segunda-feira, janeiro 14, 2008

O mito do emprego para Enfermeiros "desabou"....


"Este post é dedicado, em especial, à digníssima bastonária da Ordem dos Enfermeiros, Enfª. Maria Augusta de Sousa, em homenagem ao esforço e dedicação que NÃO tem dispendido para dignificar a Enfermagem."

Hoje foi um dia ímpar para a Enfermagem em Portugal. Pela negativa. O motivo? Está/esteve patente em vários jornais de referência e nos meios de comunicação audio visual (rádio e televisão).
Antes de prosseguir, deixo um artigo publicado hoje no Jornal Público (clicar no link para o ler na íntegra):
"Metade dos enfermeiros não conseguiu emprego na sua área de formação seis meses depois de ter terminado o seu curso, revela um inquérito feito pela Federação Nacional de Associações de Estudantes de Enfermagem (FNAEE) junto das cerca das 40 escolas de Enfermagem do país no final do ano passado.
Por ano saem das escolas de Enfermagem cerca de três mil licenciados. Porque não encontram emprego na sua área de formação, hoje é possível ver enfermeiros a trabalhar em lavandarias, caixas de supermercado, até como ajudantes de Pai Natal na última época festiva. (...)

E há quem tente não perder a prática frequentando intermináveis estágios profissionais não remunerados, afirma o presidente da FNAEE, Gonçalo Cruz. (...)

O crescendo de escolas e vagas não parou desde o momento em que foi criada a licenciatura em Enfermagem, em 1999, diz Gonçalo Cruz. Metade são privadas e as propinas mensais podem oscilar entre os 350 e os 500 euros. O Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP) estima que haja no desemprego 2500 enfermeiros e há 15 mil em formação, o que significa que "o problema vai agudizar-se", defende a dirigente sindical, Guadalupe Simões. "No mínimo, era preciso colocar um travão e diminuir o número de vagas". Defende ainda que a decisão de aumentar o número de enfermeiros, embora seja função do Ministério da Ciência e Ensino Superior, também convém ao Ministério da Saúde porque assim "desvaloriza o trabalho de enfermagem".

(...) A falta de emprego leva a que muitos profissionais tentem fazer voluntariado ou estágios não-remunerados, diz. "Alguns hospitais estão ilegalmente a recebê-los", sublinha Guadalupe Simões, explicando que os enfermeiros têm estágios integrados no seu curso, não precisam de mais, e assim os hospitais evitam admitir profissionais pagos.

Ao mesmo tempo, com a quantidade tão grande de alunos nas escolas, começa a ser muito difícil arranjar-lhes "estágios com qualidade" integrados no curso. (...)"

Mas não foi só o Jornal Público que deu conta da notícia (neste mesmo jornal, o editorial também foi dedicado aos Enfermeiros). A Antena 1, SIC, Diário Digital, também.
Hoje, muitos argumentos são utilizados para justificar o desemprego em Enfermagem. Mas pelo menos em um deles, todos estiveram de acordo: desregulação grave do ensino da Enfermagem em termos quantitativos. Eu acrescentaria também, que a desregulação da dimensão qualitativa é igualmente preocupante.
Existem carências em termos de cuidados de Enfermagem? Sim, existem. Mas, a formação deve ser adequada às disponibilidades do mercado. Quer queiramos quer não, até as profissões da saúde se regulam pela lógica da oferta/procura.

Jovens colegas, não se iludam. O problema base da Enfermagem é o excesso de vagas no curso superior. "Se fossem colmatadas as actuais carências de Enfermeiros no SNS, já não haveria ninguém no desemprego" - dizem alguns!
Correcto, mas também não se esqueçam que tal só adiaria a situação, pois várias fornadas de milhares de Enfermeiros são produzidas todos os anos, logo, a breve prazo a questão do desemprego colocar-se-ia novamente. O ritmo de formação de Enfermeiros não está em consonância com a capacidade de absorção dos mesmos.

Temos que fomentar a união e a sintonia entre os Enfermeiros. (Um exemplo: muitos jovens colegas defendem o fim da acumulação dos Enfermeiros. Mas são esses mesmos jovens que, logo que conseguem um duplo emprego, lançam-se sem pensar duas vezes. Após terem emprego garantido, despedem-se das velhas reivindações, e ficam indiferentes aos problemas dos recém-licenciados)

Tenho recebido alguns e-mails que curiosamente me questionam: "o Doutor Enfermeiro é recém-licenciado? É que a forma como luta pela Enfermagem dá a entender isso..".
Não, não sou recém-licenciado, sou Enfermeiro dos quadros do Ministério da Saúde (e sim, também sou profissional liberal...). Preocupo-me com todos. Todos devemos-nos preocupar com todos. É esse o espírito de grupo.


Já há vários anos atrás, a ex-bastonária da Ordem dos Enfermeiros, Enfª. Mariana Diniz de Sousa, se mostrou preocupada com a proliferação de Escolas de Enfermagem ("esta proliferação de estabelecimentos de ensino de enfermagem vai desregular o fluxos de formação, criando um excesso de oferta dentro de oito a dez anos, e, mais grave, coloca questões preocupantes relativamente à qualidade do ensino em algumas instituições mais recentes, designadamente pela insuficiência de pessoal docente (enfermeiros) para o ensino das cadeiras e disciplinas específicas de enfermagem"), e com a qualidade das mesmas.
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Para se abrir uma faculdade de Medicina é preciso levar a discussão à Assembleia da República, é preciso encomendar e consultar estudos técnicos e apresentar condições especiais para o efeito. Pouco mais, e era necessário referendar a sua abertura. A abertura de Escolas de Enfermagem faz-se de ânimo leve, sem garantias de qualidade, sem corpos docentes experientes, sem garantias de campos de estágio com os padrões requeridos, etc.
a
Aqui, a OE tem a suas responsabilidades. Não basta falar, é preciso actuar. A Enfª. Maria Augusta de Sousa não afirma incessantemente que a missão de uma Ordem profissional é regular? Pois é, mas de regulação não temos visto nada. É mais fácil abrir uma escola do que um supermercado.
Logicamente, mais escolas significam mais alunos que consequentemente se traduzem em mais Enfermeiros.
A lógica da OE é errada. Não se formam os profissionais e só depois se reivindica a sua falta. Racionalmente, primeiro averigua-se as necessidades, depois as disponibilidades de admissão, e só depois se forma um profissional. Com que ânimo pensa a senhora bastonária, que os alunos chegam ao curso e aos estágios, quando já sabem que o seu futuro é o desemprego.
Depois, também é necessário perspectivar o lado financeiro. Caso a OE não tenha reparado, os Enfermeiros são profissionais altamente qualificados que prestam serviços à sociedade em troca de uma remuneração. O tempo da caridade e boa vontade já passou. E dificilmente a 2 euros/hora alguém sustenta a casa e alimenta uma família.
Talvez um dia a família coma rácios ao almoço, mas para já são indigestos. Talvez um dia o carro se mova a rácios, mas para já é necessário combustível.
a
E mesmo quando existem millhares de Enfermeiros no desemprego, a senhora bastonária afirma que "faltam mais de 30 mil Enfermeiros" para o rácio médio da OCDE. Mais uma vez lembro que esses rácios contemplam nos seus cálculos os famigerados auxiliares de Enfermagem, que não existem em Portugal (por isso é que as contas não batem certo!), mas existem por essa Europa fora.
Agora pergunto eu (uma questão sobre planeamento): suponham que o défice dos Enfermeiros nos Hospitais/Centros de Saúde é colmatada... e depois? O que faríamos com os milhares de Enfermeiros que continuariam a sair das escolas todos os anos?
a
Mas ao invés de tirar os óculos da utopia, a OE prefere lamentar o comportamento da comunicação social. Não gostou que o Enf. Azevedo tivesse dito na Antena 1 que a senhora bastonária esteve nos programa Prós e Contras meia "ensonada"? Mas esteve, todos vimos. Não gosto que tivesse dito que "só disse lá duas coisecas sem valor"? Mas só, todos ouvimos. Não gostou que tivesse dito que não havia Enfermeiros no painel de convidados? É para ver o estado a que deixou chegar a Enfermagem...
a
Colegas, protestem, façam-se ouvir: mail@ordemenfermeiros.pt

Comments:
Este comentário foi removido por um administrador do blogue.
 
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Mais uma vez se pudesse faria minhas as suas palavras.
 
Sr. dr. enf., merece um aplauso de pé!!!!!
Parabéns! Cada vez mais revejo a enfermagem nas suas palavras!!!!
 
Pergunto para quando uma petição on-line para novas eleições?

Isso poderia ser minusculo no nº total de Enfermeiros, mas era uma maneira diferente de saber se os Enfermeiros concordam com a metedologia do ultimo acto eleitoral
 
MAS ESTÃO TODOS ADMIRADOS COM A ENFERMAGEM DE HOJE?!

OU COM O TRABALHO DA SRA. BASTONÁRIA?!?!

A QUEM PRECISAR, LAVEM OS OLHOS!!! LIBERTEM-SE DAS POEIRAS!!

A ENFERMAGEM ESTÁ PIOR QUE ESTRAGADA!!!

ATÉ EU JÁ PENSO ABRIR UMA ESCOLA DE ENFERMAGEM!! (no gozo...ou talvez não... :s)

estou farto da sra. bastonária... só pensa em estragar conscientemente a Enfermagem!!!!
Ela e os seus compinchas...

Nota à parte: para o ano há menos caloiros de enfermagem. Por um lado é bom, menos profissionais formados... Por outro, é sinal de que Enfermagem não é carreira a seguir..

Enfim...

A Enfermagem tem um cancro... E já era altura de remove-lo... Porque ainda passa a maligno... :(
E depois metastases.

Tenho pena da Enfermagem. O quanto ela sofre.. :(
 
Parabéns pelo post! Parabéns pelo blogue! Parabéns pela voz da realidade! Parabéns pela convicção! Parabéns pelo apelo à união!
Simplesmente parabéns por levar a cabo o projecto doutorenfermeiro! Sem este blogue a enfermagem não seria a mesma!!!!
 
Boa noite a todos.
Quero deixar o meu testemunho e mostrar o meu acordo com as palvras do autor do blogue (Dr. Enfermeiro).
 
Caros:

Espero que a enfermagem evolua significativamente nos próximos anos, não pela falta q outrora foi o mote de lutas e conquista de regalias, mas pela competência q nunca foi divulgada perante a sociedade!!!
Deve promover-se este espírito numa profissão q tem tendência desde há mts anos para o passivismo e sub alternizaçao.


Cumprimentos


"do silêncio à voz"
 
Não tenho dúvidas que, neste momento, a oferta de enfermeiros é muito superior á procura.
No entanto, tenho sérias dúvidas, que tal estado de coisas seja da exclusiva responsabilidade da Ordem, nomeadamente da actual Bastonária.
Podem, por favor,provar-me que estou errado.

Off topic: Não votei na actual Bastonária...mas também não me revejo no servilismo político de certos candidatos a Bastonário...
 
Olhe, candidate-se você a bastonário, homem. Você quer que o Estado lhe dê emprego garantido, você quer que a bastonária "tome conta" da Enfermagem, que mais quer? Que lhe façam as compras, lhe paguem a casa, lhe ofereçam o carro? Mais? Sabe uma coisa? Os enfermeiros, pura e simplesmente, não têm nem espírito empreendedor nem inteligência para tal. A culpa é inteiramente de toda a sua classe profissional, na sua globalidade, e não de X, Y ou Z. Outras classes profissionais são bem sucedidas e hão de o ser sempre: são inteligentes! Não, não me refiro aos srs. médicos, pois esses não tarda nada vão começar a piar finhinho, tão fininho que mal se vão ouvir. O que ainda lhes vale é o facto de serem relativamente poucos, porque poder - e por poder entendo poder económico - não têm nenhum. Portanto, assim que vier a privatização do SNS esses srs. vão ser automaticamente promovidos a trolhas. Um bem haja para os srs. enfermeiros deste belíssimo blogue.
 
... SR. ATENTO, efectivamente tenho que lhe dar alguma razão ( apenas porque disse o evidente e quem diz o evidente não é necessariamente inteligente, é mesmo atento e só )...os enfermeiros ( todos ) são os principais responsáveis da situação da enfermagem em Portugal. No entanto meu caro, no dia em que os enfermeiros decidirem "remar" todos para o mesmo lado, o caldo vai entornar ( veja o caso da Finlândia ). Bastarão meia dúzia de dias de greve consecutivos ( em que todos os enfermeiros adiram ) e o SNS pára e aí meu caro, por muito inteligente que você seja ( e tenho muitas dúvidas que o seja ) e por muito "poder" que pensará ter ( para falar em trolhas da maneira que fala, deve ter que usar solventes diariamente para tirar a tinta das mãos ) isso de nada lhe servirá. Esperemos para ver, entretanto .... espero que goze de boa saúde .... para que não venha a precisar dos menos “inteligentes “ ... em alternativa, poderá sempre receber uma anestesia com uma colher de trolha. Nervo.
 
Caro anónimo das 10:28 AM, tem de admitir que casos como a da Finlândia só ocorre em locais como... a própria Finlândia. E digo isso pelo facto de ser um país onde o cooperativismo reina, em que o método de desenvolvimento profissional e social ruma em prol do trabalho em grupo. O nosso país ruma em prol da singularidade, e em Enfermagem nem sequer conteste! Quantos casos de "chico-espertismo", "pisa o que está a cima para chegar em primeiro" você já ouviu falar? Em Enfermagem sim! Por isso essa realidade nunca acontecerá e nunca aconteceu na nossa classe.
Segundo, além do excesso de profissionais queria sublinhar um outro aspecto tão ou mais importante: a formação. Em vez de acompanharmos uma melhoria na formação dos profissionais actuais, tornando-os mais críticos, actualizados, empreendedores e correctos em termos de prestação, vejo pelo andar da carruagem recém-formados sem motivação, com más práticas recorrentes e cujos objectivos pessoais centram-se na renumeração, denegrindo por completo a realização da instituição e da profissão que exercem.
A Enfermagem cavou a sua propria sepultura, e tem um lugar reservado para todos nós. Esperem pelo vosso convite.

Um bem haja.
 
Copiei o post e mandei-o à digníssima OE.
A greve é uma possibilidade, mas teria de ser uma greve de vários dias... Seria uma greve contra todos que estão a tentar explorar e humilhar os enfermeiros, que vão esfaqueando a enfermagem, mas seria também, uma greve contra os órgãos sociais da OE, que, incrivelmente também dão as suas facadas à enfermagem. Neste momento era preferível que OE não existisse.
A abstenção tão elevada é incompreensível. Os enfermeiros que aceitam esses valores ridículos também deviam pensar duas vezes. A OE, por seu turno, devia ter fixado já muito tempo o valor mínimo por hora do trabalho de um enfermeiro. Mas talvez a sua ideia seja o trabalho comunitário, a utopia de uma sociedade socialista.
Por favor, Srª Bastonária, pare de dar facadas na enfermagem, e já agora durma melhor. (insónias? talvez por ainda não ter conseguido que mais escolas abrissem)
 
Caro colega da 1:03

As questões de dinheiro dizem respeito aos Sindicatos...não á Ordem.
 
Boas,
E para quando um Post ao "First Responder" o suposto curso de socorrismo com uma matriz teorica e prática por ondem passam desde a admnistração de terapêutica, diluições, punções venosas etc... Há mais de um mês que enviei um mail à ordem dos enfermeiros a pedir esclarecimento sobre isto e NADA... Há competências que são nossas (REPE) e que estão a ser ensinadas a outros que não nós! e nós mais uma vez calamos?
As tuas posições são sempre de ter em conta, pelo menos para mim!

Abraços
 
Saudações meus amigos.
De tudo o que foi dito, gostaria apenas de referir que é fundamental esclarecer os futuros candidatos ao ensino superior. Sabendo como se encontra o "ramo", se "optam" por ir contra a corrente então têm que saber o que esperar após o término da Licenciatura em Enfermagem.
Terão que ter como certo o DESEMPREGO GARANTIDO. Isso e pouco mais. Mas esta é uma PROMESSA. O resto é conversa fiada.
Não queiram engrossar as fileiras. Se o fizerem, terão que aceitar tudo o resto. Não queiram!
Não se coloquem numa situação em que em nada saem beneficiados, sustentando apenas a espiral...
Aquele abraço!
 
Parabéns pelo seu excelente blog... desde que o comecei a ler que todos os dias o venho visitar a procura de novas entradas.

O estado da enfermagem desanima-me, mas ler os seus posts faz-me acreditar que é possível.

A actual bastonária pode ter ganho as eleições, mas eu sinto que ganhou com o voto dos mais velhos. Os mais novos são todos a favor do Enf. Azevedo, e o futuro a eles pertence... É uma questão de tempo...

CONTINUE A FAZER-NOS ACREDITAR...
 
Hoje de manha, na Sic Noticias no Opinião Publica o tema foi exactamente este. Viram?
Mesmo no final intervem a Sra. Bastonária. Para que? Para dizer um chorrilho de banalidades e generalidades que nada adiantaram á discussão. Teve que ser calada pela jornalista.
Salvou-se o representante do sindicato, instituição por quem não nutro também grande simpatia. Mas esteve bem.
 
Deixo duas noticias para que possam comentar no cogitare, uma sobre a nossa Ordem e outra sobre o julgamento da Médica e Enfermeira acusada de neglicência.

Espero que na primeira noticia onde a Antena 1 nãos nos escutou, se envie alguns mails.

A mudança da opinião publica faz-se pela positiva ou seja fazermos valer as nossas competências. Abraços e hoje consegui regressar ao mundo dos blogs... A ver vamos o regresso pois o tempo é escasso para tantas actividades a fazer.
 
Ó Sô Tôr,

há um comentário relativo ao tema do dia 11, que eu penso ainda não ter lido...
 
"As questões de dinheiro dizem respeito aos Sindicatos...não á Ordem."
Pessoalmente discordo em pleno!

ESTATUTO DA ORDEM DOS ENFERMEIROS
Artigo 3.o
Atribuições
2 — São atribuições da Ordem:
a) Zelar pela função social, dignidade e prestígio
da profissão de enfermeiro, promovendo a valorização
profissional e científica dos seus membros.

Defender os enfermeiros!

É digno e prestigiante para a classe ganhar 3 a 4€/hora a trabalhar FS, Noites, Festas? Um profissional que investiu 4 anos da sua vida? A dignidade e o prestigio tb passa pela carteira (serve tb de motivação, que infelizmente nos ultimos anos tem sido muito aquém das expectativas).

Não digo que a OE de imescua em questões de aumentos e %, mas sim regulamentar o acto de enfermagem e respectivo valor monetário (estabelecimento de valores minimos e máximos por cada acto de enfermagem) de forma a evitar exploração e chantagem a que se assiste em agumas instituições.
É coerente, digno e prestigiante, dois profissionais da mesma classe ter diferenças de ordenado descabidas quando desempenham o mesmo papel? Não terem as mesmas oportunidades de auferir o ordenado justo pelas mesmas condições de trabalho?
A Ordem dos médicos, por exemplo, defende duramente os interesses laborais dos médicos, ao contrário da OE.

Mais uma vez colega DE, deixo os meus parabens pela sua exposição e sentido de oportunidade neste momento em que a nossa classe precisa de ser orientada.
A Dignificação, a Autonomia e Valorização.

Bem haja.
 
«A Ordem dos médicos, por exemplo, defende duramente os interesses laborais dos médicos, ao contrário da OE.»

Eu nunca vi...mas admito que ande desatento.
Creo que esse papel esta reservado ao SIM.

No caso dos Enfermeiros, a Carreira de Enfermagem e o respectivo Estatuto Remuneratório, tanto quanto julgo saber, são atribuições dos Sindicatos.

Caro colega, todos estamos descontentes com a falta de reconhecimento do papel importante dos Enfermeiros no Sistema de saúde.
Igualmente,todos estamos descontentes com a tabela salarial dos enfermeiros...

Quanto ao primeiro aspecto, não tenho dúvidas que compete á OE trazê-lo para a «Agenda Política».
Relactivamente ao segundo, igualmente não tenho dúvidas, que compete aos Sindicatos lutar por eles.

Estou portanto de acordo com o «Anonimo da 1:43»
 
O problema é que parece que não nos querem ouvir li o que a vera escreveu e fui ao Site da OE e não parece ou não querem ouvir-nos.

O tempo de Salazar já passou, espero! É tempo de os enfermeiros se fazerem ouvir, enviem como eu um mail à antena 1. Embora seja uma acção isolada se colher o apoio dos enfermeiros teriamos no minimo um pedido de desculpas. Alguém sabe como fazer queixa a por discriminação das noticias? É que somos constantemente. A visibilidade aqui também terá que ser construida.
 
A Vera ou quem entender, deverá enviar o mail para a Antena Um ao abrigo do articulado da lei de Imprensa que defende o «Direito de Resposta».
Nesse mail, obviamente que deverá expôr as suas razões....
 
« Ó Sô Tôr,

há um comentário relativo ao tema do dia 11, que eu penso ainda não ter lido... »


Quem cala...
 
Caro colega (da 1.29 PM)
É possivel que ande desatento, mas a percepção que tenho (e não é só minha) é da OM defender realmente os seus associados em questões laborais.

"No caso dos Enfermeiros, a Carreira de Enfermagem e o respectivo Estatuto Remuneratório, tanto quanto julgo saber, são atribuições dos Sindicatos"
Sim, são do sindicato ou sindicatos, actualmente. Mas porquê não poderá ser da OE? As minhas questões acima mantem-se.
Não está em causa as remunerações mas a regulamentação do acto de enfermagem de forma a impedir a sua exploração e especulação e consequente degradação da classe.
Tem-se que fazer algo.
Acredito que não é mantendo uma estratégia que foi adoptada nos ultimos 4 anos, que as coisas vão melhorar.
Os enf. andam mais que insatisfeitos. Andam desmotivados, mas cumprem o seu dever. Os direitos é que ficam aquém das expectativas.
Os sindicatos neste momento pouco poder reendivicativo tem. A OE tem pouca visibilidade na sociadade para ser levada em consideração pela opinião publica. A actual bastonária, na minha modesta opinião pessoal, não tem desenvolvido o papel de forma convincente e dá entender que se está alienar da classe de enfermagem, a classe que ela representa. Mas com uma taxa de abstenção de 74%, alguma coisa tem que mudar. A OE e os enfermeiros estão a se afastar de forma abismal. O factor económico digamos que foi um dos factores preponderantes. A função publica nos ultimos anos perdeu 25% em média do poder de compra (dados do INE).

Acredito que não somos desunidos, mas mantenho o que disse há algum tempo atrás, estamos é desorientados sem objetivo a seguir.

Isto é a minha opinião pessoal.

Cumprimentos colegas.
 
O anónimo das 9 e tal diz que não votou na actual bastonária mas que também não se revê no servilismo político dos concorrentes a bastonário.
Deve estar muito distraído ou não conhece os outros candidatos minimamente: Pelo que sei deles, a nenhum assenta a carapuça de servilismo político.
Terá alguns dados que possa fornecer aos frequentadores do blog ou está só a aumentar a confusão.
Se os tem venham eles, pois não os tenho por servis.
Não quero dizer que sejam melhores ou piores que a estática (que está), mas que não lhe vejo nada de servil, no meu conceito de servilismo, note-se
 
continuo a dizer que uma semana de greve seria o inicio da resolução de muitos problemas.....
 
Não farei greve se ela for marcada pelo SEP.
Além do mais que o SEP nunca marcará uma greve dessas.
A eles não lhes interessa que nos resolvam os problemas. Se assim fosse deixavamos de protestar nas greves gerias da função publica com a bandeira do PCP à frente do cortejo....
 
"Ó Sô Tôr,

há um comentário relativo ao tema do dia 11, que eu penso ainda não ter lido... "

Basta ler, nem sequer é necessário comentar. Ou é?
 
LOL que burrice, então profissionais imprescindiveis como os enfermeiros que mal um cai do poleiro ha logo outros 1000 a competir pelo lugar, será que fará sentido fazer greve? Quem faz greve e tem o que quer são profissionais insubstituiveis.
 
"Quem faz greve e tem o que quer são profissionais insubstituiveis"

Os profissionais insubtituíveis não precisam de greve, como é lógico. Ora pense bem...

Depois, já não há profissionais insubstituíveis. Se os há, contam-se pelos dedos de duas mãos...
 
«O anónimo das 9 e tal diz que não votou na actual bastonária mas que também não se revê no servilismo político dos concorrentes a bastonário.
Deve estar muito distraído ou não conhece os outros candidatos minimamente: Pelo que sei deles, a nenhum assenta a carapuça de servilismo político.
Terá alguns dados que possa fornecer aos frequentadores do blog ou está só a aumentar a confusão.
Se os tem venham eles, pois não os tenho por servis.»

Eu por acaso, já assisti a uma visita de um Ministro da Saúde a um Hospital e quem se encarregou de filmar a visita para no final da mesma entregar a cassete ao Sr. Ministro foi um ex-candidato a bastonário...

Se isto não é servilismo político, o que é?
Caro colega, nesse dia, como enfermeiro, senti-me profundamente envergonhado...
 
Posso lhe garantir que o Enf. Carlos Folgado não serve nenhum Partido politico. Se servisse tinha uma máquina eleitoral bastante mais evoluida. Assim como a da Sra. Bastonária e do Sr. Enf. Azevedo....
 
Essa do servilismo da cassete é uma interpretação muito pessoal e personalizada.
Podia ser outra a intenção.
Por acaso sabe quem pagou as contas da máquina bem montada do Sr.Enfermeiro Azevedo?
Olhe que há quem saiba e ia ficar surpreendido.
Sabia que até no partido dele tem quem o apunhale pelas costas. A MAS é bem estimada no dela.
Por que será assim com estes candidatos tão diferentes.
Não tente desculpas inadequadas.
A enfermagem sabe melhor do que qualquer outra profissão perder oportunidades soberanas de sair da cepa torta, porque ouve os caluniadores mais que qualquer outa profissão. E eles não param.
E ela não pára de ouvi-los.
Tudo isto é fado: o nosso fado!
 
«Essa do servilismo da cassete é uma interpretação muito pessoal e personalizada.
Podia ser outra a intenção.»

Eu também acho que podia, mas é melhor não escrever, por respeito aos enfermeiros...

«Por acaso sabe quem pagou as contas da máquina bem montada do Sr.Enfermeiro Azevedo?»

Não sei, mas gostava de saber...dele e dos outros candidatos.
Aliás, deveria ser obrigatório essa publicitação de contas, á imagem do que se passa nas eleições para s Orgãos de Soberania.
A bem da transparência...
 
« Não tente desculpas inadequadas »


Quais? :-(
 
Essas das contas da campanha e das campanhas tem sempre a mesma origem.
Procuram tirar sempre dividendos.
Mas para que serão as campanhas no caso?
Não serão para servir os enfermeiros se eles o entenderem?
Claro que a OE devia pagar mais as despesas de campanha. É com quem decide.
Quantos às despesas de campanha do Enfermeiro Azevedo foi ele que as pagou, estou habilitado a garantir isso.
Quem tiver muita curiosidade com um disco que costuma dar frutos nos partidod e nas autarquias está a confundir a dimensão do problema.
Mas se a curiosidade for muita dirijam-se ao próprio para que ele mostre as facturas e de onde veio o dinheiro para pagá-las.
Garanto-vos que ele vos mostra isso.
Também não se tem grandes dúvidas acerca da intenção de levantarem esse problema.
O Enf. Azevedo é pobre, mas o património que sob a sua Direcção o Sindicato acumulou é rico.
Não vão por aí!
Quanto às listas da bastonária, tirando as muitas actividades de campanha, que foram disfarçadas para serem pagas pela Ordem, não temos dúvidas que as contas foram ou hão-de ser pagas.
 
O dia mais feliz do "Dr." Enfermeiro (uau! E em apenas 3 anitos, que prodígio!) e das suas focas:

-O dia das colocações na Faculdade!

Há testemunhos fidedignos que asseguram que o mesmo foi para casa a correr, as lágrimas a escorrerem-lhe pela face, e terá dito alto e bom som:
-Mamã, papá, consegui, entrei numa Faculdade (ou lá onde aprendem "enfermagem"...) de Enfermegem, a minha 1ª opção, o meu sonho de criança tornou-se realidade, vou ser Doutor, andar de helicóptero e de ambulância, vou ser Ministro da Saúde, Presidente da República, enfim, o céu é o limite, este é o dia mais feliz da minha vida!

...
Verdadeiro ou Falso?
lolll
 
Olá Dr. Enfermeiro,

por incrível que pareça, aqui onde eu moro(cidade: Fernandópolis, estado de São Paulo - Brasil) existe o mesmo problema que vocês portugueses estão passando no momento!
Muitos enfermeiros se formam todos os semestres, mas o número de vagas não é suficiente para a oferta que sai das faculdades, isso prejudica a enfermagem, pois a cada ano que passa os salários caem mais e mais, ficando difícil trabalhar na enfermagem.

Espero que um dia isso mude!
 
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