Terça-feira, Maio 20, 2008

2012, algures na Ucrânia.

"Vão faltar médicos em Portugal dentro de quatro anos" link (Título da primeira página do Jornal Diário de Notícias)
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"Tudo isto acontece numa altura em que se prevê que a insuficiência de médicos atinja um ponto crítico entre 2012 e 2017, quando - tal como admitiu recentemente a Ministra da Saúde - "a situação poderá ser muito complicada"" link

Prevê-se, portanto, a subida exponencial dos salários, status social e valorização dos médicos (...o que, consequentemente, irá desequilibrar, ainda mais, os pratos da balança entre as várias classes de profissionais de saúde).
E os Enfermeiros, como estarão em 2012?
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"O futuro dependerá daquilo que fazemos no presente"
-Mahatma Gandhi -

Segunda-feira, Maio 19, 2008

Medalha Nightingale


O Enf. Pasang Dondrup é o director-adjunto do People's Hospital, na província de Sichuan - Tibete. Foi o primeiro Enfermeiro do sexo masculino a ser agraciado com a Medalha Nightingale (link).
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Com 52 anos de idade, é uma personalidade altamente estimada e elogiada pela sociedade tibetana.

Pensar pelo prazer de pensar...


Há 90 anos nasceu (N.11-Maio-1918, F.15-Fevereiro-1988) uma das pessoas que mais admiro neste mundo - o físico norte-americano Richard Feynman. Ficou na história por inúmeros motivos, sendo que o Prémio Nobel foi um dos mais insignificantes.
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Um homem - com um sentido de humor ímpar e sempre à frente do seu tempo - que adorava pensar só pelo prazer de pensar. Tornou-se, sem dúvida, um dos responsáveis pela minha paixão pela ciência - li todos os seus livros.
E como nem só de Enfermagem vivem os Enfermeiros, aqui fica esta minha pequena nota. Um exemplo de saber-ser, saber-estar e saber-saber que influenciou positivamente a minha vida.


Sábado, Maio 17, 2008

A arca do Sr. Pizarro!



Um profissional de Enfermagem que se preze e labute em prol da elevação da sua classe, deve ter conhecimento do seguinte:
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O Manuel Pizarro, Secretário de Estado da Saúde deve andar, certamente, a zombar dos Enfermeiros e da Enfermagem. As suas declarações ao Jornal Vida Económica são – no mínimo – uma injúria real à decência da nossa profissão!
Se existem motivos circunstanciais que me tiram verdadeiramente do sério, este é, sem sombra de dúvida, um deles.
O Pizarro – médico de profissão - gosta de endeusar os seus pares. "A formação de médicos é altissímamente exigente" – diz, acrescentando que "o país tem de ter absoluta garantia de que essa formação é feita de acordo com os mais elevados padrões".
Para gáudio da capoeira, atesta indiscutivelmente que não é possível abrir faculdades privadas de medicina porque até agora nenhuma das propostas foi "suficientemente sustentada do ponto de vista pedagógico". Relembrou ainda que "por alguma razão as faculdades de medicina estão sempre acopladas a grandes hospitais". (Quase todos os outros países têm privadas de medicina, mas pelos vistos o solo tuga não é suficientemente digno para receber formação de médicos)
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Isto irrita-me: a ponderação de abertura ou não de uma faculdade privada de medicina faz parar o país e mobilizar todo o capital humano, político e intelectual da nossa praça, faz correr rios de tinta nos jornais, discutindo-se tudo isto até à exaustão para avaliar se é possível criar mais uma faculdade (cheiro nauseabundo a lobbys) para formar deuses do Olimpo...
Este processo de formação dos omnipotentes do
estetoscópio parece ser em tudo diferente da abertura das escolas de Enfermagem que, abriram sucessivamente, sem garantidas de qualidade, sem corpos docentes qualificados, sem qualquer agregação a hospitais centrais, sem “campos de estágio” manifestamente suficientes de ponto de vista quantitativo e pedagógico.
Deve ter sido um secretáriozeco do Ministério (não temos direito a ninguém mais bem colocado na hierarquia) que, vendo à sua frente a incomodativa papelada para o processo de abertura de mais escolas de Enfermagem, resolveu despachar (favoravelmente) todas (até porque a hora do almoço estava a chegar e estava com pressa!) com o espírito "que-se-lixe-afinal-de-contas-é-só-para-formar-enfermeiros-de-meia-leca"!

E deu no que deu. Abriram-se escolas de Enfermagem levianamente, sem condições, algumas delas no meio de desertos académicos, sem hospitais nas proximidades e com estágios de 5ª categoria: o lar da Sr.ª Fulana ou o infantário da D. Sicrana!
Mas não é só: as faculdades de medicina estão sempre a ameaçar os numerus clausus (vagas), porque, desgraçadas, não têm espaço para tanto aluno sedento de conhecimento. As escolas de Enfermagem, por seu lado, com espaços arábicos, abrem vagas como quem cultiva batatas!
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Lembro todos os colegas que possam não saber (talvez os mais novos), que em 1973, com apenas 3 faculdades de medicina, entraram 4000 alunos para as mesmas. No ano seguinte, 1974, se o ensino não tivesse sofrido a reforma que foi vítima, tinham entrado em cerca de 5000 alunos!! Não sabiam? Se calhar também não sabiam que ainda existem alguns médicos a exercer com o curso de medicina realizado em… 3 anos! Pois é…
Tanta pieguice e lamechice e afinal de contas…
Afirmam que as 7 faculdades estão "a abarrotar", vejam só (!), para formar pouco mais de 1000 alunos...!
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Atenção, não discordo das exigência de qualitativa e pedagógica seja de quem for, só não compreendo e não aceito que os Enfermeiros não sejam alvo da mesma atenção, rigor e ponderação. O ensino de Enfermagem não merece?
Depois disto, espero mesmo para ver se a Ordem dos Enfermeiros, o tal organismo regulador que diz querer dignificar a formação e o exercício profissional, remete algumas palavras para a imprensa e para os seus membros, ou pelo contrário, se fecha no imperdoável silêncio subjugado!

Quinta-feira, Maio 15, 2008

Agora é que estamos a falar!


"Ordem dos Enfermeiros na Assembleia Mundial de Saúde e em reuniões internacionais sobre Enfermagem e Saúde"

"A Enf.ª Maria Augusta de Sousa, Bastonária da OE, está em Genebra, na Suíça a participar em várias reuniões internacionais, que culminarão com a 60ª Assembleia Mundial da Saúde, que decorrerá entre 19 e 23 de Maio, integrando a delegação oficial portuguesa liderada pela Dra. Ana Jorge, Ministra da Saúde".

"Entre os assuntos em debate estarão a questões como a transferência de tarefas, a prescrição de medicamentos por parte dos Enfermeiros e o futuro da regulação". link

Multas ao utentes absentistas!?!


Peço imensa desculpa pela frontalidade, mas a proposta mais palerma do momento, provém das mentes brilhantes do Conselho Nacional de Ética e Deontologia da Ordem dos Médicos. Uma "anedota" das mais foleiras que já vi...
Podem clicar na imagem para ampliar e ler - uma coisa está garantida: divertimento grosseiro!

Quarta-feira, Maio 14, 2008

Auf Wiedersehen!


Há muito tempo que sabiam qual seria o futuro....

Terça-feira, Maio 13, 2008

1995-2006: a hiperpsicossocialiémia está a alterar o "equilíbrio hemático" da Enfermagem!


No seguimento do post (O "mundo académico" da Enfermagem está frágil e radicalmente psicossocial: mudança urgente precisa-se!), fiz o meu trabalho de casa.
Foi à minha biblioteca e limpei o pó a uma das melhores revistas de Enfermagem portuguesas - a Nursing. Com que intuito? Comparar o âmbito dos artigos publicados pelos Enfermeiros entre 1995 e 2006, no sentido de tentar esclarecer o que vem escrito no post supracitado e que suscitou mais de 100 comentários (cerca de 40 foram anulados pelo uso de linguagem inadequada, pelo que foram publicados apenas cerca de 60).

Então, em 1995, os Enfermeiro escreviam e produziam artigos deste tipo (por exemplo):

> "Avaliação inicial pelo Enfermeiro e manipulação de crianças queimadas"
> "Terapêutica medicamentosa e ulceração péptica"
> "Reprodução humana assistida e genética"
> "Enfermagem e a anestesiologia"
> "Fármacos usados na asma"
> "Efeitos da imobilidade prolongada no idoso"
> "Acidentes com cortantes e/ou perfurantes"
> "Cuidados de Enfermagem a doentes submetidos a cirurgia da próstata"
> "Formação: o protocolo na colaboração docência/ exercício hospitalar"
> "A terapêutica trombolítica no enfarte agudo do miocárdio"
> "Assistência prestada pelos Enfermeiros orais e maxilofaciais"
> "Grupos profissionais e estratégias de poder num hospital"
> "Diabetes infantil"
> "O doente com pacemaker"
> "Hipotiroidismo"
> "Assistência a doentes que necessitam de terapêutica de oxigénio a longo prazo"

A tendência na evolução psicossocial dos artigos foi clara e no ano de 2005/06, os Enfermeiros já produziam outro tipo de artigos (por exemplo):

> "Ética: cuidar com dignidade"
> "Gestão para a qualidade total"
> "Cuidados de Enfermagem: que justiça praticar?"
> "Enfermagem e a morte: contributos de Tolstoi para a reflexão dos Enfermeiros"
> "Atitudes dos Enfermeiros perante a doença oncológica"
> "Eutanásia: questões morais"
> "Encadernar a metodologia? Problema epistemológico e/ou teórico"
> "Abordagem baseada na evidência para a segurança do paciente"
> "Reflexão: o que nos vai cá dentro"
> "Enfermagem em fim de vida: cuidar é ajudar a viver"
> "O paradigma holístico na Enfermagem"
> "A arte de viver no outro"
> "Acolhimento ao doente oncológico: cuidado autónomo de Enfermagem"

É evidente? Mais uma vez: Não menosprezando (ou minorarando) a importância do "Cuidar" na Enfermagem, penso que este radicalismo psicossocial (numa tentativa não muito sensata de demarcação do modelo biomédico) não é benéfico para a profissão. A dimensão psicossocial é muito importante para a nossa profissão, mas com proporcionalidade relativa, tal como todas as outras!
Existem outras estratégias e quer se queira, quer não, o conhecimento biomédico-farmacológico é inerente/indissociável à Enfermagem (e as novas exigências assim o ditam!). Em grande parte é o que os empregadores esperam de nós! Não só, mas também!
O investimento exagerado apenas na dimensão psicossocial em detrimento das outras (biomédica, técnica, etc...), está provocar um efeito estufa que começa a "asfixiar" a profissão...

Os Enfermeiros são "borlistas", altruístas e tal...


"Serviços de enfermagem também deviam ser comparticipados" link

Interessante a entrevista do Enf. Élvio de Jesus ao Jornal da Madeira - nomeadamente a nível das convenções dos serviços de saúde.
O desacordo pronto surge quando a jornalista questiona o Sr. Enf. Élvio:

- "Apesar do valor da profissão, são ainda mal pagos?"

A resposta, ainda que possa ser mal interpretada (porque a sua opinião provavelmente será outra), custa a digerir:

- "Sim, mas esta é uma profissão de valores. Felizmente temos muitos jovens muito bem formados, empenhados e com um espírito altruísta muito grande (...)."

Como quem diz "não faz mal, são todos uns caridosos"...
É importante começar a demarcar a Enfermagem como profissão científica deste paradigma do amor, altruísmo e compaixão...
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Por fim, fiquei surpreendido, mais uma vez, com o suposto rácio da OCDE que o Sr. Enfermeiro diz ser o actual - cerca de 10 Enf/mil hab. - e fiquei pensativo em relação ao recente relatório da mesma entidade onde é afirmado que o respectivo rácio está ligeiramente acima dos 8 Enf./mil hab. Continuo a afirmar que a OE teima em esquecer que a OCDE junta aos auxiliares de Enfermagem (cá não existem) a esses cálculos, sobrestimando os resultados finais. (Impedindo, com frequência, as instituições de contratar mais profissionais, tendo em conta a conjuntura sócio-económica e dificulta o nossa transposição remuneratória para outro nível académico)
No fim, fiquei a reflectir "será que os rácios da OCDE são como o preço do combustível que é inflacionado todas as semanas?"...

Segunda-feira, Maio 12, 2008

Hoje, 12 de Maio - Dia Internacional do Enfermeiro


O meu desejo para o Dia Internacional do Enfermeiro (hoje, 12 de Maio): que todos os Enfermeiros possam exercer a sua profissão ao mais alto nível - condignamente, muito bem remunerados, reconhecidos e admirados, modernizados, pautados pela qualidade e pelo rigor, unidos, sem desemprego ou precariedade. Só isso.
Gostava, sinceramente, que ao fim de um dia de trabalho, nos sentíssemos orgulhosos em ser Enfermeiros.
Bom dia para vós, estimados colegas e amigos.
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"O vento e as ondas estão sempre do lado dos melhores marinheiros"
- Edward Gibbon -

Sábado, Maio 10, 2008

Em pleno dia 12 de Maio (Dia do Enfermeiro), era isto que precisavamos...


"Bastonário [da Ordem dos Engenheiros] defende redução de 80 por cento nos cursos de engenharia" link

"O bastonário da Ordem dos Engenheiros, Fernando Santo, defendeu hoje que os cursos de engenharia em Portugal deveriam ser reduzidos em cerca de 80 por cento"

"Foram-se abrindo cursos em escolas por questões económicas, de negócio, de tudo e mais alguma coisa"

"Bastonário Fernando Santo, pensa que se deveria diminuir ao numero de vagas (...) nas Universidades" link

"Bastonário [da Ordem dos Engenheiros] contra excesso de cursos de Engenharia" link

"Se fôssemos menos rigorosos e dados ao facilitismo, em vez de 38 mil membros que hoje temos teríamos uns 50 mil" link

"Estamos perante um facilitismo que os politécnicos têm vindo a desenvolver para terem mais alunos" link

"Que conselho daria a um jovem estudante de engenharia, ou potencial aluno de engenharia? A primeira questão prende-se com a necessidade de escolher uma escola de qualidade" link

Sexta-feira, Maio 09, 2008

O "mundo académico" da Enfermagem está frágil e radicalmente psicossocial: mudança urgente precisa-se!


Já imensos colegas me abordaram, preocupados, relativamente a este assunto - uma autêntica endemia. Arrisco-me a falar sobre ele, mesmo sabendo que este blog também frequentado por inúmeros não-Enfermeiros.

Nos anos mais recentes (e não só), a grande maioria dos académicos e da produção de trabalhos de investigação, versa apenas sobre uma das múltiplas dimensões com que a Enfermagem está relacionada: o âmbito psicossocial! Mas, aparentemente, tem havido constatações que este enigma viral está também a deixar a sua marca nas escolas. O plano de estudos do Curso Superior de Enfermagem está a adoecer, vítima de um enviesamento tendencioso no ensino. Não será menos do que o "Cuidar" para o exercício profissional dos Enfermeiros, a farmacologia, a patologia, a microbiologia, a bioquímica, entre outras...
Para tristeza da classe, verifica-se que a maior parte dos alunos e profissionais recém-formados (assim como alguns Enfermeiros mais "velhos", é verdade!) têm conhecimentos científicos frágeis e pouco especializados em várias vertentes do saber. Quando questionados, a resposta é unânime: "a escola só fala em cuidar, cuidar, cuidar, cuidar e dedica pouco tempo a outras coisas".

Não menosprezando (ou minorarando) a importância do "Cuidar" na Enfermagem, penso que este radicalismo psicossocial (numa tentativa não muito sensata de demarcação do modelo biomédico) não é benéfico para a profissão. Existem outras estratégias e quer se queira, quer não, o conhecimento biomédico-farmacológico é inerente/indissociável à Enfermagem (e as novas exigências assim o ditam!). Em grande parte é o que os empregadores esperam de nós! Não só, mas também!
(O próprio Infarmed dispõe de fichas de notificação de RAM para Enfermeiros, o que pressupõe que as autoridades reconheçam os Enfermeiros como profissionais altamente habilitados em farmacologia (por ex. e falando neste caso em particular), ou não fossem os profissionais de Enfermagem os responsáveis pela preparação/administração/avaliação/vigilância no âmbito farmacológico)
É que quando um Enfermeiro que tem dúvidas relativamente à localização do cúbito, não sabe o que é uma agranulocitose ou não percebe nada de farmacologia... meus amigos, desculpem-me a frontalidade mas, alguma coisa anda podre.

É constrangedor quando numa situação de urgência, um médico pede "adenosina" ou um "lanoxin ev" e o Enfermeiro não sabe o que é... ou quando pedem, permanentemente, para traduzir nomenclaturas comerciais em DCI's (ou vice-versa), começo a deixar de ter fé...
(a terminologia DCI é relativamente comum entre profissionais, enquanto que no interface Enfermeiro/utente é mais usada a comercial, logo, pressupõe que um bom profissional conheça ambas - as próprias circulares normativas/informativas do Infarmed usam, como é obvio, a nomenclatura comercial)
Hoje apanharam-me mal disposto. Quando alguém, informalmente, me perguntou: "se leucopenia era aumento ou diminuição dos leucócitos" (denota falta de conhecimento da terminologia médica).... a "casa" veio abaixo...
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P.s. - Estupendo, foi há uns anos atrás, ouvir o Enf. Luís Batalha (hoje, professor na EsenfC - Coimbra; tese de doutoramento "Dor em pediatria: a sensibilização dos profissionais de saúde como contributo na melhoria dos cuidados") dissertar acerca da "dor" - ele era conhecimento científico exímio, ele era intervenção psicossocial, ele era perspectiva holística do ser humano.... enfim, bons profissionais são de referir. Já que se fala de Coimbra, não podia deixar de referir o Enf. Jorge Paulo Leitão (hoje, Enf-Director do CHC), pelo domínio assombroso da cardiologia/emergência e do ser humano multi-dimensional...
E como estes, poderia fazer uma lista por esse Portugal fora...

Não mexer p.f.!


"Alguns Médicos Obstetras do Hospital de S. João estão a tentar impedir as especialistas de Enfermagem Obstétrica de "tocarem" nas parturientes" link
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Escuso de comentar. Deixo-vos a questão: onde está a Ordem dos Enfermeiros?
(é que se fosse o inverso [Enfermeiros contra Médicos], seria notícia de primeira página e abriria os telejornais durante uma semana)

Quinta-feira, Maio 08, 2008

A Revista Sábado diz que Médicos e Enfermeiros "roubam" o estado!

"Um relatório oficial concluiu que em dezenas de hospitais públicos, o estado paga salários a médicos e Enfermeiros à margem da lei"

O artigo até está preciso (clicar para ampliar e ler), só tem uma incorrecção gigantesca: ter associado o nome dos Enfermeiros a estas fraudes. A classe de Enfermagem não promove este tipo de "esquemas" (a natureza do trabalho dos Enfermeiros não o permite). O Ministério da Saúde sabe que não. Aliás, como sabem, os Enfermeiros auferem vencimentos ridiculamente baixos.
Relativamente ao restante, penso que, na generalidade, todos reconhecemos como verdadeiro o que vem lá escrito.
Será que alguma organização de Enfermagem vai desmentir estas acusações infundadas? A ver vamos...
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A respeito de outro assunto, o Diário de Notícias refere que "não há solução para impedir a fuga de médicos para o privado". Acrescenta que "há médicos recém-formados que estar a ir directamente para o sector privado, sem pousar no público".
Em primeiro lugar, o SNS não é uma montra para o privado. Em segundo, a falta de médicos já é repugnante. Tudo no sector da saúde esbarra na constante falta de médicos: das duas uma, ou formam licenciados em medicina com fartura para que nunca mais se ouça falar nesse assunto, ou então que se faça um upgrade às funções e competências dos Enfermeiros, de modo a que se descentralize o poder médico. Assim, a saúde avançará com ou sem médicos, à semelhança de muitos outros países.

Quarta-feira, Maio 07, 2008

O "recado"...

Um colega (identificado) enviou este e-mail em resposta a um dos últimos posts publicados. Quando eu pensava que já tinha visto (quase) tudo, há sempre alguma coisa que escapa.

"De: xxxx_xxxxx_xx@gmail.com)
Enviada: terça-feira, 6 de Maio de 2008 23:18:54
Para:
doutorenfermeiro@hotmail.com

Doutorenfermeiro,
sou um colega e leitor do seu blog há já algum tempo. (...) Motivado por um dos seus últimos posts tomei a liberdade de tirar esta foto que está à porta de uma entidade de saúde privada da cidade (há mais de 2 semanas) e enviá-la, pois sei que tem a frontalidade de a publicar (desculpe a qualidade, mas foi com telemóvel). (...) Quando os enfermeiros não são barrados à porta das instituições por porteiros, seguranças ou empregadas das limpezas, são estes os recados com que nos presenteiam.
(...) A humilhação é demasiado grande. Apesar de tudo vejo que só se preocupam em formar mais, já nem tenho paciência para ouvir os chavões esquizofrénicos da ordem a anunciar falta de enfermeiros em Portugal.
Os enfermeiros entraram numa curva descendente onde a dignidade profissional se perdeu. (...) Basta observar os salários que são tão magros (...) que nos retiram qualquer esperança de uma imagem social positiva.
Disse que uma amiga sua tinha "vergonha em ser enfermeira", não fiquei surpreendido, também começo a ter.
Atenciosamente."

Terça-feira, Maio 06, 2008

O "peixinho vermelho" do Hospital dos Lusíadas....


"O Hospital dos Lusíadas, do grupo Caixa Geral de Depósitos, abre a 19 de Maio em Lisboa com 220 médicos e 94 enfermeiros (...)".

Atenção colegas, os relatórios da OCDE avisaram e anteciparam esta tendência (aumento da razão Médico/Enfermeiro):

> "Interestingly, more countries reported declining nurse/doctor ratios than reported increasing nurse/doctor ratios (...)";

> "A possible explanation is that advances in medical technology and rising activity rates continued to drive the demand for doctors and part of the demand for nurses upwards, whereas at the same time they reduced another part of the demand for nurses, because less invasive surgery and better drugs and anaesthetics raised day surgery rates, reduced hospital length of stay, reduced hospital beds (...)".

Ao invés de formar mais, porque não gerir os recursos já existentes?

Segunda-feira, Maio 05, 2008

A Enfermagem (mesmo) perto de si!


Realmente a Enfermagem está cada vez mais perto do cidadão. De uma forma que poucos podem imaginar. Está por todo o lado. Se o vizinho da esquerda é Enfermeiro, a esposa do vizinho da direita é Enfermeira. O cunhado do vizinho da frente estuda Enfermagem e a nora da vizinha do fundo da rua também é Enfermeira. Nos apartamentos a Enfermagem está ainda mais "perto": a filha do fulano do 3º Esq. é Enfermeira, o casais que moram no 5º Dto e no 6º Esq. são Enfermeiros, e a esposa do porteiro, que era escriturária, foi estudar Enfermagem naquela privada onde todos entram se assinarem "aquele" cheque. Com boas notas ou não. O que interessa é facturar e produzir!

No Hospital, então, a Enfermagem está ao rubro! Além de todos os Enfermeiros que labutam na instituição, metade das auxiliares têm filhos a estudar ou a exercer Enfermagem na caixa do hipermercado mais próximo! Um terço das administrativas têm familiares Enfermeiros e entre os a classe médica os parantes Enfermeiros também abundam - são sobrinhos, afilhados, filhos, genros, noras, etc, etc...

Até os utentes têm netos Enfermeiros, filhas Enfermeiras, outros "moram ao lado" de dois ou três Enfermeiros. Todos os que necessitam de recorrer a um Serviço de Urgência, fazem-no na companhia de um Enfermeiro ou aluno de Enfermagem - seja namorada(o), amiga(o), vizinho(a), ou um simples conhecido que esteja relacionado com a Enfermagem (o que não é difícil!)...

Até o mercado das "cunhas" saturou... todos têm um Enfermeiro a quem desejam meter uma "cunha"...

Poderia falar-vos sobre as consequências da banalização da profissão, mas acho que não vale a pena. Todos vós já compreenderam. Menos alguns sindicatos ou quase todos os membros da Ordem dos Enfermeiros. A tutela, essa, só está atenta aos problemas dos médicos. Isso é que interessa. Os Enfermeiros, pobres coitados, já trabalham de borla se for necessário, não levantam poeira nem dão chatices. Aos médicos é que é importante dar um bom salário, pois até estão todos a debandar para o sector privado deixando o público "despido"...

A propósito, no dia 9 de Maio, no Instituto Politécnico de Viana do Castelo, estarão os Bastonários das Ordens dos Enfermeiros e Médicos para uma tertúlia alusiva ao tema "Como Será o Hospital de Futuro?". Confesso que tenho alguma curiosidade no discurso do Dr. Pedro Nunes. Já o da nossa bastonária, será pautado pelo habitual débito de palavreado vago e nebuloso, subjectivo e pouco específico, e sempre suportado na mensagem habitual: "faltam Enfermeiros"..., ou seja, sem novidades, desinteressante e pouco inovador, debatendo-se por ideais do século passado, sem ambição...
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Num destes dias conversava com uma amiga, ex-Enfermeira-Directora de um Hospital Distrital durante um mandato (a política encarregou-se de a substituir), que me confessou: "cada currículo [de Enfermeiros] que chegava ao meu gabinete era como um prego que me espetavam no coração. Até as secretárias proferiam piadas sorrateiras acerca da quantidade exagerada de currículos".
E por motivos conjunturais diversos, ao longo da conversa, acrescentou várias vezes: "comecei a ter vergonha em ser Enfermeira"...
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P.S. - Os colegas do blog "Só a Enfermagem nos Move!" lançaram um pedido público para a explicação deste fenómeno!

Sábado, Maio 03, 2008

Entrevista ao "Doutor Enfermeiro"!


O site Forum Enfermagem teve a amabilidade de me convidar para uma entrevista. Uma partilha informal de opiniões e concepções em torno da Enfermagem que pode ser lida na íntegra aqui (ou pode ler em baixo).
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"Nesta edição especial não podíamos esquecer alguém que já se constitui um exemplo do opinion-maker não institucionalizado, suportado no anonimato. Falamos do autor do blog doutorenfermeiro".
in Forum Enfermagem



Qual a razão porque criou o seu blog?

É uma questão de evolução natural. Penso que os Enfermeiros devem sempre recorrer às melhores estratégias para a difusão de informação e partilha de experiências. A Internet é, sem dúvida, um óptimo canal. Fundamentalmente, foi a vontade de unir a classe e dirigir a sua atenção para tudo o que a rodeia (problemas, notícias, interesses, projectos, questões formativas, etc…), fomentou a necessidade em desenvolver um blog.

O que há algum tempo atrás, demorava semanas a ser espargido por toda a classe, hoje pode ser conseguido em tempo real, com as respectivas vantagens que daí advêm.
Hoje existem muitos blogs (é congratulante!), o que traduz a adaptação da classe às novas estratégias/dimensões tecnológicas.

Considera o mistério sobre a sua identidade, um factor importante no sucesso do blog?

A questão de identidade não se colocou inicialmente. O decorrer do tempo despoletou alguma curiosidade. Alguns colegas/leitores/comentadores começaram a questionar a minha identidade nos respectivos comentários. Outros, através de e-mails.
A questão do anonimato serve apenas para manter a equanimidade. Não passa pela falta de audácia em opinar publicamente sobre determinado assunto. Quem me conhece pessoalmente, sabe que a posição que defendo no blog é igual à que demonstro perante qualquer pessoa/instituição sem medos ou receios.


O que exige manter este blog actualizado e moderado diariamente? Que desafios encontra no dia-a-dia desta gestão?

Exige um grande esforço pessoal. Apesar de parecer um “projecto” pequeno e banal, faz-me despender muito do pouco tempo que disponho. Por vezes, sacrifico outros aspectos da minha vida para o efeito.

A necessidade em escrever posts com informações correctas (o que pressupõe pesquisas) torna a escrita de alguns artigos morosa. Outros - baseados na imprensa - são mais fáceis de conceber pois, diariamente, percorro vários jornais e revistas. Outros ainda, são fruto do desenvolvimento de algumas dicas que certos colegas me enviam por e-mail.

O acesso a determinadas informações segue, muitas vezes, o mesmo processo (dicas identificadas ou anónimas). Alguns posts, por absurdo que pareça, consomem vários dias na sua concepção, porque as informações em causa, mesmo que informalmente, são difíceis de obter (como por ex., o conteúdo de reuniões institucionais) ou porque a informação é excessiva e necessita de ser filtrada.

O que destaca mais no seu blog? Possui outros espaços cibernéticos que deseja partilhar?

Nada em particular, é um espaço que vale, modestamente, pelo seu todo. A tentativa em actualizá-lo diariamente é o que, talvez, mais destaque.

O que nos pode dizer quanto a estatísticas do site?

Não é algo que me preocupe em especial, embora seja gratificante constatar que o espaço é partilhado com cada vez mais Enfermeiros e outros leitores. Neste momento as visitas rondam as 145 mil, com uma média diária de 600-800 visitas. Em momentos de maior polémica, esta média poderá ser alvo de um incremento (certos artigos tiveram mais de 200 comentários!) e atingir mil visitas/dia. Tem um total de mais de 500 posts, muitos milhares de comentários e e-mails.

O aumento de visitas denota que a informação se dissemina cada vez mais, o que me deixa naturalmente satisfeito do ponto de vista pessoal e profissional.

No seu entender, que perspectivas positivas/negativas podemos ter face à resolução da nossa carreira?

Gostava de traçar uma perspectiva optimista, mas tendo em conta a actual conjuntura sócio-política e profissional, penso que poderemos encontrar algumas barreiras às nossas pretensões. Existe várias indefinições a esse nível, mas espero que haja sensibilidade por parte da tutela para pôr cobro às injustiças de que os Enfermeiros padecem. Julgo que a classe se deve unir em torno deste objectivo.

Por outro lado o excedente de profissionais de Enfermagem (e que daqui a alguns anos ainda será um problema maior), a desvalorização e banalização do nosso trabalho dificulta a negociação da mesma, especialmente no sector privado.

É imperativo que a par de uma nova carreira profissional, se imponha uma reestruturação de competências profissionais. O modo mais sensato de dinamização do sistema de saúde, implica a descentralização das competências médicas e redistribuí-las por outros profissionais. A elevada dependência em algumas vertentes, é um entrave ao desenvolvimento da nossa autonomia. Neste momento corremos o risco de ver a nossa profissão massacrada por intromissões de outros profissionais na nossa esfera profissional. Ao contrário de outras classes, a Enfermagem está a encontrar dificuldades na sua adaptação ao séc. XXI.

Temos de encarar a suposta nova carreira como um agregado de pressupostos que dependem de si mutuamente. Vejamos: o reconhecimento social adequado está intimamente relacionado com o incremento de responsabilidade e exigência profissional, que por seu lado implica uma formação mais rigorosa, que por sua vez é inerente a um salário compatível com a respectiva função, etc… Ou seja, para que a progressão seja sustentada terá que ser impulsionada nos vários níveis e dimensões profissionais. A progressão suportada apenas por um factor, não é seguramente a melhor solução.

Um exemplo prático: como podem os Enfermeiros encetar uma luta contra a dor, quando nem um simples Paracetamol (que é de venda livre (MNSRM)!), legalmente, é possível administrar sem prescrição médica? Conscientemente sabemos que as terapêuticas não farmacológicas têm uma eficácia e interesse relativo, daí que era natural a possibilidade de prescrever de certos fármacos. Não é uma questão de tomar o lugar do médico. É uma questão de aplicar as terapêuticas farmacológicas aos diagnósticos de Enfermagem. E neste exemplo concreto, se os Enfermeiros pretendem, realmente, investir nesta área, não é possível fazê-lo dependendo da vontade médica. E este exemplo é generalizável para todo o espectro de exercício dos Enfermeiros. A convenção de que só os médicos podem e devem prescrever tem de acabar em Portugal, tal como já acabou em muitos países.

Como interpreta a actual desunião que se sente na nossa classe? Que soluções?

Diria antes uma desorientação. No entanto, efectivamente, na nossa classe a unanimidade não é frequente. Mesmo quando se trata de assuntos aparentemente com pouca margem de discordância, existem sempre opiniões contestatárias. Se eu lhe disse que existem Enfermeiros que afiançam que os nossos salários já são demasiadamente elevados, ficaria admirado. Mas existem. E pensamos nós que este era um tema que primava pela consonância! Felizmente, neste caso concreto, as opiniões divergentes são raras.

Correntemente, a classe de Enfermagem está a ser assolada por uma multiplicidade de problemas que a constringem. Como estas “dificuldades” têm uma etiologia multifactorial, emergem opiniões distintas que tentam aclarar e resolver as diversas contrariedades. Para juntar a isto, existe também a heterogeneidade da classe (como por exemplo a nível formativo, profissional e concepcional), o que leva os colegas a perspectivarem a realidade de formas diferentes. Consequentemente, as soluções propostas também são diferentes.

A solução mais coerente é objectivar as concepções inerentes à profissão. Um exemplo prático: para mim parece lógico que os Enfermeiros possam realizar, legalmente, suturas simples. Para si pode não ser assim tão lógico. Agora diga-me, se nem no problema estamos de acordo, como podemos estar em relação à solução?

Se calhar até devíamos começar a falar em “acto de Enfermagem”. O “REPE” foi um avanço extraordinário, mas assenta numa matriz que começa a não dar resposta às necessidades.

Qual a sua opinião sobre o Modelo de Desenvolvimento Profissional (MDP)?

Julgo que se revelará um bom instrumento para o desenvolvimento profissional se forem resolvidos alguns problemas que o ameaçam. Desde logo, parece-me conveniente que as vagas de um presumível futuro internato de Enfermagem, sejam compatíveis com as vagas que o ensino superior reserva para o curso de Enfermagem. E se um dos objectivos do MDP é refrear o fluxo formativo de Enfermeiros através da limitação de vagas de acesso ao internato, a curto prazo constataríamos que esta solução seria outro problema. O que fazer aos milhares de licenciados em Enfermagem que não teriam lugar no respectivo? À semelhança da formação médica, o internato não deveria deixar profissionais de “fora”.

Ao invés, as vagas devem ser limitadas (e muito!) ao nível do acesso ao curso de Enfermagem, o que pressupõe a necessária negociação com a tutela. Há quem arrisque números e afirme que o internato deveria suportar apenas cerca de 1000-1500 vagas por ano (se quisermos ter uma formação com elevados padrões de qualidade e rigor).
Eu ia mais longe: julgo que esse número deveria ser coincidente com o número de vagas do ensino superior para a área de Enfermagem. Isto para deixarmos de brincar aos “cursinhos” de Enfermagem!

Deixo apenas uma nota final relacionada com um receio que me preocupa: espero que o MDP não se torne numa fonte de rendimentos baseados nos emolumentos inerentes às certificações e reconhecimentos formativos!

A Ordem dos Enfermeiros (OE) comemora os seus 10 anos. Que balanço faz?

Apesar do que frequentemente escrevo no blog, sou plenamente a favor das Ordens Profissionais. São uma mais-valia na regulação profissional. No entanto, a nossa “actual” Ordem pouco ou nada tem feito por essa regulação. Temos experimentado tudo: desde do desemprego (apesar desta ser uma atribuição da tutela, nos últimos anos não temos constatado qualquer tipo de medida para contestar e reverter este processo por parte da OE) traduzido por uma má regulação da oferta académica, às discrepâncias das exigências formativas, aos “campos de estágio” sem critérios pedagógicos, à usurpação de funções por parte de outras classes profissionais, à incapacidade de uniformizar planos de estudos e fazer cumprir posições públicas.

Por outro lado, temos uma Ordem que se resguarda em demasia de certos temas. Sabemos que certas questões, nomeadamente as relacionadas com o âmbito laboral, são do foro sindical, não fazendo parte das suas atribuições. No entanto, com frequência, a OE radicaliza esta questão, demarcando-se a todo o custo de certos assuntos que envolvem os sindicatos. Existem Ordens que acompanham os respectivos sindicatos na defesa da profissão ou mesmo na negociação de carreiras, embora seja compreensível que ambos intervenham dentro das suas competências. A maior parte dos problemas são multi-dimensionais, e existe “espaço” para todos intervirem.

Quais as suas expectativas relativas ao futuro da profissão?

Se seguirmos o actual “trilho”, poucas. Necessitamos de nos modernizar, de desenvolver instrumentos de intervenção profissional que permitam expandir a nossa autonomia. Urge melhorar a nossa formação, ajustando-a às necessidades. É imperativo reajustarmos a nossa esfera de competências. Hoje em dia, ainda somos ridiculamente dependentes nas mais variadas vertentes de actuação, tendo em conta o nosso nível formativo. É uma questão evolutiva. Pode aplicar aqui a Teoria de Darwin.

(Olhe um exemplo: o pré-hospitalar. Em Portugal, a emergência pré-hospitalar está demasiado centrada nos médicos. Os Enfermeiros, que muitas vezes nesta área, dão formação teórica e prática aos clínicos, no terreno estão paradoxalmente limitados! Se os Enfermeiros sabem, formam e têm o know-how necessário, porque é que não podem aplicar, legalmente e de forma independente, a sua experiência?)

Por outro lado, o desemprego fragiliza muito a classe. E para que as expectativas de futuro sejam boas, temos de resolver a “mãe de todos os males”. Depois temos aquela velha máxima: unidos, e sendo a maior classe profissional do sector da saúde, os Enfermeiros têm todas as possibilidades de fazer reconhecer o seu mérito.


Entrevista por Enf. Pedro Miguel Machado
(Roten_Boy)

Quinta-feira, Maio 01, 2008

Enfermeiros envolvidos em erro médico mediático!


O Cedars-Sinai Medical Center, um dos melhores hospitais dos EUA, está a lançar neste momento uma campanha gigantesca para atrair Enfermeiros para os seus quadros.

O actor norte-americano Dennis Quaid, de 53 anos, e a esposa, Kimberly Buffington, de 35 anos estão envolvidos num dos erros médicos mais mediáticos dos EUA.


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Os gémeos recém-nascidos do casal estiveram internados em estado grave, "depois de terem sido medicados, por erro de dois enfermeiros, com uma overdose de um agente anticoagulante, Heparina, que lhes foi ministrado numa dose mil vezes superior à prescrita".

"O estado da Califórnia condenou o Cedars-Sinai Medical Center a pagar cerca de 16 mil euros a Dennis e Kimberly. Depois de investigado o caso, o hospital foi considerado culpado por ter administrado uma dose excessiva de medicamentos nos gémeos recém-nascidos".

"Dennis Quaid terá decidido processar a empresa farmacêutica para evitar eventuais futuros erros na administração do medicamento. Ainda segundo o advogado do casal, “a Baxter está a agir de forma negligente por que um frasco de 10 miligramas é exactamente igual ao frasco de 10 mil miligramas”. Três crianças em Indiana morreram recentemente vítimas do mesmo erro".
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Podem ver aqui a entrevista que Dennis Quaid e a esposa deram à CBS, onde afirmam que apesar toda a gente ter a percepção que "Médicos e Enfermeiros sabem o que fazem", erros acontecem e devem ser evitados.
O casal lançou uma das maiores "campanhas anti-erro médico" de sempre nos EUA!

Quarta-feira, Abril 30, 2008

Blá, blá, blá... faltam, faltam, faltam... rácio, rácio, rácio... emigra, emigra, emigra...


Um entrevista interessante, sem dúvida, a que o Enf. Manuel Oliveira (Presidente do Conselho Directivo da Secção Regional do Centro da Ordem dos Enfermeiros) de ao Diário As Beiras. Interessante por vários motivos.
Antes de mais, deixem-me dizer que considero o Enf. Manuel Oliveira um homem inteligente e eloquente. Como profissional (Enfermeiro-Chefe), é exemplar. O problema não é ele, é a política de uma máquina pesada e mal oleada chamada OE! Porque não há dúvida que apresenta nas suas fileiras Enfermeiros indubitavelmente capazes (Enf. Manuel Oliveira, Enf. Germano Couto, Enf. Jacinto Oliveira, Enf. António Manuel Silva, etc...). Também há que reconhecer que o desempenho da mesma, apesar de tudo o que se tem dito e escrito, melhorou em alguns aspectos.
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Mas voltemo-nos para a entrevista: quando o questionaram objectivamente sobre as soluções para o desemprego dos Enfermeiros, preferiu não responder! Ou seja, ao invés de falar nas soluções, divagou sobre o problema apoiando mais uma vez o discurso na tese dos rácios. Com erros pelo meio. A Organização Mundial de Saúde não concorda com ele (nem eu!), quanto aos rácios espanhóis. Gostava de compreender como é que o Enf. Manuel os calculou...
Refere também desejar compreender melhor o fenómeno do desemprego! No decorrer segundo mandato consecutivo da mesma lista (liderada pela Enf. MAS), o "fenómeno" ainda não está inteiramente compreendido? Ajudava, de facto, alguma celeridade... embora, este "fenómeno", de etiologia multi-factorial, seja de fácil compreensão! Eu sei que a Ordem sabe as razões do "fenómeno". Só não estou de acordo na forma de intervenção.
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Não é, efectivamente, com o discurso "rácio-obsessivo" que se domina a vontade sócio-política. Os professores tentaram esta estratégia quando o desemprego se começou a florescer no seu meio, sem sucesso. Atingiram o prodigioso número de 40 mil desempregados enquanto procuravam, implementar, à força, o rácio professor/aluno com que sonhavam à noite!
A opção da OE (que eles crêm ser "anti-tiro no pé") é pouco ambiciosa. Trata-se de convencer o poder político que o rácio médio da OCDE é superior... blá, blá, blá....
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Com as devidas reservas, se o governo regula as admissões no sector público, no privado quem manda é o patrão. É ele quem dota os seus serviços com os profissionais que lhe apetecer ao preço que desejar! Não existe legislação sobre dotação de Enfermeiros! Nem sequer Acordos Colectivos de Trabalho! E se até nem quiser pagar, terá Enfermeiros interessados também! Nem sequer existe uma atribuição regulada em termos de competências: por ex, enquanto no sector público a triagem dos SU's é executada por Enfermeiros, em muitos privados é da responsabilidade de médicos especialistas, sendo os Enfermeiros relegados para segundo plano!
Não conheço nenhuma outra ordem profissional tão preocupada em aumentar o seu número de associados, mantendo milhares deles no desemprego/explorados. Compreende-se que este "aumento" se refira ao exercício profissional activo, no sentido de "empregar" os Enfermeiros sem ocupação. Mas só falar não basta! E fazer o telhado antes de ter paredes também não é sensato!
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Dizer que Portugal precisa de mais Enfermeiros, sem haver vontade por parte de ninguém em absorvê-los, é o maior tiro no pé de todos os tempos. E a prova está à vista: o pé está cravado de chumbos! A começar pelo chumbo da precariedade até ao do desemprego, passando pelas remunerações anedóticas e pela desvalorização/banalização do trabalho dos Enfermeiros!
O plano de intervenção da Ordem deve mudar! Em primeiro lugar, aguarda-se, com receios, a implementação do Modelo de Desenvolvimento Profissional tal como ele foi pensado inicialmente. Tal como noutro post referi:
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"Permita-me acrescentar que apesar do rácio actual de Enfermeiros em Portugal estar a chegar perto dos 6,0 Enf./1000 hab, a população activa de profissionais de Enfermagem pouco aumentou. Ou seja, teoricamente vamos a caminho de um rácio mais elevado, na prática, continuam a trabalhar quase os mesmos...
A cultura das dotações seguras projectam-se de outra forma: primeiro, iniciam-se negociações políticas com a tutela dentro do quadro sócio-profissional (para acordar as necessidades), em seguida repensa-se a matriz de formação/cuidados, no final é que se formam os profissionais necessários...
É um processo moroso? É o preço da qualidade, emprego e segurança! Ou primeiro compram-se os tijolos e só depois se planeia que tipo de casa se deseja, sem saber ao certo se a mesma requer muitos ou poucos tijolos? Lógico que não. Primeiro planeia, projecta e só depois concebe... gerindo bem os recursos!"
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Em segundo lugar, diz quer que Portugal precisa de mais Enfermeiros, faz pensar uma mensagem aos jovens e à população em geral que não corresponde à realidade! Os jovens poderão pensar, erradamente, que se enveredarem pelo curso de Enfermagem terão acesso a emprego garantido! Falso!
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O emprego escasseia e as remunerações praticadas estão muito aquém do desejável! Dessa forma, a formação contínua deixou de ser possível, pois não existe dinheiro para rumar a congressos ou para a realização de cursos de desenvolvimento profissional! Quem perde são os Enfermeiros, a Enfermagem e os utentes!
Em terceiro lugar, suponham que em 2012 se atinge o rácio médio da OCDE. E depois? Fecham-se aos escolas ou continua-se a formar a este ritmo? A emigração não é solução: por exemplo, 80 % dos Enfermeiros recém-formados no Reino Unido estão desempregados e muitos trabalham usufruindo retribuições abaixo do salário mínimo!
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Eu próprio, estou cansado de debater este assunto que, de tantas vezes repetido, se torna fastidioso e maçador. Fica a sensação que a OE já é conhecedora da visão de milhares de Enfermeiros, onde me incluo.
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Importa dizer ainda que, mais do que nunca, recebo centenas de e-mails a lamentarem a postura e a falta de proactividade da OE. Nesse sentido deixo um desafio para quem quiser contribuir: indicar estratégias que possam melhorar o funcionamento da OE e fomentar a sua aproximação aos membros!

A força...

Arnold Schwarzenegger em "Extreminador Implacável 2" (em cima)
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Arnold Schwarzenegger como "Mister Olympia" (em cima)

Arnold Schwarzenegger no Hospital (em cima)
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Até o homem mais forte do mundo, Arnold Schwarzenegger (ex-"Mister Universe", ex-"Exterminador Implacável" e actual Governador do estado da Califórnia, EUA), precisa da "força" dos Enfermeiros...

Segunda-feira, Abril 28, 2008

18.3 chega?


Para que saibam sem pudores ou para que não haja intenções em ocultar isto aos Enfermeiros...
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Rácio médio de Enfermeiros da OCDE - 8.1 Enf/1000 habitantes (estão englobados neste cálculo os auxiliares de Enfermagem que os vários países dispõem, o que sobrestima os resultados...)
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Rácio médio de Enfermeiros no Porto (por exemplo) - 18.3 Enf./1000 habitantes (Fonte: Instituto Nacional de Estatística). Aqui, os valores concernem pura e simplesmente a Enfermeiros diplomados (licenciados)! Não há ilusões!
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Notem: o desemprego, em Portugal, começou depois de se ter ultrapassado a barreira dos 5.0 Enf/1000 hab!!
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Algumas Escolas de Enfermagem (Privadas) já começaram a anunciar nos seu sites (quanta celeridade!) as respectivas vagas inerentes à candidatura 2008/09. São muitas vagas. Mesmo muitas.
A questão final é: quem vai "rebentar" primeiro? O "ovo" ou a "galinha"?

Vender a alma ao diabo!


Um Hospital Privado de Valongo paga a 2,5 euros/hora aos Enfermeiros!
É repudiante a traição do respectivo Enfermeiro-Director para com a sua classe. Se é apenas um simples arauto do Conselho de Administração da respectiva instituição, então ajudemos a "vítima" a recuperar a alma que vendeu ao diabo por "trinta moedas de prata"...
- Sr. Enfermeiro-Director, recoste-se um pouco na sua poltrona e pense quem na verdade são os seus colegas...

Afinal, quem "acompanha" o doente terminal?


O afamado Jornal Tempo Medicina (n.º1288) afirma que "o médico é a figura principal no acompanhamento do doente terminal".

Parece-me que os Enfermeiros andam enganadinhos. Apesar de "acompanharem" os respectivos utentes 24 horas/dia, afinal, os médicos é que são o principais acompanhantes!

Julgo, sem margem para dúvidas, que é um trabalho multidisciplinar. Apesar de tudo, há uma confusão de papeis no sector da saúde, sendo de ressalvar o velho hábito do qual a classe médica ainda padece: autoproclamação, constante e habitual, do estatuto de "figura central" do mundo, arredores e tudo o que houver para além do infinito.
Não haja dúvidas que a Saúde carece de mudanças e transformações.

"Talvez a morte tenha mais segredos para nos revelar que a vida..."
- Gustave Flaubert -

Sexta-feira, Abril 25, 2008

"Upgrade" de funções dos Enfermeiros: ó Maria (de Belém).... ilumina lá os "Filósofos"!


Depois de "metade do mundo" já ter opinado a favor dos Enfermeiros em várias matérias (porque infelizmente os Enfermeiros que deviam fazê-lo, andam a estudar matemática europeia), é a vez da ex-Ministra da Saúde, Maria de Belém Roseira, dizer que "é essencial redefinir as competências dos Enfermeiros, para que sejam mais diversificadas"!

É que em pleno Séc. XXI, os profissionais com formação superior mais dependentes de outrem, são os Enfermeiros. É que "palha" que ainda usam nas escolas - que pomposamente vai enfeitando o balão denominado de "intervenções interdependentes" - é um conceito bonito, mas é sinónimo de "execução-simples-e-sem-direito-a-alvitrar-muito"!

A invulgar e dotada Prof. Lucília Nunes é que gosta e apoia o "serventilismo-ao-médico".
Na sua teoria (que data do Séc. XVII), os Enfermeiros devem e podem algaliar (por ex.) quando o médico se dignar a movimentar as suas luxuriosas pernas, no sentido de deslocar o seu delicado e prodigioso cérebro para junto de um "conjunto-de-ossos-e-carne-com-luvas-brancas-nas-extremidades" (estrutura esquisita e macabra que muitos denominam de "Enfermeiro"), e magnanimamente disser: "pode algaliar"!
Ou então, como acontece várias vezes, esperar duas horas para ouvir dizer: "dê um paracetamol"!
(Sim povo português, é verdade verdadinha que, legalmente, não podemos administrar um ben-u-ronzito autonomamente)
Comigo, funciona a teoria do "faz-que-souber-em-prol-do-utente", e ainda não fui a tribunal. É que os "não-Enfermeiros" também sabem reconhecer onde não se pode calcar (e sim, conheço escrupulosamente a lei)!
Se é preciso intubar uma PCR, e se os Enfermeiros sabem... para quê esperar (segundos preciosos) até chegar um licenciado em medicina para vir "salvar" uma ex-PCR, presentemente cadáver?

Ora como todos sabemos, ainda muitos médicos estão a pensar em mexer a primeira perna, já os Enfermeiros resolveram a situação, senão muitas "bexigas estoiradas" faziam notícia de primeira página nos jornais dos escândalos!

Vamos lá ver (pela nossa parte e pela tutela) se o conselho da Maria (de Belém) é seguido, pois não é preciso pensar muito para compreender o upgrade de funções dos Enfermeiros só tem benefícios para todos (e acaba com os tiques "jet-séticos" de muita gente que anda a passear batas brancas pelo hospital)!
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Há "coisas" majestosamente absurdas. Um exemplo concreto (como este há muitos outros): porque é que Enfermeiros, que também são formadores de médicos no INEM, não têm a mesma autonomia no "terreno"? É paradoxal, mas em Portugal, um "professor" pode ensinar um "aluno", mas não pode fazer o que um aluno pode? Isto é irreal.
(O Gardingo e o Henri Bergson têm razão: é no Élan Vital dos Enfermeiros que reside a solução!)
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P.s. - Não podia deixar em claro a press release da Ordem dos Enfermeiros, que contesta a presença de apenas um profissional de Enfermagem (tal como já tinha sido referido neste blog há uns dias) na composição da nova equipa da Missão para os Cuidados de Saúde Primários.

Enfermeiros aconselham (para sobreviver...) "clientes" a fumar tabaco!


A carta deste leitor foi extraída do Jornal Meia Hora.

"Conheço uma Enfermeira que, após ter enviado o seu currículo para tudo que é sítio, supostamente onde faria falta na sua profissão, teve de, entretanto, para ganhar algum, estar numa ‘grande superfície comercial’ a impingir uma marca de tabaco, oferecendo, na compra, um isqueiro, como brinde. E só depois de tal ‘tirocínio’ é que conseguiu, através dos meios das novas tecnologias de informação, uma colocação, como Enfermeira, num lar de pessoas idosas, em Dublin [Irlanda]"

Os Enfermeiros que, na verdade, lutam contra os malefícios do tabaco, na vida real e fora das ilusões dos rácios aconselham-no para poderem ter "comida no prato" e sobreviver. Mais uma vítima do "excedente de Enfermeiros" (parafraseando a deputada Teresa Caeiro do CDS)... que teve de rumar para o estrangeiro (para fazer o que os Enfermeiros Irlandeses não querem)!

- Ó Florence... quantas "voltas" já não deste na campa? Vem ver isto!

Quinta-feira, Abril 24, 2008

A intenção... desmoronou-se! A Enfermagem está de luto!


O "projecto" e a convicção ruíram. Já é praticamente certo que os Enfermeiros não transitarão para a carreira técnica superior.
O Governo não pretende gastar um cêntimo na remodelação da Carreira de Enfermagem!

Quarta-feira, Abril 23, 2008

Perdidos....


Quando um Dentista vem à praça pública defender a figura do "Enfermeiro de Família", e um ex-Bastonário da Ordem dos Médicos insurge-se contra o desemprego dos Enfermeiros, algo vai podre na "nossa casa"! Andamos à deriva?

Os rácios que verdadeiramente interessam!!


"Oito médicos e um enfermeiro integram a remodelada Missão para os Cuidados de Saúde Primários"

Estes sim, são os rácios que verdadeiramente devem interessar... e 8 para 1 é vergonhoso! Ilustra bem a actual visibilidade e influência atribuída aos Enfermeiros! Mas aqui, infelizmente, a Ordem dos Enfermeiros não põe os olhos!!!