segunda-feira, junho 11, 2007

Mentalidades...


Li esta notícia difundida pelo diário Correio da Manhã:


"Marta Ferreira, agente da banda Xutos & Pontapés, que morreu quinta-feira no aeroporto de Lisboa, foi sujeita a manobras de reanimação pela equipa médica do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) 17 minutos depois de ter sido dado o alerta, às 11h34. Um intervalo demasiado longo.
O uso do desfibrilador (máquina de reanimação cardíaca) é fundamental nos primeiros cinco minutos após paragem do coração, sublinha a Fundação Portuguesa de Cardiologia, mas os aeroportos nacionais não são obrigados a terem esse equipamento.O porta-voz da ANA – Aeroportos de Portugal, Rui Oliveira, garante que “todos os meios foram accionados no momento em que foram chamados”.

Mas ontem não foi capaz de esclarecer se o aeroporto da Portela possui desfibriladores. “Não existe legislação ou recomendações que tornem o desfibrilador obrigatório”, disse ao CM uma fonte do Instituto Nacional de Aviação Civil. Marta Ferreira foi encontrada inconsciente numa casa de banho do aeroporto, não sendo conhecida a hora a que ocorreu a possível paragem cardíaca. Os primeiros socorros foram prestados no aeroporto por profissionais do posto da Cruz Vermelha. “Este posto funciona 24 horas por dia, 365 dias por ano, com um enfermeiro e dois socorristas”, disse a Cruz Vermelha Portuguesa.“Os profissionais presentes no dia da ocorrência foram chamados e chegaram ao local dois minutos depois, agindo em conformidade com a situação identificada de paragem cardio-respiratória e pedido de imediato o apoio do CODU – Centro de Orientação de Doentes Urgentes do INEM. Cinco minutos depois chegava ao aeroporto da Portela, uma viatura médica do INEM e dois minutos mais tarde uma ambulância.“Mais 12 minutos foram necessários para os profissionais do INEM conseguirem encontrar o local onde Marta Ferreira permanecia inconsciente. Esta demora resultou de falta de coordenação do pessoal de segurança do aeroporto, que não conseguia localizar a casa de banho”, disse fonte do INEM. Para Zé Pedro, guitarrista dos Xutos & Pontapés, “o mais chocante foi a falta de assistência. Não havia um médico nem máquinas de reanimação”.

APONTAMENTOS

~MILHÕES POR ANO

Portela recebeu no último ano 12,3 milhões de passageiros, ou seja, 34 mil passageiros diários. No aeroporto trabalham 20 mil pessoas. Perante estes números, o Bloco de Esquerda requereu ao Ministério da Saúde informação sobre as capacidades dos meios de socorro.

(...)
CAUSA DA MORTE

Realizada ontem a autópsia, as causas de morte só serão conhecidas depois de a família o requerer ao Ministério Público, ao qual o Instituto de Medicina Legal remeteu o relatório.

UMA ENFERMEIRA

No Aeroporto Francisco Sá Carneiro, na Maia, em caso de emergência médica é contactada a enfermeira que está ao serviço em permanência. O serviço de operações aeroportuárias afirmou que em caso de emergência há ainda funcionários com conhecimentos de primeiros socorros.

FARO USA O 112

O Aeroporto Internacional de Faro tem um posto de socorros com um enfermeiro em permanência e uma ambulância da Cruz Vermelha. “São os meios previstos internacionalmente”, refere o director da infra-estrutura, Correia Mendes. Em caso de emergência é contactado o 112.

ILHAS SEM APOIO

O aeroporto do Funchal, na Madeira, tem apenas um posto de socorro com sete enfermeiros, que funciona das 8h00 à meia-noite. Em Ponta Delgada, nos Açores, o aeroporto conta com elementos do INEM. Nos dois casos os responsáveis realçam a proximidade de um hospital em caso de emergência."


Todos lamentamos esta morte, é um facto. Para um socorro eficaz, por exemplo uma reanimação cardio-respiratória, todos sabemos que são indispensáveis no mínimo dois elementos, daí que estando apenas um Enfermeiro em presença nos aeroportos é manifestamente pouco.
Zé Pedro, o guitarrista dos Xutos e Pontapés, (compreendo a "dor" do momento...), alegou que houve falta de assistência. Ora, segundo o diário, o Enfermeiro e os dois socorristas do aeroporto chegaram ao cenário da situação em dois minutos agindo em conformidade com a mesma.
"Não havia nem médico, nem máquinas de reanimação" - disse Zé Pedro. No que toca à falta de "máquinas" (provavelmente referia-se ao desfibrilhador) compreendo a indignação, mas relativamente à falta de assistência só porque não havia médico (!), não aceito, pois no local estavam um Enfermeiro e dois "socorristas" muito provavelmente com formação em suporte avançado de vida. Mas a mentalidade (e reafirmo que compreendo o momento doloroso) do "médico-é-que-sabe" ainda vive, principalmente quando falamos de uma área (emergência pré-hospitalar) onde o médico é cada vez mais preterido em relação a outros profissionais, (pois nestas intervenções um médico em nada é uma mais-valia...) estas afirmações revelam mentalidades retrógadas e desconhecedoras. Uma coisa é certa, todos nós temos o direito à assistência pré-hospitalar.
Critico sim, o facto de muitos cidadãos, provavelmente incluíndo os elementos da banda, não saberem pôr em prática um elemento fundamental do socorro - o suporte básico de vida!
As mentalidades, essas, vão mudando pouco a pouco...

Comments:
Sou fã da mítica banda portuguesa, mas acima de tudo sou um simples mortal que se emociona com as inevitáveis contingências da vida e com o de que mais sinistro ela possa ter: - a morte.
Compreendo perfeitamente a angústia de espírito pela qual a banda, e especificamente Zé Pedro, estará a passar. Uma morte é sempre lamentável, seja em que circunstância for (mesmo para ditadores, violadores, ladrões, pedófilos, traficantes e qualquer outra escória...).
Os desabafos de Zé Pedro são fruto da sua dor e ainda do desconhecimento (creio que nestas situações tudo é relevado).
Mas uma coisa é grave: A NÃO EXISTÊNCIA DE DAE NOS AEROPORTOS PORTUGUESES.
Não faz ainda muito tempo que este assunto foi debatido ou abordado num curso de reciclagem em SAV que frequentei. Falava-se exactamente na falta deste tipo de dispositivos não só nos aeroportos como também nos estádios de futebol.
Questiono se será preciso continuar a morrer gente, para que se tomem medidas. Pelos vistos, nem com gente famosa. Talvez quando um políticozeco...
 
Pelos vistos o "doutor" enfermeiro está mais preocupado em debater o facto de alguém ter dito que não havia médico do que o facto, esse sim preocupante, de não haver DAE em vários locais publicos importantes...
 
Este comentário foi removido por um gestor do blogue.
 
Honestamente não concordo com a parte do "não saberem pôr em prática um elemento fundamental do socorro - o suporte básico de vida"...

O SBV não é suposto ser um brinquedo de distribuição pública... Todos os enfermeiros estão treinados para identificar as situações onde se deve iniciar e sobretudo as situações onde se deve terminar as manobras (ou nem sequer iniciá-las). Sinceramente não me agrada nada a ideia de ter uma quebra de tensão na rua e vir um herói qualquer tipo estes anónimos fazer compressões toráxicas...

As críticas tecidas à situação foram em grande parte justificadas. Não percebo como é que num espaço onde circulam milhões de pessoas por mês não possui dispositivos de SAV. Como é que é possível??

Quanto à presença médica, enfim, são mais as influências da ignorância em relação à nossa formação e da pressão do momento frágil de ter visto alguém muito próximo "parar" acreditando que se podia fazer algo... Até se apurarem as causas da PCR, nada se pode concluir. Existem centenas de possibilidades e grande parte delas não são desfibrilháveis. (não, o desfibrilhador não faz milagres, senão também podia ser usado para reactivar os neurónios adormecidos de quem fala fala fala dos enfermeiros e continua a não aperceber-se das situações embaraçosas em que se coloca).
 
Eheh mais um momento de grande crispação...Ao 3º comentário de mais um post já se sacam das espadas. FELIZMENTE que no hospital ontem trabalho já ha mais medicos espanhois, brasileiros, romenos e africanos que portugueses...dasss, pelo menos esses não têm a mania do rei na barriga. Louvada seja a imigração.
Acrecento ainda, que estou incrivelmente satisfeito por saber que o sr. doutor (pela interpretação que fiz do post) nunca participou em "praxes e coboiadas"...pelo menos não estragou o ambiente acadêmico com a sua presença de "intelectual senhor da verdade e da cura milagrosa"! Faça-se uma vênia ao senhor omnipresente que CURA DOENÇAS com FÁRMACOS e passou 6 anos a disecar cadáveres! Pois para CUIDAR de PESSOAS de FORMA TERAPÊUTICA bastam-me 4 anos de formação base!
 
Aqui esta um assunto que merece ser debatido...
Não sou da área do pré- hospitalar mas pelo que contam os colegas (enfs, meds, TAEs, TAS,espero nao me ter esquecido de ninguem pq senao abatem -me no comment a seguir ;))a assistencia é por vezes bastante dificultada devido a falta de informaçao das pessoas, informaçao essa que e dever dos profissionais de saude fornecer. Por ex se iniciativas como esta http://www.hds.min-saude.pt/ComunicacaoImagem/Noticias/sbv_escolas.htm
acontecessem por todo o pais certamente as pessoas saberiam que mecanismos accionar aquando uma emergencia; que informaçoes dar pra serem accionados os meios correctos; certamente nao se ouviriam comentarios do tipo " despachem -se a levar o homem pro hospital"; se a populaçao em geral tivesse formaçao em SBV nao tenho qq duvidas que muitas vidas seriam salvas, afinal "ha gestos que salvam vidas".
Pra se ter formaçao em SBV nao e preciso andar anos na faculdade (so e pena que certos profissionais de saude nao dominem pelo menos o SBV).
CErtamente os colegas da emergencia pre hospitalar têm muitas historias caricatas e revoltantes pra contar, que acontecem devido a esta falta de informaçao das pessoas.
Realmente nao sei pra que queriam la o médico, ja nao estavam la 3 profissionais com formaçao em SBV e 1os socorros?!
Os comentadores deste blog sabem o que e uma equipa multidisciplinar?!
 
santa ignorancia sergio, santa ignorancia... se gosta tanto dos médicos estrangeiros o melhor que tinha a fazer era ir para o pais deles...
 
De facto parece ser geral o melhor relacionamento de médicos estrangeiros com os outros profissionais da saúde.

Penso que o SBV é igual para todos os profissionais. Penso que o SAV do INEM é igual para enfermeiros e médicos. É apenas uma questão de boa formação para realizar este tipo de manobras.

Ninguém quer subdtituir ninguém todos têm o seu papel fundamental. Parece existir alguns médicos fundamentalistas que não entendem isso.

Enf. Rui
 
Pensei honestamente se deveria sequer suspirar relativamente ao 3º comentário deste post...e por muito que tente, não consigo, por isso cá vai.
Tenho lido todo o tipo de afrontas, umas pessoais, outras colectivas.
Nesta casa, temos sido acusados de "parciais", "corporativistas", "xenófobos" e imagine-se o desplante, de "falta de educação/nível". Contudo, não é preciso grande esforço ou pesquisa para provar (se é que é preciso provar alguma coisa...) exactamente ou oposto.
Continuando nas citações:
- "Como entristece observar...alguém, com uns conhecimentos rudimentares adquiridos ao longo de três anitos, que não sabe..." (ANÓNIMO:2007)
Meu caro, aparentemente o inculto aqui será o excelentíssimo. Revela ignorância, associado a viscerais sentimentos de ódio por alguém no particular ou por uma profissão no todo. Meu caro, liberte-se desses sentimentos que tão profundamente lhe corroem a alma e o discernimento. Olhe as catecolaminas. Vá, seja honesto e escreva a verdade.
- "...nem tem obrigação, ir para além de ligaduras, pensos." (ANÓNIMO:2007) Afirmativo meu caro. Não tem obrigação. Tem antes o DEVER, adquirido e conferido por formação específica, e não por opiniões (nomeadamente a sua). Tem ainda o DEVER de perpetuar e desenvolver competências ao longo do continum vitae. Assim o é (ou deverá ser) para TODOS meu caro. Algo que nem o "seu" desejo de contrário consegue contrapor (graças a Deus).
- "... vestiu uma bata branca e pensou- sou um médico."(ANÓNIMO:2007)
Mais uma vez revela desconhecimento. Onde é que está escrito que o uso de bata se confina única e exclusivamente a profissionais médicos?? Olhe honestamente não gosto nada da cor branca das batas. É que sujam-se muito, para além de serem muito pouco "fashion".

P.S- Só um pequeno comentário ao Anónimo das 6:48PM (hora coca-cola light): o que eu gosto mais nos médicos estrangeiros é exactmente o género feminino (não leve a mal; são gostos...)
 
É de facto de lamentar que neste país não exista uma lei que obrigue a presença de DAE nos aeroportos, como já alguém afirmou nestes comentários, o DAE não é milagroso mas pode salvar vidas, além disso não é assim tão dispendioso adquirir um DAE para quem quer investir milhões num novo aeroporto.

PS- Não acho saudavél esta guerra permanente entre médicos e enfermeiros, temos que nos convencer de que somos todos necessários. Não me parece que seja benéfico para a personagem central da nossa acção - o doente.
 
Bom, de facto esta notícia serve para alertar para várias questões. A primeira e mais importante será a falta de DAE (Desfibrilhador Automático Externo) em locais públicos. De seguida serviu para informar que é nosso dever enquanto cidadãos ter conhecimento acerca das manobras de suporte básico de vida (o que pode salvar vidas)! É um elo fundamental!
Trata-se de formar os "leigo"s para que estes saibam reconhecer uma paragem cardio-respiradtória e actuar em conformidade até à chegada dos profissionais da emergência.
No que toca à presença/solicitação do médico, bom, penso que todos nós, e principalmente nos dias que correm, temos a nossa opinião sobre esta situação. Um médico é um elemento que não acrescenta mais-valias na emergência pré-hsopitalar (não gosto do termo "emergência médica", pois a emergência é mais global do que isto e pode ser efectuada por vários profissionais...)!
O colega "Enf. Rui" tem toda a razão! Será que o suporte avançado de vida não é o mesmo para médicos e Enfermeiros? O algoritmo é diferente? Será que os livros por onde se estuda não são os mesmos? Será que os fármacos não são os mesmos...?
Reconheço que a "velha guarda" da classe médica custe a interiorizar esta nova realidade. Os "nova guarda" tem que interiorizar, quer queira quer não!
 
Eu até acho que deveria chamar-se "Emergência de enfermagem"...
 
..eu não digo (ao seu estilo - só para ver o efeito)!
 
"O SBV não é suposto ser um brinquedo de distribuição pública..." - porquê?? acha que nao?
por isso mesmo é que morre muita gente no dia a dia. e possivelmente é tambem por isso que ainda nao ha daes em Portugal, como ha em outros paises, acessiveis a todos... pq desde a escola primaria qe sabem fazer sbv!
 
O SBV deveria ser parte intrínseca da formação de cada um enquanto cidadão. Só não é brinquedo se for feito por gente que o sabe pôr em acção. Mas eu acredito que quem não sabe, fica muito quietinho no seu canto (nos casos em que os mirones andam com as vítimas ao colo, é diferente, porque o zé povinho tem a mania de querer sempre levantar a vítima para ver se ela acorda e o resultado disso, às vezes, é pior do que qd a vítima estava deitada).
Defendo que o SBV deveria ser ensinado nas escolas desde cedo e com regularidade ao longo do percurso escolar. Há países, como os EUA, onde são ensinadas às crianças as manobras de SBV. Seria uma excelente forma de evitar muitas mortes ou danos irreparáveis para a vida de uma pessoa.
Mas, no nosso cantinho à beira mar plantado, gostamos mais de actuar mesmo no fim da linha. Parece que o show-off das máquinas é mais importante, qd em mts casos vale mais a mão de deus do q o choque da máquina.
 
Caro anónimo e pelos vistos cobarde das 3:18PM!

No dia em que o senhor ou algum familiar seu for reanimado por um enfermeiro....talvez acorde do seu sonho!

Até lá...continue a divagar...de si...só pena!

Até breve...
 
O problema da não aplicação do DAE por parte das tripulações das ambulâncias de socorro deve-se da culpa da existência de enfermeiros na formação no INEM, eles tentam bloquear qualquer evolução nessa área.
Porquê?
Interesses profissionais e económicos já a muito conhecidos, enquanto a aplicação do DAE em muitos países do mundo é efectuado por pessoas sem qualquer credenciação e formação base, em Portugal existe necessidade ter uma formação e credenciação.
Porque é que será?
O povo português é mais inculto que qualquer cidadão da Europa ou do mundo?
Pelos visto sim, mas o povo ultimamente tem aberto os olhos.
Já agora, sabem utilizar a cadeira médica?
 
Pois é Paulo...também em muitos países do mundo, os enfermeiros de anestesia, são o que são...excelsos!

De qualquer forma é a sua opinião...
 
Cadeira médica? Porra estamos cercados. Agora até já mobiliário é do foro médico. Eu não digo...
 
Hum, culpa dos Enfermeiros da formação do INEM...??
 
hugo roque e os seus belos comentários... ouvir a palavra "médico" até já lhe causa um bocadinho de prurido!
 
Tenho fãs!!??
Juro que nunca foi esse o meu propósito (juro pela alma do anónimo das 1:52 PM).
Não, prurido não causa, mas urticária...alguma. Pouca; um bocadinho só. Pronto, nada. É do alarme...
 
Para o "pobo", o médico e a sua sabedoria é o "sal da terra"...
 
Hem!!???Oi!??
 
Ah, são o sal...
Compreendo agora os índices relativos à hipertensão arterial entre os portugueses...!
 
Hugo a cadeira medica é a cadeira de transporte que existe nas ambulancias porque aquilo tem cadeira as pessoas ñ vem a andar nas precordialgias por ex... E nos nas nossas conversas de TAE chamamos-lhe CMER cadeira medica de emergencia e reanimação... e voçes que vem para a rua agora vão começar a chamar-lhe isso tambem porque de todo o equipamento que a ambulancia tem é a cadeira que voçes vão mais usar...
Ja agora voçes enfermeiros digam-me uma coisa qual é o melhor equipamento na emergencia pre hospitalar para imobilização de uma possivel fractura de baçia? como imobilizariam uma possivel fractura de baçia fico á espera de resposta sr hugo e ja agora é melhor perguntar a um TAS com formação na escola nacional de Bombeiros porque os TAE formados pelo inem ñ dão esta tecnica e logo o sr se tiver curso de VMER di inem tambem ñ a praticou...
 
Meu caro anónimo das 2:27 PM, terei todo o gosto de partilhar ou debater consigo este ou qualquer outro assunto. Contudo estou consciente dos meus limites, e nesta matéria (emergência pré-hospitalar) não sou a pessoa mais indicada para o fazer, pois a minha formação actual não é na área da EPH (apesar de ser um tema que me fascine).
Ainda assim, irei investigar.
Um bem haja pelo seu comentário.

P.S. já agora se tivesse um nome próprio agradecia (torna-se mais fácil a comunicação)
 
A discussão do costume!Mto bem...A verdade é q ñ podemos ser todos bons em tudo mas talvez se perceba esta hostilidade toda olhando para factos.Se os enfermeiros são uma classe tão má porque se inscrevem tripulantes às dúzias no curso de enfgem qd o mercado de trabalho se encontra já saturado?E ñ só do INEM.E pq assumem funções para as quais ñ têm formação?A verdade é q só acontece pq deixamos!
 
Na verdade o problema prende-se com o q sabemos ou ñ fazer!Se todos contribuirmos talvez a situação melhore.e a verdade é q a próxima vítima podemos ser nós ou alguém próximo de nós.
 
Vou responder ao anonimo das 8.06 os tripulantes que vão para enfermagem fazem-no porque ñ ha nenhuma profissão em eph como deve ser em que se possa realmente ajudar as pessoas como nos EUA, canada ou suiça ou como a maior parte dos países da união europeia, porque se fartam de ver morrer vitimas de edema agudo do pulmão as espera de medico e enfermeiro para lhe colocarem uma veia e darem duas unidades de furosemida e um anti arritmico porque meus senhores isto acontece... os tripulantes ficam á espera de VMER com vitimas correctamente posicionadas e a o2 a alto debito e pernas pendentes e la ficam a acalmar a senhora durante longos 20 e 30 e mesmo 40 minutos e quando a linda viatura dos "deuses" da coisa chegam infelizmente ja ñ fazem falta... por isso é que em vez de enfermeiros tem é que se criar uma profissão especifica para isto e ñ meter la enfermeiro que estão desempregados e ja agora os concursos do INEM ñ estão atrasados por causa dos tripulantes mas sim por causa dos enfermeiros agora como não tem pessoal suficiente estão a pedir mais 5 e estes agora ja ñ são requisitados agora é por contrato individual de trabalho podem confirmar no site do inem.
se houvesse esta profissão ñ havia nenhum repito nenhum que fosse para enfermagem
 
"...senhora durante longos 20 e 30 e mesmo 40 minutos e quando ..." (ANÓNIMO;7:05 PM)
Meu caro, posso não ter prática corrente na área do PH, mas tenho conhecimentos necessários para refutar o que escreveu. Nem mesmo em Odemira...
E já agora digo-lhe que se porventura eu tivesse algum poder de decisão, seguramente não haveriam tripulantes a candidatar-se ao curso de enfermagem (ainda assim penso que não estou a escrever nada que conteste, nomeadamente, o seu pensamento. Basta ler a sua conclusão).
E não; penso não serem necessárias mais invenções.
 
Senhor Hugo Roque chamo-me nelson sou TAS desde 2000 e nasci em Moura no Baixo alentejo trabalho no INEM em Lisboa e garanto-lhe que ja estive DENTRO DE LISBOA leu bem DENTRO DA CIDADE DE LISBOA á espera de VMER mais mas miuto de 25 minutos E O CASO QUE AQUI O MEU COLEGA RELATOU EM CIMA PASSOU-SE COMIGO...
So mais uma coisa de Beja que onde está a vmer mais proxima odemira são 120km e a vmer faz sempre mas sempre mais de 30m de caminho e odemira tem aldeias a 100km a sul ou seja se a vmer tiver de ir ao local tem de percorrer 220km até á vitima, e ee ñ vale a pena dizer que é por estradas com curvas a seguir a curvas. Outro quadro a minha Terra Moura fica a 60km de Beja e sr Hugo aqui sim se leva 20m 30m... Mas mesmo assim ñ acha como enfermeiro que será um tempo demasiado elevado para aplicar os primeiros protocolos até mesmo os de livesaving e sim os de livesaving porque se for numa aldeia a 100km de odemira o primeiro meio a ambulancia que so dá 130km leva 45m a chegar eu acho que é muito para por exemplo uma obstrução de via aerea por exemplo... ou melhor para tudo o que seja grave mas depois claro ainda temos o tempo de espera da VMER...
 
Caro Nelson, um bem haja pelo seu comentário. Também lhe fico grato por ter acedido ao meu pedido de se identificar. Creio que a deferência que usou se revela desnecessária pelo que me poderá tratar, se assim o entender, apenas pelo nome próprio, sem a necessidade de Sr.
Respondendo agora às suas perguntas:
- sem dúvida que considero que 20 a 30 minutos de espera é algo de inaceitável, isto porque tendo em conta as guidelines actuais, o suporte avançado deverá surgir entre 5-10 minutos;
- da mesma forma, sabe-se que a cada minuto que passa aumenta em 5-10% as probilidades de surgirem sequelas;
- também se sabe que as hipóteses de sobrevivência (sem sequelas) são de 0% ao fim de 9-10 minutos pós-paragem (sem ser iniciado SBV).
Também será verdade se disser que Portugal não tem (obviamente) um problema de dimensão; terá sim um grave problema de acessos rodoviários. Mas então onde é que entra o heli-transporte?? Não entra,será isso?
Nelson, diga-me o seguinte:
- a situação que descreve (demora na chegada da VMER) foi reportada às entidades competentes?? Se não, PORQUÊ? Como sabe não se poderão tomar medidas se não forem identificadas e reportadas falhas.
Assim aconteceu em Odemira. Se os veículos SIV estão a ser entregues? Bom isso são outras conversas...

Aquele abraço!
 
"também se sabe que as hipóteses de sobrevivência (sem sequelas) são de 0% ao fim de 9-10 minutos pós-paragem (sem ser iniciado SBV)".

Apos o 6 m companheiro va la ler o livro melhor e a media de lisboa de chegada do primeiro meio normalmente a ambulancia é de 7 m , eu acho que o SAV esta na viatura errada ñ acha... ainda por cima agora com combitube e mascara laringea acha que é preciso ciencia para ter uma via aerea permeavel? sabe qual é a precentagem de induções de vomito por a V.A. ñ estar permeavel na RCR? podia-se salvar muito mais gente e ao menos orgãos que é outras das graves lacunas deste paìs... Mas esperar meia hora para se andar la com um laringoescopio é mais fixe e tal... as vezes até tenho vergonha de dizer que trabalho em emergencia em portugal ... e ja agora á pouco em cima falou-se de livesaving se vamos pelo contexto do comentador então os TAE tambem poderiam intubar la no alentejo o tempo que esperam pela vmer num EAP de certeza que tem de entrar pelo live saving a dentro ñ é ou então numa hemorragia abundante la em odmira colocar um ou dois lactatos tambem passa a livesaving... 45m a esvair-se em sangue ñ deve ser muito bom... se o shokc hipovolemico tivesse torneirinha era miuto mais facil o TAS chegava la e fazia o "livesaving" fechava a torneirinha e prontos depois ja podiam vir a derrapar e a apitar e tal...
ja agora derrapar em condução de Emergencia é por em risco a vitima sabem porquê, porque perde-se tempo, enquanto o carro derrapa ñ anda... se ñ anda perde-se tempo, tempo este que a vitima no local ñ tem e depois levam o dobro do tempo a chegar aos locais...estou a citar o meu formador de condução de emergencia ñ estou a inventar ja agora para os interessados a entidade formadora é chama-se skildriving
 
Bem... realmente muitas opiniões andam por aqui... é triste ver como ainda existem ideias e noções tao retrogaadas e ultrapassadas no que respeita à enfermagem... mas também não vale apena mt esforço para explicar as essas mentes o que é a Enfermagem.. Só quem a exerce sabe o que ela é sabe dar valor!!! Só quem todos os dias lida com o sofrimento e a vida de outros conseguem perceber e sentir a verdadeira essencência do que é ser enfermeiro!!! Em realção ao Doutor ou Dr. ou seja lá o que for é tudo uma questão de grau académico e em qq profissão existem Dr. e Doutor basta estudarem para tal... pq licenciatura meus caros existe em todas as profissões caso não saibam essas mentalidades pouco actualizadas!!!
Em relação ao SBV era muito bom que todo e qq cidadao tivesse formação para tal pq nós enfermeiros e médicos também precisamos que nos socorram quando nos bater à porta!!! Há que lutar para o conseguir junto dos cabecilhas da saúde para que situações como estas não se repitam pois qq um que tivesse formação em SBV poderia ter salvo a vida da Marta!!!
 
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