segunda-feira, janeiro 15, 2007

Explosivamente verdade!!!!!!!!!!



Este artigo (Jornal Metro) para o qual lhes deixo o link, é pequenino, mas explosivo! Trata a verdade do emprego médico nua e cruamente, e questiona porque é que os Enfermeiros, por exemplo, não têm o mesmo tratamento...!
A pouco e pouco, a classe médica e a sua "aura" vai sendo desmantelada e nivelada no sentido de ser colocada em igualdade de circunstâncias com todas as outras profissões, para desgosto de muitos licenciados em medicina....
Mas não vos conto mais, porque contado, não é a mesma coisa que lido.
Boas leituras!

LER ARTIGO AQUI

Comments:
1- Em termos de "barulho" esses médicos apenas fizeram o que lhes competia perante a situação de começarem a trabalhar a 2 Janeiro mas não o terem feito por "erro informático"
2- não sei quando chegará esse tempo mas gostava de ver esse Sr. Rui Batista e o nosso anfitrião deste blog a serem atendidos por polacos, romenos, eslovacos (como refere o artigo)... mas não para aquelas coisas triviais que leva tanta gente às urgências (viroses, obstipação há meses, etc) mas coisa realmente graves de vida ou morte... ou acha que os que por aí vêm são os melhores dos seus países
3- por fim rematar dizendo que ainda bem que não há tantas vagas de Medicina nas faculdades caso contrário teríamos menos um enfermeiro na praça e este blog não existiria (pelo menos não com tantos sentimento de aversão a tudo o que mexe)
Obrigado
 
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Meu caro amigo anónimo, permita-me o obséquio de pronunciar o seguinte desabafo: realmente, este país é pequeno, até no espírito, o que me preocupa, porque a minha inteligência não me permite pactuar com esta paródia, que no fundo será o marasmo em que este país se encontra embrenhado à mais de 30 anos. Sim porque o 25 de Abril só aconteceu para alguns ( para os mesmos de sempre). Todos entendemos as suas (e do restante movimento corporativista) preocupações. Também compreendo os números clausulos e médias para acesso ao curso de licenciatura em medicina. Sabe, nem todos têm pais ricos (ou médicos - e esta de se enriquecer a custa das desgraças dos outros, daqueles que não têm dinheiro para comer, mas porque têm défice de visão, precisam de uma cirurgia de 10 minutos às cataratas, por exemplo, esta é que é difícil de engolir, ou pelos vistos não, correcto!???), ou frequentaram colégios privados, ou tiveram explicações de pessoas, que por acaso (ou talvez não) também eram seus professores nos respectivos colégios/escolas, ou aquelas entradas em regime especial (tipo, elementos das forças armadas, filhos de gente fina,atletas federados de alta competição do género campeão nacional de matraquilhos, enfim...) Concluindo, compreendo tudo isso, mas não coompreendo é a razão de suas excelências andarem eternamente a serem levados ao colo... caro amigo, os médicos são pagos (e de que maneira, e olhe que sei do que estou a falar!!!) para serem isso e nada mais (ou vossas excelências pretendem ser pagos como divindades, que para mal dos vossos pecados, efectivamente não são??). Para finalizar gostaria também de dizer que existem excelentes médicos (e médicas), fabulosos mesmo naquilo que fazem (graças a Deus), mas fazem-no porque é esse o seu mandato social, é para isso que o estado, logo todos nós, paga. Agora viver à custa dos handicaps do sistema, isso é imoral... o que eu gostaria de ser ministro da saúde, e mais não digo por ser verdade...
 
o Sr. anónimo é um típico caso de retro-tuga. O colega Hugo, já disse muita coisa, pelo que escuso de o estar a repetir.
No entanto, deixe-me dizer-lhe que apesar dos numerus clausus em Portugal serem apertados, há países como Espanha e a República Checa, onde um lugar é facilmente alcançado.
Concluíndo, muita gente rumou para lá, e facilmente podemos concluir que quer quer ficou, quem não quer para lá partiu.
Eu fiquei, com muito gosto. Também ainda sou do tempo em que se entrada para Medicina com 15, 16 valores, daí que, como imagina, na minha geração, quem quis ser médico, foi.

O que realmente é curioso é ver muita boa gente, hoje já homens feitos, que entraram com médias de 11, 12 valores...

Mas como estes jogos de palavras, não fazem parte da minha personalidade, fico por aqui.
 
Boa tarde
Por regra e por princípio entendemos não entrar nestes conflitos de ideias (muito necessários, diga-se) porque a diversidade e pluridade de opiniões, para além de necessária, é parte integrante da filosofia democrática que ainda caracteriza este país.
No entanto... só uma pequena nota ao "(Sr)(Sra) Anónimus" por ter utilizado uma pequena expressão no seu pequeno texto. Cito: " (...)ainda bem que não há tantas vagas de Medicina nas faculdades caso contrário teríamos menos um enfermeiro(...)"
Esta ideia que continua marcada na mente de tantos cidadãos, justificada quando estudamos um pouco mais profundamente o conceitos "percepção" e "percepções" e que, num contexto particular, continua a pautar o discurso fácil de muitos médicos com quem temos o prazer de trabalhar, que continuam a pressupor que os enfermeiros só existem porque não conseguiram ser médicos, continua a ser um discurso no mínimo lamentável. Lamentavelmente ainda existem muitos cidadãos, de entre os quais muitos médicos, que continuam a considerar que a enfermagem na actualidade continua a ser um apêndice da Medicina e que só escolhe esta profissão quem tem notas muito baixas e, por esse facto, não consegue fazer a Licenciatura em Medicina.
Para quem entende definir-se dentro do sistema como "agente altamente diferenciado" esta posição (lícita) é no mínimo estranha.
Cumprimentos
 
Esta de que os médicos são todos ricos por serem filhos de médicos é hilariante (no mínimo...). Quanto a viver das desgraças alheias parece argumentos da primária...viver da desgraça alheia?!? é a nossa função, curar. Por acaso os enfermeiros lidam fundamentalmente com quem, gente sã? E que dizer dos advogados, agentes funerários, etc. "Viver dos handicaps"... Ridículo!
Outra história a desmistificar são os ordenados - já que tanto sabe (não sei como) refira quanto ganha um médico num hospital público como assistente hospitalar (se tiver dúvidas vá aos sites dos nossos sindicatos) e compare-os com gestores públicos, políticos, vereadores, bancários e verá (nem precisa de atender às diferenças flagrantes em termos de diferenciação técnica e científica, formação e avaliação contínua como não encontra em nenhuma outra profissão)
 
(...)nem precisa de atender às diferenças flagrantes em termos de diferenciação técnica e científica, formação e avaliação contínua como não encontra em nenhuma outra profissão(...)

De facto, ser médico é inigualável, incomparável, superior, é ser mais "alto do que os homens"...
...Pensava que já haviam passado essa fase egocêntrica!
Em questão de vecimentos dos médicos, nem vale a pena ir aos sindicatos ver qual o seu vencimento-base, pois esses números reflectem muito pouco a verdade. Tenho uma certa preferência pelo site da Caixa geral de Aposentações (www.cga.pt), onnde podemos ver as reformas dos funcionários públicos, e onde também, odemos observar que os maiores montantes são invariavelmente o dos médicos.

Felizmente é uma classe, tal como já disse, que tem vindo a perder autoridade (comparando com a de alguns anos atrás), e sobretudo a sociedade começa a nivelar a profissão de médico para a igualdade de circunstâncias com todas as outras profissões.
Um abraço.
 
Caro colega doutorenfermeiro, por favor, permita-me possibilidade de contra-argumentação para com este ilustre elemento que se denomina de "Sr. Anónimus".
Ora cá vai: excelentíssimo, meritíssimo, nobilíssimo (porra, de momento não me lembro de mais nenhum superlativo) concidadão; não faça minha palavras suas. Não disse que os médicos são todos ricos por serem filhos de médicos (!!? que é isto?) Mas mantenho na íntegra o que disse anteriormente. Mais, não é hilariante mas sim desprezível (no máximo...) o que se passa na saúde: mercantilização da doença (não da saúde)e respectivos apêndices. Mas disse bem: "- é nossa função curar" (mas isso só está ao alcance de alguns). Pois aí é que está o vosso tendão de aquiles, ou melhor, o nosso tendão de aquiles. Desgraçados daqueles que se precisam de curar... Viver de desgraças alheias não é um argumento de primária, mas é o argumento primário/principal da conduta de grande parte dos seus conterrâneos (mais uma vez volto a afirmar: há grandes médicos com verdadeiro sentido de seu mandato social, mas contam-se pelos dedos). Quando eu disse que os médicos eram e bem pagos, sabia e sei (tal como vossa excelência saberá)exactamente o que estava a dizer (com apenas 5 anos de carreira já constatei muita coisa..., entre outras, a premiscuidade entre público e privado). Sim é verdade que existem enfermeiros que fazem privada (tal como eu já fiz, mas cheguei rápidamente à conclusão que não andava para sustentar pançudos. Quer valores?? Cá vai: para ganhar 65 euros numa clínica privada, tinha que laborar, práticamente non-stop 10 horitas seguidas, sair e ir fazer noite, para no dia a seguir lá estar novamente às 9h30m. Suas excelências chegavam lá, e em 1 horita esfulavam 2400 contos por 4 cirúrgias às cataratas (10 minutitos cada uma). Nada mau hem?? Não, não quero, nem preciso da sua complacência. Dirá certamente vossa excelência: "é a vida"!Nós é que temos os livros" Poupem-me...
E para finalizar, realmente o enfermeiro não lida só com a doença. O nosso paradigma é outro, caro amigo! É o da promoção da saúde, não o da invenção das doenças. Mas olhe não é seguramente pelo que ganho que sou enfermeiro, já de vossa excelência, se calhar não poderei dizer o mesmo, mas enfim... Mais uma vez lhe digo: o que eu gostaria de ser Ministro da Saúde.
Para já é tudo. Aquele abraço.
 
Devem ter a noção que s oftalmologistas (esses dos vários milhares de contos em minutos) são uma percentagem muito reduzida da classe... e falamos de privada e não do público
Compare as carreiras hospitalares, dos gestores, dos bancários e aí verá diferença
Quanto às aposentações estará a refereir-se a outra pequena percentagem de elementos nomeadamente os que chegam ao topo da carreira - directores de serviço que apenas recebem na exacta medida que descontaram
Ter a noção dos anos de formação - um médico deixa de ser interno com 28 -30 anos e depois é colocado onde houver lugar... conheço enfermeiras que com 25-26 anos já pertencia ao quadro e já era enfermeira-graduada há 4 anos
Enfermeiros que até queriam ser enfermeiros até acredito... mas com essa retórica é que a maioria das pessoas não acreditam (já agora a nota dava alguma credibilidade às suas palavras... candidatos a entrarem nos cursos de enfermagem com notas de 18...podendo entrar em medicina mas escolherem enfermagem...quantos são?)
E essa dos bons médicos se contarem pelos dedos... não seja ridículo até porque se torna ofensivo para a classe - sim há preguiçosos e outros incompetentes - como em todo o lado nisso não fugimos à regra - no entanto não esquecer que são os resquicíos de elementos que não tiraram especialidade..ficaram tal como sairam das faculdades... se acha que tem um mínimo de conhecimento sobre aquilo que nós fazemos se calhar não diria tantas asneiras seguidas
Devolvo cumprimentos
 
Continuando...
Ora,no seguimento do raciocínio, e após leitura do último comentário, depreendo realmente que quem apresenta alguns equívocos, inconstâncias ou ambiguidades na argumentação, será sua excelência, porque aquilo que o meritíssimo define como asneiras, na realidade não são mais do que evidências de uma realidade que desconsidero e desprezo por completo. Uma realidade que está de tal forma embrenhada no contexto social português, que refutá-la se torna uma tarefa considerávelmente penosa (embora evidente até ao comum dos mortais - daqueles que vossas eminências gostais; os tais cuja semântica limitada não lhes permite outra conjugação que não seja o da 3ª pessoa: "ele é que sabe; ele é que tem os livros; Amen sr. doutor"). Falei na oftalmologia, mas há outras especialidades também elas bastante apetecíveis: neurocirurgia (em que uma hérnia discal (com tempo médio de 1 hora de intervenção) poderá ficar pelos 1000 a 1500 contos - ou mais), ortopedia (em que uma artroscopia diagnóstica poderá ficar em 250 a 300 contos), àh já para não falar da otorrino (então aqui...)A isto deveremos adicionar as consultas de especialidade (uma consulta de ottorino poderá ficar em 100 euros[cujo corrulário final, na melhor das hipóteses, será um anti-histamínico e antibiótico; na pior uma necessidade de ir ao bloco privado para correção do septo nasal]Mas melhor do que isto, só mesmo a cirurgia plástica (ui,ui upa, upa...)
Como de momento não poderei dar continuidade ao raciocínio (exigências de outra ordem, fica a promessa de continuar a mensagem numa outra oportunidade.
Cumprimentos aceites e recambiados!
 
O Sr. anónimo referiu o seguinte: "Ter a noção dos anos de formação - um médico deixa de ser interno com 28 -30 anos e depois é colocado onde houver lugar... conheço enfermeiras que com 25-26 anos já pertencia ao quadro e já era enfermeira-graduada há 4 anos".

O meu caro precisa de esclarecimentos. Com quatro anos de formação NUNCA pode ser graduada!

E todos estes cálculos são feitos com base na formação actual, que como sabe, vai mudar e passar a ser 5 anos. No entanto já existem escolas com 5 anos e meio de formação. A Ordem dos Enfermeiros quer implementar um "internato" para Enfermeiros há semelhnça de outros países... somando aí uma especialidade, cerá que os enfermeiros também não saírão antes dops 27/28 anos.

Mas também com 23/24 anos é possível ver advogados, arquitectos, engenheiros, professores, dentistas, gestores, etc, etc... e também licenciados em medicina.

Respeito a impreterível saga que decidiu cruzar, com a finalidade de fazer acreditar que os médicos são os "maiores e melhore"s, e que toda a "gentinha" que palmilha este planeta iria - se pudesse (!) - para medicina. Isso é um pouco próprio que de quem vive e acredita no seu pequeno mundo, e já vi que ninguém lhe flexibilizará as crenças...
e por isso penso (infelizmente!) que seja um caso "perdido"!

Faz parter daqueles "ridículos" licenciados que foram filmados em plena rua (em frente aos Hospitais da Universidade de Coimbra) a exigir colocação e JÁ de estetoscópio ao pescoço. Nesse momento pergumentei-me para que seria? Para ouvir melhor o trânsito?

Essa atitude e postura equivale aos cabeleireiros manifestarem-se de tesoura na mão, dos dentistas com dentaduras nas mãos, de padeiros com pães às costas... porque será que médicos que ainda não trabalham já andam de esteto ao pescoço (vício?)...

Recentemente um primo meu esteve em Espanha. O seu guia turístico era médico desempregado, que por sinal tinha-se esquecido do esteto em casa.... ficaram bons amigos, pois a humildade catalã é bem discrepante!
 
...prometido é devido!
Bom, o colega doutorenfermeiro já respondeu a quase todas as dúvidas do "Mister Anónimus", mais ainda assim, gostaria de dar uma ou outra achega. Permita-me fazer uam pequena correcção, no que à nota de entrada no Curso de Enfermagem diz respeito: no ano em que entrei (sensívelmente 9 anos) a média foi de 16,01, mas realmente, nos anos posteriores, a média tem subido constantemente (até aos 17,...). No panorâma actual, considero realmente que a média deveria ascender para os 18 ou mais valores, porque o desemprego (ao contrário do que afirmou) na classe de enfermagem já se instalou (portanto, compreendo a média de entrada e números clausulos em medicina). Também lhe digo que os meus pais não são médicos e muito menos enfermeiros; fui atleta de alta competição, mas não beneficiei dessa benesse; não sou militar (o meu agrupamento foi o primeiro contingente de enfermeiros licenciados a ingressar nas forças armadas[ e como possívelmente saberá, qualquer licenciado que entre nas forças armadas ingressa automáticamente para a escola de oficiais - ora como não poderia deixar de ser, surgiu um embaraço, diria, constitucional: já viu o que era um enfermeiro dar ordens a um médico? Uma calúnia, não considera? Até onde chega a mesquinhez...meu DEus!!! - mas se fosse um psicólogo, advogado, ou mesmo alguém com o 12º ano que tivesse ingressado na escola de oficiais, então aí não haveria humilhação. Tudo menos enfermeiros. Olhe, ainda bem, pois assim ao fim de uma semana enviaram-nos a todos para casa - a 1ª vez na história das forças armadas - como vê, os enfermeiros são uma ameaça nacional]). Também não sou oriundo de nenhum país dos PALOP, ou de Portugal Insular. Não frequentei colégios particulares, e gente CHUNHAcida também não existe na minha lista de amizades.

Mas sou obrigado a concordar com uma coisa: realmente os ordenados desses que referiu como gestores (só se fôr dos filhos e da casa, isto se a mulher deixar...), bancários, etc, esses realmente também gostaria de os ver nívelados mas por patamares bem mais baixos. Realmente os ordenados que esses "meninos" auferem estão hiper-inflacionados (mas tenha em atenção que isso se aplica também directores de serviço e elementos da administração - em que o enfermeiro director também é incluído - "mea culpa"; mas deixarei essa reflexão para um outro momento que considere mais oportuno).
Bom, e por agora fico por aqui.
Aquele abraço!
 
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