quarta-feira, dezembro 05, 2007

(Modelo de) Desenvolvimento Profissional: perspectivas dos candidatos!




A suposta solução (?) para muitos problemas da Enfermagem chama-se Modelo de Desenvolvimento Profissional (MDP), e é o instrumento estratégico da Enf. Maria Augusta de Sousa para os próximos quatro anos, e que a mesma usa como bandeira eleitoral. Com este instrumento pretende regular a profissão com base na certificação de competências profissionais.
Este modelo organiza-se "a partir de um período de internato de Enfermagem (com a duração a definir pela OE), constituído por duas fases", das quais o referido internato é primeira.

Em que consiste este internato?

Num ano de "exercício profissional tutelado", com um "programa formativo proposto pela OE (experiências de cuidados + formação + investigação)", tendo como referência as competências do Enfermeiro de cuidados gerais.
As condições de acesso e de avaliação serão definidas pela própria OE.

O que é que este modelo implica logo na primeira fase?

O número de vagas a criar para este internato será definido anualmente, mas presume-se que esse número será sempre inferior ao número de alunos que conclui todos os anos o curso superior de Enfermagem, o que pressupõe que não haverá vagas para todos, deixando licenciados de Enfermagem sem possibilidades de progredir e exercer.

Com este modelo, a Enf. Maria Augusta de Sousa admite que a qualidade das escolas fica aquém do pretendido (o que confirma a ineficácia da OE), que o fluxo formativo, ao contrário do que muitas vezes quer fazer crer, está desregulado e fora de controlo, e que a OE ao invés de intervir na fase de admissão ao curso de Enfermagem através do accionamento dos mecanismos necessários, tenta contornar a situação, barrando o acesso à profissão a muitos licenciados, permitindo o fácil acesso ao curso e a banalização completa da profissão.

Em poucos anos existirão milhares de licenciados em Enfermagem, que ficarão impossibilitados de continuarem o seu percurso, o que logicamente promoverá guerras entre a classe e a destabilização profissional, o que eu discordo completamente.

O mais vantajoso seria intervir junto do acesso ao curso, impedindo a proliferação descontrolada de vagas e o acesso facilitado que desprestigia a Enfermagem. A negociação com a tutela torna-se inevitável para impedir o caos formativo. Instaurar uma política de numerus clausus a variar de acordo com as necessidades, e afinar e uniformizar os critérios de admissão ao curso, será o mais lógico, e o que reflectirá uma maior qualidade nos alunos e futuros profissionais.

Em relação ao modo de certificação de Enfermeiros especialistas de acordo com a prática clínica + formação + investigação, concordo. Nesta fase, este tipo de condições já são mais exequíveis e lógicas, e terão como consequência uma melhoria e uma mais-valia para a formação dos Enfermeiros especialistas. Concordo com a segunda fase do MDP proposto pela Enf. Maria Augusta de Sousa.

Urge também certificar quais os campos de estágio que reúnem condições para a formação de alunos (visto que devido à falta de locais de estágio, muitas escolas enviam os alunos para creches, lares, escolas, etc, o que é inaceitável e impensável para a formação de Enfermeiros). Neste momento, e durante os últimos quatro anos não existiu qualquer tipo de regulação e controlo. E mesmo sem controlo, a Enf. Maria Augusta de Sousa continuar a içar a bandeira da falta de Enfermeiros...
*****

A perspectiva do Enf. José Correia Azevedo (Lista C) sobre esta matéria é clara, consistente e faz uso do poder da OE como entidade reguladora da profissão. Não descrimina Enfermeiros, promove a qualidade e uniformidade formativa, devolvendo o prestígio ao ensino de Enfermagem e criando crivos selectivos no acesso ao curso, impedindo a sua banalização.

Especialmente para o doutorenfermeiro.blogspot.com, o Enf. José C Azevedo apresentou o seu ponto de visto sobre este tema essencial:

"De facto tudo isto foi longe de mais e impõe-se definir uma estratégia correcta.Como sabe a alínea j do art. 3º do DL 104/98 - Estatuto da Ordem determina que: …."pronunciar-se sobre os modelos de formação e a estrutura geral dos cursos de enfermagem".

Não pode haver referência mais clara acerca da responsabilidade directa da Ordem dos Enfermeiros na definição dos cursos a ministrar. A inversa vai dar ao mesmo: se um curso está a funcionar sem o parecer favorável da OE esse curso não tem condições de prosseguir.

Não vale a pena inventar propostas de desculpa serôdia. Se a lei atribui à OE a competência de se pronunciar, sobre os cursos de enfermagem e todo o circunstancialismo que os rodeia, não precisa mais do que verificar as condições à posteriori, já que o não fez à priori e propor a suspensão dos que não estão, em consonância com o parecer da Ordem, condição essencial de funcionamento, (desculpem: falta esse parecer da OE, na documentação das escolas que, como cogumelos, pululam por todo o norte do país, curiosamente):

Ora como ia dizendo já ouvi à ainda bastonária, numa AG que isso dos cursos e das escolas era com o ministro da ciência e da arte e das letras: letra.
É que aquilo está ali escrito porque o Estado delegou na representação mor dos enfermeiros a capacidade de dizer o que entende por um enfermeiro me como deve ser formado para estar de acordo com o que a OE entende por Enfermeiro. Pelos vistos a OE não tem entendido nada e a formação tornou-se um modo de vida fácil e rentável, para alguns e desgraça para muitos que investiram muito para terem um emprego garantido.

A conclusão é óbvia: há aqui muita responsabilidade, sobretudo dos que se aproveitam dos pregões de faltam 20000 enfermeiros, dizem uns; não, faltam 11.000, dizem outros. E os desempregados crescem e os salários degradam-se, aviltam-se.
O problema é complexo, no entanto, quando um problema é bem equacionado tem sempre solução, determina a lógica.

A primeira questão é circunscrever ao mínimo as vítimas do lucro fácil;
a segunda é usar as competências da Ordem para essa circunscrição ou delimitação, tendo a coragem e o dever de dizer o que está mal e cortar-lhe as raízes sem tergiversações, nem conveniências; em terceiro lugar nunca dizer quantos enfermeiros faltam sem fazer uma previsão correcta, tendo em conta o papel que se pode exercer no emprego dos que se formam; quarta, não inventar maneira de prolongar o desemprego através de cursos que nunca mais acabam: estão sempre à espera da última moda.
De indefinição em indefinição chegamos ao estado actual que é alarmante, para quem tiver sensibilidade para com a desgraça alheia.
a
Reduzir os excessivo número de enfermeiros, passa por exigir qualidade idónea nos cuidados de enfermagem que deve definir com clareza onde faltam os enfermeiros e impor, como lhe compete, a sua colocação. Com efeito, os que estão formados são os primeiros a requerem a nossa muito especial atenção. Tenho vindo a dizer que a área dos cuidados primários tem de absorver muitos milhares de enfermeiros, para que se transforme numa assistência de qualidade, como já foi experimentado com êxito noutros países.

Não pode haver o sacrifício de enfermeiros pois a sobrecarga aumenta a possibilidade de erro. Garantir a qualidade em todas as circunstâncias, dos cuidados de enfermagem é competência da Ordem. Vou exercê-la. Por isso meu caro e atento doutorenfermeiro o problema tem solução e até fácil desde que se actue correctamente em função da Enfermagem cuja natureza e problemática deve estar sempre presente enquanto Bastonário. O meu lema não é agradar mas sim cumprir com eficácia o que interessa ao bem comum, máxima suprema de qualquer deontologia e ética.

O que convém à Enfermagem é o que me convém, como Bastonário.

A nossa Ordem tem sido muito conduzida em vez de ser condutora e esta é uma questão de fundo que só uma mudança, um enxerto no sítio certo pode corrigir."
a
"A certificação de competências só faz sentido, não para os cursos deficitários das escolas (quais escolas?), mas para a formação extra-escolar, com o enfermeiro contratado como tal, pois o modelo dos cursos de enfermagem já tem uma dose de prática, devia ter, que habilite para a profissão, exercida com a segurança, que essa prática confere.

Sendo os cursos feitos com a observância desse predomínio da prática sobre a teoria, a Ordem deve emitir a respectiva cédula. De contrário estaria a permitir o funcionamento de cursos que teriam de ser eternamente complementados, mantendo o “sempre estudante”, no dizer da cantiga. Esta é a formação geral, base de toda a outra."

"Criar um internato de um ano para suprir carências de formação é uma forma de fugir à questão essencial. Impõe-se saber quando termina o curso de enfermeiro e quando é que a escola o dá por completo.
Se a Ordem tem possibilidades de controlar durante 4 anos a qualidade do ensino, exigindo dos professores e da escola formação teórico-prática adequada à prática da Profissão, estar a criar um ano de estágio, obviamente remunerado, para complemento do que não foi e devia ter sido feito antes, é perda de tempo.

Quem lhe responde, depois de terminar o curso geral de enfermagem começou a trabalhar com estagiário, categoria que antecedia a de enfermeiro de 2ª classe.
Trata-se de um curso que deve ter maioritariamente formação prática. Por isso parece-me mais fácil exigir às escolas essa condição, a priori do que estar a tolerar deficiências às escolas e lançar sobre os alunos mais um ano de complemento de insuficiências, a posteriori. É adiar por mais um ano um problema que tem de ser resolvido, a priori, na escola.
"

"A formação especializada, esta sim, credenciada pela Ordem, pode ter duração variável e é comum a todos os enfermeiros, sob o nome de internato (à semelhança do internato complementar e de especialidade dos médicos).
A Ordem deve exigir às escolas qualidade, senão providencia o seu encerramento junto de quem as autorizou a funcionar sem estarem garantidas as condições de reconhecida idoneidade. Dar num ano o que não deram 4, é pouco.

"Uma das competências da Ordem (Artº 3º do seu Estatuto) é promover o desenvolvimento da profissão. O que estamos a assistir é ao definhamento, ou morte lenta. Promoverei a investigação para fundamentar cientificamente a evolução."
a
"Se continuamos a desperdiçar as nossas potencialidades, no sentido aristotélico do termo (a potência contém já o acto, “em potência”) nem para 100 enfermeiros arranjamos lugar, quanto mais para 11 milÉ óbvio que a afirmação de que faltam no país x ou y enfermeiros sem ter critérios definidos para saber o que é o enfermeiro (daí a possível confusão com os auxiliares), é duma imprudência inqualificável, que só agrava a situação dos realmente enfermeiros diplomados, como tal... "

Comments:
EXCELENTE POST!
É isto que os enfermeiros pretendem saber....
 
Este comentário foi removido por um administrador do blogue.
 
Acho esta discussão pertinente, e neste aspecto partilho da opinião do enf. josé azevedo!
 
Ena...

Inda agora começou este post e já há mensagem eliminada ???

Vai ser engraçado....
 
A piada é que a mensagem nem tinha nada de mal, mas ia contra as convicções ai do enfermeiro.
 
Descontando a forma capciosa como colaca a questão, e de uma vez por todas façamos uma análise objectiva :

1 - Efectivamente nem a OE nem nenhuma outra pode impedir a proliferação de cursos nas mais variadas áreas nem impedir o número de vagas postas à disposição. Pode isso sim barafustar contra isso, mas pouco ou nada mais.

Veja-se o que se passa por exemplo com os arquitectos e engenheiros. A única forma que utilizaram até agora para impedir isso foi ( o que agora a nova proposta de lei vai tornar ilegal) obrigar a um exame à entrada na ordem. E já agora, porque se compara tanto com os nossos “colegas” médicos este ano lectivo foram abertas mais 100 vagas nas faculdades de medicina e o ministro da saúde já avisou que durante os próximos 5 anos irão ser abertas mais 1500, isto apesar da “força” da OM e de terem protestado…

É exactamente por, em termos objectivos e directamente não poder, que a OE pretende com o MDP regular o acesso à profissão já que não pode regular o acesso à formação.

2 – Ao contrário do título do post, nunca poderá haver posição da MAS versus EA quanto a esta matéria porquanto o EA votou na assembleia geral o modelo da OE proposto, nos EXACTOS termos em que a proposta foi feita e votada. Não vi, nessa votação em que estive presente, o EA apresentar NENHUMA alteração à proposta. Assim sendo, mesmo que EA seja bastonário tem que desenvolver o modelo apresentado ou então convocar nova assembleia para fazer aprovar o que pretende, que bem vistas as coisas, tem diferenças significativas pelo menos no que agora diz….

Ora, se realmente há duas prespectivas diferentes seria bom que se demonstrasse, em concreto, que que asectos serão de eventualmente modificar.
 
Desde que haja respeito, nenhuma mensagem será eliminada.
Aqui há democracia e liberdade opinativa!
 
Sinceramente não percebo este post porque tanto quanto sei das posições de cada um e do que me pareceu na assembleia geral o UNICO ponto em que os dois estavam convergentes era exactamente no modelo de desenvolvimento profissional. Mas as pessoas tem direito a mudar de opinião. Deveriam era explicar porquê !!!
 
Já se perguntaram o porquê da maioria das ESE ter votado contra a proposta do modelo desenvolvimento profissional ??? Exactamente porque SABIAM que se este fosse aprovado, a OE poderia fazer uma coisa que até agora não pode - controlar o acesso à profissão, isto é, por esta via as escolas a pouco e pouco deixam de ter candidatos ( logo ao lucro fácil) à licenciatura porque apesar de formados em enfermagem só terão acesso à profissão após o "internato". Como sabem até agora, basta terminar o curso e a OE é obrigada a aceitar os novos membros porque saídos de cursos autorizados e reconhecidos por quem tem o PODER para isso, o ministério da ciencia e ensino superior.
 
E o que vai ser dos que ficam de fora do internato?
 
É uma boa pergunta a fazer aos 3 candidatos.

Logicamente que nem todos os que saiem das escolas vão ter lugar nos internatos :

1- Porque os internatos ( exactamente como nos médicos) estão sugeitos a numero de vagas em função da sua capacidade formativa.

2 - Porque nem todos os serviços das instituições vão ter capaciddae formativa e IDONEIDADE formativa reconhecida pela OE.

3 - Todos serão sugeitos a candidatura para o internato



Mas isto. sou eu a falar,que não sou candidato a coisa nenhuma.
 
Reparem :

Os médicos dentistas protestam que há dentistas a mais - não me consta que tenham diminuído o numero de vagas...

Os advogados protestam o mesmo - solução a mesma...

Não há muitas mais vagas para medicina( embora aos poucos ~irem aumentando) porque é dificil em Portugal implementar com a mesma facilidade que em outros cursos, faculdades de medicina.

Há cerca de 40.000 professores no desemprego (incluíndo uma filha minha ) , só agora é que as Universidades ( elas próprias e não outros )estão a reduzir a oferta....por falta de procura.

Não tenham dúvida que vai ser isso que vai acontecer com a enfermagem. Os eventuais candidatos vão pensar bem antes de escolherem esta hipótese de profissão.
 
Em 1983 reduziu-se o número de vagas na Enfermagem. Basta haver vontade e liderança.
 
Meu caro, em 1983 só haviam 4/ cinco escolas privadas mas integradas no ensino oficial e pouco mais de uma duzia de escolas oficiais.

Agora há quase 50 entre umas e outras.
 
Em 1983, as escolas só aceitavm um curso por ano com uma turma de cerca de 30 alunos, raramente haviam duas turmas de entrada no mesmo ano, por imposição da tutela conjunta da saude e da educação. A patir de 1989, por imposição das mesmas tutelas foram aumentadas as entradas para o dobro e duas entradas ao ano, em outubro e março.

E começou aí( bacharelato - ensino superior )o crescimento desmesurado das escolas privadas, algumas com entradas ao ano de 200 ALUNOS !!!

E isto porque politicamente interessou aos governos sucessivos aumentar ( para a comuniddae europeia ver )que somos um País desenvolvido ....porque aumentámos ataxa de ingresso dos portuguese no ensino superior.

Só isto... mais nada.
 
... depois admiram-se do desemprego!
Não basta haver emprego! É necessário emprego bem remunerado e com condições, e com excesso de profissionais tal é impossível!
 
Este comentário foi removido pelo autor.
 
Caro Dr. Enfermeiro excelente explicação embora algo tendenciosa, não?

De facto foi aprovado na última assembleia-geral, pelos enfermeiros o modelo de Desenvolvimento Profissional, que falta operacionalizar. Ora aqui é que eu defendo que haja a Continuidade. Não concordo quando diz o que o Enfermeiro Azevedo defende para o modelo... Este pode ter a sua opinião, MAS o Modelo ESTÁ APROVADO e contou com a colaboração de todos os Enfermeiros que atenderam às Assembleia Gerais (para que saibam o transporte era gratuito).

Na altura não concordei que Enfermagem Comunitária deixasse de existir e pronunciei-me eu e os restantes 60 colegas(que estivemos em presença fisica, mais os restantes que se pronunciaram via e-mail ou cartas) que nos mobilizamos para discutirmos esta realidade. Fomos ouvidos (logo vale a pena participar, mesmo quando fomos em rota de colisão ao que a Ordem propunha). Em suma conseguimos apresentar os nossos argumentos e este Ramo das nossas especialidades manteve-se!

Citando: "Criar um internato de um ano para suprir carências de formação é uma forma de fugir à questão essencial. Impõe-se saber quando termina o curso de enfermeiro e quando é que a escola o dá por completo."

Penso que todos concordamos que actualmente para ser Enfermeiro e exercer basta ter um "canudo" para poder exercer. O que traduz para a sociedade em geral que aquele Enfermeiro tem as mesmas competências do que os restantes que já contam com anos de experiencia na prática clínica.

Isto é UM ERRO, uma falácia, todos sabemos que um Recem formado, não tem a mesma habilidade técnica, cultural e profissional, que um enfermeiro da pratica! Defendo e defendi tb nas Assembleias que os Enfermeiros (quem me dera ter tido este tempo remunerado, para poder integrar-me) devem ter este estágio. Internato geral de um ano com a SUPERVISÃO de um Enfermeiro ao longo de um ano (pessoalmente defendo que o Enfermeiro Supervisor tenha que ter ou ganhar competências no âmbito da Supervisão de alunos. Eu senti essa dificuldade e estou actualmente a tirar um curso nesta área (a realidade muda).

Somos Enfermeiros, mas vivemos num Mundo em constante alterações, quer económicas, politicas, culturais. Assim entendem com facilidade que se a um Gestor Privado propuserem ter um Enfermeiro Generalista e um Especialista este escolherá um generalista, pois é mais barato, independentemente dos cuidados serem prestados com menos qualidade e\ou chegando muitas vezes a criar situações de perigo.

Assim ao alterarmos este Paradigma Profissional teremos que fazer emergir em nós uma nova forma de pensar, um novo Paradigma Mental, como referes "Dr. Enfermeiro" teremos uma Realidade nova. Isto JÁ FOI aprovado e foi trabalho FEITO ao longo dos últimos 4 anos!!!!

Temos a Ordem a DIZER CLARAMENTE que São NECESSÁRIOS ESPECIALISTAS nos Serviços e que a formação que até agora envolvia grande VIOLENCIA nos Enfermeiros pois era feita em Regime de acumulação terá que ser feita no contexto de trabalho e TODOS OS ENFERMEIROS tem que se Especializar.

Ora isto faz com que a realidade de que o Enfermeiro sabe muito de tudo e que pode circular por qualquer serviço acabe!

Voltando a Citar: "A certificação de competências só faz sentido, não para os cursos deficitários das escolas (quais escolas?), mas para a formação extra-escolar,"

ISTO JÀ FOI APROVADO!!!!!!

Em suma li e vi que referem "ser instrumento estratégico da Enf. Maria Augusta de Sousa" não é um instrumento é uma realidade que TEM E DEVE SER OPERACIONALIZADA, já existe, não se vai inventar nada, já foi discutida!

Agora é necessário faze-la aprovar em Assembleia da Republica e discutir os perfis dos Enfermeiros supervisores, das instituições onde os alunos poderão fazer os internatos, do seu percurso académico e na prática clínica. As escolas terão obrigatoriamente de se adaptar a esta nova realidade formativa.

Por isso Dr. Enfermeiro, resolvi aceitar o convite para pertencer à Lista D (secção Norte, pois acredito que é possível mudar este pântano formativo com o trabalho que já foi desenvolvido, por isso mantenho a minha opinião pessoal de que a Continuidade e a lista D é o melhor caminho.

Acredito que hajam opiniões discordantes, ainda bem, também as tive na discussão deste novo modelo, expressei-as, estive presente. Todos fazemos a Ordem, assim como todos fazemos a imagem Social do que é ser Enfermeiro.

Boa Discussão!

www.consigopelaenfermagem.org
www.enfermagemsu.blogspot.com
 
Doutor Enfermeiro, nunca o tinha visto como papagaio do Azevedo, fica-lhe mal.
 
Sem dúvida que partilho da opinião do EA. O controlo de acesso à profissão deve começar na entrada do curso e não após o términus do curso. Porque se não ficava quase tudo na mesma, senão ainda pior. É necessário urgentemente diminuir o número de vagas, ou ficaremos brevemente pior que os professores em matéria de desemprego.

cmp
 
Parece que o Enfº Azevedo que proibir as acumulações dos Enfermeiros ao dizer que estes não podem sofrer sobrecargas...
 
Proibir as acumulações?? Vai ser dificil! Como todos gostamos de ganhar uns trocos a mais.
A exclusividade também deve ser remunerada.
 
Proibir as acumulações?? Vai ser dificil! Como todos gostamos de ganhar uns trocos a mais.
A exclusividade também deve ser remunerada.
 
Caros colegas:

Mais uma vez a minha opinião contempla a do "lifepassenger".
Devemos ter a noção que não é a OE que impede a formação de enfermeiros!
Pode de facto aprovar um plano de estudos universal para o país.
Mas mesmo o ensino médico, entre outros, difere de faculdade / politécnico para faculdade.
Portanto, é uma falácia tentar controlar o ensino!
O internato é uma boa opção!
Eu oriento estágios, e não é com um mês que um enfermeiro sai preparado p o mercado de trabalho.
Comparando com os médicos - também estes têm inumeros estágios, mas é no internato geral que começam a sua prática e se tornam autonomos. Todos sabemos disso. Iniciam até uma bondade falaciosa p com os enfermeiros nessa altura, e viram o bico ao prego qd passam a ser IC.
Portanto aprovo e votei na Ass Geral da OE a favor do internato. Não se trata de copiar simplesmente o meodelo médico, mas também o modelo dos advogados, etc....



Cumprimentos
 
Campanha eleitoral da Lista D na SRN: infâmia ou desespero de causa ?

Desde há vários dias que os elementos da LISTA A, têm vindo a ser alvo de vários ataques pessoais perpetrados pela lista denominada como rival – lista D, durante a sua campanha eleitoral para a SRN.
Vários elementos desta última lista (conotada com a actual Bastonária), nas visitas que efectuam aos vários serviços de Saúde, têm primado, mais do apresentar o seu programa de acção (onde está ele?..), por tentar denegrir, chegando às raias do insulto, a candidatura da LISTA A. Afirmam entre outras insinuações, que os elementos desta lista não têm a “experiência” nem são conhecidos nos “meios” da Ordem, para sequer se dignarem apresentar uma candidatura. Tentam ainda a todo o custo integrar a nossa candidatura numa outra de qualquer candidato a Bastonário.
A LISTA A gostaria de questionar esses mesmos elementos, se porventura já nasceram no seio da Ordem ou onde estava a experiência da lista D aquando da sua candidatura inicial (ou actual para muitos dos seus integrantes). Desconhecíamos até ao momento que algum dos estatutos da OE, definisse que só poderia candidatar-se alguém pertencente a determinado “clã” ou “seita” conhecido no referido meio da Ordem, mas apraz-nos ver até que ponto estes “enfermeiros” em campanha, se demarcam à partida dos restantes colegas, julgando porventura pertencer a outra casta ou nível diferente do nosso.
Talvez por isso, caros actuais corpos da OE, a adesão às assembleias seja tão reduzida! Talvez por essa mentalidade, a OE precise urgentemente de elementos que verdadeiramente se identifiquem com os profissionais em exercício. Talvez por esse tipo de pensamento os Srs. perderão as eleições no próximo dia 13. E talvez por isso, todos os verdadeiros enfermeiros fiquem a ganhar....
Continuem com os vossos ataques autistas, mesquinhos e falta de ideias.
Nós continuaremos a primar por uma campanha isenta, respeitosa e construtiva
 
Habilitações Académicas:
Frequência de Curso Geral de Enfermagem, na Escola de Enfermagem Ana José Guedes da Costa e exame de estado na Escola de São João; Curso Complementar de Enfermagem, secção de chefia e secção de ensino, na mesma Escola São João; Licenciatura em Filosofia pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto; Mestre em Ética da Saúde, na Faculdade de Ciências Humanas da Universidade Católica;

Mas o que é isto: Frequência do curso de Enfermagem? Exame de estado? Mas o homem não é enfermeiro? E como tem a cédula da OE?
Expliquem-me que isto não entendo. Por favor! Alguém que saiba a realidade actualizem-me.
 
Cara Lista A , ou ao colega que se intitula como pertencente à lista A .

Que ataques mesquinho refere, expliquh! Senão o faz eu refiro, no meu Hospital assisto de forma alarmado ao retirar de cartazes da LISTA D por parte de elementos da vossa Lista!

Sou enfermeiro e espero além de tudo que haja discussão de ideias, mas este tipo de atitutes infantis em nada vos beneficia! Continuem a gastar sim dinheiro em rádios, como conseguiram dinheiro para tal. convido os colegas a ligarem para a dita radio e perguntarem quanto custa 1 minuto de publicidade.
 
Assim vai o mundo:
Os interesses começam a vir à tona, embora disfarçados.
Andei à procura do que fez a MAS nos 8 anos e meio que está na OE e não vi nada de proveito além da linguagem monótona e repetitiva, e por cima, vazia de conteúdo.
É óbvio que a OE não vai fechar escolas mas pode agir sobre as que funcionam para encher bolsos e sacrificar vítimas inocentes.
É à OE que compete regular o exercia e não às escolas.
Aliás muito do que está dito acima vem de lá e com o EA as coisas vão adquirir uma pureza original: a césar o que é de césar.
Por andarmos todos a fazer o mesmo é que não saímos da cepa torta que cada vez se entorta mais.
A mudança não é uma ideia do EA: é uma necessidade imperiosa da Enfermagem.
Os modelos que não vos preocupem, pois são dinâmicos. É preciso saber definir-lhes os contornos e não ficar agarrado ao que alguns curiosos teóricos aventam. Por isso é que os Enfermeiros têm sido vítimas de projectos (inacabados) dos que só têm projecto, mas não executam. Fazem lembrar os professores que só ensinam mas não sabem o que ensinam: é por ouvirem falar. "Quem sabe faz; quem não sabe, ensina."
Está a chegar ao fim um ciclo de impasses; venha o ciclo de dinâmicas. Voto na mudança e de quem é capaz de mudar: VOTO AZEVEDO QUE NÂO TEM MEDO À MUDANÇA!!!
 
Leram hoje o artigo no Diário de Noticias na página 11?

Afinal a nossa ordem tam muito a explicar e a MAS ainda mais.........

Vamos ver se ainda temos eleições no dia 13.....

Que vergonha termos chegado a este ponto. Uma bastonária que quer ganhar à força e não lhe interessam os próprios estatutos da OE.....

Tudo vale nesta campanha.....
 
Anónimo do expresso das 1:51 AM, não vale tudo nesta campanha.
Há erros que a ex-Bastonária vai pagar caros, pois é dela a responsabilidade de tudo o que está a acontecer.
Prometeu à MAG que iria criar as condições para os votos por correspondência chegarem até 29/11/07 a casa de cada um. A alguns ainda não chegaram, lá.
Como vão alinhavar este remendo?
Certamente como têm feito com os outros.
É uma tristeza que está a passar a desvergonha.
 
Anónimo do expresso das 1:51 AM, não vale tudo nesta campanha.
Há erros que a ex-Bastonária vai pagar caros, pois é dela a responsabilidade de tudo o que está a acontecer.
Prometeu à MAG que iria criar as condições para os votos por correspondência chegarem até 29/11/07 a casa de cada um. A alguns ainda não chegaram, lá.
Como vão alinhavar este remendo?
Certamente como têm feito com os outros.
É uma tristeza que está a passar a desvergonha.
 
De que consistia o exame de estado na enfermagem?
De provas escritas;
de provas práticas;
de provas orais.
As escolas ditas oficiais também faziam estes exames aos seus alunos.
Assim fica o esclarecimento completo para que alguém faça figura do que não é ao falar de exames de estado na enfermagem.
 
Eu acho que o lobbie das escolas já chegou aqui... É melhor voltar ao modelo contra o qual a maioria dos enfermeiros votaram, mais uma vez denota que esta lista respeita a opinião dos enfermeiros, assim vamos longe de 4 em 4 anos mudamos de estratégias é assim que ganha a enfermagem... PALHAÇADA...

Por algum motivo as escolas eram contra a proposta da ordem dos internatos, porque vão perder alunos e claro dinheiro... Vamos ajudá-los vamos votar na C...
 
tenho tanta pena das escolas é que vou já a correr votar lista D para a palhaçada ser ainda maior. vá lavar os olhinhos e veja com olhos de gente o que se está a passar. os enfermeiros estao completamente perdidos, com devoradores por todo o lado a querem exercer funções de enfermeiro e a OE impávida e serena. isso é que é palhaçada. vamos mudar porque durante 4 anos nada de bom foi feito... deves ter a barriga cheia por isso é que dizes isso, mas vais passar fominha vais e depois vais ver o que é bom...
 
Pois caro colega corajoso e anónimo é com esse tipo de atitude que continuamos em frente... Vou ver se encontro debates mais construtivos e menos baixos e pelo menos com gente a dar a cara...
 
boa tarde!
Sou aluna de enfermagem, de uma escola com alguma historia e, estou neste presente momento a realizar um trabalho sobre o processo de bolonha e o seu impacto bem como a aplicaçao do novo modelo de desenvolvimento profissional.
Fiquei simplesmente aterrorizada com a serenidade e exuberancia descabida com que a OE publicita o novo MDP!
Espero sinceramente que este modelo ou ALGUMA COISA seja regulada no sentido de nao banalizar o acesso nem desmotivar os ja licenciados.

Há dias assisti a um colóquio realizado na minha escola com um membro da OE da região Centro e foi uma "palhaçada" (perdoem-me a expressao), o individuo SR.Enf.Director narcisista e arrogante, basicamente nos "obrigou" a considerar a migrar para fora do pais. Nada sabia sobre o novo MDP, pois mal sabia explicar em que ponto isso nos afectaria, bem como pouco faltou para nos acusar de "histeria" à nossa revolta contra o nevoeiro imenso que nos aguarda ate 2010!
Alem disso parecia completamente desconhecedor de problemas da precaridade contractual e de trabalho que colegas tem no nosso pais e no estrangeiro!

Foi, na minha opiniao, uma intervençao infeliz, a deste individuo que representa uma instituiçao que luta/rege os nosso direitos/deveres.

Gostaria de ver uma Ordem mais "concretizadora" do que em estado de "campanha"...E sobretudo alguma comunicaçao com outras entidades, (que parecem mais proximas e conhecedores das dificuldades que se verificam na carreira de enfermagem bem como nos profissionais)...

Mas bem, todos sao amigos e, uma mao lava a outra...
 
...
 
Boa noite...

Sou aluna da licenciatura de enfermagem, numa escola pública que resulta da fusão de outras escolas públicas, não vou dizer quais por respeito à instituição que me ensina. Já fiz bastantes ensinos clínicos, tanto na escola em que entrei, como nesta em que, e perdoem-me a expressão mas é aquela que me parece mais apropriada, sem me perguntarem nada me meteram e obrigaram a aceitar um plano de estudo, com o qual não concordo uma vez que, em conversa com profissionais, me apercebo que é insuficiente e, em muitos aspectos, completamente desligado da realidade da enfermagem, mas enfim...
Desmotivação e cansaço são as palavras que mais se ouve nos corredores da minha, que é como dizer a escola que me impingiram, escola, mas nada disto interessa porque, quando manifestamos a nossa condição aos professores, eles dizem-nos que devemos perceber que "a culpa é de bolonha" e que nos temos de mexer e queixar às "autoridades competentes", e a pergunta surge quem são essas "autoridades"? A resposta é qualquer coisa como insuficiente, não existente, ruidosa ou, sem qualquer exagero, violenta ou agressiva.
A isto os senhores enfermeiros, que até tem a sorte de ter podido realizar a vossa formação em turmas de 30 alunos ou cle's de 70-80 alunos, poderão dizer que estou a exagerar. Pois muito bem devo então dizer que contabilizadas as horas de contacto (horas de aulas), as Orientações tutoriais (com 70 alunos em sala de aula) e as horas de trabalho autónomo obrigatórias, tenho mais de 24h diárias de estudo, sem direito a fins-de-semana. A resposta que recebo a isto é simples, "oh menina qual é o aluno que lê tudo e trabalha tudo, vocês não fazem mais nada e nem o trabalho que vos damos fazem", mas não era suposto fazermos pergunto eu? Não, pelos vistos não! O objectivo é a reflexão estruturada em regras que não nos são dadas ou que nos são dadas de forma insuficiente, mas talvez eu esteja a exagerar...
No entanto, observo colegas de outras escolas, também de enfermagem, e consigo perceber a clara diferença de qualidade de formação e exigência, e, claro em alguns casos não a diferença de exigência mas a diferença de condições...
 
Bolonha é uma desculpa, bolonha não preconiza pessoas mal formadas, preconiza sim pessoas muito apoiadas na sua formação. Bolonha é a desculpa de muitos professores que deviam ter vergonha de se intitularem professores...

No entanto, eu penso muitas vezes "já falta pouco" e "dentro em pouco tempo serei licenciada em enfermagem", é outra luta bem sei, até porque esta não é a minha primeira licenciatura, no entanto sei que pelo menos sou reconhecida pela OE como alguém com capacidades para exercer a minha profissão, ou pelo menos pensava eu... entretanto chegamos esta história do MDP e a conclusão a que chego é a de que "devem estar a gozar comigo, só pode"! Agora não sou enfermeira, nem nada parecido, posso ser uma coisa assim parecida e poder ou não exercer enfermagem dependendo de um ridículo internato que se baseia em nada, basicamente, e depois a justificação que me dão para o internato é controlar o acesso à profissão, que a abertura de vagas é da competência do ministério do ensino superior, que as outras ordens também o fazem! Tretas... Digo-vos, assim directamente, tretas....

É verdade que algumas ordens têm exames de acesso, mas por exemplo a ordem dos engenheiros não tem esse exame para escolas ou institutos aos quais não reconheça o curso como habilitado, assim a ordem dos engenheiros controla o acesso à profissão, é simples de o fazer e não são necessários internatos ridículos para fazer o mesmo que outro enfermeiro faria acabado de sair do curso por um valor inferior ao que se teria de pagar a um enfermeiro reconhecido pela OE. Querem aumentar a precariedade, este é um bom caminho, sem dúvida...

Comparar os enfermeiros e o seu possível internato com o dos médicos é ridículo pelo simples facto dos estágios dos médicos serem completamente diferentes dos da enfermagem, logo não é comparável...

Acho que não tenho mais nada a dizer...

Obrigada
 
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