segunda-feira, novembro 30, 2009

Amar?


"Anjos da guarda da saúde - Eles estão lá, sempre presentes, e devem amar cuidar do próximo. Assim são os Enfermeiros, profissionais cada dia mais valorizados, com campo de trabalho promissor no estado e possibilidades de ganho bem atractivas" link (Diário de Pernambuco - Brasil)

Irrita-me, profundamente, esta associação (que ainda se faz e que alguns teimam em fazê-lo) da Enfermagem com compaixão, amor, caridade, etc.

Os Enfermeiros conduzem o seu exercício profissional com a mesma força motriz de outras classes. Formação/conhecimento, dedicação, investimento, etc.
Prestamos um serviço à sociedade em troca de uma remuneração, tal como fazem tantas outras classes.

Eu não "amo" os utentes. Ajo/actuo, de acordo com as necessidades diagnosticadas, munido de matriz científica que contempla várias dimensões (biologia, química, psicologia, sociologia). Exerço por satisfação pessoal e profissional, não por amor (não confundir "amor" com técnicas de intervenção psicológicas, relacionais, etc.). Auto-realização, não compaixão. Em troca de uma remuneração, não por caridade.

O altruísmo, a existir, à semelhança de qualquer outra classe, rege-se por motivos individuais (voluntariado, ajudas humanitárias, etc).

O passado é importantíssimo na identidade de uma classe, mas esta ignorância que ainda sobrevive em muitas mentes, já não condiz com o novo perfil da profissão.

domingo, novembro 29, 2009

Promessa.


"A Ministra da Saúde, Ana Jorge, comprometeu-se a abrir concurso de duas mil vagas para os Enfermeiros e a apresentar uma nova proposta de grelha salarial (...)" link

sábado, novembro 28, 2009

II Conferência de Regulação do Conselho de Enfermagem e Assembleia Geral Extraordinária da OE (circo)!


Teve lugar, na passada segunda e terça-feira (23 e 24/11), a II Conferência de Regulação do Conselho de Enfermagem (CE) da OE. A Assembleia-Geral Extraordinária (AGE) da OE decorreu no fim do primeiro dia da Conferência (18h - para aprovação do Regulamento Eleitoral e do Regulamento de Inscrição e Atribuição de Título de Enfermeiro), com o objectivo claro de juntar o maior número de membros possível.
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Por motivos profissionais, não pude estar presente da forma que eu desejaria, mas fiz questão de comparecer nos momentos certos.
O circo, esse, este sempre em grande nível. A AGE foi participada, no seu auge, por 106 membros, a maioria, representantes dos vários membros dos órgãos da própria OE. Os Enfermeiros teimam em não se fazer representar nestes eventos.
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O Norte esteve em grande ênfase ao apresentar duas propostas - demasiado evidentes - em termos de benefícios para a transparência da OE (Enf. Germano Couto - SRNOE: inclusão nominal do candidato a Bastonário nos boletins de voto e recolha única dos respectivos boletins enviados por correio, que seriam retidos no apartado até ao último dia, altura em que seriam levantados e contados de uma só vez, respectivamente - Enf. José
Azevedo - SE).
Apesar de objectivamente salutares… foram contestadas! Num autêntico bad show, os votos foram contados e recontados (O Enf. Sérgio Deodato colocou em causa a votação), culminando em dois empates técnicos (qual a probabilidade de acontecer isto duas vezes consecutivas?).
Quem votou contra? Todo o Conselho Directivo da OE (imaginem só!!!), excepto o Enf. Élvio Jesus, Enf. Germano Couto e Enf. Rogério Gonçalves. O resto demonstra bem a cegueira e falta de visão predominante de certos membros da OE!
Desde logo gerou-se uma confusão e mal-estar inacreditável, culminando com o voto de qualidade da Presidente da Mesa da AG, Enf. Sara Alves de Brito, que desempatou (mesmo contra a sua vontade) antes que das palavras brotasse a acção... É demasiado translúcido: há quem queira uma Ordem dinâmica, outros… não.
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Resultado final: a Proposta de Regulamento Eleitoral da Ordem dos Enfermeiros foi aprovada com alterações. A Proposta de Alteração do Regulamento de Inscrição, Atribuição de Título e Emissão de Cédula Profissional foi aprovada sem alterações.
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A Conferência. O evento em si foi "interessantíssimo". Começo já por ressalvar o esforço que alguns Enfermeiros presentes (na plateia e oradores), pelo trabalho desenvolvido. Outros não.
Vi por lá muitas caras conhecidas: Enf. Maria Augusta de Sousa (Bastonária), Enf. Lucília Nunes (Presidente do CE), Enf. Manuel Oliveira (Presidente do Conselho Directivo da Secção Regional do Centro), Enf. Sérgio Deodato (Presidente do Conselho Jurisdiscional), Enf. Germano Couto (Presidente do Conselho Directivo da Secção Regional do Norte), Enf. Élvio Jesus (Presidente do Conselho Directivo Regional da Região Autónoma da Madeira), Enf. Teresa Oliveira Marçal (Vice‐presidente do Conselho Directivo), Enf. Jacinto Oliveira (Vice-Presidente do Conselho Directivo), Enf. Margarida Rego Pereira (Presidente do Conselho Directivo Regional da Secção Regional da Região Autónoma dos Açores) Enf. Carminda Morais (Secretária do Conselho Directivo) Enf. Juan Carvalho (Presidente do Sindicato dos Enfermeiros na Madeira), várias chefias de reputadas instituições, Professores, etc.
Esta "Conferência", organizada pelo Conselho de Enfermagem (Presidente - Enf. Lucília Nunes), foi, sem ferir susceptibilidades, tosca.
Sem uma orientação, uma linha condutora, um propósito. Foram convidados alguns colegas bem-intencionados e colou-se - a cuspo - as suas prelecções aqui e acolá.
Por isso se explica que numa Conferência de Regulação se misture na mesma panela matérias como "Vertente da Parentalidade", "Agressividade e Violência em Contexto de Cuidados", "Enfermeiro de Família", "Intervenção do Enfermeiros em Contexto de Urgência e Emergência", "Quedas em Meio Hospitalar", "Dor, 5º Sinal Vital", "Padrão de documentação dos cuidados de Enfermagem à pessoa com diabetes", "Proximidade e Desenvolvimento", etc... Um verdadeiro cozido à portuguesa.
Acerca de regulação propriamente dita, pouco... muito pouco... Não faltou a habitual "faltam Enfermeiros", pois claro!
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Muito do tempo foi consumido a enumerar intervenções da OE, algo que seria evitado, se… estivessem disponível no respectivo site. Tão simples!
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Foi de uma forma muito indelicada que a Enf. Lucília Nunes cortou a palavra à Enf. Olga Fernandes (Presidente do Conselho de Enfermagem Regional do Norte), quando esta respondia às questões provenientes da plateia, após uma apresentação objectiva, muito adequada à realidade e com um levantamento dos problemas reais que acometem a Enfermagem (ex. baixos salários e falta de liderança dos Enfermeiros em Lares e outras unidades, maior número de horas dedicadas à formação contínua dos Auxiliares do que aos Enfermeiros, etc), de uma forma muito directa e concisa....

Tive conhecimentos de projectos…. interessantes, desde de meias vermelhas com a inscrição "STOP"(!) na região plantar (pé), para calçar em utentes em risco de queda, a uma UCCI integrada no Hospital Valentim Ribeiro – Esposende (prelecção bem apresentada pela Enf. Madalena Filgueiras), mas que me suscitou a curiosidade pelo facto da colega ter apresentado um dado interessante: 98% dos Enfermeiros da respectiva unidade estão satisfeitos com trabalho desenvolvido, inclusive com os seus salários!!! Estranho... muito estranho.
Uma palavra de amparo para a Enf. Ana Quesado, por uma exposição esquisita e por um tom de voz que nos lançou numa peleja desigual contra o sono!

Para o fim da tarde do 2º dia, veio o Modelo de Desenvolvimento Profissional (MDP), pela mão do Enf. Rui Inês (Coordenador Nacional do MDP). Eu poupava muito tempo se este colega me tivesse facultado o papel por onde leu toda a sua apresentação, quase sem levantar os olhos, a um ritmo semi-western, ao mesmo tempo que deglutia algumas palavras, talvez pelo aperto da fome. Contrastou com as posturas expositivas one-cool-man-show dos Enf. António Nabais e Sérgio Deodato.
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Em teoria e conceito o MDP é bom, no entanto avistei ali o emergir uma máquina pesada que terá dificuldades em revolutear. Assente em concepções como o Exercício de Prática Tutelada (EPT - atribuição do título de Enfermeiro) e o Desenvolvimento de Prática Tutelada (DPT - atribuição do título de Enfermeiro Especialista), deixa à mercê de vários Ministérios a definição de aspectos importantes
e esbarra num aspecto logístico: como vamos disponibilizar locais de EPT para todos, sendo que estão 15 mil alunos de Enfermagem nas escolas, e mesmo para esses, os locais de “estágio” escasseiam? A bom rigor, não é possível, a menos que se comece a encaminhar os respectivos ensinos clínicos para Centros Comerciais e afins. Nasce também a figura do "Supervisor Clínico" (não confundir com o "Supervisor" da Carreira de Enfermagem).
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Por fim, o brilhante discurso final por parte da Senhora Bastonária, que chegou em cima da hora, entrando no auditório de forma triunfante, aclamada pelas palmas (das minhas mãos não ouviu nada) - conseguiu falar uns minutos e não dizer rigorosamente nada! Espantoso! Mas conseguiu dizer algo que me enterneceu: "tenho orgulho em ser Bastonária do Enfermeiros e em tudo o que se tem conseguido"!
O que me deixou a pensar: "será que se está a referir aos milhares de desempregados, aos salários de 500 euros, à expulsão dos Enfermeiros dos órgãos de decisão do SNS ou à terrível usurpação de funções que os Enfermeiros têm sofrido em todos os quadrantes??"

Enfermeiros indignaram-se e...


... escreveram à Revista Sábado (ver aqui porquê)!

"Exmo. Director da Revista Sábado
Miguel Pinheiro

Assunto: Direito de Resposta

No seguimento do artigo por vós publicado na edição n.º 290, intitulado “Os melhores hospitais de 2009” (págs. 51 a 73), serve a presente carta para expressar (atrevo-me) a revolta de uma classe de profissionais de saúde, leia-se, Enfermeiros, que vêem a sua imagem e o seu desempenho profissional denegridos.
Ao longo da edição, no que toca ao ranking dos hospitais portugueses, é notória a forma como se coloca a classe médica como personagem principal e, os restantes profissionais como meros figurantes.
O jornalista Pedro Jorge Castro e o repórter fotográfico Pedro Zenkl foram, durante 24 horas, a sombra de uma chefe do Serviço de Urgência de um hospital de Lisboa…convidados ou visita proposta? Curiosa será decerto a resposta!
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Várias são as passagens nos artigos que revelam insensatez e um total desconhecimento da realidade da prestação de cuidados no dia-a-dia, nomeadamente da posição da Enfermagem, o seu papel fundamental na equipa, os seus conhecimentos científicos, técnicos e humanos, bem como a estruturação da profissão, enquanto detentora de funções independentes, nada espelhadas no vosso artigo; pelo contrário, o espelhado assemelha-se a um “enxovalho” público.
Os leitores são atirados para uma realidade desfocada, uma realidade de submissão do Enfermeiro face ao Médico, através do recurso a expressões radicalistas:
“…desanca imediatamente por telefone, as enfermeiras que estão a fazer a triagem…” (pág. 55);
“…mandou recado por uma enfermeira…” (pág. 55);
“Elizabete Jorge acode de imediato. Está sozinha na enfermaria – e está em maus lençóis…” (pág. 64);
“O doutor está farto. Entre a administração de diuréticos e de nitratos o cirurgião recomenda-lhe calma…” (pág. 64);
“Elizabete entra novamente em histeria. Énio volta a adverti-la para se tranquilizar…” (pág. 65);
“ «Tudo calmo ao pé deste senhor» ordena o cirurgião.” (pág. 68).
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A cobertura jornalística deste projecto, coordenado pela Escola Nacional de Saúde Pública, que assenta nos resultados dos cuidados, “…mais do que averiguar se os doentes são tratados nos serviços certos ou se organização do hospital responde de forma estruturada a um problema de saúde…” (pág. 51), não projecta para a sociedade quem está por detrás destas conquistas; se tal cobertura jornalística fosse alargada às 24 horas que os Enfermeiros passam junto do doente, a realidade descrita nas vossas páginas, com toda certeza, seria totalmente diferente.
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A Enfermagem é retratada como a equipa de bastidores de uma peça dirigida pela Medicina, MAS os médicos não são maestros que fazem uso sua batuta para dirigirem o trabalho dos Enfermeiros, isto é, não têm autoridade sobre o seu conteúdo funcional. Como equipa, ambos detêm funções independentes e interdependentes.
Nós, Enfermeiros, somos detentores de um curso superior – Licenciatura – formados por Escolas Superiores, a quem foram reconhecidas competências na prestação de cuidados. A nossa profissão faz uso de metodologia científica e distingue-se, por ser transversal a outras disciplinas, por conseguirmos dar resposta ao holismo do doente, e não apenas à sua componente biológica; somos um elo fundamental na cadeia do sistema de saúde, (sim, é verdade!) embora o vosso artigo caracterize (ainda que erradamente) a equipa de saúde como sendo apenas composta pelo corpo médico.
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Convido-vos a uma breve análise do conteúdo funcional da nossa profissão:
· Somos os primeiros na abordagem ao doente;
· Identificamos problemas de saúde e actuamos em situação de emergência;
· Organizamos, coordenamos, executamos, supervisionamos e avaliamos as intervenções de Enfermagem aos três níveis de prevenção, ao individuo, família, grupos e comunidade;
· Decidimos sobre técnicas e meios a utilizar na prestação de cuidados de Enfermagem;
· Utilizamos técnicas próprias da profissão com vista à manutenção e recuperação das funções vitais (respiração, alimentação, eliminação, circulação, comunicação, integridade cutânea e mobilidade);
· Encaminhamos e orientamos para recursos adequados;
· Promovemos a intervenção de outros técnicos de saúde;
· Participamos na coordenação e dinamização das actividades inerentes à situação de saúde/doença, bem como na elaboração e concretização de protocolos;
· Somos responsáveis por áreas como gestão, investigação, docência, formação e acessoria;

A vossa edição enaltece os médicos pelos seus heróicos actos; eu destaco a sua conduta arrogante do alto da bata branca e, os impertinentes comentários lançados pelos jornalistas:
“«Olhe doutora, beijei hoje uma senhora com gripe A. Acha que estou infectado? Quero a vacina!». Galhofa geral no posto de comando das urgências do Santa Maria.” (pág. 54);
Se faz jus ao seu título de médica, devia validar os medos do utente, e abster-se de juízos de valor.
“ «Com vocês duas aí a triar, isto hoje vai ser para negativos. É quase tão mau como a …» [e diz o nome de uma antiga enfermeira gozada por todo o serviço pela reputação de incompetência].”(pág. 55);
Prova escrita do enxovalho público dos Enfermeiros…
“ «Quem é que está a fazer tanto barulho? Senhores enfermeiros, não querem virar aquele senhor de lado? Parece o leão da Metro a rugir» - o barulho fez-lhe lembrar o animal que surge no início dos filmes de uma produtora de Hollywood.” (pág. 56)
Riram-se? Acharam cómico? Era algum familiar vosso? Era assim que o gostariam de ver cuidado…ou como diriam os Srs. de bata branca por vós enaltecidos: tratados? Fizeram alguma pesquisa prévia da fisiologia da dor? De como pode ser agonizante? É uma sugestão…
“Uma conversa desagradável: a filha quer saber porque é que não foi feito uma TAC ao pai, sente falta de um exame, algo palpável que confirme o diagnóstico. A chefe assume uma postura defensiva: «Expliquei-lhe três vezes na sexta-feira. Não vou discutir indicação de exames consigo. Estudei para isso, tenho 30 anos de Medicina, senão a medicina era feita por computadores.»” (pág. 56)
Felicitações pela sua larga experiência, pena que não se tenham lembrado de registar no vosso artigo a provável ansiedade que a dita filha devia sentir pela situação do pai, e a forma como isso influencia a percepção da informação que o profissional quer passar.
“ «Como é que lhe fez um exame neurológico se ele não responde nem diz nada?», insiste a filha. A médica responde: «Com a sua pergunta está a mostrar que não sabe o que é um exame neurológico» ” (pág. 56)
Duas vezes felicitações pelos 30 anos de Medicina que fizeram questão de realçar, e pela segunda vez lamento que os jornalistas não tenham realçado quem afinal tem que deter os conhecimentos, e quem está sujeito ao dever de informação…

É aqui que a ‘equipa dos bastidores’ sobe ao palco, para resolver as lacunas de informação deixadas. Com todos os seus conhecimentos científicos, os Enfermeiros esclarecem e validam a informação percebida por utentes e familiares.
Numa era em que se condenam leigos pelo uso indiscriminado de informação online, na procura de resposta para as suas dúvidas em questões de saúde (aquele palavrão dito pelo médico e que ninguém percebeu, aquela medicação que ninguém sabe o que é, como actua, os efeitos indesejados esperados, reacções a que devem estar atentos e comunicar aos serviços de saúde, os cuidados a ter face a determinada doença, vulgo, patologia, etc), seriam de enaltecer, sim, os correctos cuidados de saúde.
Ao atribuírem notoriedade a simulacros como o 3º lugar: Hospitais da Universidade de Coimbra, mais uma vez revelam a vossa ignorância no que toca à profissão de Enfermagem. Internas de Medicina a fazerem-se passar por Enfermeiras “em maus lençóis”, “em histeria”, “assustada”, que “não ajuda”, que grita “Ai doutor, e agora?” cria a revolta no seio da nossa classe.
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Poderia sugerir 24 horas com Enfermeiros com cobertura dos seus cuidados, do seu desempenho, das suas competências…mas não, não queremos mediatismos, apenas ser devidamente reconhecidos e dignificados como importantes que somos, pelo que fazemos.
Mais informo que a presente carta será remetida para a Ordem dos Enfermeiros, à qual será dado conhecimento do vosso infeliz trabalho, e a qual tomará as devidas posições.
Convicto que este poderá ser o despoletar da voz da Enfermagem,

Asssinado"

quinta-feira, novembro 26, 2009

Reunião entre SEP e Ministério da Saúde já terminou...


"A reunião do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP) com o Ministério da Saúde terminou sem novidades, excepto a marcação de dois novos encontros para os dias 9 e 15 de Dezembro.

Nessa altura, o Ministério da Saúde deverá avançar com as propostas e soluções para os problemas que afectam os Enfermeiros, e, em particular, os Enfermeiros do INEM. Quanto à polémica que antecedeu esta primeira reunião – a pressão do Ministério para que o Sindicato desmarcasse a vigília que estava agendada para esta tarde –, José Carlos Martins, do SEP, afirma que afinal tudo não passou de um mal entendido." link

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Vamos ter confiança...

Ah, grande Enf. Élvio Jesus!!!


"Jardim Ramos [Secretário Regional dos AS - Madeira] ofendido com Ordem dos Enfermeiros [SR da Madeira, presidida pelo Enf. Élvio Jesus]" link (ler mais aqui e aqui)

"O secretário regional dos Assuntos Sociais, Francisco Jardim Ramos, abandonou, ontem, a sala, durante a sessão de abertura do painel sobre “Emergência Pré-Hospitalar”, organizado pela secção regional da Ordem dos Enfermeiros (OE), por entender que a intervenção «de natureza sindical» do presidente da secção regional da OE, Élvio Jesus, «foi ofensiva, desrespeitadora e completamente desprovida de urbanidade e fora do contexto para o qual foi convidado, razão pela qual decidiu abandonar a sala».
Num comunicado enviado às redacções após ao sucedido e assinado pelo chefe de gabinete, Miguel Pestana, o governante esclarece que «desde sempre mostrou disponibilidade para dialogar com a OE, sempre que necessário e em local próprio». O abandono da sala deu-se quando Élvio Jesus estava a discursar na abertura do painel sobre emergência pré-hospitalar, mas, aproveitando a oportunidade, disse que havia enfermeiros descontentes com as mudanças no Serviço de Saúde da Região Autónoma da Madeira, E.P.E. (SESARAM) e por isso podiam «avançar para tribunal para recolocar a legalidade». Jardim Ramos não gostou da declaração e ainda antes de entrar na sala, o governante tinha esclarecido à comunicação social que «não há ilegalidades, porque nunca foram registadas, o que de facto tem havido é conversações e negociações».

O secretário desmentiu também a existência de um abaixo-assinado com 600 assinaturas de enfermeiros mostrando o seu descontentamento, como tinha afirmado anteriormente Élvio Jesus, dizendo que o que chegou às suas mãos foi apenas «uma folha com quatro nomes». No final de toda esta situação e, em comunicado, o secretário regional dos Assuntos Sociais lamentou o sucedido e endereçou um pedido público de desculpas aos participantes e entidades convidadas presentes no evento, «certo de que compreenderão que outra não poderia ter sido a sua atitude».

Pode ler-se ainda no comunicado que este episódio desagradável não invalida o compromisso assumido pela SRAS, em manter o diálogo franco com as estruturas representativas da classe profissional dos Enfermeiros, sempre que seja considerado necessário e em contexto apropriado para o efeito». Ainda ontem, Jardim Ramos garantiu que o concurso público para a admissão de novos Enfermeiros irá abrir até ao fim deste mês, como prometido. Serão abertas 70 vagas."

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Mentiras escondidas!


"«Já fizemos um levantamento do número de enfermeiros, em cada um dos centros de saúde, e verificámos que pelos menos na região de Lisboa faltam mais de mil enfermeiros, tendo em conta os rácios da OMS», afirmou Isabel Barbosa, dirigente do SEP, citada pela edição online do ‘Público’.«

Se tivermos em conta apenas os cuidados primários, ou seja, os centros de saúde, faltam cerca de cinco mil enfermeiros. Mas estamos a deixar de fora a rede de cuidados continuados, a rede de cuidados paliativos e os hospitais porque juntando tudo são cerca de 21 mil», garantiu." link

A Enf. Isabel Barbosa é burra! Não sabe que os rácios da OMS não podem ser aplicados em Portugal, porque são resultado de uma contabilização que inclui Auxiliares de Enfermagem e outros Técnicos de Saúde secundários à profissão, o que sobrestima o resultados! Como é que a Sr. Enf. Isabel Barbosa quer negociar salário justos e os todos os direitos que os Enfermeiros merecem, sem poder de reivindicação (com milhares de Enfermeiros desempregados, que afinal, não passam de "contas erradas")?

A OMS quando dá nota destes dados, deixa bem claro (passo a citar, para a colega aprender):

"Nurses: includes professional nurses, auxiliary nurses, enrolled nurses and other nurses, such as dental nurses and primary care nurses"
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As lacunas de recursos humanos, em Portugal e relativas à Enfermagem, são excepcionais devido à nossa classe gozar do estatuto all-graduate, o que implica que não possam ser extrapolados os rácios da OCDE ou OMS!! Boas dotações sim, mas não à custa de uma comparação inconsequente com rácios que não servem para Portugal.
Por exemplo... existem cerca de 60 mil Enfermeiros em Portugal (+ 15 mil alunos). Se quisessemos dispor de um rácio de Enfermeiros semelhante à Noruega, necessitaríamos de 320 mil Enfermeiros!! Sim, leram bem, 320 mil! O rácio norueguês, segundo a OCDE, é de cerca de 32 Enf/1000 habitantes!
Acham que é verdade?? Claro que não! É uma mentira r-e-d-o-n-d-a! Um rácio sobrestimado com a contagem de vários profissionais que não Enfermeiros diplomados, para configurar um retrato político positivo do respectivo sector de saúde! Pura ilusão!

Ministra da Saúde assume compromissos com a OE (INEM/Ambulâncias SIV, UCC, MDP e Sistemas de Informação em Saúde)


"Lisboa, 26 de Novembro de 2009 – Na sequência das audiências solicitadas pelo Conselho Directivo da Ordem dos Enfermeiros (OE) aos diversos Grupos Parlamentares e ao Governo - conforme, aliás, se informou publicamente a 7 de Outubro -, realizou-se ontem à tarde uma audiência com a Dr.ª Ana Jorge, Ministra da Saúde.
Nesta audiência, a OE pôde entregar à Senhora Ministra da Saúde um dossiê documental sobre as preocupações que a Ordem dos Enfermeiros possui relativamente à Legislatura de 2009-2013.
E sobre as várias matérias focadas, destacamos as áreas onde a detentora da pasta da Saúde assumiu compromissos claros.

Ambulâncias de Suporte Imediato de Vida (SIV) - Face às notícias vindas a público nos últimos dias relativamente ao risco de o funcionamento destas ambulâncias ficar comprometido pelo regresso às instituições de origem dos Enfermeiros em regime de mobilidade - e depois de a OE ter solicitado a rápida resolução de uma questão que tem forte impacto nos serviços de proximidade prestados à população -, a Dr.ª Ana Jorge clarificou e comprometeu-se no seguinte:
(i) Os Enfermeiros que se encontram ao serviço do INEM verão a sua situação renovada por mais um ano;
(ii) O concurso que está a decorrer será em breve resolvido e vai abrir novo concurso interno para integração e solução de problemas existentes;
(iii) A Rede SIV está em avaliação para proceder à necessária regularização e seu ajustamento às necessidades existentes, de acordo com o balanço globalmente positivo já realizado.


Unidades de Cuidados na Comunidade (UCC) e restante reforma dos Cuidados de Saúde Primários - Considerando o estádio actual da reforma dos Cuidados de Saúde Primários e o relevante papel que desempenho no Sistema de Saúde Português, a OE chamou a atenção da Dr.ª Ana Jorge para a necessidade de se garantir que esta reforma não seja inviabilizada pela falta de recursos humanos - nomeadamente pela falta de Enfermeiros. Esta posição obteve a total concordância da governante que garantiu que serão criadas entre 20 a 30 Unidades de Cuidados na Comunidade (UCC) até ao final do ano.
Recorde-se que a UCC é uma das unidades funcionais que resulta da reconfiguração dos centros de saúde e que serão coordenadas por Enfermeiros. Terão como objectivo fazer uma abordagem multidisciplinar dos problemas de saúde / prevenção da doença nos domicílios, escolas, locais de trabalho, etc…).
Conforme explicou na audiência a Dr.ª Ana Jorge, o Ministério terá de garantir os recursos humanos necessários ao funcionamento destas unidades.

Modelo de Desenvolvimento Profissional (MDP) preconizado pela Ordem dos Enfermeiros - Após a aprovação da alteração estatutária da OE - que entrará em vigor no dia 1 de Janeiro de 2010 - urge criar os mecanismos que permitam o novo regime de atribuição dos títulos de Enfermeiro e de Enfermeiro especialista. Assim sendo, da reunião de ontem resultou a calendarização da regulamentação da Lei 111/2009 de 16 de Setembro (diploma que estabelece a alteração estatutária).
A Senhora Ministra da Saúde assumiu o início, no próximo mês de Dezembro, do trabalho em conjunto com a OE que dará lugar a uma proposta de decreto-lei que defina o quadro regulamentar para a prática profissional tutelada (semelhante a um internato).
O acordo a que se chegou ontem foi o de que esta matéria deverá estar concluída até ao final do 1º trimestre de 2010, para que possa começar a ser aplicada no início do 2º semestre do mesmo ano.

Sistemas de Informação em Saúde - A OE voltou a reforçar a necessidade de ter sistemas de informação que intercomuniquem entre si nas instituições que compõem o Serviço Nacional de Saúde e de existir banda larga que permita o bom funcionamento dos sistemas.
A Ordem dos Enfermeiros alertou a Senhora Ministra da Saúde para o facto de em algumas instituições que têm processos informatizados ser negado a Enfermeiros o acesso a dados clínicos, o que põe em causa a especificidade da tomada de decisão sobre os cuidados a prestar. A Dr.ª Ana Jorge reconheceu que esta é uma questão grave sobre a qual é necessário intervir para solucionar.

Recursos Humanos - Sendo transversal a várias áreas, a OE colocou de novo a questão das dotações adequadas de recursos humanos, assim como da instabilidade que se gera nas organizações pela ausência de regimes de contratação que assegurem a necessária estabilidade como factor determinante da qualidade dos cuidados. A OE recordou que o quadro legal da Administração Pública sobre a contratação e mobilidade de recursos humanos não prevê, erradamente, medidas específicas para áreas como a da Saúde, nomeadamente para grupos profissionais com competências muito próprias.
Como resultado, tem-se avançado com reformas que não dão estabilidade aos profissionais que a elas aderem e não se tem dado resposta à crescente falta de profissionais, nomeadamente Enfermeiros, sendo que muitos vão procurando emprego noutros países.
A Senhora Ministra da Saúde concordou com a OE nesta matéria, tendo defendido a adopção de medidas específicas para a Saúde, sem as quais os serviços não poderão dar resposta às crescentes necessidades da população, pelo que no início de 2010 será criada legislação específica para a saúde que viabilize soluções até agora não existentes.

O dossiê ontem entregue à Senhora Ministra da Saúde contempla ainda as perspectivas da OE relativamente ao futuro Plano Nacional de Saúde, Urgência / Emergência, Cuidados Continuados Integrados, Saúde Mental, Área Hospitalar, Ensino e Investigação em Enfermagem e regulação profissional no âmbito da Saúde.

Sobre todos os assuntos versados na audiência serão agendadas novas reuniões entre responsáveis pelo Ministério e OE.

Na audiência de ontem estiveram presentes a Enf.ª Maria Augusta Sousa, Bastonária da OE, Enf.ª Teresa Oliveira Marçal e Enf.º Jacinto Oliveira, Vice-presidentes da OE, Enf.ª Lucília Nunes, Presidente do Conselho de Enfermagem da OE, e Enf.º Sérgio Deodato, Presidente do Conselho Jurisdicional da OE. Além da Dr.ª Ana Jorge, também esteve presente o Dr. António Mendes, Chefe de Gabinete da Senhora Ministra da Saúde.
"

Uma afronta e um abuso!!!!


"MINISTÉRIO DA SAÚDE SOLICITA A DESCONVOCAÇÃO DA VIGILIA AGENDADA PARA HOJE EM FRENTE À ARS DE LISBOA E VALE DO TEJO, CASO CONTRÁRIO, DESMARCA REUNIÃO AGENDADA TAMBÉM PARA HOJE, ÀS 18H, COM A MINISTRA DA SAÚDE" link

"Em função da importância que a reunião com a Ministra da Saúde assume e porque aquelas temáticas também constam das matérias a abordar, o Sindicato dos Enfermeiros Portugueses aceitou desconvocar a vigília contudo, caso a Ministra da Saúde não assuma compromissos no sentido de por fim à precariedade de emprego e de admissão de mais enfermeiros, a vigília será reagendada, para o início de Dezembro, para a porta do Ministério da Saúde."

quarta-feira, novembro 25, 2009

Um par de óculos para lerem melhor...


"Ministério da Educação vai eliminar divisão da carreira docente" link
(a limitação de vagas para a progressão é o próximo obstáculo a ser eliminado)

"Médicos vão receber mais 750 euros para ir para o interior" link

terça-feira, novembro 24, 2009

Quem vai "patinar" (ou já "patinou") no INEM?


Decidi publicar o seguinte comentário (apesar do seu teor), de um indivíduo que se identifica como "TAE":

"Pois, hoje ouvi na SIC uma reportagem sobre a paralisação dos Enfermeiros no INEM, não posso deixar de dizer que achei muita piada ao assunto. Como podem queixar-se os Enfermeiros de um problema que já sabiam que existia, pois quando entraram no INEM foram informados que no final da requisição iriam novamente para os serviços os quais estão afectos, o porquê agora esta admiração?

Pois irei aqui dizer algumas verdades sobre o assunto: Os Enfermeiros querem continuar no INEM e não querem perder o lugar no hospital, porque ao contrário do hospital, eles no INEM ganham ordenados surreais. O Enfermeiro Rui Miguel, devia ser o ultimo a falar, pois esse senhor no hospital ganhava o mesmo que toda a gente, teve a oportunidade de ir para o INEM com a conivência da Delegada regional centro e da Dr.ª Sofia (sua grande amiga…) e agora tira uma média de 7000€ limpos!!!

É claro que o INEM tem que sustentar o seu Mercedes, tem que pagar os jantares com a sua amiga. Infelizmente este senhor em conjunto com as outras acima referidas faz o quer e bem lhe apetece no INEM. Contudo a Direcção do Instituto anda muito atenta, começou por querer saber o motivo desses ordenados valiosos, instaurou um processo disciplinar a esse senhor, o Enfermeiro tem três processos judiciais a decorre contra ele, por difamação, má pratica e usurpações de funções!!!!!!!!!

Mas como ele, andam ai muitos, então pelos vistos na delegação Norte andam lá um grupinho que pensam que fazem o querem e bem lhes apetece, enganam-se o CD INEM anda muito atentos a essas nódoas, esta semana irá haver mais novidades, pois parece-me que alguns irão comer as batatas e o bacalhau ao Santos Silva!!!!!!!

Os Enfermeiros meteram-se com as pessoas erradas, com os TAE agora por culpa de uns irão todos sofrer as consequências!!

Não vale a pena o AVÔ Manuel Azevedo andar para aí com pena deles, pois só se queima e muito, consegue perder toda a sua credibilidade perante o MS e INEM, anda a falar em nome de pessoas que não passam de lixo para a Enfermagem Portuguesa!!!!!

Felizmente temos uma grande equipa na direcção do INEM e MS, estão a limpar tudo o que não presta no INEM, vejamos:

Cunha Ribeiro [Médico, ex-Presidente do INEM] – Levou uns patins

Nelson Pereira [Médico, ex-Director Clínico] – Levou uns patins

Isabel Santos [Médica, informou a dispensa do todos os TAE da VMER do CODU de Lisboa] – Levou uns patins

António Pereira [Enfermeiro, ex-Coordenador das Ambulâncias INEM do Porto] – Levou uns patins

Estes foram todos postos a correr do INEM, avinhem o porquê!!!!!!!!

E segundo fontes INEM, encontram-se a marinar alguns elementos com o objectivo de também levarem uns patins ainda maiores do que os outros:

Coimbra: Rui Miguel [Enfermeiro, Coordenador Regional dos meios de Suporte Imediato de Vida] – Já os tens calçados.

Regina Pimentel [Médica, Delegada Regional Centro do INEM] – Até já pôs baixa médica.

Porto: Luís Meira [Médico, Delegado Regional Norte do INEM] – Anda a ser observado.

António Táboas [Médico, Coordenador do Centro de Orientação de Doentes Urgentes do Porto] – Anda a ser observado

Sérgio Moreira [Enfermeiro] – Já os tem calçados.

Luís Oliveira – Já os tem calçados.

Rui Campos [Enfermeiro, Coordenador Serviço de Ambulâncias de Emergência, Porto] – Anda a ser observado.

Algarve: Todo a direcção do SAE [Serviço de Ambulâncias de Emergência] irá ser demitida.

Lisboa: Nada a mencionar, visto que a limpeza já foi realizada, tendo o ultimo sido encostado no CIPSE, o Luís Fernandes [Enfermeiro, Centro de Intervenção e Planeamento para Situações de Excepção] (grande nódoa no INEM).

Com isto quero dizer que tudo muda meus senhores, ainda bem que o INEM em conjunto com o MS estão a implementar no seio do Instituto transparência e igualdade entre todos os que lá trabalham, bem hajam estes senhores."

domingo, novembro 22, 2009

O que os "Paramédicos" (Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar) se propõem a fazer em Portugal (nova carreira)?


(Clicar para ampliar e ler)

Ler a Proposta de Carreira de Técnico de Emergência Pré-Hospitalar na íntegra aqui (proposta conjunta do Sindicato de Técnicos de Ambulância de Emergência (STAE) e da Associação Nacional de Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar (ANTEPH)).
Usurpação objectiva do conteúdo funcional dos Enfermeiros!

Os deuses do olimpo estão na revista Sábado...


Longe vai o tempo (Outubro de 2004) em que a Revista Visão publicou - pela mão dos jornalistas Isabel Nery e Bruno Rascão - o mais brilhante artigo que a comunicação social escrita já fez sobre a Enfermagem: "Os donos dos hospitais"! Fiel à realidade. Levantou a ponta de uma justiça que teima em fugir à classe.

O mesmo não se pode dizer da Revista Sábado (n.º 290 de Novembro de 2009). Desde que publica uns suplementos que pretendem classificar hospitais e respectivos serviços numa espécie de ranking nacional, começou o sensacionalismo demagógico. Com critérios duvidosos, refira-se. Se fosse para classificar oficinas de automóveis, então a coisa resultava melhor... mas o problema até nem é esse.

Pelo meio destas "histórias reais" que acompanham este "estudo", há muita insensatez, desconhecimento e espírito hollywoodesco. Os Enfermeiros são bastante mal(re)tratados.
Começa logo pelo endeusamento do Médico em detrimento de todos os outros. Um endeusamento puro. Os Médicos é que sabem, querem, podem e mandam.

Basta começar pelo início...
"A pedalada da Chefe das Urgências [Hospital de Santa Maria] - Teresa Rodrigues é a mistura do Dr. House (embora o odeie) e das chefes das séries Serviço de Urgência e Anatomia de Grey"

Bastou ler isto para adivinhar o que aí vinha. Os Médicos são seres superiores. Mais inteligentes, resistentes, capazes e podem ser arrogantes com todos - simplesmente porque estão acima da condição destes descendentes dos macacos que para aqui andam (ex. "vou ter de me indispor, já estou a ver").
.
"Às 20 horas, a equipa muda e entra um grupo de Médicas que estão a completar a especialidade (internas) ou recém-formadas, mas todas muito jovens, o que reforça o lado protector da chefe, um pouco à semelhança da Drª Bailey da série Anatomia de Grey"
Ficamos a saber que a equipa é constituídas por Médicos. O resto é um mero cenário hollywoodesco...

"Muitos já viram doentes-robôs em séries de TV. No Centro de Simulação Biomédica dos HUC há uns iguaizinhos. São reais para ensinar medicina de alto risco. Sem matar pessoais reais"

De facto, o(a) jornalista vê mesmo muita televisão (a julgar pelas constantes referências) O filme continua: Médicos, Médicos, Médicos...

Estava para ler a página seguinte, mas o título era demasiado sugestivo: "Deus no céu e a Drª na Terra". Já nem me dei ao trabalho de o fazer. Faz-me lembrar uma velha história que contava que, após um grupo de Enfermeiros ter salvo a vida de um homem em estado crítico, um Médico foi ter com a respectiva família e afirmou triunfante: "esteve com um pé do lado de lá, mas felizmente eu estava de serviço..."!!

Nas histórias que por lá constam o enxovalho vergonhoso aos Enfermeiros é uma constante...

"Um doente com um abcesso na nádega é enviado para a consulta da tosse, o que provoca a irritação do médico que lá está: queixa-se à chefe, que desanca imediatamente, por telefone, as Enfermeiras que estão a fazer triagem: "Com vocês as duas a triar, isto hoje vai ser para negativos. é quase tão mau... [e diz o nome de uma antiga Enfermeira gozada por todo o serviço pela reputação de incompetência]""
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"A Enfermeira não ajuda - anda assustada de um lado para o outro. Ai doutor, e agora?! Ai doutor. O doutor está farto"
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Depois basta ver as estatísticas apresentadas e concluir que num hospital só trabalham Médicos. Só se explica quantos Médicos há por turno, quantos estão vacinados, quantos é que chefiam isto e aquilo...

Quem ler estas besteiras e não conhecer a realidade, até pode pensar que é mesmo assim...

sábado, novembro 21, 2009

Enfermeiros do INEM (região centro - Coimbra) demitiram-se!

(Ver vídeo com Enf. J C Martins, SEP, e Enf. Rui Miguel Cruz, INEM, Coordenador Regional dos meios de Suporte Imediato de Vida)


"Vários responsáveis do INEM na Região Centro demitiram-se nos últimos dias devido a divergências com a direcção nacional, disseram hoje à agência Lusa fontes da instituição.
"Estes responsáveis, todos com larga experiência de 'back office' e formação, apresentaram a demissão. Os meios SIV da Região Centro poderão não estar operacionais a partir de 01 de Janeiro", declarou uma das fontes, que pediu para não ser identificada.
.
Conctactado pela Lusa, o Enfermeiro Rui Miguel, coordenador regional dos meios Suporte Imediato de Vida (SIV), confirmou alguns dos problemas que abalam a delegação regional do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM).
"

sexta-feira, novembro 20, 2009

Continuação das negociações...


As negociações relativas à carreira de Enfermagem (Carreira; CTC; CSP (UCC/USF); INEM; Gripe A; Aspectos do Programa de Governo estão na agenda), vão ser reatadas no dia 26 de Novembro pelas 18 horas, no Ministério da Saúde, com a CNESE.
A FENSE aguarda marcação pela tutela.

terça-feira, novembro 17, 2009

Porquê?


Há perguntas importantes sobre a Enfermagem que, infelizmente, ainda são mediatizadas por... Médicos. Apesar de tudo, é um sinal claro que alguém anda atento. Não basta só pensar, planear, projectar, é necessário mediatizar. Para o povo, o que não se conhece, não existe.

A seguinte questão - relativa aos Cuidados de Saúde Primários, mas extrapolável para o SNS - foi colocada pelo Jornal Médico de Família (JMF). A resposta é da responsabilidade de Manuel Pizarro (MP), Secretário de Estado Adjunto e da Saúde.

A questão..

JMF - "O Serviço Nacional de Saúde e na verdade toda a actividade em Saúde tem por base a prestação médica, deixando na sombra os outros grupos profissionais... Já noutros países, Saúde está apoiada no protagonismo dos Enfermeiros(...). Pensa que seria vantajoso alterar este quadro?"

A resposta (insatisfatória!)...

MP - "Temos, nessa matéria, uma ambição modernizadora, reconhecida na natureza multiprofissional das USF e das outras unidades funcionais. Temos vindo a alargar a intervenção dos Enfermeiros e o número destes profissionais a trabalhar nos centros de saúde.

Pela primeira vez, nas USF, há um padrão que define o mesmo número de Enfermeiros e de médicos. Estamos também a recrutar outros profissionais para os centros de saúde: nutricionistas, psicólogos, higienistas orais, fisioterapeutas, assistentes sociais.

A coexistência de diferentes grupos profissionais é essencial para permitir uma resposta qualificada às necessidades de saúde emergentes, aumentando a resolutividade dos cuidados de saúde primários."

domingo, novembro 15, 2009

"Dezenas de falsos Enfermeiros em lares"!

(Colocar o cursor em cima da imagem e clicar em play para ver o vídeo)

"Ordem dos Enfermeiros criou grupo de trabalho dedicado a detectar falsos Enfermeiros ou profissionais sem cédula em lares de idosos.
Apesar de em Coimbra não haver casos, e de o projecto estar a arrancar no Norte, só este ano já há nove processos de usurpação de funções na região de Lisboa, mais nove casos prováveis. Mas a OE estima que haja dezenas." (Diário de Notícias - ler noticía na íntegra; ler também entrevista a Lino Maia, Presidente da Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade)

Bruno Matias, 24 anos, Enfermeiro, Chefe de Missão da AMI, herói.



(Clicar para ampliar e ler)
Fonte: Revista NS (Diário de Notícias)

sexta-feira, novembro 13, 2009

Será melhor tomar olanzapina?


Os últimos tempos da Enfermagem têm revelado algumas "caricatices" de grande nível:

1 - O Diário de Notícia trouxe à luz do dia (ou da noite) uma notícia (?), no mínimo, ridícula: "Enfermeiros saem do país em troco de salário milionários" (ver post)!

Este "milionários" significa "3000 euros" mensais. Ora, mesmo tendo consciência que há muitos desempregados a proliferar entre os nossos colegas, esta notícia é um verdadeiro atentado à dignidade da classe. Em primeiro lugar, porque atribui a classificação de "milionários" a "salários de 3000 euros" para Enfermeiros, como que pressupondo que os Enfermeiros são "coitados" que se vendem a troco de alguns tostões ("etiqueta" que o desemprego ajuda a cimentar). Em segundo, porque estes salários auferem-se bem longe daqui. Longe da família, dos amigos, dos filhos, do cônjuge, de tudo...

Trocar uma vida por 3000 euros parece-me injusto.
É, de facto, absurdo quando analisamos bem as coisas: dizer que se vai para a Inglaterra ganhar 2000 euros, para a França 1800 euros, ou para a Espanha 1500, não será assim tão bom se pensarmos que o respectivo nível de vida não é comparável ao nosso, ou que um pedreiro ou um canalizador têm rendimentos superiores!

Por outro lado, se atribuirmos um rendimento, no estrangeiro, de 3000 euros a um Engenheiro, por exemplo, já não seria "rotulado" de "milionário"! Isto diz-nos muito sobre o nosso actual valor social (perspectivado!) e do caminho que temos a percorrer! Um Médico, por exemplo, dificilmente aufere menos de 3000 euros mensais, pelo que designar este salário de "milionário" já seria, nessa situação, um ultraje!

2 - Presidentes de Órgãos Nacionais da Ordem dos Enfermeiros (em particular a Enf. Maria Augusta de Sousa (Bastonária), Enf. Lucília Nunes (Presidente do Conselho de Enfermagem) e a Enf. Ângela Prior (Presidente da Comissão de Especialidade de Enfermagem de Reabilitação)) vieram a público congratular-se pelo facto dos Enfermeiros de Reabilitação terem sido incluídos na "equipa indispensável" na Circular Informativa da Direcção Geral da Saúde (DGS) relativa às "Orientações Técnicas sobre Reabilitação Respiratória na Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica (DPOC)".
Para quem não se recorda ou não estava dentro deste assunto, a DGS tinha, previamente, emitido uma Circular que excluía os Enfermeiros de Reabilitação dessa equipa (ver post), mas como resultado de uma intervenção pronta e rápida por parte da Associação Portuguesa de Enfermeiros de Reabilitação (presidida pelo Enf. Belmiro Rocha), a DGS procedeu à sua rectificação (ver post)!
Enf. Maria Augusta de Sousa, Enf. Lucília Nunes e a Enf. Ângela Prior chegaram tarde (2 semanas depois!) e não tiveram qualquer influência nesta luta, não respeitando assim o designado dos seus estatutos: "Zelar pela função social, dignidade e prestígio da profissão de Enfermeiro, promovendo a valorização profissional e científica dos seus membros"! A inércia do costume!
Ainda assim, um "passarinho" disse-me que está para se acender uma luz de esperança...

3 - Mais uma vez o Sindicato dos Enfermeiros Portugueses apregoa "a falta de Enfermeiros" (pela mão da Enf. Guadalupe Simões). Ora, num país onde não existe qualquer legislação de obrigatoriedade de cumprimento de rácios mínimos, onde a anarquia rege o fluxo formativo, onde não há qualquer estudos de mercado, onde a qualidade é mais uma palavra do dicionário, é arriscado andar sempre com a bandeira do "faltam Enfermeiros"!
Convém esclarecer que eles existem, estão é no desemprego!
Pensar que, andar de megafone, à boa maneira comunista, a publicitar estes "ditotes", não me parece boa ideia. O "apetite" pela re(criação) da classe dos Auxiliares de Enfemagem cresce entre os Administradores e a tutela, como forma de poupança (há que lembrar que é o dinheiro é um bem finito!).
Se as nossas reivindicações salariais forem concretizadas, então esse apetite será voraz. O Sindicato dos Enfermeiros Portugueses, por vezes (quase sempre), mais parece o Sindicato dos Administradores!

Há que tentar não banalizar a nossa profissão: manter um número de profissionais que corresponda às necessidades reais e concretizáveis, é a melhor estratégia tendo em conta a actual conjuntura! Se pensarmos que quanto mais complexa, bem remunerada, diferenciada e reconhecida é uma profissão, menor é o número de profissionais que a compõem, compreendemos porque é que está na hora de fazer um exchange funcional: libertar, sob supervisão, as mais básicas e englobar no nosso campo profissional outras mais complexas (com mais autonomia) e exigentes, equivalentes à nossa formação profissional, que respondam às necessidades da sociedade e dignas do séc. XXI!

Com tanta força política para politizarmos os lobbys necessários ao funcionamento da nossa profissão, porque tínhamos, logo nós, de nos juntarmos aos comunistas? Que má sorte!

4 - A CESPU (instuição privada de ensino) criou a Licenciatura de Podologia para Enfermeiros (uma espécie de sub-especialidade), a qual estou perfeitamente de acordo (com a intenção!), pelo facto de incrementar e actualizar o conhecimento dos Enfermeiros neste campo específico.
Mas, desde logo, começou a circular pela net uma petição por parte dos Podologistas contra esta iniciativa.

De tudo isto, ressaltam vários aspectos: a confirmação da orientação económica de algumas instituições privadas, relegando para segundo plano a qualidade da formação, a satisfação dos seus clientes (alunos) ou a dignificação da respectiva área do saber.
O importante é facturar. Explorar todos os nichos formativos até secar a "fonte".
O florescimento de profissões paralelas na Saúde é um reflexo disso mesmo. Retorcer as expectativas dos alunos, fazendo-os crer num futuro promissor, falseando as suas competências, vendendo a quem, por motivos vários, não foi capaz de concretizar os seus desejos profissionais, enveredando por caminhos alternativos sinuosos, na tentativa de ocupar espaços milimétricos no sector e/ou usurpar funções de outros grupos profissionais!

A função de algumas destas instituições é simples: esventrar certas profissões e o respectivo saber inerente, e vende-las a retalho até exterminar a espécie... a troco de dinheiro fácil.

5 - Um "passarinho" disse-me que a Enf. Lucília Nunes tem intenções de se candidatar a Bastonária da Ordem dos Enfemeiros. Espero que não seja mais do que um pesadelo (muito) mau... ou serão mais 4 anos de filosofia sem interesse, surrealismo amorfo e utopias esquizofrénicas...
.
6 - At last but not the least, deixo-vos um recibo de um Professor contratado em início de funções. Isto para não nos esquecermos do móbil da nossa luta: reconhecimento salarial da nossa formação académica!
Lembro que este recibo não está actualizado de acordo com os salários estabelecidos para novo Estatuto da Carreira Docente. Para tal é necessário somar à quantia que figura que no vencimento-base mais 210 euros...

(Clicar para ampliar e ler)

segunda-feira, novembro 09, 2009

Salários milionários?


"Pelo menos dez empresas, algumas das quais com agências em Portugal, estão neste momento a recrutar (Enfermeiros) para países europeus, Canadá e Arábia, neste caso a troco de salários milionários.
Oferecem-se três mil euros de salário livre de impostos, casa, serviços médicos e voos gratuitos, 64 dias de férias por ano.
" link

domingo, novembro 08, 2009

Top 100!


Foram eleitas as 100 melhores instituições de saúde para exercer, no Reino Unido (link).

A Enfermagem desde logo aparece em grande distinção. As melhores instituições são geridas por Enfermeiros, a começar pelo primeiro classificado (Benenden Hospital Trust), cuja directora é uma Enfermeira (Jane Abbott). Em várias instituições o sector de Enfermagem faz a diferença, outras, conseguiram a sua distinção exclusivamente à custa dos indicadores de Enfermagem.

Na categoria "Top healthcare employer for Nurses", o vencedor foi Queen Victoria Hospital NHS Foundation Trust.

Aprovado plano de reforma de Obama para a área da saúde.


"A Câmara dos Representantes aprovou, no sábado, na generalidade, um plano de reforma na área da saúde proposto pelo presidente norte-americano com 220 votos a favor e 215 contra, isto após 12 horas de debate na câmara baixa dos EUA." link

"O diploma ontem aprovado prevê que as seguradoras deixem de poder fazer exigências de requisitos para a aprovação de planos de saúde que deixavam de fora milhões de cidadãos." link

Doente crítico - planeamento de estruturas, recursos humanos, organização e objectivos.


"Recomendações da Comissão Regional do Doente Crítico (CRDC) no âmbito do doente crítico". link

Numerologia.


Tenho seguido, com alguma atenção, os estudos efectuados e publicados pelo Ministério da Saúde em matéria de requalificações, avaliações, reordenamentos, reformas e implementações relativas ao Sistema Nacional de Saúde.

Independentemente da variação vectorial dos resultados, explícitos e implícitos, contidos nesses estudos, a minha atenção recai, com mais enfoque, nas metodologias e considerações estabelecidas.

Grande parte dos cenários estabelecidos, são resultado de uma política de gabinete, assente num desconhecimento da realidade, que se reveste de uma matemática enganosa e uma estatística mirabolante. Não há uma gestão de proximidade, com inteligência estratégica, firme, sem interesses, capaz de estabelecer uma linha de orientação.

Não me preocupa só a redução de vidas humanas a meros números, preocupa-me também a extrapolação de números para gerir vidas humanas. Há decisões que se tomam sem que alguém tire os olhos de um ecrã de computador. Nem todas, mas uma parte considerável.

sexta-feira, novembro 06, 2009

Associação Americana de Enfermeiros de Reabilitação


http://www.rehabnurse.org/

quinta-feira, novembro 05, 2009

Optimizar?


Tomei a liberdade de transcrever este post de outro blog (vem na sequência do meu post anterior)...

"Anda por aí um novo movimento, que deseja optimizar, não sei o quê, relativo a fraldas.Em tempos de mostrar ciência, sapiência, capacidades e diferenciação, outros que tais demonstram e labutam a bel-prazer as divindades do ser Enfermeiro na lide da fralda de protecção tegumentar a quem dela necessite. E com isto afirmam: optimizar a fralda.

Ainda gostava que me explicassem que raio significa esta beldade científica? Será um novo paradigma? Um novo cerne do conhecimento? Algo inatingível para o comum dos mortais? É preciso ser Enfermeiro?

E que tal se a preocupação fosse: saber qual o timing de renovação tecidular (celular até?) da cútis? E quais as camadas que perfazem este órgão sensorial, de protecção e quiçá estético, do sistema tegumentar? E como são constituídas estas camadas para instituir devido tratamento? Quais os tipos de flora saprófita que habitam em comunhão na nossa superfície cutânea, nos seus mais diversos locais/áreas/regiões anatómicas? E quais os diferentes tipos de tegumento que existem no corpo (básica das básicas)? Perante a fisiopatologia, quais os resultados esperados com o tratamento? [e estas são questões tão básicas que até se tornam ridículas]

Mudar fralda de x/x horas ou em SOS, whatever, isso é bullshit."

"'Clearing up poo will not help me learn' - student nurses reject basic care"


Relançando a discussão...

"Student nurses are rejecting essential elements of bedside care because they feel it is not a worthwhile learning experience, research published by Nursing Times has found.
The research found widespread conflict between student nurses and qualified staff over the tasks students should do on placement.
Tasks normally carried out by HCAs
[semelhantes a Auxiliares de Enfermagem], such as making tea, washing patients and cleaning, were not seen as valuable learning opportunities for student nurses keen to gain experience with more technical roles like administering drugs.
As a result, many senior nurses feel that students are qualifying with significant gaps in their basic skills. One interview participant said: “I sometimes feel in despair that by the time students have qualified, they still haven’t gained some of the practicalities and common sense - things like time
management, basic assessment skills - that we would have been doing on our first round.”
One student was reported to have told a staff nurse: “I keep being asked to do things which won’t help me learn - clear up poo, mop up blood, give patients tea and toast. I realised that I needed to more focused to learn, and I don’t do those sorts of things now.”
" link

quarta-feira, novembro 04, 2009

Partos em casa...


Ler artigo da Revista Focus (4 páginas)

A resistência dos "empatas"...


(Clicar para ampliar e ler)

terça-feira, novembro 03, 2009

Programa do XVIII Governo Constitucional para o quadriénio 2009-2013:


"O Governo prosseguirá a política de reforço da formação nas ciências da saúde, designadamente através do incremento das vagas para os cursos de (...) Enfermagem (...)". link

Portanto, (ainda) mais vagas a serem disponibilizadas. Ao que sei, a Enf. Maria Augusta de Sousa, actual Bastonária da Ordem dos Enfermeiros, concorda com este aumento.

Rescaldo da participação dos Enfermeiros nos Prós e Contras da RTP...


Usaram da palavra três Enfermeiros (ver vídeos: 1ª parte/2ªparte): Enf. José Carlos Martins (Coordenador Nacional do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP)), Enf. Sérgio Gomes (Coordenador da Linha Saúde 24 e Chief Nursing Officer nomeado pelo Ministro da Saúde para representação da Direcção Geral da Saúde nas reuniões do Chief Nursing Officers) e a Enf. Maria Augusta de Sousa (Bastonária da Ordem dos Enfermeiros (OE)). Todos eles estavam na plateia, na primeira fila - a dos convidados. Nenhum esteve no painel central.

O primeiro a intervir, o Enf. José Carlos Martins (1ª parte, no minuto 44), simpático, com o seu habitual discurso-foguete que, ao microfone, por vezes não é perceptível, começa por falar no tópico da "Gripe A", que aliás era o tema do referido programa, com o argumento habitual do SEP e da OE: "faltam Enfermeiros"! Só faltou mesmo a referência aos rácios da OCDE! O piano, ao que parece, só dispõe desta tecla. É um som monótono. Os Enfermeiros são a única classe a quem se conhece esta teimosia. (Ter muitos profissionais e auferir de bons salários e regalias, são duas condições quase incompatíveis... e este raciocínio é aplicável a muitos factores: diferenciação técnico-científica, banalização, status sócio-económico, etc. Isto, como é óbvio, faz florescer na cabeça dos estrategas políticos uma vontade quase inevitável: transferir - como forma de poupança - as competências mais básicas dos Enfermeiros para outra classe: Auxiliares de Enfermagem... O que aumenta ainda mais o desemprego! É um ciclo vicioso!
O que aconteceria se todos os Técnicos da "TV Cabo" fossem Engenheiros? É necessário um Engenheiro para ligar cabos e apertar parafusos? O que aconteceria se todos os Assistentes de Advogados fossem Advogados? O que aconteceria se todos os Contabilistas fossem Economistas? E se todos os Desenhadores fossem Arquitectos?)

Mas ao que parece o XVIII Governo Constitucional (o actual) quer-lhes fazer a vontade. No Programa para o quadriénio 2009-2013, é possível ler: "O Governo prosseguirá a política de reforço da formação nas ciências da saúde, designadamente através do incremento das vagas para os cursos de medicina, enfermagem (...)". E assim continuará a cruzada para banalização e humilhação através da massificação dos Enfermeiros. A regressão será cada vez mais evidente. A migração funcional (exchange de funções menos complexas por outras mais complexas) não está a seguir o padrão habitual, o que prejudica a classe, pois não vê a formação académica reflectida e/ou aproveitada.

Não teve desenvoltura para responder ao comentário da apresentadora, Fátima Campos Ferreira (que, também e notoriamente, deixa muito a desejar pelo desconhecimento relativo à Enfermagem): "se os Enfermeiros têm dúvidas com a segurança da vacina, estando diariamente ao lado dos médicos, perguntem-lhes, informem-se junto deles..." (alusão directa a uma suposta ignorância dos Enfermeiros!). Respondeu com um sorriso sem reacção: "para bem das pessoas, temos de trabalhar em equipa". Foi desta forma que defendeu a dignidade da classe.

Em segundo, tomou a palavra o Enf. Sérgio Gomes (1ª parte, no minuto 46 e 55''). Na generalidade esteve bem (se descurarmos o facto de ter defendido com unhas e dentes a sua "instituição", com recurso a algumas "mentirinhas" sem maldade...). Calmo, eloquente, com um raciocínio estruturado, não apresentou grandes falhas. Referiu ainda que a Dr. Graça Freitas, Sub-Directora da Direcção Geral da Saúde, visitou os Centros de Atendimento da S24, no Porto e Lisboa, em sessões de formação para incrementar a adesão dos Enfermeiros à vacina. Pergunto: não havia Enfermeiros capazes de prestar as devidas informações aos colegas? Continuamos a condicionar o nosso conhecimento ao conhecimento dos Médicos? Até quando?

Por fim, a Enf. Maria Augusta de Sousa interveio (2ª parte, no minuto 10 e 50''). Teve apenas um raciocínio muito bom ("pandemia não é sinónimo de gravidade"). De resto, descoordenada, mecanizada e sem conteúdo útil. Não tem um discurso apoiado em evidência científicas, mas antes no senso comum e na sabedoria popular. A expressão, de facúndia relativa, é demasiadamente rendilhada para a substância que se lhe brota (o que eu denomino de "discurso-invólucro"). Muito frouxa e desprovida de arrojo. Afasta cada vez mais a imagem dos Enfermeiros do conceito de ciência. Afastar-se da ciência é afastar-se da evolução!

Dois dos Médicos presentes no painel, tiveram mais preponderância em revestir os Enfermeiros de uma imagem de dignidade e utilidade, do que nós próprios, os Enfermeiros.

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Novo grupo para reflexão de Enfermagem (a promessa é: o que quer que ali se escreva, chegará a "quem de direito")! 

Para que a opinião de cada um tenha uma consequência positiva! Contribuição efectiva!