quinta-feira, Janeiro 03, 2008

A culpa é do Enfermeiro da triagem?!?!?


"Esta quarta-feira, infelizmente, faleceu uma utente de 85 anos numa maca do Serviço de Urgência (SU) do Hospital Infante D. Pedro (Aveiro)..." - tal como eu, penso que muitos de vós leram ou ouviram esta notícia.

O Hospital de Aveiro assumiu de imediato as responsabilidades, e nos media, o Conselho de Administração referiu a necessidade em abrir um "inquério" para apurar responsabilidades, e cautelosamente, afirmou que o SU teve um "pico pontual de ocorrências" que dificultou o trabalho dos profissionais de saúde.

Contudo, num canal de televisão, a directora clínica (quem mais?) do mesmo hospital, escandalosamente, e sem evidências objectivas, afirmou que a culpa era do triador, que é como quem diz indirectamente, do Enfermeiro que fez a triagem!!! Acrescentou, que "talvez deveria ter sido atribuída outra cor". É vergonhoso culpar a Triagem de Manchester e o respectivo profissional de Enfermagem!

O Enfermeiro da triagem, segundo o que refere a comunicação social, cumpriu o seu papel. Atribuiu a cor amarela à utente (com uma aparente Insuficiência Cardíaca Congestiva descompensada), que é sinónimo de situação urgente (representativa de risco de vida), pelo que o tempo de espera máximo para atendimento médico, seria de uma hora.

A utente foi encontra já cadáver, por um bombeiro, após 4 horas de espera, sem ser observado por médico algum! E a culpa é do Enfermeiro??


P.s. - Porquê é que são os Enfermeiros a fazer a triagem (de Manchester)?
Podia explicar recorrendo a um vasto número de estudos, mas segundo o médico Dr. Rui San-Bento (Director Clínico do Hospital Divino Espírito Santo, 2004), a explicação é simples:

"(...) A decisão de ser um enfermeiro, e não um médico, a realizar esta triagem tem a ver com a eficácia de cada uma destas classes profissionais a este nível. “Está provado que os enfermeiros têm melhor competência neste tipo de trabalho, que tem a ver com uma análise da gravidade das manifestações (...). Aliás, isso mesmo foi confirmado pelos resultados obtidos por médicos e enfermeiros nos cursos realizados – com os enfermeiros a demonstrarem uma clara superioridade neste domínio."

Comments:
É vergonhoso sim senhor! E depois dizem que os enfermeiros é que atacam os médicos...
Esta põe as culpas a tudo, à traigem de manchester, aos enfermeiros, e diabo a sete... os médicos, esses, não tiveram culpinha nenhuma!!!!!!!!!!!
 
Comentário de um leitor do Público:

"04.01.2008 - 00h03 - Anónimo, Portugal
Tive recentemente dois familiares directos nas urgências do hospital e posso afirmar que os médicos são em geral incompetentes e muitas das vezes estão dormentes para o sofrimento dos pacientes. Da primeira vez eu estava presente e se não tivesse ido falar com o médico para me dizer o que se estava a passar e apertar com ele para que se mexesse, as coisas poderiam ter corrido muito mal. Da segunda vez eu não estava lá. O médico fez uma opção errada e se não fossem os enfermeiros a abrirem de novo o processo e outro médico encarregar-se do caso, o meu outro familiar provavelmente não estaria vivo. Para além disso, como esse pseudo-médico era o único que na altura da cirurgia estava de serviço foi ele a operar o meu familiar. Para além de não ter admitido o erro e ter sido rude, como incompetente que é, a operação não correu a 100%. Com isto quero dizer que não confio de todo nos médicos. Se eles não estão satisfeitos com o trabalho que têm, que vão servir às mesas num restaurante. Se calhar gostariam mais de levar com a má disposição de clientes apressados, trabalharem 8 ou 10 horas por dia e ganhar mal... Eles têm a profissão que escolheram. Não é qualquer um que vai para medicina. Só vai quem tem médias altíssimas, logo vão por opção! Por isso não me venham com tretas de serviços de urgência a rebentar pelas costuras. Eles que se mexam e deixem de conversar nos corredores. É muita pressão? É! Vêem coisas más e intensas todos os dias? Sem dúvida! Alguém os obrigou a ir para esta profissão? NÃO!!! E agora a culpa é do governo? Eu não tenho qualquer respeito por estes políticos, mas por eu hoje ter tido muito trabalho e não ter comido como deveria, vou culpar o governo? Não!!! Isto deveria ser como no EUA em que os médicos poderiam ser processados. Aí talvez eles começassem a trabalhar e parassem de se queixar! Ah, e em vez de terem os seus consultórios privados, deveriam ser obrigados a escolher entre o público ou o privado! Infelizmente tenho que estar anónimo pois não vou permitir que terceiros sofram por eu exprimir a minha opinião num país supostamente livre e democrático..."
 
O problema é que a maior parte dos médicos não tem formação em triagem de manchester, limitando-se a saber, quando sabem, que determinada cor da prioridade atribuída corresponde a um determinado tempo. Logo não é de estranhar que eles não compreendam, que atribuição de uma prioridade é o resultado da observação de um determinado número de descriminadores.
 
Infelizmente,tentam arranjar um bode espiatório pela incompetencia das administrações hospitalares em situações de crise, tal com é as alturas de grande afluencia aos SU´s.
Se a utente tivesse sido vista no tempo util da cor que lhe foi atribuida esta noticia certamente não existia. Amarelo é URGENTE, tempo maximo é hora.
 
Não...a culpa é dos TAE's....

Esses gajos são do catano...

Esses TAE's....

Que ruins que são, é culpa deles mesmo....
 
Sr vitor a.

O seu português também é brilhante (No melhor pano cai a nódoa)

Que chatice!!!
 
A Ordem dos médicos foi lesta a defender os profissionais que trabalham no SU (onde se incluem os Enfermeiros por dedução)inculpando o ministério da saúde por estas situações. Pena é que a Ordem dos Enfermeiros fique calada a assistir à crucificação do triador...e a avaliar pela tradição suspeito que se intervier é para pregar mais um prego na cruz!
 
Será que a OE sabe que quem faz a Triagem de Manchester é um Enfermeiro.....

É que com a cabeça metida na areia vê-se muito pouco....
 
Já o doutor enfermeiro dizia que a ordem dos enfermeiros está SEMPRE calada.. e ainda por cima as eleiçoes já foram!!!!!!!!!!
 
Não falam voçes do outro caso hoje noticiado...Doente de acidente de viação,consciente e colaborante,é claro que para o enf chega...E como é muito importante nem quer saber das informações recolhidas no local.Resultado:Focaliza-se unicamente no que o doente (que acabou de ter um acidente) lhe diz...E,sem culpa nenhuma...,da-lhe uma pulseira amarela!O doente morreu com uma hemorrogia interna depois de detectada pelo médico.Quem não sabe é como quem não vê...portanto também acho que o enf não teve culpa...Haja paciência para vos aturar!!!
 
Sou Enfermeiro com Formação e executante da Triagem de Manchester, fiquei seriamente preocupado com a noticia e as afirmações!

É que infelizmente levam ao efeito bola de neve, onde no final a culpa da doente não ter sido observada em 1 hora, como deveria foi da triagem!
 
Sr anónimo das 6:56, acha que o médico veria mais do que o enfermeiro? O médico só dever ter "visto" a hemorragia interna quando se tornou sintomática...

O será necessário instalar uma visão-rx aos enfermeiros?
 
Meus caros comentadores:


A TM é uma solução encontrada pelo SNS p atender o prioritário, e manter em espera o n prioritário, no fundo, "separar o trigo do joio".
De facto, eu q passo mts dias a executar a mesma triagem, posso apontar-lhe algumas criticas, q n vale apena mencionar aqui. Mas, tudo tem falhas, logo a TM tb as tem.
No entanto, este foi o sistema encontrado p atender os cerca de 500 q entram pela urg em 24 horas, e q seria de todo impossível, conseguir saber quem é o + ou - urgente.
Tb já foi norma no meu hospital q o médico fizesse TM, o resultado é q o dte fica mt + tempo p ser triado, tendo o clinico um raciocinio p diagnostico, e a enf p necessidades afectadas.
como tal, foi literalmente assumido pela enfermagem.
até ao momento, nunca houve estes casos de morte. Mas, outros existem, como passar de menor gravidade (verde, amarelo) p gravidade (laranja).
Existe um enfermeiro na sala de dtes triados q mantem estes dtes em vigilancia constante.
Recebe tb as criticas, agressoes dos dte impacientes com cerca de 6 horas de espera p serem atendidos.
Portanto, a culpa desta dte ter falecido insere-se em vários itens:

1º triagem de prioridade amarelo - 1 hora de atendimento, n cumprida.
2º retriagem p laranja por profissional aquando de detectaçao de sinais e sintomas q se enquadram nos discriminadores laranja- profissional ausente.
3º volume de dtes em relaçao aos recursos humanos na urg, será a correcta?


a culpa é da orgânica do serv urg, da chefia de enf, do director clinico, do CA do hospital.
em suma, do MS.


cumprimentos
 
Depois de muito meditar em análise profundíssima sobre as causa da morte da velha de Aveiro conclui:
1 A principal responsável foi a própria velha que devia ter vindo à urgência de Aveiro quando não tinha mais de 75 anos e não havia triagem de Machester United. Podia ter morrido nessa altura anonimamente e não estar a morrer aos 85 anos de morte natural, detentora duma boa performance para a época: morrer aos 85 anos é sintoma evidente de que não morreu aos 84 anos e, ainda, que o mal era de morte, pois se não o fosse teria resistido a 5 escassas horas de espera.
Certamente esperou muitos milhares de horas sem morrer.
Se desta vez morreu ao fim de 5 horas de espera é porque o relógio do destino, não tinha mais corda e parou na eternidade, por falta de tempo disponível.
 
A culpa de os médicos culparem os enfermeiros dos erros médicos é, em primeiro lugar dos enfermeiros e só depois é dos médicos.
Se o tal enfermeiro que está na sala das laranjas agarrasse pelos colarinhos da bata do médico, quando os meio persuasivos normais não surtissem efeito e o trouxesse junto dos doentes a quem o tempo de espera expirou, talvez os médicos não se fizessem importantes com a mania de fazerem esperar toda a gente para dizer que são importantes e até estão a pensar nos problemas dos doentes que ainda nem sequer viram.
Depois deviam impor-se para acabarem com os doentes à espera da morte, ou de serem atendidos, nos corredores. É mau para os doentes e e mau para os enfermeiros que os não conseguem tratar com aquele mínimo de condições qualitativas que a natureza humana de uns e outros impõe.
Quando os enfermeiros se impuserem e só então o figurino actual das urgências degradado e degradante altera-se.
Por isso se os médcios lhes atiram como brinde e agradecimento por esta tolerância excessiva dos enfermeiros, com as culpas médicas, é bem feito, para aprenderem a ser mauzinhos e exigentes, em seu nome e,sobretudo no dos doentes.
 
Se a senhora falecida tinha um cartão amarelo que lhe dava direito a ser atendida nos 60 minutos seguintes (até sessenta minutos) e se só morreu ao fim de 4,5 horas de espera, a cor do cartão já nada tem a ver com isto, da morte da senhora.
Um raciocínio lógico, diz que a cor atribuída foi muito prudente e calculada. Pois se a doente ainda deu mais 3,5 de tolerância a quem lhe atribuiu o cartão amarelo, podia ter levado com um verde azul que dá para 240 minutos de espera.
Ora se morreu ao fim de 270 minutos, após a catalogação com amarelo, que obrigava o médico a deitar as vistinhas, nem que fosse um piscar de olhos, à dita senhora, durante um dos 60 minutos de espera predeterminada, então não culpemos o triador mas um dos vários médicos a quem competia ver a doente, ou fugir, para que os enfermeiros actuassem.
Sabiam que há países onde as urgências são de altíssima eficácia e só têm enfermeiros?
E os médicos?
Estão por chamada e comprometem-se a comparecer durante o tempo suficiente para os enfermeiros cumprirem a realização dos protocolos de atendimento e os extra-protocolos.
A Austrália é um desses países, que não é nenhuma indigeneilândia!
 
Ah! Grande DoutorEnfermeiro, que até podias ser o Zorro, que escrevia na pele dos energumenos a assinatura com o bico da espada; consegues dar vida à enfermagem que alguns coveiros querem enterrar ainda viva.
Esta de a directora clínica de Aveiro querer insinuar, numa segunda fase, depois de ouvir o seu bastonário emprestado (Dr. José da Silva),, atirar-se às condições da triagem, pondo em dúvida a capacidade dos enfermeiros para as fazerem, tem a ver com os ataques que estão a fazer ao ministro da saúde, quando lhes reduz os rendimentos dos SAPs, onde o dinheiro a fazerem eles a triagem, era bom de ganhar. Fazem cera, até ao impensável, apara demonstrarem que a coisa não funciona, sem os SAPs, esse mecanismo de compensação dos clínicos gerais dos centros de saúde, relativamente aos dos hospitais. Alguns até vão mesmo para os hospitais buscar esse complemento de sustentação.
E o povo sofre e acredita no que eles dizem.
Se os enfermeiros fazem a triagem dos doentes nos hospitais de referência;
se os enfermeiros são capazes de determinar com êxito o grau de gravidade, o que quer dizer com uma margem de erro pequena;
então, também nos antigos SAPs os enfermeiros podem triar e acompanhar ao hospital mais próximo esse doente, que costuma(va) aparecer de noite, às vezes, até, por ter comido melão, à noite, e estar a pensar numa indigestão.
Ora se o enfermeiro faz a triagem com sucesso e acompanha o doente com conhecimento próprio para esse fim, o mesmo Dr. José da Silva, quando ainda não era a sombra do outro José de Sousa, dizia que no SAP ficou uma enfermeira de telefone ao pescoço, porque o outro aparelho de ouvir por quem tem ouvidos, é próprio de médico.
E deixava a ideia de que a enfermeira era telefonista do médico, disse-o para quem o quis ouvir.
Dias depois vem por em causa a triagem de mangester que não é, ainda um método acabado, sabem porquê?
Porque foi arquitectada sobretudo por médicos, para enfermeiro levar à risca.
Como os médcios demonstraram, quando tentaram fazer triagem, que não era melhores que os enfermeiros, pelo contrário: eram piores, um método arquitectado por eles tem de ser aperfeiçoado pelos enfermeiros. Já há quem esteja a fazer isso com sucesso.
Quando o Dr. Enfermeiro disser qual foi o hospital que visitou onde os enfermeiros são os organizadores, nós dizemos onde se está a aperfeiçoar com o saber da enfermagem, a triagem de Manchester+E.
A Enfermeira de Aveiro fez e muito bem o que devia.
Só os enfermeiros vão ser capazes de melhorar a qualidade dos serviços de saúde.
Os médicos já deram demasiadas provas do que sabem e do que não sabem.
E de triagem de situações de urgência sabem os enfermeiros.
O engraçado é o povo quando era visto por um ensonada de um SAP qualquer, que o entregava aos bombeiros para o transportarem ao hospital de referência para o esclarecerem se o melão é o não indigesto, ou, na pior das hipóteses, ir morrer longe das vistas do clínico, às mãos de um bombeiro, mesmo dos treinados para fazerem partos, isso é que era bom.
Agora que têm a possibilidade de ver seleccionada a sua prioridade, por quem o sabe fazer: a enfermeira, que ainda o beneficia no transporte, com um acompanhamento esclarecido e útil, bem diferenciado do que é feito só pelo bombeiro, as pessoas sentem que era o olho do clínico que lhe dava força e coragem para transpor muitas vezes os umbrais da eternidade.
É espantosa esta forma como os médicos conseguem manipular o povo ingénuo!
É espantosa!!!
responde o eco, além.
 
Li que os familiares daquela doente que morreu no serviço das urgências de Aveiro, iam processar o hospital por negligência!
É preciso ter um grau de desfaçatez muito aperfeiçoado e, não pequeno, para acusar outrem das próprias culpas.
Se em vez de mandarem a sua familiar morrer ao hospital, lhe tivessem proporcionado uma morte digna e familiar, nas últimas 5 horas tinham feito muito melhor.
Ou será que não sabiam a idade da pessoa que lhes era familiar?
Será que também acreditam que os médicos impedem as pessoas de morrer?
Se isso fosse verdade tínhamos médicos com 2400 anos, cotenporâneos de Hipocrates, o tal que lhes inventou um código deontológico.
Atiraram com a senhora pela porta fora, na esperança de ir morrer no hospital e, agora, acusam o hospital para se limparem do último carinho e apoio que não deram à sua familiar.
É preciso ter lata.
 
A culpa morre solteira.

É o lema da enfermagem portuguesa, a culpa é dos outros, nunca assumem nada nem existe a mínima probabilidade de existir um erro na triagem?

“Depois de uma triagem em que foi sinalizada com a cor amarela, um caso de urgência intermédia que deve ser atendida no prazo de uma hora, Albertina Mendes acabaria por morrer sem ser vista pelo médico. Utentes que estavam próximos notaram-na "muito pálida" e seria um bombeiro a alertar para a ausência de sinais vitais.”

Será que em vez da cor amarela não devia ser laranja?
Quais foram os sintomas da vitima a chegada ao hospital?
Existiu avaliação da doente no Pré-Hospitalar?

São questões que deviam ser levadas em conta, mas pelos vistos não existe interesses de se investigar, como não existiu a vontade de se investigar outras situações idênticas, onde existiu clara evidencia e erros grosseiros dos enfermeiros que efectuam triagens que caíram em saco roto.

Já agora, pelos vistos os bombeiros somente não sabem por uma ligaduras,como os senhores alegam, já sabem ver que a vitima não tem sinais de circulação como ficou evidente na reportagem
 
Onde está o/a Enf Director/a do Hospital de Aveiro????
 
Cartões amarelos???? epá! não estamos a falar de futebol, mas sim de prioridades de atendimento.

Não entendo como é que aparecem caramelos aqui neste blogue a opinar sobre triagem de Manchester, se nem se quer sabem o que é, como é feito e para que serve.

Bom, talvez eu esteja enganado, mas penso que não, ou melhor tenho a certeza.

Um dos critérios para se fazer o curso da triagem de Manchester é ser enfermeiro ou médico, profissionais de saúde muito, mas muito diferencidos.

Como tal os TAE´s e os TAS não podem fazer este curso. Porque será?

Ah! já sei porque são uns tipos com umas pequenas,mas pequenas, ou melhor mais que pequenas noções de emergência, que NÃO POSSUEM QUALIFICAÇÕES, para fazer o curso de triagem de Manchester.

O seu déficite de conhecimentos é tanto, que nem vislumbram a sua ignorância,mesmo que a lua lhes caisse aos pés.

Talvez pensem que é uma bola de futebol.

Portanto não falem sobre o que não sabem e limitem-se aos cartões amarelos e vermelhos de futebol.

Mas mesmo aqui talvez fosse melhor fazer uma formação de umas horitas.
 
"Onde está o/a Enf Director/a do Hospital de Aveiro????"

Boa questão.
 
A Enfermeira Directora do Hospital de Aveiro não apareceu e muito bem, na minha opinião, pois o erro foi só médico. Se lhe foi atribuído o cartão amarelo para atendimento em 60 minutos e esperou mais 180 para além dos 60, aqueles que dizem que o crtão devia ser laranja nem pensam que o erro máedico er ainda maior.
Já alguém viu alguma lista de espera dos cuidados de enfermagem?
Só perguntei.
Então por que fazem os médicos esperar tanto os doentes?
Por que é que ninguém pergunta por esta espera?
Já se viu que o erro foi do médico ao não atender. Se a Enfermeira Directora viesse dizer seja o que for acerca do cartão, então estava a reconhecer implicitamente culpa à Enfermeira, que até já tem 6 anos de experiência na Arte.
Não veio e ainda vem que não veio, porque quem está em campanha para bastonário da Ordem são os médicos, por isso que entendam e que se beijem ou que se mordam.
Será que só eu é que estou a ver esta jogada, por sinal nada limpa!
 
Não és só tu. Eu também concordo que a diratora não deve meter-se onde não tem nada a meter, porque não foi a enfermagem a culpada, mas sim os médicos...
 
Lá por não ter sido a culpada não quer dizer que não devesse ter esclarecido a situação, para mais depois das declarações da directora clínica. O silêncio compromete-nos e leva a equívocos e manifestações paternais por parte de outras classes, neste caso dos médicos: que necessidade havia de a OM vir a terreiro defender TODOS os profissionais do SU? Quem não souber até pensa que os enfermeiros estão sob a tutela destes...

Politiquices...
 
A triagem de manchester é um processo que já deu provas de ser fiavél e, apesar de ter algumas falhas, é, neste momento o mais eficaz sistema de triagem na europa. Ao contrário do que muitos pensam não foi desenvolvido só por médicos, foi também por enfermeiros num país que está alguns passos há nossa frente e onde guerrinhas entre médicos e enffermeiros não existem. Deveriamos pensar em caminhar todos no mesmo sentido e não andar às turras...
 
Certamente que a triagem tem culpa, oram vejam:

Não queremos atribuir culpas aos médicos, porque eles nem sequer a viram. Mas de resto, toda a gente se portou mal, desde a triagem, onde nem sequer a auscultaram ou mediram a tensão, até às enfermeiras que não foram capazes de ver que ela estava em agonia”, resume Cristina Tavares, a amiga da família que a acompanhou às Urgências.

Como é possível de efectuar uma triagem sem se avaliar a pessoa em questão?
Mesmo que seja avaliada pelas equipas do Pré-Hospitalar, normalmente nessas triagens se faz uma reavaliação, porque é que não foi feita?

E não me venham com tretas, que a cor amarela normalmente se espera pelo menos uma hora ou mais, depende da quantidade de utentes existentes, e isso também devia ser ter sido levado em conta pela triagem, porque normalmente existe um placar com os tempos de espera para essas cores, e nos dia críticos os amarelos normalmente esperam esse tempo.


Algo de anormal aconteceu, mas também é normal isso acontecer, das pessoas serem encontradas mortas nos corredores dos serviços de urgência. Não conseguiram abafar o caso dessa vez…


Eu sou contra dos iluminados a efectuar triagens, porque não servem, mas se querem por os iluminados nas triagens em vez dos médicos que os ponham, mas que os obriguem assumirem os seus erros se assim for provado que erraram, porque quando alguma coisa acontece eles descartam-se sempre, a culpa é sempre dos outros.
 
Aqui o dr. Paulo Ferreira dá bem o exemplo do que é a guerrilha de médicos e enfermeiros.
Na Inglaterra os enfermeiros são ingleses mas os enfermeiros também são.
Uns e outros respeitam-se; não se encavalitam uns nos outros; assumem os erros respectivos. Neste caso o tempo de espera não tem a ver com a cor do cartão mas com o tempo de espera e que sucede na cadeia a seguir à triagem é o atendimento do médico. Brincamos ou colamos cartazes?
Se as coisas não estivessem tão claras o enfermeiro da triagem ia ser mesmo incomodado. è que ele não teve o doente retido sem o enviar ao elo seguinte na cadeia. O Enfermeiro triou, atribuiu cartão e enviou doente para o escalão seguinte.
Se a cor do cartão estivesse errada, a doente tinha sido atendida no limite dos 60 e não dos 270, por um bombeiro.Porque os médicos foram os culpados pois as coisas passam-se na sua área, também têm de culpar os enfermeiros.
 
Sr.º Paulo,
Não escreva ASNEIRAS. Não faz a MÍNIMA ideia do que está a escrever.
Dedique-se ao que sabe (se é que sabe - empresário não é?).
 
Pobre Paulo ferreira... A ignorância com que discute os assuntos assusta o mais alarve...
 
A todos os comentadores que não conheçam o processo e os pressupostos da triagem de deixo aqui um link onde está descrito sumariamente o que é a triagem de manchester.
http://www.hvfxira.min-saude.pt/bS_triagem.html

Podem também ir consultar o Grupo Português de Triagem para uma leitura mais exaustiva.
 
"Eu sou contra dos iluminados a efectuar triagens, porque não servem, mas se querem por os iluminados nas triagens em vez dos médicos que os ponham, mas que os obriguem assumirem os seus erros se assim for provado que erraram, porque quando alguma coisa acontece eles descartam-se sempre, a culpa é sempre dos outros" que triste a sua afirmação.
Um meio onde todos deveriam lutar para sermos melhores, estamos a lutar para ver quem dá a conhecer mais os erros dos outros, em vez de aprendermos com eles.
Que pena que não passe na tv tb os casos dos bombeiros que são apanhados com taxa de alcoolémia alta a conduzir ambulancias e os comandantes vão pedir por favor para abafar os casos e não autuarem.
Sabe disso, certamente!
Ou dos acidentes de viacção de ambulancia em que de forma incrível, o teste de alcoolémia não são realizados pelas entidades competentes. São vários os casos. tb culpo as entidades que são coniventes.

De facto a triagem de manchester não é perfeita, tem muitos erros. Quem a faz diariamente alerta para os mesmos, Isso não passa na Tv.

Também não escrevem aqui que, as cunhas que voces pedem na triagem para passar á frente. "Por favor, dá uma amarelo ou um laranja, para a minha dor de garganta para poder ir embora..., engraçado. Voces tb sabem algo da triagem mas para proveito proprio.

Podia falar tb das vossas triagens que fazem na vossa central. Há uma transferencia urgente de um doente e a preocupação é "o motorista está a lavar a ambulancia, daquí a 20 mn já saí para aí" isto não passa na tv, ou então dos doentes que esperaram várias horas por uma ambulancia para retorno ao seu domicilio, mas como era altura do mundial de futebol, podiam esperar horas. os festejos eram primeiro.

Ou então das recusas de alguns bombeiros em saír se for como 2º tripulante e só saem de for como motorista, "pegar em doentes, eu? não vim para aqui para isso!!" cruzes... credo... canhoto....

ou então das corporações que dizem que tem sempre dois tripulantes de ambulancia, mas o que acontece é o doente vir sozinho atrás e o 2º vir acompanhar o motorista.

Ou dos doentes virem sozinho atrás e o 2º tripulante dizer "atrás vai muito calor sr. enf." (esse saiu com uma participação) mas o seu comandante mais uma vez foi falar coma familia e abafou o caso. que pena...

Infelizmente isto acontece em algumas corporações. Felicito-o se não acontece na sua. A sério.
Mas sabe que acontece.
 
Pois pois, em relação ao acto de negligência que motivou a morte de um cidadão, algo se passou, e basta analisar o que se tem saído na comunicação para ver que a triagem foi mal efectuada.
Como é se faz uma triagem a nível hospitalar sem avaliar os parâmetros vitais?

Hoje no hospital da minha área os amarelos era de 4 horas, carago, 4 horas a espera para ser visto por um médico num hospital é obra, também sei reconhecer que com esse tempo de espera uma urgência passa a emergência.

Sei que muitos corpos de Bombeiros efectuam um mal serviço Pré-Hospitalar, tenho pena, porque eles simplesmente deveriam se recusar em faze-lo se não existisse capacidade de efectuar cumprindo o regulamento de transporte de doentes, se alguém morre-se o problema não era deles, era do INEM, SNS e do ministérios da saúde, porque o que se paga actualmente por um serviço de emergência nem paga o gasóleo, até o TÁXI leva mais caro, se é assim, e se o dinheiro faz a diferença na qualidade, o melhor é ir de TÁXI, é mais caro.
 
Pois pois, em relação ao acto de negligência que motivou a morte de um cidadão, algo se passou, e basta analisar o que se tem saído na comunicação para ver que a triagem foi mal efectuada.
Como é se faz uma triagem a nível hospitalar sem avaliar os parâmetros vitais?

Hoje no hospital da minha área os amarelos era de 4 horas, carago, 4 horas a espera para ser visto por um médico num hospital é obra, também sei reconhecer que com esse tempo de espera uma urgência passa a emergência.

Sei que muitos corpos de Bombeiros efectuam um mal serviço Pré-Hospitalar, tenho pena, porque eles simplesmente deveriam se recusar em faze-lo se não existisse capacidade de efectuar cumprindo o regulamento de transporte de doentes, se alguém morre-se o problema não era deles, era do INEM, SNS e do ministérios da saúde, porque o que se paga actualmente por um serviço de emergência nem paga o gasóleo, até o TÁXI leva mais caro, se é assim, e se o dinheiro faz a diferença na qualidade, o melhor é ir de TÁXI, é mais caro.
 
"triagem foi mal efectuada.
Como é se faz uma triagem a nível hospitalar sem avaliar os parâmetros vitais?"

Sr Paulo Ferreira... cale-se, você lá sabe o que é uma triagem quanto mais uma triagem de Manchester... deixe as discussões para quem percebe alguma coisa do que está a falar para não nos fazer perder tempo a responder-lhe
 
Senhor ministro: são precisos mais enfermeiros e médicos neste país!!! Foi a carência de profissionais de saúde que motivou a morte da senhora idosa! A culpa não é da triagem, não é dos enfemeiros nem dos médicos!! É sua!!! Afinal FAZEMOS FALTA!!! E OLHE QUE HÁ TANTOS DESEMPREGADOS!!!! ...
 
"Pois pois, em relação ao acto de negligência que motivou a morte de um cidadão, algo se passou, e basta analisar o que se tem saído na comunicação para ver que a triagem foi mal efectuada."

Sr. Paulo Ferreira, acredita em tudo o que vem na comunicação Social? Eles são o supra sumo da sabedoria e os juizes da verdade?´
Que pena que não passem os casos supracitados de acidentes de ambulancia com bombeiros alcoolizados ou dopados" e dizem ainda por cima, foi o charope da "tosse".

"Como é se faz uma triagem a nível hospitalar sem avaliar os parâmetros vitais"
Esta afirmação mostra o quanto o sr. desconhece a triagem de manchester e fisiopatologia humana?
Ou é daqueles bombeiros que tem monitores SatO2 nas ambulancias que dizem "trago uma dispneia mas o doente está sem dispneia, tem as Sat.O2 a 99%" e o doente em franca dificuldade respiratória. Isto acontece muito nos asmáticos jovens sabia? Ou um doente jovem vitima de trauma tem uma taquicardia ligeira e normotenso e palido, suado e com dor abdominal. Suspeita inicial- trauma abdominal. mas o que diz alguns bombeiros. Não está em choque, porque senão as TA´s estavam baixas. Nos jovens,isto é conhecido como " compensação da Bomba" em que a Fc aumenta para compensar a perda de volémia mantendo assim durante algum tempo as TA´s. Isto aconteceu no outro dia. Esse foi Vermelho e sem ser necessário ver qualquer SV para ser feita a TM.

Ou então a activação de vmer por crises histéricas que não conseguem tirar do carro, alegando ao codu- tenho uma vitima encarcerada e com TCE. (nota, a vitima não estava presa sequer de forma nenhuma)

O Sr. pode ser espero que sim, um mt bom profissional, mas fica-lhe muito mal estas afirmações em campo alheio onde o sr. tem claramente poucos conhecimentos de causa.

Uma questão, tem muitos incendios florestais mas os recurso humanos são limitados! Como faz a triagem desses? E os outros que ficam para trás e crescem e crescem de intensidade até que ficam incontroláveis e depois devoram casas, bens e VIDAS. Vocês chegam á comunicação social e dizem "são muitos incendios e os recursos humanos são limitados, não chegamos para todos e isso tem as suas consequencias. A culpa é do ministério que não disponibiliza verbas para adquirir mais meios e contratar mais homens."

Sabe porquê "exponho" estes casos?

Todas as classes tem os seus problemas e as suas "borradas" (o que não é o caso desta da triagem de manchester no hospital de aveiro). Antes de falar dos outros, olhe para a sua.


Porque não saem na comunicação social? É de louvar a Vossa liga que vos defende e vos protege muito bem.
 
O dia mais feliz do "Dr." Enfermeiro (uau! E em apenas 3 anitos, que prodígio!) e das suas focas:

-O dia das colocações na Faculdade!

Há testemunhos fidedignos que asseguram que o mesmo foi para casa a correr, as lágrimas a escorrerem-lhe pela face, e terá dito alto e bom som:
-Mamã, papá, consegui, entrei numa Faculdade (ou lá onde aprendem "enfermagem"...) de Enfermegem, a minha 1ª opção, o meu sonho de criança tornou-se realidade, vou ser Doutor, andar de helicóptero e de ambulância, vou ser Ministro da Saúde, Presidente da República, enfim, o céu é o limite, este é o dia mais feliz da minha vida!

...
Verdadeiro ou Falso?
lolll
 
Pois... a realidade 'foi' assim: Hosp. S. João, Porto,ontem (18/Fev): Chegada à urgência ás 14H00; triagem: fita amarela; atendimento pelo médico: 6 (seis) horas depois; veredicto (hesitante) infecção urinária...; insistência de familiar para comportamento errático do paciente levou a TAC; veredicto final: AVC hemorrágico. Tudo isto após mais de 10 horas de fita amarela no braço! Palavras... não há...
 
O erro é do COREN que acha que enfermeiro precisa dar tudo de mão beijada para os médicos.
Triagem é muita responsabilidade e já que os médicos proibem tanto a enfermagem de ter autonomia que realizem eles as triagem. Mas daí cade o COREN par defender a profissão????
 
meu nome é Cristiano, sou Enfermeiro na cidade de Belem-PA no Brasil, e a experiência que temos com a Triagem de Manchester é catastrófica, infelismente em vez de ajudar, está atrapalhando...conheci a pouco tempo um sistema de atendimento que é uma revolução do que já conhecemos. É o sistema que o Hospital Albert Einstein de São Paulo-SP está utilizando nas suas Unidades de Primeiro Atendimento. É um sistema onde temos um Enfermeiro que recebe os pacientes e classifica-os (Verde, Amarelo ou Vermelho) prontamente só pela descrição do doente, onde é encaminhado para setores diferentes, dai em diante o doente só sai se algum profissional o levar. Nestes setor chamados de Super Track (verde), Fast Track (amarelo) e Sala de Emergência (Vermelho) tem a equipe toda a disposição do paciente (médico, enfermeiro, administração, tec. enf.), os profissionais que vão até os pacientes para atende-los, não como é feito aqui no Brasil e possivelmente ai em Portugal também, onde os pacientes as vezes de perdem na Urgência e continuam com dor, as vezes vomitando no meio do corredor e não conseguiram nem achar o consultório médico.
Neste modelo, não existe consultório médico, não existe sala de medicação, não existe o médico se escondendo dentro do consultório pra não atender as pessoas. A grande maioria dos procedimentos são realizados todos no local onde deixamos o paciente sob vigilância constante da equipe multiprofissional. É um sonho, se um dia conseguir trabalhar em um serviço deste porte, onde tudo isto funcionasse.
Qualquer dúvida, ou se alguém se interessar pelo assunto entrem em contato. crizanardi@hotmail.com
 
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