sábado, outubro 20, 2007

To believe or not to believe....

Quando se falou no projecto das Ambulâncias de Suporte Imediato de Vida (SIV) com uma tripulação sem médicos e chefiada por um Enfermeiro, muitos visitantes "não-Enfermeiros" deste blog, iniciaram de imediato uma saga de desconfiança e descrença:


"A Ordem dos Médicos nunca vai permitir. Não tenham ilusões" - Disseram uns.

"Esse projecto não vai para a frente. Sei do que falo." - Disseram outros.

"As URSIV (Ambulâncias SIV) nunca vão sair do papel" - Acrescentaram ainda alguns.


Num país de profissionais do pé-hospitalar "descrentes", eis que o projecto, afinal de contas, vejam só, começou.
Agora, falta concretizar o projecto do Helicóptero SIV, com uma tripulação de Enfermeiros... ou alguém duvida?




Fonte (Imagem 1):
http://www.inem.pt/
Fonte (Imagem 2): http://www.flickr.com/

Comments:
Parece que os enfermeiros continuam a preocuparem-se com os "outros" e não analisam com rigor o porquê de determinadas propostas de trabalho Porque será que no ultimo recrutamento para enfermeiros para as usf (publicado no jn) um dos requisitos é a carta de condução?
 
E se o enfermeiro tiver carta de condução e não tiver carro?
 
Por acaso já tinha dado um "pulinho" ao site do INEM, pelo que já estava ao corrente da informação.
Palavras para quê (ou para quem)?
Isto sim é a Enfermagem que eu desejo ... E no fundo quem fica a ganhar com isto é a População/utentes (que são eles a razão da existência do próprio SNS e afins, e nada mais).
E viva o trabalho em equipa (não vá andar por aí alguém mais susceptível).
Aquele abraço!
 
SO COM TECNICOS DE HALIBUT?NAO FALTA AI NINGUEM? GOSTO DE VER KUANDO FALAM DO K SABEM.......
 
Para o anónimo da 1:18 AM. Vai mas é estudar... Vou pegar num arrumador de rua e em dois dias faço dele um trabalhador mais competente que tu(não me costumo referir a quem não conheço na segunda pessoa do singular mas no caso até acho que já vais com sorte...). Agora se experimentares pegar numa pessoa inteligente(sim...da maneira como te expressas deves ter pouco mais que a 3ª classe fermentada num qualquer gueto suburbano rodeado de semelhantes criaturas orgulhosamente ignorantes e não poderias sequer entrar numa escola de Enfermagem que nem tivesse preenchido as vagas, portanto estarias excluído), adicionar-lhe 4 anos de estudo fundamentado, bases científicas, educação cívica q.b., ensino clínico e capacidade de aprendizagem e adaptação acima da média e obtens um enfermeiro. Ser enfermeiro não é para quem quer, não é para quem pode, É PARA QUEM SABE...
 
...Mais nada!
Siga.
 
Caro Colega Doutor Enfermeiro,
Parabéns pelo post!

Adicionei-o nos links do meu blog.

Cordiais cumprimentos

Enfermeiro Enfermeiro
 
Antes de mais, os meus parabéns pelo blog. Estou a terminar o meu curso e foi com grande orgulho que me deparei com um antigo professor a dar a cara pelas SIV junto do sr ministro da saúde. Sim, este é o nosso futuro, este pode ser o primeiro passo.. Parabéns professor.. é o meu orgulho!
Parabéns Doutor enfermeiro, vejo muito dele em si, é um exemplo a seguir.

Obrigada pelo seu blog, é uma ajuda no final desta caminhada longa e que se avizinha sombria, Na luz...
 
Sim o vosso futuro esta a evoluir, de condutores evoluíram para maqueiros dos centros de saúde, pelo menos já existe um meio de transporte nos centros de saúde para levar os doentes para fazerem exames aos hospitais, e pela falta de formação e de equipamentos nos centros de saúde onde foram criadas as SIV, serviços não faltaram.

Um blog de contradições, mas parabéns.
 
Já existiam Ambulâncias sediadas em CS (antes das SIV) e pelo que sei, não transportam doentes ao Hospital para realizarem Exames Complementares de Diagnóstico, ou melhor, levar até levam, mas primeiro é porque tiveram de prestar socorro!

Cordiais Cumprimentos
 
É muito triste continuar a ver como os enfermeiros sabem pouco do que é ser enfermeiro.
1ºComentaram (neste blog) as AAM porque executam funções de enfermagem, mas segundo os doutores enfermeiros, por delegação...
2ª Comentaram sobre os TAE e VMER porque...
Agora ficam empolgados, porque vão ser condutores, pilotos e sei lá mais o que...
o trabalho em equipa é isso mesmo, mas em situações de emergência, nessas o enfermeiro pode e deve pilotar; conduzir... de contrário "cada macaco no seu galho"
O enfermeiro sente-se o todo poderoso, quer prescrever, quer pilotar...
Muitos conhecem aquele enfermeiro chefe do SNS, que na privado (onde acumula)é prestador de cuidados, na escola de enfermagem (onde faz mais uma acumulação) é professor.
E são estes os lideres que com cara de anjo lançam a discórdia entre a classe para reinarem.
Deixem de ser parvos e pensem pela vossa cabeça.
 
"O enfermeiro quer prescrever? Quer pilotar?"

Colega (se assim o é?, pense voçê pela sua cabecinha...
pense bem, porque acho que deve andar uns anos atrás de todos...
.. mas já gora esdtou curioso, é que ao fim de 22 anos de profissão, alguém me vai ensinar o que é ser enfermeiro...
Ora então, explique lá...
 
sim magistral enfermeiro!acertas-te em cheio!So faltou a licenciatura,por sinal mais longa que a tua...Enfermeiros como descreves?So se for no estrangeiro...porque em Portugal,prefiro o teu amigo arrumador...nao desço ao teu/vosso nivel.Basta um propositado comentario mais "brejeiro" para logo cair a mascara e se revelar a verdadeira cara,dos bem formados,(num curso mt mt mt.....deveras ate,exigente)enfermeiros.
 
Ao anónimo das 11:34... Não deves ser concerteza nuito inteligente pois nem "acertaste" sabes escrever... Cair a máscara???

Deveras interessante essa afirmação... Podes por acaso indicar-me a tua profissão? Só para ter uma ideia da "tua qualificação"...

Quanto a essa ideia que tens dos enfermeiros do "estrangeiro"... por acaso deves saber que o curso de Enfermagem em Portugal é dos melhores do Mundo?

Ah! E não podes descer ao meu nível porque eu estou num nível estratosférico e tu estás num bem subterrâneo...portanto é impossível desceres pois estou num nível bem superior a ti. Se fosse a ti dava-me por orgulhoso por te estar a dar esta atenção...deves sentir-te lisongeado posso garantir-te...


Agora falando com pessoas sérias e que respeito... ao Anónimo das 5:40. Explique-me o que é ser enfermeiro... estou curioso. E já agora qual é o "galho" do enfermeiro? prescrever? já prescrevemos... só ainda não à luz da legalidade normativa... Adquirir competências... qual é o mal? Mas mais uma vez digo-lhe. Ensine-me a ser enfermeiro...
 
Corrijo nuito por muito...
 
Quanto mais querem subir maior será a queda.
 
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pe�o ao doutorenfermeiro que retire estes meus �ltimos dois posts pois a qualidade � duvidosa: prometo coloc�-los na forma que pretendia. desconhecia esta incompatibilidade... fiz copy e paste do word para aqui e n�o sabia que o texto n�o ficaria como no original. As minhas desculpas a todos
 
Tal como pediu, retirei o seus últimos dois posts.

DE
 
Sejamos realistas, embora as motivações e desvantagens subjacentes à criação das SIV não sejam, à primeira vista e a curto prazo, muito abonatórias (aumento do tempo de socorro, poupança desenfreada de custos, menor facilidade de acesso das populações aos meios de prestação de cuidados, extinguir de serviços implicando deslocação/eventualmente despedimento de profissionais, entre outras) não devemos perder a visão global.

Como referi anteriormente, queiramos ou não, os custos da Doença são cada vez mais elevados (mais exames complementares de diagnóstico, a prática de medicina "defensiva" por um cada vez maior número de médicos, maior exigência dos utentes ignorantemente alimentada pela comunicação social, maior uso de medicamentos e cada vez mais específicos e mais caros*, maior esperança de vida não acompanhada pelo tempo com qualidade de vida, etc., etc., etc.) e temos de tentar atacar o problema de algum lado, até porque temos de analisar friamente isto: não vão nascer mais crianças na estrada, não vão morrer mais pessoas a caminho do hospital, vai apenas haver um maior enfoque nesta visão das coisas.

Quando fecharam a maioria das maternidades, há alguns já bastantes anos, teceram-se os mesmos comentários na altura. Vejamos as possíveis vantagens desta nova organização dos meios de socorro pré-hospitalar:

- Dar visibilidade ao trabalho do enfermeiro: não a suficiente mas tem de começar-se por algum lado… e o facto de se reconhecer legitimidade ao enfermeiro para a aplicação de protocolos e tomar alguns juízos, sem a presença física do médico (apesar de sempre em contacto) tem de ser visto como um pequeno passo para o reconhecimento por parte dos próprios enfermeiros, pelos profissionais da Saúde e pela população em geral, da capacidade do enfermeiro ser interventivo e mais responsável do que a maioria pensa.

- Diminuição dos custos em remunerações, especialmente dos médicos, senão vejamos: Sinceramente não tenho a noção exacta de quanto gasta ao Estado, 6 médicos em 6 SAP's diferentes, que na maioria das vezes não resolvem absolutamente nada, limitando-se a encaminhar o doente para a urgência mais próxima, por manifesta incompetência, desmotivação ou negligência e que acabam por atrasar o tempo de socorro (este paradigma de atender no local e resolver a situação está ultrapassado pelo paradigma de estabilizar e transportar até ao centro diferenciado mais próximo o mais rapidamente possível, como nos poderão concerteza confirmar os colegas que trabalham no pré-hospitalar...como enfermeiros!) levando a uma maior mortalidade. E mesmo que a isto corresponda uma maior remuneração para os Enfermeiros (ou pelo menos deva) nunca chegará certamente aos custos dos profissionais substituídos.

- Ter prestadores de cuidados formados, mais direccionados para a área da Emergência como serão estes enfermeiros, mais perto de população que anteriormente estaria uma distância bem maior de cuidados desse tipo, permitindo resolver ou controlar situações anteriormente encaminhadas, sem segurança ou continuidade nos cuidados (ao serem transportados por profissionais não preparados para lidar com elas como são os TAE's e ainda mais os bombeiros), para hospitais centrais, agravando o afluxo, inexoravelmente excedentário, das nossas Urgências.

- Terminar ou reduzir serviços, assegurados por voluntários, que "exploram" estas falhas no SNS permitindo-lhes angariar fundos de uma forma moralmente duvidosa como cobrar transportes a preços a roçar o escandaloso (nisto sou irredutível: se são instituições de e com voluntários, com fins não lucrativos deveriam ser financiados de outras formas que não a de cobrar este tipo de serviços, caso contrário façam-no de forma mais transparente assumindo claramente o carácter lucrativo das mesmas) e que, apesar de a maioria dos voluntários estarem lá por "amor à causa", estão a servir interesses corporativos nada nobres sendo que os mesmos voluntários são incapazes de dar resposta adequada às situações apresentadas.
- se souberem de mais alguma digam porque escrevi numa hora adiantada(13:00 após ter saído do turno da noite)
 
No entanto todas estas medidas serão inúteis sem a verdadeira reforma do SNS: os CSP (cuidados de saúde primários): Para quando apostar na verdadeira prevenção (a primária e secundária)?

Enquanto centrarmos (nós SNS) a nossa atenção no “tratar” a doença em vez de a evitar ou controlá-la no seu estádio inicial, nunca poderemos conter custos, nunca poderemos entrar nesta espiral de degradação em que os nossos Cuidados de Saúde estão a entrar, nunca poderemos travar o avanço dos “Privados” na Saúde (para quem tem como lema, a Saúde um produto e não um direito, incompatíveis com os meus valores de Humanidade e Estado Social), nunca poderemos ambicionar ter mais esperança de vida com qualidade de vida e não a actual esperança de vida com final de “degradação”.
Atenção: não sou nem posso ser contra os “Privados” na nossa conjuntura actual pois asseguram cuidados que de outra forma não poderiam ser prestados, mas penso ser possível um sistema de Saúde sem a sua existência.

Daqui concluo: Para quando um assumir das responsabilidades por parte dos Enfermeiros, e neste caso dos que trabalham em CSP, das suas responsabilidades e deveres neste campo, centrando em si os CSP pois para isso estamos vocacionados e em última análise, para quando alguém esclarecido no Ministério da Saúde, que perceba, ou melhor que aceite que a prevenção realmente é mais barata e não custa assim tanto… basta conferir mais independência aos Enfermeiros nos CSP, pois isso só iria trazer vantagens a todos:
- Aos médicos deixá-los-ia libertos para funções que estão realmente vocacionados, tendo a motivação extra por não terem de tratar doentes sem solução terapêutica que não a de os encaminhar para outra qualquer especialidade e num volume tão grande de utentes que não os permite trabalhar com a qualidade que lhes compete;
- Aos utentes, que podem poupar anos e salários de vida ao terem tempo e acompanhamento adequado à sua situação, não necessitando de recorrer a serviços privados (de qualidade tantas vezes duvidosa mascarada por um óptimo serviço de hotelaria); ao Estado pois permitiria poupar biliões de euros (sim biliões! pois os gastos que se farão nas próximas gerações ascenderão a isso) pelas razões tão evidentes descritas acima. Pois é mais eficaz e eficiente motivar um enfermeiro (mesmo sendo monetariamente) do que comparticipar medicamentos e reforçar orçamentos hospitalares e pré-hospitalares, que não teriam de ser activados caso a maioria das situações que são passíveis de ser evitadas ou controladas pela prevenção primária ou secundária, pensem… imaginem investir anualmente 200 milhões de euros na prevenção evitando 1000 milhões de euros no “tratamento”…

- Aos enfermeiros porque veriam o seu papel reforçado e poderiam exercer o que aprenderam e mostrar a sua competência numa área para que estão vocacionados naturalmente, pondo em prática a nossa visão promotora da saúde, e fazendo de nós o que realmente somos… um elo fundamental na saúde e não só no papel…

E agora perguntam… como envolver o utente na promoção da sua saúde e na prevenção da sua doença, nesta sociedade e cultura cívica de “deixa andar” e “depois vê-se”? Um dia destes explico-vos como… a seu tempo…

PS: até a indústria farmacêutica teria a ganhar com isto apesar de parecer a única não favorecida por este modelo… mas isso é tema para uma terceira “redacção”)…




*
Há 30 anos, num doente com insuf. Cardíaca, não se usava a panóplia de medicamentos que se usa hoje em dia e que passa, num caso não típico mas possível, por: beta-bloqueante, IECA, antagonista dos canais de cálcio, ARA II, diurético, AAS, clopidogrel, Inibidor da bomba de protões, estatina, já para não falar na eventualidade de ter um disritmia auricular como a FA adicionando-se nesse caso uma amiodarona ou uma digoxina e um anticoagulante oral, então se o doente for diabético um ou dois antidiabéticos orais e paremos por aqui, que casos há em que a lista é ainda mais extensa. À vista da nossa medicina actual serão necessários? São, mas já viram os custos implicados? Só um comprimido de pravastatina custa, julgo eu, 1 ou 2 euros!!!
 
Caro colega Estratega, continue por favor com a sua "magistral" exposição.
Continuarei atento ao que irá escrever (e que prometeu).

Aquele abraço.
 
estratega voçe e mesmo ridiculo...qual o sonho de criança?era ser medico...ou professor de portugues...?sim com essas taras e demagogias!Sem nada contra mas acabava ja com os AAM,assim acabavam tb as vossas "mordomias" e faziam aquilo para que realmente existem:lavar c...s,mudar alga......as,fazer pe...sos...enfim tudo o que o SrDOUTOR MEDICO manda e nem quer saber.Sabe qual a autonomia do enf nas SIV...?poupe me.Quanto ao resto...a internet realmente criou mts pseudo inteligentes...boas pesquisas... PS:Ainda pode ser que num breve futuro mudes 1a fra....da sob minha "orientaçao",que e para nao dizer mesmo ordem...(sem saberes).Estudar????Acho mesmo que devias.
 
Sr. médico (se é que o é...):
Ai, ai... o medo que se descubra o pouco que vocês têm feito para a melhoria da saúde em Portugal em relação à enormidade que o governo gasta para vos pagar...

O sr. já viu se os enfermeiros só fizessem o que o sr. esteve para aí a dizer... quem é que o iria lembrar que o seu doente já estava a fazer certa medicação à mais de 3 semanas ou até lembrá-lo de fazer a requisição para o exame x que é necessário para um doente naquela situação...

Já agora quando o sr. "ordernar" a um enfermeiro que mude a fralda a um doente seu, para não passar a vergonha habitual em frente ao seu doente e à respectiva família, talvez seja conveniente saber quem ele é, o diagnóstico dele, saber a medicação que "você próprio decidiu" prescrever-lhe, saber quais os exames complementares de diagnóstico que "você próprio decidiu" pedir-lhe...

ou no mínimo o nome dele, que é mais fácil de decorar... só para não parecer mal o dinheiro que ganham... ;)
 
Futuros posts vir�o caro colega Hugo Roque... � preciso aguardarmos pelo momento certo. S� tenho um problema, tenho um certo receio que a minha futura exposi�o: �como envolver os utentes na preven�o da sua doen�a e promo�o da sua sa�de?� me seja a�ambarcado, visto ser a minha futura tese de mestrado....um tanto presun�oso da minha parte mas nestes dias que correm...lol

Quanto ao an�nimo das 12:13 n�o sei se lhe responda dando-lhe o prazer de ter sido notado se o ignore passando-lhe um atestado de desprezo e estupidez do qual tamb�m j� deve ser detentor...
Mas... e para n�o pensar que me escondo em �"taras e demagogias" como lhe chama, responder-lhe-ei � letra mas do alto da minha indubit�vel superioridade moral e compet�ncia em rela�o a si.

N�o sei o que considera rid�culo, se o papel do enfermeiro na presta�o de cuidados , em que lhe digo desde j� que tem uma vis�o, sen�o est�pida pelo menos distorcida; se a minha vis�o do que o SNS poderia ser; ou se a preponder�ncia que o enfermeiro poderia ter na sua reforma e no futuro SNS por mim preconizado. Mas tenho-lhe a dizer que como utente/doente, s� teria a ganhar com isso, n�o digo que eu como enfermeiro n�o ganharia, mas todos ganhariam, repito todos, tornar�amo-lo mais eficiente e eficaz.

Quanto aos meus sonhos de crian�a, confesso que nunca imaginei vir a ser enfermeiro, mas agora que sou �adulto�, enfermeiro n�o � s� a minha profiss�o mas uma forma de estar e pensar.
N�o sei com que com base pode afirmar que queria ser m�dico ou professor de portugu�s mas deduzo que produziu essa afirma�o por achar que tenho um discurso elaborado e eloquente, � normal que assim o ache, pois quando n�o se escreve (tal como evidenciou no seu post), n�o se fala e n�o compreende bem o Portugu�s presume-se que palavras que se desconhece s�o �chiques� e tentativas por parte do escritor de assumir alguma superioridade. Posso garantir-lhe que n�o � verdade, julgo apenas que devo escrever o que penso e com as palavras que acho adequadas, tenho pena pelo seu l�xico reduzido mas se quiser posso dar-lhe umas explica�es para que possa perceber o meu post na �ntegra e a partir da� lan�ar-se num mundo completamente novo e poderes (desculpe mas penso que me posso dirigir a si na 2� pessoa do plural) ler algo mais do que o hor�scopo no jornal �Crime� ou �Tal e Qual� e eventualmente as legendas das figuras de Banda Desenhada.
Agora usando um pouco dos conhecimentos de psicologia: Depreendo pelo seu discurso que deve ser uma pessoa frustrada e que tem um qualquer medo? ou receio pela presen�a de enfermeiros na Sa�de, por acaso pode indicar-me a sua profiss�o para lhe poder tecer um coment�rio mais direccionado?

Por fim, n�o recebo ordens� A intelig�ncia e conhecimentos permite-nos ser mais aut�nomos e competentes e s� obedece quem sabe o que est� a fazer� e posso garantir-te que s� fa�o o que acho que devo fazer e s� eu sei quando o devo fazer� por isso escusas de me �ordenar� o que quer que seja porque em primeiro lugar j� o teria feito antes que tu te lembrasses disso, segundo eu � que sei qual � o meu trabalho e terceiro s� o fa�o se me apetecer porque ningu�m manda em ningu�m, porque s� eu e s� eu sou respons�vel pelo que fa�o e n�o fa�o.

PS: devo estudar o que?
 
Corrijo: onde se lê " só obedece quem sabe o que está a fazer" deve ler-se : só obedece quem não sabe o que está a fazer.

As minhas humildes desculpas a todos
 
O pré-hospitalar ainda é o parente pobre do sns.
Por ter estado entregue aos bichos, hoje vejo só pseudo-operacionais a dizerem mundos e fundos do pré-hospitalar e fundamentalmente a dizer mal dos enfermeiros, e compreende-se porquê.
Afinal o enfermeiro só tem mais 4 anos de conhecimento, e aqueles que trabalham no pré-hospitalar sobre a tutela do INEM, para alem dos referidos 4 anos adquirem mais conhecimento especifico no INEM para poderem trabalhar.
Acaba por ser natural o chorrilho de criticas de alguns em relação aos enfermeiros, porque neles apenas reina o desconhecimento sobre o que é o enfermeiro.
É mais fácil criticar do que encorajar as pessoas a desenvolverem conhecimentos no pré-hospitalar.
Por outro lado o pré-hospitalar,foi ao longo dos anos demarcado em "quintinhas",(isto é um sub-ptoduto dos bombeiros) e foram-se enrraizando mentalidades mesquinhas á conta disto.
O projecto SIV é o começo de algo:
Definitivamente é o inicio da profissionalização do pré-hospitalar, é tambem a afirmação do papel do enfermeiro como técnico de excelência para o pré-hospitalar, mas é tambem o veredicto final para o terminus das quintinhas, é o final dos serviços operados por pessoas sem conhecimento técnico e cientifico.
Por isso mesmo parabens, porque afinal quem ganha é o utente.
Já agora Doutorenfermeiro, por aquilo que tem escrito aqui neste blog, por aquilo que tem deixado escrever neste blog, pelos ataques que tem sofrido,os meus sinceros parabens.A pluralidade (com educação) faz falta e este blog tem sido a voz de muitos.
Obrigado.
 
Com tudo isto afastamo-nos do assunto...
Quero aproveitar para dar o maior apoio a todos os colegas que acreditam neste projecto e por ele vão dar a cara e espero que saibam ser realmente Enfermeiros. Muitos olhos estarão postos neles e deles depende algo no futuro da Enfermagem. Simplesmente sejam enfermeiros...
 
Caro colega Pirata da Foz, não podemos generalizar os "rebanhos" das "quintas2 a que se refere, não me parece justo! Mas concordo que há muito de justo no seu comentário.
Em relação às SIV, o projecto vai brilhar! Não podemos comparar o serviço efectuado por uma ambulância SIV com uma ambulância de socorro, são "socorros" diferentes!
Contudo a meu ver todos têm o seu lugar...

Força para as Tripulações SIV (Enf/TAE)!!!

Cordiais cumprimentos

Enfermeiroenfermeiro
Enfermeiroenfermeiro.blogspot.com
 
Dificilmente quando as coisas nascem trotas se endireitam, e o projecto das SIV é um deles.

Ainda a procissão não saiu da igreja já começaram os problemas, mas o que interessa é defender essa nova fonte de rendimento o resto não interessa, aceitaram todas as imposições que o INEM quis, pois bem agora é que as coisas irão muitos interessantes.

Sr Pirata, pelos vistos foste promovido de animal irracional a besta de carga.
Eh eh eh, mas eu gostaria era te ver a trabalhar a 40 cêntimos o quilometro, melhor ainda a 33 cêntimos.
 
"Ainda a procissão não saiu da igreja já começaram os problemas"

Ai sim? Não me diga! Diga-me então, sr. sabichão, qual é o grande problema....?!?
 
Este comentário foi removido pelo autor.
 
O comentário anterior, da autoria do Sr. Paulo Ferreira, foi "apagado" devido à linguagem desadequada que continha.
Por favor, esteja à vontade para expressar a sua ideia ou opinião, MAS, recorrendo ao uso da cordialidade, boa educação e linguagem própria.
 
Desculpe lá ó sr Paulo Ferreira, mas não o dignifica em nada referir-se nesses termos a quem quer que seja... quer ser levado a sério? Ou quer ser tratado com desprezo e falta de respeito? Não sei o que espera acrescentar aos seus argumentos com a expressão "Prefiro ser sabichão do que ser rabichão, como a maioria dos enfermeiros"?
 
Só por consideração ao colega doutorenfermeiro, bem como a todos os demais colegas, não irei responder à letra ao bombeirinho Paulo. Só por isso...
 
O Sr Paulo Ferreira deve ser um portento....de estupidez!!!

E para um estúpido...

"Era uma vez um sujeito que estava curioso em saber como é que funcionava a casa de banho das mulheres. Um dia para satisfazer a sua curiosidade resolveu entrar numa casa de banho de senhoras num centro comercial dos mais modernos. Achou tudo muito bonito, sentou-se na retrete e fez as suas necessidades.
Ao lado reparou que havia 4 botões: AM, SAQ, APT, e RAT. Curioso carregou no botão - AM, e recebeu um maravilhoso jacto de Água Morna nas partes baixas.
Achou aquilo óptimo e pensou: "Por isso é que as mulheres demoram tanto tempo na casa de banho".
Carregou no segundo botão - SAQ, e recebeu o Secador de Ar Quente.
Estava cada vez mais satisfeito.
Então carregou no terceiro botão - APT, e recebeu uma pequena Almofadada com Pó Talco refrescante e perfumada. Era deveras uma maravilha! Não podia ser melhor.
Finalmente carregou no ultimo botão - RAT...
...e acordou numa cama todo amarrado, ao lado uma enfermeira que lhe disse:
- Olhe, o senhor está num hospital porque foi encontrado desmaiado na casa de banho das senhoras, pelos seguranças do centro comercial. O senhor carregou no botão RAT, Removedor Automático de Tampax, e o seu pénis está ali dentro naquele frasquinho..."

Delicie-se...

Força SIV's
 
Sr Paulo Ferreiro, desculpe, Ferreira.Agradeço-lhe a forma eloquente como me catalogou.
Sinceramente com tais afirmações apenas veio reforçar tudo aquilo que eu tinha dito.
Continuo a dizer:
Com mentalidades como a sua, no futuro vamos apenas ter duas entidades a prestar socorro em Portugal:
O INEM e a GNR.
 
Este comentário foi removido pelo autor.
 
Eu mesmo apagarei o comentário, sei reconhecer quando erro e quando excedo-me na escrita, mas o sr Pirata tenha um pouco mais de respeito pelas outras identidades, já agora tira a pala para veres melhor seu ignorante.
 
Este comentário foi removido pelo autor.
 
Srs. Enfermeiros, Sr. Bombeiros,
penso que partilharão da minha opinião quando digo que devemos elevar o nível de discussão. Seria mais proveitoso.
Sr. Paulo, por favor, se respeitar os outros, será respeitado.

Houve um anónimo que disse: "Sabe qual a autonomia do enf nas SIV...? Poupe-me."

Eu não sei. Diga-me.(pois não devemos estar a perspectivar o assunto da mesma forma)
Importa-se de explicar?
 
Os enfermeiros que trabalharem nas SIV, terão sempre a presença de um médico na ambulância, passo a explicar:
O INEM fez um avultado investimento que não foi só em ambulâncias, fez tambem em equipamento de comunicações, e as SIV vão iniciar um serviço que já existe na europa,( pelo menos em espanha,frança, bélgica e inglaterra) que se chama "teleprescição", ou seja:
Vai estar um médico nos CODU's que vai trabalhar em exclusivo com as SIV e que por sistema tipo "internet movel" vai acompanhar em tempo real tudo o que se passa dentro da célula sanitária da ambulância, quero com isto dizer que todo o ambiente á volta do doente está em permanencia filmado estando o médico a assistir em tempo real, alem disso toda a monitorização que é feita ao doente está acessivel ao médico novamente em tempo real ao médico de serviço no codu.
Por muito dificil que possa parecer a algumas pessoas existe interacção entre médico regulador e enfermeiro SIV, pelo que as decisões tomadas são em conjunto ou decididas pelo médico cabendo ao enfermeiro executá-las.
Os famosos protocolos, não são mais do que algumas tarefas que por delegação são realizadas pelo enfermeiro SIV, mas sempre sobre supervisão médica.
Nem o Sr Ministro,nem o INEM,nem a ARS inventou isto.Já existe á vários anos pela Europa fora com bons resultados, e espero eu que aqui o resultado seja igual ou melhor.
É natural que ao principio Bombeiros, e todos aqueles que estavam habituados a fazer o serviço de saude, não gostem de ver o serviço das SIV pois vão sentir como que uma intromissão no seu trabalho habitual, mas isso com o tempo vai desaparecer, as pessoas vão-se habituar e vão aprender a gostar do serviço.
A titulo de exemplo: Hoje o INEM de Coimbra vai mudar de instalações, e o SAE de Coimbra ganha nova base para as ambulancias de emergência.No local onde começaram á quase 4 anos no inicio foi um reboliço porque as pessoas não queriam as ambulancias ao pé das suas casas.Hoje quase 4 anos passados fizeram um abaixo assinado para que não tirassem as ambulâncias do local onde estavam, reconheceram o trabalho por este serviço feito.
 
Já agora, para quem gosta de novidades, o projecto SIV, não é só ambulâncias.
Zona de Aveiro vai ter dentro de um ano aproximadamente uma SIV mas aplicada num barco de intervenção rápida, sobre a orientação do CODU centro.
E o mesmo projecto aplicado a 3 helis, portanto isto vai para a frente e claro sempre com os enfermeiros a liderar o projecto.
 
Uma coisa que posso adiantar é que a nível de trauma estão completamente limitados, porque ainda ninguém me respondeu como se faz um levantamento, rolamento, colocação do colete de extracção, etc… somente com dois elementos, mesmo em situação de doença súbita dois elementos são insuficientes, principalmente para efectuar remoções de doentes acamados, SBV e SAV etc.

Julgo que os senhores se preocuparam somente com o problema da defesa da classe, aceitaram todas as condições que o INEM impôs, e foram os senhores enfermeiros que foram responsáveis pela redução das tripulações das ambulâncias de três para dois elementos, porque os tripulantes de ambulância de socorro foram sempre contra com a redução, porque quem anda no terreno diariamente sabe quais as consequência de tal redução, julgo que os senhores ainda não param para pensar no que estão se a meter, e quando pedirem ajuda peçam ao INEM e ao SNS, mas nunca aos as identidades do MAI.

Neste blog, tem existido ataques consecutivos aos Bombeiros e aos tripulantes, sem nunca o autor se ter pronunciado contra isso, somente age e se pronuncia quando a sua classe profissional é criticada.
 
Quando for trauma,o medico no codu liga para o tae que estiver na siv...e o tae "sugere" a tecnica ao "chefe" da tripulaçao...
 
"Neste blog, tem existido ataques consecutivos aos Bombeiros e aos tripulantes, sem nunca o autor se ter pronunciado contra isso, somente age e se pronuncia quando a sua classe profissional é criticada."

Ex.mo Paulo Ferreira,
pensava que o meu ponto de vista acerca deste tema era claro e não deixava margem para dúvidas.

Já aqui referi várias vezes que, quer Bombeiros, TAT, TAE, etc, são importantes na cadeia do socorro. Mas, com toda a lógica deste mundo, obviamente reconhecerá a limitação científica e técnica destes profissionais, que por sua vez confere limitações em termos de competências...

Julgo que é visível e clarividente que a estratégia a médio e longo prazo a nível da Emergência Pré-Hospitalar, assenta essencialmente nos Enfermeiros. Sem dúvida afirmar-se-ão como os profissionais por excelência da EPH.
Estou certo, que existirão especialidades da EPH para tornar o profissional de Enfermagem ainda mais apto e competente para o efeito. Será progressivo, pois a óbvia resistência médica terá de ser vencida (tal como aconteceu nas SIV), mas a seu tempo as mentalidades transformar-se-ão. E claro, de apoio na rectaguarda estarão sempre os Bombeiros e Tripulantes.
É uma questão de ter o profissional certo no local certo.

E quem achar o contrário, perdoe-me (não quero ser o dono da verdade), mas não está ciente da complexidade do mundo que o rodeia. Há certos aspectos que nunca poderão ser compreendidos e assimilados por determinados profissionais. A esses chamamos de "crónicos", pois o seu entendimento acerca desta matéria é de tal forma tendencioso, que nunca terão uma pesperctiva correcta da mesma.
São esses que infelizmente proferem afirmações ignorantes e que só os prejudica.
Tão certo como isso, é o facto da palavra-chave na EPH ser "equipa"! Ou não concorda?
 
Bem dito "doutorenfermeiro": falam da nossa falta de humildade mas o que se vê a o contrário... como podem ser egoístas ao ponto de pensarem mais em vocês do que nos doentes? Sim... porque ao preferirem-se em vez de um enfermeiro estão a demonstrar o vosso interesse pessoal e não o do utente...pois para o utente é melhor o enfermeiro...como é que podem haver dúvidas a este respeito? isto é bater numa parede...
 
Com comentários como o doutor enfermeiro (excelente comentário!) e o magistral estratega, acho que já não há dúvidas...
Se ainda houver, bem, então o problema já deve ser outro...
 
Será que os senhores enfermeiros ainda não perceberam que isto é uma medica politica, e não úma medida técnica? Percebem as diferenças? Talvez não...
 
Será que o anónimo das 8:33 não percebe que o papel do enfermeiro na globalidade da Saúde em Portugal está subvalorizado/subaproveitado por razões políticas? Tudo é política e é devido à Política que ainda não somos nós que temos a preponderância nos CSP.Também é devido à política que os enfermeiros ainda não prescrevem fármacos. Que também é devido à Política que as instituições privadas estejam a crescer como Cogumelos em Portugal. Que também é devido à política que existem listas de espera?
A política tem a ver com tudo, elementar anónimo das 8:33...
 
Infelizmente o que nasce torto difícil se endireita, hoje o iluminado da SIV de Odemira não quis trabalhar, ambulância ficou INOP, é a emergência no seu melhor, já não faltavam as VMERs a ficar INOP, agora também esses também, somente trabalham quando querem brincar as emergência.
Já se fartaram do brinquedo novo?
 
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