualquer tipo de discriminação para e entre os enfermeiros, quer já estejam no exercício ou para os futuros,CONTESTO E REPUDIO VEEMENTEMENTE A PROPOSTA QUE NOS ENVIOU!
…………………(assinatura)………………….……………
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Fonte: Cogitare em Saúde

terça-feira, março 03, 2009

Ilusão de óptica, hipermetropia ou mitose?


A OE alberga nos seus órgãos de gestão algumas pessoas sem visão estratégica, pouco inteligentes e ambiciosas, retrógradas, incompetentes e... com sérios problemas oftalmológicos.

Entre toda esta incompetência e mediocridade, felizmente, germinam colegas com valor, astúcia, dinamismo e perspicácia (Enfs. Jacinto Oliveira, Germano Couto, Élvio de Jesus, Pedro José Silva, José Carlos Nelas, etc, entre muitos outros que me me vão perdoar o facto de não mencionar todos os nomes aqui).

A maior parte dos Enfermeiros não se revê na OE. Não concorda com as suas políticas, (falta de) estratégias, métodos e objectivos. Não há comunicação, adesão ou parcerias. Nada. Entre os Enfermeiros e os órgãos de gestão da OE nada mais existe do que... um deserto árido. Não existe poder sócio-político para regular a profissão adequadamente, defender os seus interesses ou impor as suas intervenções.

Mais uma vez a OE voltou às suas idiotices... desta vez na Conferência de Imprensa (em conjunto com os Sindicatos de Enfermagem) no Sana Lisboa Hotel.

Em primeiro lugar, repudiou "as afirmações proferidas na semana passada pelo Prof. Correia de Campos e pela Dr. Isabel do Carmo relativamente à empregabilidade de Enfermeiros e ao número excedentário dos mesmos". Eles apenas constataram o excesso de Enfermeiros no "mercado" português (custa-me aplicar este conceito no sector da Saúde!).

No seguimento desta afronta, a OE deixa bem claro: "apesar de o desemprego ter vindo a aumentar e existir um número crescente de Enfermeiros inscritos na OE, isso não significa que haja excesso de Enfermeiros, pois os mesmos não estão a ser «absorvidos» pelo mercado de trabalho". Em terras lusitanas isto denomina-se de... desemprego devido ao excesso de oferta e diminuição da procura. No número 75 da Avenida Almirante Gago Coutinho... o dicionário é outro.

Depois disto, a pérolas já saem naturalmente... "não entendemos, portanto, como é que um ex-Ministro da Saúde vem afirmar em público que os Enfermeiros são uma classe privilegiada em termos de empregabilidade no sector da Saúde". É difícil entender porque ele afirmou precisamente... o contrário.

Não satisfeita, a OE recidiva no vício maléfico: os rácios da OCDE! Como Enfermeiro, e a título construtivo eu explico uma vez mais aquilo que a OE tem dificuldade em assimilar. A estupidez em toda a sua plenitude brotou assim das pequeninas mentes da OE: "o rácio de enfermeiros por 1000 habitantes e tendo em conta o número de inscritos na OE no final de 2008, o valor é de 5,6. Acontece que o valor médio dos países da OCDE para este mesmo rácio é de 9,71. E portanto, só para atingir a média da OCDE, Portugal deveria ter mais cerca de 40 mil enfermeiros... A título meramente exemplificativo, o Luxemburgo tem um rácio de 16 de Enfermeiros por mil habitantes". Isto, logicamente, são dados inscritos no OECD Health Data 2008 (vulgo, OCDE).

Para atingir o rácio do Luxemburgo apenas são necessários uns meros 80 mil Enfermeiros para juntar aos que já existem...

O que a OE não é diz é uma pequenina nota de rodapé avisa que o Luxemburgo (tomemos este caso particular) engloba nestas contabilizações os Auxiliares de Enfermagem e os Assistentes de Enfermagem!! Por isso é que o rácio é tão elevado! Os Enfermeiros "diplomados" (Registered Nurses) são uma pequena fatia desses 16 "enf"/1000 hab.!!

Aliás, a OCDE avisa sempre que os seus rácios sofrem de sobrestimação por incluir outros profissionais relacionados com a Enfermagem! Como isso não chegasse, no elevado rácio da OCDE também está contabilizado o... desemprego!
Desta forma, temos um extrapolação duplamente falaciosa: estabelecemos uma comparação com cálculos que compreendem outros profissionais além dos Enfermeiros "diplomados", e a esses ainda somamos os... profissionais desempregados! Para além da OCDE, a OMS também deixa bem vincado este aviso!

Assim sendo, para quem tem dúvidas na contabilização dos rácios, a OMS avisa:

"Nurses: includes professional nurses, auxiliary nurses, enrolled nurses and other nurses, such as dental nurses and primary care nurses"

E a OCDE também avisa:

"Practising nurses are defined as the number of actively practising including self-employed nurses. The data should include both fully qualified nurses (with post secondary education in nursing) and vocational/associate/auxiliary/practical nurses, with a lower level of nursing skills"


AINDA RESTAM DÚVIDAS?
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TPC: Colegas, permitem-me que deixe aqui um quebra-cabeças (bom método pedagógico?) para a OE? Aqui vai amigos: como é que a Noruega passou de um rácio - super-estimado, por motivos atrás explanados - de 15.4 Enf/mil hab. em 2005, para 31.6 Enf/ mil hab. em 2006? Como é que duplicaram de um ano para o outro? Se os Enfermeiros fossem bactérias, eu diria que foi um processo mitótico. Pensem nisso.

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