quinta-feira, junho 14, 2007

Um repto de uma estudante de Enfermagem...


"Boa noite. Peço desde já desculpa pelo intromisso num tópico que nada tem a ver como os propósitos que pretendo colocar....
Vinha antes, como aluna de enfermagem da Escola Superior de Enfermagem Calouste Gulbenkian de Lisboa, fazer um pedido de esclarecimento sobre as implicações da alteração do 7º artigo, no decorrer da AG realizada a 19 de Maio na Faculdade de Cências de Lisboa, na formação e obtenção de Cédula Profissional para os jovens enfermeiros. Acho que, entre nós alunos, compreendemos todos a fundamental importância da auto-regulação do exercício e desempenho dos profissionais de enfermagem assim como a importância dos processos de especilização de enfermagem, não só para os profissionais, como para a qualidade de serviços prestados aos nossos utentes - no entanto, como estudantes, esforçamo-nos também, nas nossas múltiplas vertentes, para um dia adquirirmos o título da profissão (muitos de nós não fomos para enfermagem só por haver emprego ou por ser alternativa ou outros cursos). Acho que é fundamental assegurar um acesso justo e geral à formação e poderar, assim como esclarecer muito bem, os critérios que pretendem ser seleccionados para a gestão de recursos que se pretende efectuar, nomeadamente no que diz respeito à selecção de estudantes de enfermagem para acesso ao internato. Com os meus melhores agradecimentos, Ana Santos "
a
Fica aberta a discussão acerca do tema.
a
P.S. - E já agora, cumprimentos para a futura colega, aluna de uma instituição de referência.

Comments:
Isso depende do ano em que ela se encontra...

Pode ser que ela já seja abrangida pelo internado ou pode ser que não. Ninguém sabe ao certo quando é que vão ser criados os órgãos reguladores e quando é que vai entrar em vigor.
 
Eu estou no primeiro ano ainda.. Entrei este ano. Ao mesmo tempo que me maravilho ainda com tantas descobertas novas que nem sabia fazerem parte do curso (foi assim como uma escalada, desde o início das aulas e com o decorrer dos estágios), ou integrarem competências que são de esperar de um enfermeiro..... Cai-nos uma coisa destas em cima.... Para nós, que ainda tão pouco estamos conscientes da prática e o que ela implica para o enfermeiro, na gestão ainda de tantos dilemas que ja haviam sido pensados como ultrapassados (ainda existem, infelizmente, enfermeiros em clínicas apenas a chamar doentes, organizar processos e a marcar consultas médicas..... :S) é complicado. Esperemos apenas que as vagas sejam ainda algumas... ou então o espírito que se vive de colaboração entre colegas, pelo menos no meu curso, muito em breve se vai assimilar às batalhas campais e «cortadelas» nas canelas que tantos ouvimos falar de outros cursos superiores......... Na comparação medíocre em que a maioria das vezes as notas não espelham se seremos, efectivamente, um dia, bons profissionais e se, somos, realmente, competentes para desempenhar esse papel. Muito à estilo «exames nacionais».....
Deviam inspeccionar as escolas superiores de enfermagem tanto públicas como privadas e estimular os profissionais a avaliar locais de trabalho e próprio desempenho (em colaboração ou concordância com colegas de equipa ou chefes...), como sucede, por exemplo, como os professores, na elaboração de relatórios trianuais... E claro, o internato e a integração da especialização seriam feitos espantosos... na opinião de muitos.. no avanço da profissão (e do «lobby», se o podemos chamas, e dos salários, talvez..)e na melhor preparação dos estudantes... Nós temos alguma prática tutelada durante o curso... Aliás.. Só o primeiro ano é que é de observação... Mas obviamente não deverá ser suficiente, visto que enfermeiros mais experientes levantam a questão.... Só, gostavamos, aqui entre nós, que não excluíssem da profissão quem já tantos sacrifícios fez e está a fazer para concluir o curso com sucesso... Bem.. peço imensa desculpa pelo testamento......
Só para finalizar... Acho que o ideal mesmo era fazerem pelo menos o internato aberto a todos, com aprovações e reprovações, com hipótese de repetir o ano por exemplo... O mercado está a ficar muito sobrecarregado.. sim, mas... Quando a oferta é muita, seleccionam-se os melhores para o trabalho, não se limita a formação de profissionais com medo que eles nos possam vir a tirar o trabalho.... competitividade, tal como nas outras profissões... (ou tb a boa da cunha, muito estilo à portuguesa...)
Pronto.. já tá! desculpem o emplastro.. e um muito obrigado ao dono do site por se ter disponibilizado tão prontamente a instalar a discussão em sua casa!

Mais uma vez.. Obrigado :)
Ana Santos..
 
Não querendo assustar ninguém só tenho um conselho a dar: Quem ainda está no 1º ano desista já do curso... daqui a 3 anos a hipótese de terem 1 emprego é ZERO.
 
São necessárias medidas para ajustar o número de enfermeiros às necessidades das instituições. Uma das medidas pode ser o internato, se bem que as escolas deviam reduzir as suas vagas. Se o número de vagas se mantiver ou amentar em contra-corrente a situação de desemprego em enfermagem este cenário vai-se agravar. As escolas devem ter um pensamento global em defesa da enfermagem em deteminento de interesses próprios. Como neste aspecto não se estão a operar mudanças o internato é uma solução possível, não a melhor, para controlo ao início da vida profissional do enfermeiro.

Concordo, também, com o internato para as especialidades de enfermagem, após a reformulação destas em áreas mais específicas de actuação, em contexto de trabalho. Penso não ser necessária ou benéfica a actual ligação das escolas de enfermagem e as especialidades da nossa profissão.

Enf Rui
 
Não haver trabalho, para mim, não há de ser problema.. Uma mega hiper frustação, talvez... Tiro outro curso, mudo de país, até posso ir trabalhar para trás de um balcão... Mas desistir não.. Acho que, com o mercado como está, hoje em dia, e o acesso tão concorrido ao ensino superior, é um jubilo sentirmo-nos no sitio certo... E podermos tirar aquilo que realmente queremos... Precisamos de talvez penar um pouco mais, mas um dia seremos também um futuro, quem sabe....
Não estou dentro a situação das especialidades, como é obvio.. Mas só durante o estágio que já tive em centro de saúde vi muita gente que gostaria de aprofundar conhecimentos e investir em projectos (nomeadamente de saúde escolar, tão mal explorada como tantas outra acções comunitárias...) e limitado a nível de dinheiro, tempo e acesso...
Esperemos que o internato melhore as condições de trabalho para os que já operam.. e, dizendo egoístamente, que principalmente não se esquece de quem se quer investir tb nesse futuro!

Ana Santos
 
Trago questões em vez de respostas.

Num curso onde durante os 4 anos se fazem estágios, qual a vantagem de haver mais 1 ano de "enfermagem tutelada"? Se houver após o fim do curso, no início da vida profissional, existem períodos de integração nos vários serviços, o que é que o internato vai beneficiar a enfermagem? Só vejo uma situação, são os CLE não sei de onde que os estágios são no laboratório da Faculdade, e com manequins…

Existe algum site com esta proposta na íntegra?

Cumprimentos
 
O internato servirá para regular a quantidade de oferta de enfermeiros, assim como o "controle de qualidade", englobado num novo paradigma de desenvolvimeto profissional, que vai abranger todos os profissionais de enfermagem e não só os recém-licenciados.

O internato traz vantagens, embora não seja a melhor solução para o problema do desemprego em enfermagem. Quanto a mim a melhor solução seria a redução das vagas nas escolas, mas penso que a OE não pode intervir a esse nível.

Porque não reduzem as escolas o número de vagas?
Qual será a vantagem para a Enfermagem de existirem milhares de enfermeiros desempregados?

Enf.Rui
 
Apesar de vários estágios ao longo do curso, o jovem enfermeiro é sempre inexperiente.
Um internato servirá para qualificar e tornar o enfermeiro mais experiente, saindo para o mercado de trabalho com o título de enfermeiro, mas de uma forma mais bem preparada (mesmo a visibilidade social será melhorada!). Mesmo para quem nos "vê de fora", penso que reconhecerá que um enfermeiro estará sempre mais bem preparado depois de um internato.
Olhe os médicos, servem de exemplo porque também têm internato, já viu se um médico fosse trabalhar de forma não tutelada após o términus da licenciatura... confiaria nesse profissional? Eu teria as minhas reservas.
Não quero dizer com isto que os enfermeiros actuais saiam mal preparados (embora também os há, pois existem imensas escolas sem qualidade para estarem abertas!!), quero dizer que o internato beneficiaria, e muito!
Digo mais, sou adepto fundamentalista da redução do números de vagas dos cursos de enfermagem para o número de vagas para o internato (penso que são mil vagas)! Agora, aumentar as vagas do internato para que todos tenham lugar, é o maior erro, pois o crivo selectivo deixará de funcionar, e aí meus amigos, a enfermagem será banalizada e a formação vai dexer para níveis incompatíveis com a profissão
Menos vagas significarão sempre mais qualidade!
 
O mais certo é que as vagas não se reduzam porque quem dá aulas no privado e pertence ao público como se governa? Ser ou não ser, eis a questão...como diria o outro!
LT
 
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