quinta-feira, junho 18, 2015

À atenção dos Sindicatos de Enfermagem!

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Alguém cedeu às exigências dos Técnicos de Emergência. Uma minoria destes Técnicos organizaram-se e fizeram uma greve às horas extraordinárias. Um greve sui generis: sem pré-aviso, sem cuidados mínimos, sem qualquer apelo nem agravo ou, tão pouco, incomodados pelas consequências junto da população.
A discussão em torno do pouco legal desta iniciativa importará… ou não; outros poderão considera-la como um acto vilipendioso.
Fica uma discussão para depois, tendo em conta que este “grupo” nem de código deontológico dispõe. Portanto, é tudo a seu talante.
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Apesar dos Técnicos de Emergência não serem considerados como profissionais de saúde, das suas acções dimanam repercussões. No fim de tudo isto, tanto INEM como Governo cederam às suas reivindicações (interessa o silencia e a calmaria em contexto pré-eleitoral?). Ninguém ficou incomodado com os contornos ilegais e quase inverosímeis 
desta “greve”. Posto isto, extraí as minhas conclusões que passo a partilhar:
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1 – O STAE (o sindicato lá da malta) saberá que existem preceitos legais para a convocação de uma greve?
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2- Se sabem, ignoram-nos, e conseguiram ver satisfeitos os seus objectivos. Se não sabem, conseguiram, do mesmo modo, ver satisfeitos os seus objectivos.
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3 –Talvez seja mais fácil negociar com Secretário de Estado, Dr. Leal da Costa, do que O Dr. Manuel Teixeira. Estou seguro de que este, no mínimo, não tirará as suas famigeradas sestas durante as reuniões. Nunca percebemos muito bem quando um homem de olhos fechados está em “escuta activa”.
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4 – Ilegalmente, o sucesso é mais rápido e fácil.
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5 - Os Sindicatos de Enfermagem (que dormem mais do que o Dr. Teixeira) sempre podem ir bater à porta do STAE (Rua António Costa Pereira, em São Mamede Infesta) e pedir alguns ensinamentos.
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6 - O STAE não é vermelho, de certeza. Só tem “uma” cor: é amarelo às bolinhas pretas (como o padrão tigresse)...
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7 – Fico sempre na dúvida de que lado da mesa reside a incompetência. Ó Senhores Enfermeiros Sindicalistas, como é? Vamos ficar pela discussão do momento na Enfermagem - será que o grevista deve render um não grevista. Não vamos pois não? Há mundo lá fora.
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P.s. - A Ordem dos Enfermeiros pronunciou-se sobre esta matéria...

quinta-feira, junho 11, 2015

OECD Reviews of Health Care Quality: Portugal 2015

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(Clicar para ampliar e ler)

quarta-feira, junho 03, 2015

Greve geral: dia 4 e 5 de Junho! - explicação detalhada.



ENFERMEIROS





4 e 5/Junho/2015

GREVE NACIONAL DE ENFERMEIROS
do Sector Público
Um poderoso instrumento de Luta





1 - Quem pode fazer Greve?

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Todos os Enfermeiros a trabalhar nas Instituições abrangidas pelo Pré-Aviso de Greve do SEP.
(Setor Público)
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TODOS os Enfermeiros, independentemente da relação de emprego (RTCFP, Contrato a Termo ou Sem Termo/Tempo Indeterminado – CTC e CIT), de todo o Setor Público podem fazer Greve.

Sector Público: Instituições Setor Público Administrativo sem e com Gestão Empresarial/EPE e PPP (Hospitais, CHospitalares, ULSaúde, ACES/CSaúde, INEM, IPSangue, EPrisionais, HMilitares, IOGPinto, SCMLisboa, etc).
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2 – E os que trabalham no Sector Privado, também podem fazer Greve
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NÃO. Os Enfermeiros do Setor Privado NÃO podem fazer esta GREVE
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Apesar de todos os problemas dos Enfermeiros do Setor Privado (elevada precariedade, baixa remuneração, ausência de dotações seguras, desregulamentação dos horários de trabalho, etc), esta Greve tem por objetivo a exigência de negociação do Caderno Reivindicativo dos Enfermeiros do Setor Público, designadamente a manutenção dos regimes de trabalho consagrados na Carreira de Enfermagem (35h semanais e outros) e as questões remuneratórias para TODOS os enfermeiros.
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3 – E quem exerce funções numa Instituição Pública mas tem uma relação de emprego com uma Empresa Privada de Subcontratação … de Trabalho Temporário … está "subcontratado" … também pode fazer Greve? E os que estão a "Recibo
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Os "SubContratados" – NÃO podem fazer esta Greve
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Os "Recibos Verdes" – Podem faltar
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Os Enfermeiros "SubContratados", que detêm um Contrato de Trabalho com uma Empresa de Trabalho Temporário/Prestação de Serviços (Instituição Privada), NÃO estão "cobertos" pelo Pré-Aviso de Greve. Logo, NÃO podem fazer esta Greve… só se faltarem ao serviço.

Os Enfermeiros que trabalham a "Recibo Verde"/"Regime Liberal", numa Instituição Pública estão "cobertos" pelo Pré-Aviso. PODEM FALTAR. Os Enfermeiros nesta situação devem avaliar as suas condições concretas e contactar o SEP.
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4 – Os não sindicalizados também podem fazer?
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Podem e devem!
Os não sócios e sócios de outros Sindicatos também podem aderir à Greve. Contudo, se estiver sindicalizado está mais protegido e seguro … integra uma Organização/Instituição que existe para defender os seus direitos.
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5 - Tenho um Contrato a Termo (Vínculo Precário).
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5.1 – Também posso fazer? Podem cessar-me o Contrato?
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Pode fazer Greve e legalmente não podem cessar o Contrato.
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"É nulo o acto que implique coacção, prejuízo ou discriminação de trabalhador por motivo de adesão ou não à greve". (LGTFP e art.º 540/CT). Nas Greves é habitual surgirem estes boatos como forma de pressão para não aderirem às formas de luta, designadamente as Greves.
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Os Vínculos Precários têm razões acrescidas para fazer Greve. "… Quanto menos Greves fizermos mais o MSaúde/Administração está à vontade para não nos passar a efectivos e degradar as nossas condições de trabalho … "; " … eles não reivindicam … não lutam … ".
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5.2 – A pressão para não aderirmos à Greve é legal?
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É, ética e legalmente, reprovável.
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NÃO PODEM!
Mais, quem exerce a pressão/coação é susceptível de ser punido: Constitui Contra-ordenação MUITO GRAVE o acto do empregador que implique coacção do trabalhador no sentido de não aderir a greve, ou que o prejudique ou discrimine por aderir (LGTFP e art.º 540.º/CT).
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6 – Antes da Greve, estou legalmente obrigado a informar se adiro ou não?
Legalmente não está obrigado a explicitar previamente a sua decisão.
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Inclusive pode decidir aderir no decurso da Greve.
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Contudo, há Serviços onde a equipa reúne/discute previamente a questão dos Serviços/Cuidados Mínimos, se for o caso: Quem os assegura e reflexão acerca dos Cuidados Mínimos a prestar, tendo em consideração o Pré-Aviso e Diretivas de Greve.
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7 – Estou legalmente obrigado a ir ao Serviço?
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APELA-SE A QUE OS ENFERMEIROS, previamente à Greve, REUNAM PARA, entre outros aspectos, DISCUTIREM COMO SE ORGANIZAM PARA A GREVE, AFERIREM OS CUIDADOS MINIMOS, etc.
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Nos Serviços que "encerram" (não têm que prestar Cuidados Mínimos), nos termos do Pré-Aviso/Directivas, não está legalmente obrigado a comparecer ao serviço (Ver Directivas).
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Nos Serviços onde têm que ser garantidos Serviços/Cuidados Mínimos deve comparecer para os prestar (se for o caso) ou integrar o Piquete de Greve.
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8 - O que é o Pré-Aviso de Greve?
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Nos termos da Constituição e da Lei o Sindicato é obrigado a emitir Pré-Aviso de Greve, publicitado num órgão de comunicação social de expansão nacional. No nosso caso (Saúde), o aviso prévio é de 10 dias úteis. Este Pré-Aviso visa no essencial duas coisas: que as partes em conflito tentem ainda acordar soluções antes de efectivar a Greve; que os Serviços alvo da Greve se reorganizem (com as limitações decorrentes da Lei) para minimizar o impacto junto dos destinatários do serviço.
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9 – O que faz e quem constitui o Piquete de Greve?
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O Piquete de Greve é constituído por TODOS OS enfermeiros GREVISTAS
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O Piquete é constituído pelos grevistas que permanecem nos Serviços a assegurar Cuidados Mínimos, pelos grevistas sediados na sala do Piquete e pelos grevistas ausentes da Instituição.
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O Piquete visa, para além do levantamento rigoroso dos dados (escalados/aderentes), informar e esclarecer os grevistas sobre … e mesmo os não grevistas no sentido de aderirem à greve. Intervém junto das Administrações para resolver problemas. TEM UM PAPEL FUNDAMENTAL NA INFORMAÇÃO E ESCLARECIMENTO DOS UTENTES através de ACÇÕES planeadas para esse efeito.

Daí a necessidade e importância de todos os enfermeiros grevistas, à excepção dos que permanecem nos Serviços a assegurar Cuidados Mínimos, permanecerem na Instituição e integrarem o seu Piquete de Greve.

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10 – Enquanto grevista, qual a minha subordinação hierárquica?
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Os grevistas estão subordinados ao Sindicato/Piquete de Greve e às suas orientações/Directivas de Greves.
"A greve suspende, no que respeita aos trabalhadores que a ela aderirem, as relações emergentes do contrato, … em consequência, desvincula-os dos deveres de subordinação e assiduidade" (LGTFP e CT) e os trabalhadores em greve são representados pelo Sindicato.
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Significa que os grevistas estão subordinados ao Sindicato/Piquete de Greve e às suas orientações. Por isso emitimos as designadas "DIRECTIVAS DE GREVE", DE LEITURA IMPRESCINDÍVEL, a que todos os grevistas estão subordinados.
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11 – Pode a Administração substituir os enfermeiros grevistas?
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Não pode
"O empregador não pode, durante a greve, substituir os grevistas por pessoas que, à data do aviso prévio, não trabalhavam no respectivo estabelecimento ou serviço nem pode, desde essa data, admitir trabalhadores para aquele fim" e "A tarefa a cargo de trabalhador em greve não pode, durante esta, ser realizada por …" (LGTFP e art.º 535º/CT).
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12 – Durante a Greve a "Administração" pode colher dados pessoais dos aderentes?
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Não pode
A "Administração" só pode recolher os n.ºs globais - escalados e aderentes. A recolha de outros elementos, diferentes dos anteriormente citados, pode indiciar pressão com vista à não adesão.
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A Comissão Nacional de Protecção de Dados deliberou proibir, ao abrigo da al. b), n.º3, art.º 22º da Lei 67/98, qualquer tratamento autónomo de dados – recolha de tipo de vínculo/nome/n.º mecanográfico/outros dados similares – relativos aos aderentes à greve por constituir violação do disposto no art.º 13º e n.º 3 do 35º da CRP e nos n.ºs 1 e 2 do art.º 7º da Lei de Protecção de Dados Pessoais (Deliberação n.º 225/2007 de 28 de Maio).
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13 – Serviços/Cuidados Mínimos
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13.1 – São obrigatórios na Saúde?
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Na Saúde, a definição de Serviços Mínimos é legalmente obrigatória.
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Nos termos da Constituição (art.º 57º) e da Lei nos "órgãos ou serviços que se destinam à satisfação de necessidades sociais impreteríveis ficam as associações sindicais e os trabalhadores obrigados a assegurar, durante a greve, a prestação dos serviços mínimos indispensáveis para ocorrer à satisfação daquelas necessidades".
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Por isso, nos termos legais, o Pré-Aviso de Greve enquadra sempre os "Serviços Mínimos e os meios (n.º de Enfermeiros) para os assegurar".
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13.2 – Quem os define?
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Para o Sector Público, Cooperativo, Social e Privado não abrangido pelo Acordo com APHP (SPA, EPE, PPP, SCML, IPSS, Misericórdias, SAMS) : Estão definidos desde 1992/1994 por Acordo estabelecido entre o SEP, MSaúde e MTrabalho. Por isso, desde essa data, constam sempre do Pré-Aviso e Directivas do SEP.
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13.3 – Onde se concretizam?
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Serviços de Internamento, Atendimentos Permanentes e outros que funcionam 24H00/dia, Cuidados Intensivos, Urgências, Serviços de Hemodiálise e de Tratamento Oncológico. Ver Pré-Aviso/Directivas.
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13.4 – Quem os concretiza? Todos ou alguns Enfermeiros da Equipa de Enfermagem?
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De entre TODOS OS ENFERMEIROS ESCALADOS para o(s) dia(s)/turno(s) de Greve à data da emissão do Pré-Aviso de Greve e de acordo com o número mínimo fixado nas Diretivas de Greve - número de enfermeiros igual ao que figurar para o turno da noite, no horário aprovado, a EQUIPA DE ENFERMAGEM define quais os enfermeiros que devem permanecer no Serviço para assegurar os Cuidados Mínimos a prestar.
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A EQUIPA DE ENFERMAGEM de qualquer serviço É CONSTITUÍDA POR TODOS os enfermeiros que fazem parte dos horários aprovados, independentemente da sua categoria ou função, PELO QUE TODOS DEVERÃO SER CONSIDERADOS PARA O NÚMERO MÍNIMO DE ENFERMEIROS QUE DEVEM ASSEGURAR O TURNO.
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13.5 – Quando nasce a obrigação de prestar Cuidados Mínimos pelos Enfermeiros aderentes à Greve?
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A OBRIGAÇÃO de prestar Cuidados Mínimos pelos Enfermeiros aderentes à Greve SÓ NASCE QUANDO O NÚMERO DE ENFERMEIROS NÃO ADERENTES FOR INFERIOR AO NÚMERO MÍNIMO FIXADO no Pré-Aviso e nas Diretivas de Greve para os assegurar - número de enfermeiros igual ao que figurar para o turno da noite, no horário aprovado à data do anúncio da greve.
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13.6 – Enfermeiros aderentes à Greve e adstritos à prestação de Cuidados Mínimos devem efetuar o "Registo Biométrico" (Registo/Controle da Assiduidade)?
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Surgiram algumas questões em algumas/poucas Instituições sobre esta matéria. Pretendem estas Administrações que os Enfermeiros que asseguram os Serviços/Cuidados Mínimos efetuem o Registo Biométrico. Os argumentos para esta pretensão são essencialmente dois: i) Consta do Regulamento Interno; ii) Só pagam a remuneração a quem prestou Serviços/Cuidados Mínimos se efetuarem o Registo Biométrico porque isto permite/facilita a validação, no sistema informático, pelo Enf.º Chefe/em Chefia.
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Sobre esta matéria o SEP reafirma a sua Orientação constante do Pré Aviso e das Diretivas de Greve
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1 – Nos termos da lei, a greve suspende, relativamente aos trabalhadores que a ela adiram, as relações emergentes do contrato, e, designadamente, desvincula-os do dever de assiduidade;
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2 – Neste quadro, o Pré-Aviso de Greve sempre fixou que "A adesão à greve manifesta-se pela não assinatura do livro de ponto ou pela não marcação no relógio de ponto"
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3 – Entretanto, legalmente, os Enfermeiros aderentes à Greve e que ficam adstritos ao cumprimento dos Serviços/Cuidados Mínimos têm direito, nomeadamente, à remuneração.
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4 – Com vista à concretização do direito à remuneração, os Enfermeiros referidos anteriormente, nos termos das Directivas de Greve do SEP, devem preencher o impresso fornecido pelo SEP (www.sep.org.pt), em duplicado, para a Instituição, e, como comprovativo da sua entrega, para o próprio.
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5 – Assim, os Enfermeiros aderentes à Greve e que ficam adstritos ao cumprimento dos Serviços/Cuidados Mínimos NÃO DEVEM EFETUAR O HABITUAL REGISTO BIOMÉTRICO.
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Notas:
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1 – A confirmação, por parte do Enf.º Chefe, dos Enfermeiros (aderentes à Greve) que ficaram adstritos à prestação dos Serviços/Cuidados Mínimos pode ser feita no citado impresso entregue pelos respetivos Enfermeiros;
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2 – A conjugação da concretização do Registo Biométrico com o fornecimento de dados de aderentes à Greve por parte das Administrações, falseia os dados de aderentes à Greve.

Entrando na Instituição e efetuando o Registo Biométrico, ainda que aderente à Greve e adstrito à prestação de Serviços/Cuidados Mínimos, para efeitos de dados, para a Administração/Min. da Saúde "estou ao serviço", "estou a trabalhar normalmente".

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13.7 – O que são Cuidados Mínimos?
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São, EXCLUSIVAMENTE, OS CUIDADOS DE ENFERMAGEM que, quando não prestados, PONHAM EM RISCO A VIDA DO UTENTE
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Ver Pré-Aviso/Directivas.
Manter os Serviços Mínimos/Prestar os Cuidados Mínimos não poderá entender-se como funcionamento normal.

A garantia de prestação de Serviços Mínimos, em regra, não pode sequer ser aproximada a funcionamento do serviço e muito menos a funcionamento normal.

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Os Serviços Mínimos não podem ter como objectivo a reposição da situação laboral que existiria se não se verificasse a greve. A ser assim dar-se-ia um boicote constitucional ao direito à greve.
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13.8 – Pode-se fazer uma Lista de Cuidados Mínimos?
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NÃO!
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Nenhum Sindicato, Organização, Pessoa Colectiva ou Entidade Individual pode fazer uma Lista de Cuidados Mínimos
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Os Cuidados de Enfermagem não são "padronizáveis", e porquê?
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Porque,
AS ACÇÕES realizadas pelos Enfermeiros, SOB SUA ÚNICA E EXCLUSIVA INICIATIVA E RESPONSABILIDADE, de acordo com as respectivas qualificações profissionais, são consideradas AUTÓNOMAS


(cfr.ª n.º 1, art.º 9º, REPE) - AUTONOMIA
(REPE - Regulamento do Exercício Profissional dos Enfermeiros -1996)
.De acordo com as suas qualificações inerentes (não só) à sua habilitação académica
(Licenciatura), os Enfermeiros identificam fenómenos, realizam diagnósticos de enfermagem, concebem planos de prestação estabelecendo prioridades, prescrevem cuidados de enfermagem, prestam esses cuidados, monitorizam e avaliam os resultados das intervenções.
.Por outro lado, os destinatários das nossas intervenções são "seres únicos", "com necessidades únicas", perante "situações e em contextos únicos".
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Só os Enfermeiros que, estando a prestar cuidados directos aos utentes/doentes, conhecedores da "situação concreta" daquela pessoa, das "necessidades concretas" daquela pessoa e do "contexto concreto" em que estão a intervir, sabem os cuidados de enfermagem que, quando não prestados, ponham em risco a vida desse utente/doente! Só eles é que sabem porque é que os cuidados que prestam a um utente são prioritários, e, esses mesmos cuidados não o serão para outro utente
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Sabemos que isto requer SEGURANÇA para a DECISÃO CLINICA e que existem conceitos diferentes de Cuidados Mínimos.
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Por isso apelamos aos Enfermeiros para debaterem/aferirem, nas Equipas de Enfermagem, os seus conceitos e uma estratégia de intervenção harmonizada entre todos.
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Não devem os colegas admitir a imposição de uma qualquer lista de
Serviços ou Cuidados Mínimos

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13.9 – Sobre a prossecução dos Cuidados Mínimo.
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A – Número de Enfermeiros adstrito aos Serviços/Cuidados Mínimos
Nos termos do Pré-Aviso e das Diretivas de Greve, o número de Enfermeiros adstrito à prossecução dos Cuidados Mínimos é o "número de Enfermeiros igual ao que figurar para o turno da noite no horário aprovado à data do anúncio da greve."
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B – Aderentes e Não Aderentes à Greve e a prossecução de Cuidados Mínimos
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De entre os Enfermeiros escalados para o respetivo Turno,

Quando o número de Enfermeiros NÃO ADERENTES for IGUAL OU SUPERIOR ao número de Enfermeiros fixado para assegurar os Cuidados Mínimos,


não "nasce" a obrigação legal dos Enfermeiros aderentes à Greve prosseguirem Cuidados Mínimos;



Quando o número de Enfermeiros NÃO ADERENTES for INFERIOR ao número de Enfermeiros fixado para assegurar os Cuidados Mínimos,

de entre os Enfermeiros aderentes à Greve, permanecem adstritos à prestação de Cuidados Mínimos um número que, somado ao número de Enfermeiros não aderentes, perfaça o número fixado para assegurar os Cuidados Mínimos - "número de Enfermeiros igual ao que figurar para o turno da noite no horário aprovado à data do anúncio da greve."


Quando o número de Enfermeiros ADERENTES for superior ao número de Enfermeiros fixado para assegurar os Cuidados Mínimos,

 

decidem entre si quem permanece adstrito à prestação de Cuidados Mínimos e quem integra o Piquete de Greve sediado na Instituição.




C - Enfermeiros-Chefes ou Enfermeiros em Chefia não aderentes: circunstâncias em que é legalmente imposta a sua afetação à prestação de cuidados

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Os Enfermeiros-Chefes ou em Chefia estão legalmente habilitados e capacitados para a prestação de cuidados; Não se encontram, nesta hipótese (não aderentes à Greve), desvinculados dos deveres de subordinação e assiduidade. Por isso, é aos Enfermeiros não aderentes à greve – incluindo os Enfermeiros-Chefes – que a entidade "empregadora" tem que recorrer, em primeiríssima linha, para resolver o problema do funcionamento essencial dos serviços.
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14 – O exercício do direito à Greve e o direito à amamentação/aleitamento
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No decurso de greves anteriores têm sido levantadas questões relativamente à compatibilização do exercício do direito à greve e, simultaneamente, o exercício de outros direitos fundamentais, de que é exemplo a redução da jornada diária de trabalho para a amamentação ou aleitamento.
Recordamos que este é um direito exercido pelas mães/pais mas em favor de criança (ver enfermagem nº 39, Maio/Julho 2000. págs 24-25).
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Relativamente a esta matéria é consensual entre nós que em dia de greve, deve ser respeitada a redução da jornada diária de trabalho.
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Recomendamos:
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A - Aderentes à greve:
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As enfermeiras aderentes à greve, que estão a amamentar, devem ser dispensadas da prestação de Cuidados Mínimos;

Caso tal não seja possível, o seu período de prestação de Cuidados Mínimos nunca pode ultrapassar a duração da jornada diária de trabalho nos termos que tem vindo a cumprir.

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B - Não aderentes à greve
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Os períodos de amamentação têm obrigatoriamente de ser respeitados;

Caso haja outros Enfermeiros não aderentes à greve a solução do problema terá de ser assegurada por eles;

Caso todos os outros Enfermeiros do serviço sejam aderentes à greve, a sua substituição será garantida pelos Enfermeiros em greve, em prestação de Cuidados Mínimos.

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15 – Enfermeiros em Greve "rendem" Enfermeiros não aderentes
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Enfermeiros Grevistas NÃO RENDEM Enfermeiros não grevistas
Os enfermeiros grevistas não têm, o dever legal de render os enfermeiros não aderentes à greve.
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16 – Após o anúncio da Greve, os Horários podem ser alterados?
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Nos termos da LGTFP e CT os Sindicatos devem designar os trabalhadores que ficam
adstritos à prestação dos Serviços/Cuidados Mínimos.
Ora, quando emitimos o Pré-Aviso de Greve com os Serviços Mínimos há muito acordados e quando é referido que os Serviços/Cuidados Mínimos são assegurados, de entre os Enfermeiros escalados para o(s) dia(s)/turno(s) de Greve e de acordo com o número mínimo fixado nas Diretivas de Greve, pelos Enfermeiros que a Equipa de Enfermagem defina, já estamos legalmente a designar os enfermeiros que ficam adstritos à prestação dos Serviços/Cuidados Mínimos:


- de entre os Enfermeiros escalados para o(s) dia(s)/turno(s) de Greve;

- os Enfermeiros que a Equipa de Enfermagem defina.

Por esta razão, APÓS A EMISSÃO DO PRÉ-AVISO DE GREVE OS HORÁRIOS DE TRABALHO NÃO PODEM SER ALTERADOS.

domingo, maio 31, 2015

Reunião de Enfermeiros: finalmente!!

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Finalmente os Enfermeiros acordaram e começam a auto-organizar-se!
Na última semana aconteceu um marco histórico na classe de Enfermagem: a maior reunião de sempre de Enfermeiros-Chefes e Supervisores! Decorreu em Coimbra.
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Ao contrário do que se possa pensar ou dizer, esta reunião nasceu de um movimento autónomo que, durante algum tempo, foi trocando entre si e-mails, sms, telefonemas e.... cresceu. Isto é digno de nota!
Lutam por melhores salários, por mais dignidade profissional e pelo reconhecimento da sua autonomia e competências gestionárias. Tal e qual todos os Enfermeiros portugueses, lutam por aquilo que julgam mais justo para si e para as suas respectivas categorias profissionais.
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Este movimento não esteve sozinho naquele auditório cheio. Além de Chefes e Supervisores, compareceram livremente outros Enfermeiros. A sala não teve portas, pois naquele dia a preocupação era mais a Enfermagem do que a circunscrição "Chefes/Supervisores". Marcaram presença, também, os líderes dos dois maiores sindicatos de Enfermagem em Portugal: o Enf. José Azevedo (sempre muito perspicaz e multíscio), pelo Sindicato dos Enfermeiros, e o Enf. José Carlos Martins, pelo Sindicato dos Enfermeiros Portugueses. Tudo isto apadrinhado pela Ordem dos Enfermeiros e pelo Bastonário Germano Couto (que, apesar de tudo, não teve um papel na criação do movimento).
É admirável o facto de um conjunto de Enfermeiros se mobilizarem em prol da defesa dos seus interesses! Quem ainda não se auto-organizou deve proceder à mesma iniciativa!
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Esta reunião foi importante por vários motivos: discutiram-se estratégias e estabeleceram-se consensos
Os Enfermeiros reprovaram, de forma avassaladora, as ideias e metodologias do SEP. Parece-me que doravante teremos alguma concertação sindical. 
Foi afirmado várias vezes que em termos retributivos todos os Enfermeiros estão a sofrer de um enorme injustiça e foi focado a necessidade de se homogeneizar os salários de entrada na grelha salarial, bem como incrementar o esquema salarial de toda a carreira de Enfermagem, independentemente da sua categoria!
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Foi elaborado um comunicado (pelos próprios Enfermeiros, não pela Ordem) a enviar para o Ministério da Saúde, subjacente à ideia unânime de que qualquer início de negociação terá um repercussão positiva em toda a carreira (como sabem estão em cima da mesa as negociação dos Acordos Colectivos de Trabalho), a exigir um conjunto de renegociações! Recordo que os Chefes/Supervisores, bem ou mal, são entendidos como representantes da classe!
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Uma nota final para o Bastonário Germano Couto que durante o seu mandato apoiou todos os movimentos e petições criados pelos Enfermeiros para a defesa dos seus interesses e da profissão!
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Recordo-me da petição a favor da reintrodução da categoria de Enfermeiro Especialista (chegou a acompanhar os peticionários à Assembleia da República!), do apoio aos Enfermeiros Militares (que após décadas finalmente viram a concretização dos seus objectivos), apoiou as reivindicações antigas do Enfermeiros das Salas Operatórias, criando uma nova especialidade, apoiou todas as iniciativas dos Enfermeiros do Pré-Hospitalar e a apadrinhou várias reuniões de Coordenadores, etc, e apoiou e serviu de anfitrião ao maior conjunto de reuniões entre Enfermeiros, Associações e Sindicatos dos Enfermeiros, para estabelecer estratégias e delinear princípios para defender a profissão! Temos que lhe tirar o chapéu ao nosso Bastonário porque até hoje ninguém encontrou a sua porta fechada!
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Para um futuro a curtíssimo prazo: a cereja em cima do bolo seria ver nos Enfermeiros o mesmo ânimo para criação de um movimento para sacudisse as estruturas e profissão e reivindicasse a si tudo aquilo que é devido à Enfermagem! Estou certo que, uma vez mais, o Bastonário lá estará para apoiar!

quinta-feira, maio 21, 2015

Médicos humilhados: o escândalo!

Não obstante da necessidade do ministério da Saúde maltratar e desvalorizar o capital humano do sector (imprescindível e fundamental para o bom funcionamento do mesmo), surgiu um fenómeno interessante...
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Se os Enfermeiros recém-formados migram à procura de emprego e os mais experientes à procura de reconhecimento e melhores condições, o Bastonário dos Médicos afirma por aí que os Médicos têm procurado a sua transferência para o sector privado, evocando assim uma razão subjacente à necessidade de serem mais bem remunerados.
Como sabemos, a carreira médica já é uma das melhores remuneradas e, excepcionalmente, é também remunerada pelo regime das 40 horas/semana.
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Os sindicatos médicos fazem correr a mesma ladaínha, enunciando até as razões da transferência para o privado - entre outras, os médicos sentem-se "humilhados" porque lhes é controlada a assiduidade(!!) e porque agora têm de... trabalhar (com um salário de início de carreira pouco abaixo dos 3000 euros)!! Um verdadeiro ultraje!
Ora, o independente e credível Instituto Nacional de Estatística assevera o inverso: ao que parece, objectivamente, os Médicos estão é a bater nas portas do público!

quarta-feira, maio 20, 2015

Está aberta a época pré-eleitoral para a Ordem dos Enfermeiros?

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Estão lançadas as primeiras bases para as eleições para a Ordem dos Enfermeiros. O contexto é delicado e há que escolher de forma prudente. 
Durante estes últimos 4 anos, a crise sócio-económica inviabilizou muitos objectivos, porém foram lançadas as sementes para o futuro. Como sabem, as sementes são invisíveis durante algum tempo até brotarem da terra e dar frutos. Nem sempre são compreendidas porque não se vêem.
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É necessário ter sempre presente que a prudência nem sempre rima com a demagogia. Este ano temos vários candidatos a Bastonário e algumas listas. Para mim existe uma certeza: sei de antemão em quem não votar, pela inutilidade do voto. 
O sétimo candidato é muito interessante...

terça-feira, maio 19, 2015

#cassilda.ate.amanhã! #cassilda.vai.à.ordem!

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Cassilda. Podia ser uma famosa pintura do mítico Leonardo da Vinci, mas não é. 
É a "Enfermeira"-Directora do Centro Hospitalar Tondela-Viseu (onde chegou à martelada).
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Já escrevi sobre a mesma e sobre o facto reunir de forma unânime consenso entre a classe de Enfermagem da instituição: não é apreciada pelos pares nem não fez obra na gestão. 
A Cassilda já se aposentou mas está a cumprir o resto do mandato. Enquanto isso, os Enfermeiros da casa riscam traços nas paredes para contabilizar os dias do fim.
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Podia sair pela porta do mérito, mas escolheu sair pela porta menos nobre da profissão. Não tem a admiração de ninguém. Nem o respeito, sequer. 
Perseguiu alguns Enfermeiros, castigou outros (enviando-os para Alcatraz-Tondela), puniu os restantes e atormentou todos os remanescentes.
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Há relativamente pouco tempo alguns Enfermeiros Especialistas procuraram junto do poder judicial o reconhecimento justo do seu percurso profissional: o reconhecimento remuneratório das suas funções. Venceram o caso na barra do tribunal e o Centro Hospitalar foi forçado a pagar o salário justo. 
A Cassilda poderia ter ficado orgulhosa pela conquista dos seus colegas de profissão; mas não. Transferiu-os para outros serviços onde não pudessem exercer as suas funções especializadas retirando assim o acréscimo salarial.
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Agora, recentemente, um colega, já com quase dezena e meia de anos de experiência, foi admitido por concurso no Centro Hospitalar (exercia no norte). Foi despedido dois meses depois porque ia ser pai. "Se eu soubesse que ia ser pai não o tinha contratado" – 
explicou a Cassilda. A seguir estava na rua.
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Como não podia deixar de ser, a Ordem dos Enfermeiros de Bastonário Germano Couto volta a impor um inédito na sua história – abriu um inquérito disciplinar à Cassilda. O primeiríssimo aberto a um Enfermeiro-Director (afinal o Bastonário deu à Cassilda um lugar na história da profissão!).
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história não está na comunicação social por mero acaso...
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Na primeira reacção ao mesmo, a Cassilda demonstrou desconhecer a legislação vigente relativamente à carreira de Enfermagem, o que não fica bem a um Enfermeiro-Director, convenhamos!
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Todos sabemos que a vertente da Gestão está incluída na carreira, ou seja, quando assumimos um cargo de gestão, não deixamos de ser Enfermeiros, e, portanto, não pudemos fugir com o rabo à seringa da Ordem.
Enquanto o processo decorre a Cassilda anda a pensar o que inventar para se esquivar. 
A Cassilda está sozinha. Na solidão.

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Para que a opinião de cada um tenha uma consequência positiva! Contribuição efectiva!