domingo, outubro 07, 2007

AAM/Enfermeiros/Médicos


O colega "R Castro" deixou um interessante comentário que proponho para base de reflexão:

"Os AAM não são essenciais no "cuidar", são essenciais no "tratar". A diferença é abismal.
A delegação é um acto ao dispôr dos enfermeiros, pois como sabe coordenam hierarquicamente os AAM. Os médicos não são superiores hierárquicos dos enfermeiros há muitos anos. Não delegam. São profissionais complementares, que trabalham em equipa (a mesma da qual o AAM faz parte integrante, claro! Todos juntos somos uma equipa)!
Os enfermeiros poderiam colocar a mesma questão mas desta vez em relação aos médicos. Eu sou enfermeiro. Faço muitas coisas ilegalmente, mas toda a gente sabe que os enfermeiros fazem. Medico, suturo, ocasionalmente requesito Rx's e alguns parametros analíticos urgentes, intubo, colho gasimetrias ou sangue na femoral, suspendo fármacos, introduzo fármacos, e quantas não são as vezes que os médicos recorrem aqui aos "delegadores" (enfermeiros) para subtilmente tirarem dúvidas, colocar questões embaraçosas ou mesmo "para nós explicarmos como é que aqui se costuma fazer isto ou dar aquilo"...Por vezes até salvamos as vidas que eles, por vários motivos, não conseguiram ou não souberam salvar..."

Comments:
Lamento que tenha colocado este comentário para reflexão.
Por alguma razão teve de eliminar tantos comentários...
Há saberes que nenhuma universidade dá...
Quem semeia guerras...
 
E como é obvio como os enfermeiros saiem da universidade ja a saber tudo agora todas as outras profissões no ramo da saude vão desaparecer e ser trocados por enfermeiros...
É o futuro os supra-sumo do halibut hiperespecialistas tratar cuidar limpar e encaixar guito por fora no minimo com 3 empregos cada, e mais de metade no desemprego...
Proponho desde ja começarem a estudar a hipotese de possiveis delegados de saude tambem desaparecerem, massagistas, e até analistas clinicos pois porque esses tambem são um risco pra profissão porque picam e tiram sangue esses serão sem duvida os proximos a abater... Cuidado que eles andam ai...
 
Os tecnicos de rx devem estar a salvo como ñ andam em vmers e ñ picam devem-se safar va la va la...
 
Reparem nos 3 posts anteriores...
Mais um episódio da saga "O império dos TAE's contra-ataca" - Num blog perto de si!
 
Acho que ataques entre classes distintas em nada beneficia a saude! Cada um tem o seu lugar, é necessário é que o saiba ocupar!Quer seja médico, enfermeiro, ou auxiliar!
 
Concordo.

Vagínio Falope
 
Este blogue inicialmente acheio-o com crédito e mesmo como forma de exprimir ideias, discutir temas, levar a enfermagem a caminhos de dinamismo e evolução.

Pós nova visita fico imensamente desiludido.

criticam-se tudo e todos, guerras entre classes... etc...

Simplesmente, não promotor da imagem da enfermagem.


Serrano
 
Quando li o comentário pensei que foi alguém a passar-se por enfermeiro que escreveu tanta...
Agora vejo que ninguém acredita que o "R. Castro" seja "colega" pelo menos meu não é.
O respeito por todos as profissões é básico,quanto mais por aqueles que em equipa são nossos COLEGAS.
 
A lógica deste post não era fomentar qualquer tipo de "guerra". Pelo contrário. O objectivo era servir de base para uma reflexão mais profunda sobre o valor da equipa.
(A tendência que temos vindo a assistir nos últimos anos, como sabem, e que continuaremos a assistir, é a passagem de uma prestação de cuidados unipessoal para uma prestação de cuidados em equipa.)
 
O problema é que existem pessoas que se esquecem que este trabalho é acima de tudo um trabalho de equipa, e uma equipa é constituida ou pode ser constituida por diversos técnicos...
Quem vem para aqui colocar comentários do tipo "...império dos TAE..." só demonstra a falta de inteligência e de cultura que tem, mas acaba por ser chato porque interrompe uma linha de pensamento que se pedia que fosse de reflexão.
Acabam por estragar este blog com as vossas opiniões descaracterizadas de pensamento racional...
 
Em relação ao artigo do enfermeiro R Castro, pelo menos deve ser 100% verdadeiro, porque se realmente trabalham no serviço de saúde português, sabem que muitas classe profissionais executam técnicas para qual a lei não lhe permitem executar, certamente não é por falta de não saberem executar nem quando executar, somente porque não é lhe é permitido a sua classe profissional executarem, e mais essas classes muitas das vezes auxiliam, ensinam e as suas classes superiores a executarem essas técnicas.

Talvez os senhores enfermeiros devem olhar para traz, para classes profissionais que executam algumas técnicas da sua competência, que são vistos aos olhos da lei como fora da lei, como o Enf. Rui de castro, que cada vez mostram que a saúde tem coisas que devem ser mudadas
 
Não que seja muito importante, mas atenção às diferenças (não vá andar por aí o corrector ortográfico):
- trás (olhar atrás) é diferente de traz(do verbo trazer).
Ainda assim um bem haja pelo seu comentário.
Aquele abraço.
 
Este comentário foi removido por um administrador do blogue.
 
Meu caro colega das 1.00h, o sr. só veio colocar o seu post para críticar o meu anterior!? Não tinha nada de pertinente relacionado com o tema? O sr. fala de "linha de pensamento". Qual linha de pensamento? Nem foi nem tinha sido iniciada. Os primeiros post's deste tema foram colocados por alguém que queria rebaixar a classe de enfermagem! O seu post foi completamente deinteligente e inapropriado. O nome diz tudo...
 
Meus caros:
Hoje, as equipas de saúde que trabalham em estabelecimentos que prestam cuidados de saúde a quem a eles necesita de acorrer,seja no privado ou no SNS, são equipas multidisciplinares. Entendem o que a palavra quer dizer? Claro que sim! E nessas equipas, assim como em qualquer outra equipa, todos somos importantes e necessários. Cada elemento tem a sua função,as suas competências e os seus deveres. Até o mais simples e humilde elemento da equipa tem o seu valor e a sua presença na equipa enriquece-a. Que seria do Futebol Clube do Porto se, suponhamos, que o roupeiro trocou as chuteiras do Quaresma com as de outro jogador...ou troca as camisolas...em todas as equipas todos, mas todos têm a sua função e a sua importância e todos se devem respeitar mutuamente e entre-ajudar. Assim, seremos bem sucedidos e criaremos um mundo mais saudável. Conhecem a A.T.G.S.?
Pesquisem onde costumam ir...quem sabe se não se surpreendem!!!
 
Se olharmos para a história, ela diz-nos que em 50 anos a Enfermagem deu um salto brutal.

Não tenho dúvidas que o mesmo possa acontecer com outras classes. Sempre achei que os AAM (que eu penso que se deveriam chamar Auxiliares de Acção em Saúde), deveriam ser mais respeitados do que aquilo que são (quer por médicos, enfermeiros, ou outros). Quantas vezes ouvimos enfermeiros queixarem-se que não são respeitados pelos médicos? E eu pergunto: todos os enfermeiros respeitam os AAM?

Penso que aos AAM não podemos negar o velho chavão de que "o céu é o limite". Portanto, acho apenas é que eles têm de trabalhar para isso. Têm de conquistar esse lugar (não há impossíveis!).

Em bom rigor, os enfermeiros são AAM, os médicos são AAM e os AAM são AAM. De igual modo, os médicos são auxiliares de acção de enfermagem (AAE), os AAM são AAE, e os enfermeiros são AAE. E também é verdade que os médicos são auxiliares dos AAM, os enfermeiros são auxiliares dos AAM, e os AAM são auxiliares dos AAM. Afinal, somos ou não somos uma equipa?

Hipócrates cedo terá "arranjado" os seus AAM. Não sei se foram ou não quem mais tarde deu origem aos enfermeiros. O que sei, é que os enfermeiros surgiram depois de Hipócrates. Penso que há quem veja os AAM de hoje como os enfermeiros de há 30 anos. Parece-me que os AAM de hoje se cansaram de ser os "AAM" e eles próprios querem ter os seus Auxiliares de Acção.

Não deixa de ser intrigante esta visão das coisas, mas penso que se enquadra perfeitamente numa lógica que outros seguiram (e se assim é, porquê estarmos agora a criticar os AAM). Não me admira que daqui a 50 anos (talvez menos), o curso de AAM seja um curso superior, e que haja o Bastonário (a) da Ordem dos AAM.

E a lição a tirar de tudo isto é simples: não devemos voltar-nos para os AAM como se de uns pobres coitados se tratassem. São pessoas como nós. Uns com mais ou menos conhecimentos é certo, mas todos são dignos como nós de aspirarem a ter uma função respeitada por todos (e nós sabemos que actualmente as coisas não são assim).

Estamos a assistir a um percurso de afirmação perante a sociedade por parte dos AAM. Uma questão que se nos vem à memória, é inevitavelmente esta: com a entrada de mais uma classe na equipa multidisciplinar, a abordagem holística do utente fica cada vez mais comprometida. Pois, ok! Mas não foi isso que os médicos, enfermeiros e outros fizeram?

A verdade é esta: os profissionais de saúde querem afirmar-se perante a sociedade (e isso é perfeitamente legítimo) só que, a dada altura, estão mais preocupados com questões de vínculo, com progressão na carreira, com o mestrado ou doutoramento... esquecendo a essência do seu trabalho: cuidar/tratar/ajudar as pessoas.

Estarão os profissionais de saúde de hoje mais preocupados com os utentes, ou mais preocupados consigo próprios?


Enfermeiro Silva & Cª
 
eu continuo a achar piada é que adoram fazer coisas de médicos (prescrever, requisitar análises?) mas ficam ofendidos quando os AAM querem começar a mexer em coisas das vossas rotinas... quanto a mexer em fármacos enf. R Castro isso dava no mínimo um inquérito e processo discipliar (para não dizer mais já que lida com coisas para as quais não está habilitado (legalmente e convenhamos nem cientificamente)... é mais do mesmo
 
Os Enfermeiros fazem coisas que são foro médico, os AAm executam coisas do foro da Enfermagem... tudo isto porque a lei não reconhece ainda as devidas competências a várias profissões de saúde. Não me faz prurido algum que partilhemos competências com AAM desde que estes tenham formação específica. Mas tembém penso que para tal é necessário de antemão reconhecerem novas competências aos Enfermeiros (tipo suturar, medicar em alguns casos, requerer MCDT, etc). A chave está na redistribuição de competências e atribuí-las a quem demonstre capacidade de execução e as execute na prática!
 
É isso e evoluir a profissão TAE voçes com tempo chegam la...
 
"A questão da inexperiência é diferente da questão da incapacidade. A questão da competência é diferente da questão da atribuição/delegação/capacidade."
Doutorenfermeiro in "Um dia chegamos lá"??
 
Trabalho de Equipa?

Vamos tomar por certos os factos relatados: há médicos inexperientes que "pedem coisas" a enfermeiros (presume-se que experientes), há enfermeiros que sabem o melhor remédio a dar ao doente x, e que o remédio y até lhe está a fazer mal, ou que o doente está a mesmo a "precisar" de um Rx....

Ou seja, "os" enfermeiros, no fundo, acabam por saber muito bem fazer o trabalho "dos" médicos.

E está cimentado o espírito de equipa, segundo este Exmo blogger.

O espírito de equipa não passaria antes pela discussão, pela confrontação? "Será que o doente não precisaria de um remédio para tal, ou será que o remédio y não lhe estará a fazer mal"?

E se o fármaco estava lá por alguma razão que desconhece (remota hipótese...)? E se o médico julga que o doente está a fazer um remédio, que afinal o enfermeiro retirou, e lhe dá alta com um fármaco escusado? O enfermeiro vai lá a casa tirá-lo?

Concordo com trabalho de equipa, aliás, não há como discordar.
Agora, felizmente, as minhas equipas não têm lá elementos aparentados consigo, sentem-se melhor na sua pele, e têm menos complexos de inferioridade.

Os outros, mais parecidos consigo, não trabalham em equipa, e são tão maus quanto os meus colegas que pensam da mesma forma. E quero-os longe das narinas....
 
Mostre-me, colega, um único parágrafo onde tenha lido e constatado que sou contra o trabalho em equipa.
Um único só.
Vejo que o seu comentário não está em consonância para quem se diz sequaz do multidisciplinarismo.
 
"...E se o fármaco estava lá por alguma razão que desconhece (remota hipótese...)? E se o médico julga que o doente está a fazer um remédio, que afinal o enfermeiro retirou, e lhe dá alta com um fármaco escusado? O enfermeiro vai lá a casa tirá-lo?" (ANÓNIMO,2:25 PM)
Mas meu caro não acontece isso todos os dias...entre médicos?
Óh ti Manel, quem lhe receitou isto?. Não, vai antes tomar isto e mais isto para as dores nos ossos.
Depois vem o endocrinologista e: esqueça, não pode tomar isto que lhe faz mal à figadeira, etc.
E sim é de salutar o trabalho multidisciplinar.
 
Sou aluno de enfermagem da ESEP e deparei-me com este blog acidentalmente mas nao posso deixar e de expressar a minha opiniao. Nos paises nordicos enfermeiros nao colhem sanguem, e noutros tantos nao posuem competencias creditadas como os enfermeiros portugueses,dos melhores do mundo mesmo face a inferioridade de condiçoes. No entanto nao posso deixar de ler com espanto o relato porque espelha apenas 2 condiçoes:

1a.A desorganizaçao multidisciplinar que existe os hospitais portugueses (um enfermeiro nos EUA seria suspenso por retirar medicaçao);
2a. O Sindrome do Enfermeiro que queria ser Medico e não e..

Os enfermeiros nao precisam de novas competencias mais proximas Medicina. Precisam sim, de muitas vezes fazer bem o seu trabalho e tratar os seus alunos como semelhantes e nao abaixo de cao.
 
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