quinta-feira, fevereiro 07, 2008

A pobreza... a miséria.... o drama!

A Revista Visão, esta semana (edição n. 779), levantou a ponta de um véu "perigoso" - os transplantes e todo o dinheiro que os envolve, nomeadamente, os incentivos monetários.
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Os transplantes são uma mina de ouro para os médicos, que ganham milhões de euros com eles.

Ficamos a saber, por exemplo, que o cirugião Eduardo Barroso é um homem com dificuldades no âmbito financeiro. Confunde-se com o número de zeros do seu salário, pago pelo estado português.

Por exemplo:
> Só em Novembro de 2007, recebeu de incentivos...30 mil euros... "limpos"!
> No ano de 2007 recebeu 277 mil euros em prémios!!
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Não admira que o seu estilista favorito seja o Giorgio Armani! Mas, vai daí, o "pobre" Eduardo Barroso contra-ataca: "estes incentivos permitem que eu me dedique ao Serviço Nacional de Saúde com um salário semelhante ao que é praticado no privado. Porque no hospital já ganho bem, deixei a minha actividade privada. Não posso viver sem eles e não tenho vergonha de o fazer".
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Andam aqui os Enfermeiros preocupados com uma nova carreira, e com um aumento de meia dúzia de euros (já para não falar nos salários miseráveis da maioria dos privados), quando temos funcionários públicos a auferirem salários milionários!

Mas, o próprio, revoltado por ter sido apelidado de "euromilhões dos transplantes", afirmou que entre algumas propostas delineadas por ele, está, "nomeadamente, a fixação de tectos máximos para os incentivos aos profissionais envolvidos no processo de transplantação".
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Quem também está revoltada com os incentivos é a classe de Enfermagem. Não com os milhões, mas com os tostões. E só são para alguns....
"A revista, na edição de hoje, refere que entre a equipa de enfermagem do Curry Cabral, só alguns recebem incentivos".
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Não admira que uma Enfermeira do Curry Cabral tenha afirmado que "tudo o que rodeia os incentivos é profundamente imoral e injusto"...
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Comments:
O sentido de oportunidade do doutor enfermeiro é irrepreensível!
Temos de lhe tirar o chapéu! Pouca gente conheci em toda a minha vida que defendesse a enfermagem num estilo quase sublime!

Este blogue foi recomendado por professor nosso. Sou aluno numa escola de enfermagem do norte. Queria dizer-lhe que apesar de ser do 2º ano, preocupa-me imenso a problemática do emprego e da visibilidade do nosso papel.

Longa vida ao blogue!

Jorge Matos
 
Por princípio, são favoravel aos incentivos, desde que eles sejam equitativamente distríbuidos.
Pelo que vejo e leio, quer-me parecer que neste, como noutros casos, a equidade é coisa que não existe.
Provavelmente, passa-se com os incentivos nos transplantes algo parecido com o que se passa na Produção Acrescida nas cirurgias efectuadas em alguns hospitais. Nestas cirurgis, os pagamentos suplementares ficam pelo pessoal do Bloco Operatório, deixando de fora o os Cuidados Intensivos e o Serviço onde o Doente fará o Pós-Operatório.
Estou como o outro...«Ou há moralidae...»

Teixeirinha
 
Para complementar o artigo da visão, aconselho conhecer o outro lado da questão:
http://videos.sapo.pt/YZ3kGSqATtAaNPqPv0NV

Se ainda quiserem ficar mais elucidados, então vejam o tal Dr. Antunes que, para quem lê a visão, parece um atacante do Dr. Barroso e afinal...
http://videos.sapo.pt/zmPDlPyZhY7QTAvFMb8d

Algum comentário?
 
E ainda falta descrever os cuidados que se prestam aos dadores!!!

Pois os enfermeiros que mantêm a vitalidade destes, não auferem rigorosamente nada!!!!

Mas os cuidados prestados são iguais a uma UCI!!
 
Para que servem os incentivos?

digam-me caros futuros colegas, para que servem os incentivos?

-Para que trabalhem mais um pouco?(mais do que já trabalham!!!)

-Para darem o vosso melhor?(não devia isso ser uma coisa natural e não comprada!!!??)

-Para que possam dizer mais uma vez ele teve e eu não? (mais problemas por tanto!!)

-Para quê? não compreendo!!!

Achava bem era dizerem abaixo os incentivos! para todos!!!
Agora se me dizem "temos salários de nojo e temos de o ir buscar a algum lado!" ok, tudo bem sejamos imorais(como os senhores que presidem este país) e assim vamos longe
 
Esse senhor declara-se vitima? vitima de quê? deganhar um dinheirão, por tratar abaixo de cão os outros médicos que lhe fazem sombra nos transplantes e aos enfermeiros que os ignora.
Se a enfermeira fala é porque sempre na pele essas injustiças.
 
O problema é que neste nosso mundo da Enfermagem, não temos superiores capazes de "defenderem a camisola"....
O problema é que estamos uma classe que deixa que se faça tudo, infelizmente o que nos prejudica....
O problema é que a saúde é vista como tendo um único sector profissional, quer se queira ou não, e este caso é só mais uma prova disso mesmo....
O problema é que muitos de nós já se fartam destas historiazinhas e nao vêem a profissão a evoluir, cansamo-nos, tentamos fazer o nosso dever da forma mais certa possível e o que vemos???Chegamos ao fim do dia cansados, com a certeza que os cuidados prestados não são os melhores, pois se nem às vezes conseguimos saber todos os nomes dos doentes, olhar de forma digna para cada um....
Onde para a Enfermagem????
 
O problema é que neste nosso mundo da Enfermagem, não temos superiores capazes de "defenderem a camisola"....
O problema é que estamos uma classe que deixa que se faça tudo, infelizmente o que nos prejudica....
O problema é que a saúde é vista como tendo um único sector profissional, quer se queira ou não, e este caso é só mais uma prova disso mesmo....
O problema é que muitos de nós já se fartam destas historiazinhas e nao vêem a profissão a evoluir, cansamo-nos, tentamos fazer o nosso dever da forma mais certa possível e o que vemos???Chegamos ao fim do dia cansados, com a certeza que os cuidados prestados não são os melhores, pois se nem às vezes conseguimos saber todos os nomes dos doentes, olhar de forma digna para cada um....
Onde para a Enfermagem????
 
CAríssimos:
UMA VERGONHA, UM ATENTADO à dignidade, a pobreza e à inteligência .
Porra é que para além de tudo o sótor gajo é do Sporting.
Irra que não desparecem...
Bin Laden:
NÃO TE ESQUEÇAS DESTE PAÍS DE MANjERICOS, se possível com uns b-52 (é que são grandes e não falham o alvo).
Então gosta do estilo invertido do Giorginho?
DEUS NOS LIVRE DAS MALEITAS e dos maliciosos!
 
Hugo roque, desculpe mas já está a cair no ridículo.
Contenha-se não seja uma vergonha para a nossa classe com comentários tão.....típicos.
 
Como?
Está "hablando" de quê?
Hem?
Oi?
Classe, vergonha? Rídiculo é existirem um conjunto de "inops" como vossa excelência na Enfermagem!
O que escrevi foi circustancial, compreende? Duvido. O essencial é invisível ao olhar, já dizia ou outro...
Poupe-me a lições de moral, ou de ética. Experimente umas palestras da OE ou então, e melhor ainda, experimente o sótor supracitado no post.
 
Ainda (apesar de achar que não merece o tempo despendido),
O meu comentário é paupérrimo no conteúdo?
É, sem dúdida, o seu fecundo em cultura...
Com um pouco de sorte será daqueles que não quer que os enfermeiors sejam "mini-médicos"; ou que os enfermeiros não necessitam de expor as suas actividades porque "quem precisa sabe o que nós fazemos".

Até quinta!
 
a quê? disse...
Para que servem os incentivos?

digam-me caros futuros colegas, para que servem os incentivos?

-Para que trabalhem mais um pouco?(mais do que já trabalham!!!)

-Para darem o vosso melhor?(não devia isso ser uma coisa natural e não comprada!!!??)

-Para que possam dizer mais uma vez ele teve e eu não? (mais problemas por tanto!!)

-Para quê? não compreendo!!!

Achava bem era dizerem abaixo os incentivos! para todos!!!
Agora se me dizem "temos salários de nojo e temos de o ir buscar a algum lado!" ok, tudo bem sejamos imorais(como os senhores que presidem este país) e assim vamos longe"



Eu por acaso sou da opinião que é a maior injustiça do mundo ganharmos todos o mesmo, não termos incentivos e não sermos competitivos (saudavelmente) pois caso assim seja que incentivo tenho eu ou qualquer um de nós para melhorar?

A questão de darmos o nosso melhor parece-me ingénua, mas alguém acredita que não se trabalha melhor ainda se existirem incentivos? Ninguém é menino de coro e são precisos estímulos para se continuar ou começar a trabalhar bem.

Claro que não podem ser dados incentivos superiores ao ganho que se obtém com esses incentivos como me parece ser toda esta problemática com os transplantes. Para isso seria preciso definir o que é actividade normal ( realização de um número normal de transplantes) e os que vão além disso, sendo nesta última actividade onde deveriam assentar os incentivos, ou seja, em quem faz além do que lhe compete.

Seria muito simples uma avaliação deste problema, bastava fazer um estudo ou uma análise retrospectiva de todos os possíveis dadores, sabermos quantos foram propostos para doação de órgãos e quantos deles foram efectivamente feitos. Talvez aí percebêssemos a real produtividade, como imputar responsabilidades e premiar os que realmente trabalham.

Penso que partem de um mau princípio ao darem incentivos para produzir o que é desejável e não o que é extraordinário, assim faz-me lembrar a história das gorjetas que se dão a alguém que se limitou a fazer o seu simples trabalho e não foi especialmente diferente para melhor, esse “gorjetado” habituar-se-á a trabalhar simplesmente quando tiver gorjeta e já nem o seu “trabalho” normal fará sem esta.

O que nos falta então?

Diversas coisas… Vontade política de regulamentar a sério esta área, indicadores de produtividade e equidade na distribuição dos incentivos.
Nós enfermeiros podemos começar por intervir na segunda, criemos e elaboremos os indicadores de produtividade mensuráveis, senão formos capazes de o fazer… mas que andamos cá nós a fazer? Pessoalmente acho que se os elaborássemos teríamos realmente a prova e a arma de arremesso para provar e exigir mais direitos e compensações pois o que este “pessoal” gosta é de números e não de emoções ou reivindicações sem fundo de cientificidade (deve ser um neologismo meu). A partir do momento em que criássemos isto a vontade política seria real pois a política está do lado que mais lhes interessa e qual melhor partido do que o sector mais produtivo? Daí à equidade nos incentivos seria um pequeno passo.

Sinceramente acredito que teríamos tudo a ganhar com isto pois a minha percepção da realidade não pode estar assim tão errada, e a minha noção da realidade é a de que o realmente os enfermeiros se excedem diariamente, produzindo mais do que o é exigido a qualquer outro trabalhador, existirão excepções, mas esta é a generalidade. Só nos falta como mostrar isto em números e julgo que as greves nos moldes como são actualmente feitas ( com a indefinição/obrigação de cuidados mínimos) não o conseguem mostrar. Usemos a economia e a estatística para provarmos que temos razão.
 
Sabe senhor magistral estratega, eu perguntei porque ainda sou estudante de enfermagem e como tal não devia ter direito a opinar sobre isto dos vencimentos porque ainda não me toca na pele...mas na minha visão de cidadão deste "nobre" país com certeza que digo e repito abaixo os incentivos!!!

Ninguem é menino do coro? pois não! mas ha quem quiera ser parasita do estado e viver á custa dos ditos incentivos, cabe na cabeça de alguem que um profissional tenha de ordenado X e de incentivos X, mas que sociedade é esta!? ´cada vez mais cria um buraco entre os pobres e os ricos!

E não concordo quando diz

"Eu por acaso sou da opinião que é a maior injustiça do mundo ganharmos todos o mesmo, não termos incentivos e não sermos competitivos (saudavelmente) pois caso assim seja que incentivo tenho eu ou qualquer um de nós para melhorar?"

Eu duvido que seja melhor profissional com incentivos, vai é trabalhar mais, vais se desgastar mais por uns tostões, logo vai levar a um desgaste maior tudo por dinheiro...algo que na saude não devia existir

e mais concordo pelenamente que um varredor de rua ganhe tanto como o sr doutor!!! se estivesse-mos num pais decente isso aconteceria, mas inflizmente continuamos com mentaldades retogradas que se há-de fazer!...deixa-los andar

Mas acima de tudo obrigado por me responder ás questões pois como futuro enfermeiro gosto de saber que mentalidades terei de aguentar daqueles senhores do governo....
 
Olá Senhores Enfermeiros,

Este tópico de debate, é mais um exemplo do carácter do seu autor, e em certa medida, de uma parte (pequena) de uma classe profissional.

Vivemos numa sociedade de direito, e as pessoas podem fazer quase tudo o que bem entenderem. Sei que se há profissões onde abundam os blogues, uma delas é a vossa. Aceito que me digam que isso é um sinal positivo, mas também me parece que haja uma interpretação ligeiramente diferente... Mas sobre isto não me apetece agora aqui expor a minha opinião.

Quanto ao doutor enfermeiro, que até já é recomendado nas escolas de enfermagem (!), e à reportagem de que ele aqui fala, é bom ter-mos a noção do que é que está em causa. Criar um serviço de transplantação, envolve uma equipa extensa e muito diferenciada, que engloba também (e não poderia ser de outra forma) os enfermeiros, pelo que os números envolvidos não poderiam ser pequenos.

Sem dúvida que se houver provas de má gestão de dinheiros públicos, têm de se apurar responsabilidades. Mas não se esqueçam que, por exemplo, para doentes com paramiloidose, este homem (Eduardo Barroso) é um verdadeiro Super Homem. E se eu tivesse a “doença dos pezinhos”, e fosse submetido a um transplante hepático, iria ficar eternamente grato a este homem. E isso, caríssimos, não há dinheiro que pague. Perguntem a quem já passou por uma situação dessas!

Insisto, não quero que passem impunes pessoas que abusam dos cargos que ocupam. Contudo, é bom ter-mos a noção de que vivemos numa sociedade que fica chocada com isto, mas ignora os prémios extras que os presidentes das câmaras auferem via “empresas amigas”, ou os “presentes” que são dados aos deputados e altos representantes do Estado, ou os “incentivos” aos futebolistas e outras altas individualidades... enfim, um país afortunado como se vê! Já para não falar que há muitos enfermeiros que são coniventes com estes abusos dos senhores doutores: uns porque sabem destas “jogadas” e não se pronunciam a quem de direito; outros há, que inclusivamente participam nelas activamente!

Quanto à Visão, é uma grande revista sem dúvida. Recebo-a em casa todas as semanas, não à Quinta feira, mas à Quarta à noite (sou um sortudo!). Àh, e estejam descansados que a assinatura não me foi oferecida por nenhum laboratório. Quanto aos enfermeiros, pelos vistos só têm acesso a estas notícias graças a este blogue. De outro modo, este caso passar-lhes-ia completamente ao lado já que não tinham outra forma de consultar esta fonte de informação tão conceituada...

Sabiam que há laboratórios que oferecem assinaturas de revistas? E porquê? Porque as viagens são mais caras e dão mais nas vistas. Continuam a haver estratégias que "chocam" menos a opinião pública. Um colega meu recebe a Focus, a Sábado e a Caras... à borliú!

Quanto ao cerne da questão de hoje, é de facto importante estarmos atentos ao que se passa à nossa volta, mas também é bom que não sejamos precipitados nos comentários. Há que saber esperar.



Obs. 1: Há uns tempos apelidaram-me de "intruso" e alguém chegou mesmo a dizer que não estava a dar um contributo útil para o blogue. Se isso é verdade ou não, pouco me importa! Mas já agora, o primeiro comentário do Hugo Roque e o do anónimo que se lhe segue espelham bem que os enfermeiros não precisam que outros os ataquem. Eles próprios encarregam-se disso! LINDO!



Obs. 2: Quanto ao bloguista, sei já alguém disse algo como isto: “o doutor enfermeiro pertence a uma geração de enfermeiros que ingressou numa escola de enfermagem numa altura em que determinadas escolas exigiam médias muito próximas das de medicina”. Talvez isso seja verdade, e talvez fosse melhor que tivesse vindo para Medicina. Aqui, sentir-se-ia mais igual aos seus. Mas só o aceitamos se vier por bem: mude o estilo do seu blogue; basta vir aqui de vez em quando para perceber que o seu blogue, mais parece o Jornal 24 horas! Deixe-se de sensacionalismos (http://pt.wikipedia.org/wiki/Sensacionalismo). Eu gostava mais que estivesse equiparado, por exemplo, à revista Visão!). Não tenha dúvidas, se você é um dos que oferece luta (questionável por vezes, mas pelo menos pode dizer-se que é corajoso!), estou em crer que mais de 70% dos enfermeiros não o são. E nem sequer é preciso olhar para os enfermeiros que nos tratam por “senhor doutor”. Cruzo-me todos os dias com enfermeiros, formados há muito pouco tempo, e a quem falta muita argúcia mental!





O cirurgião da Naifa.
 
Não sei porque vem esta história dos incentivos agora...desde há muito tempo que o combate às listas de espera vem sendo remunerada com incentivos....mudam-lhe o nome mas é basicamente a mesma coisa...

Eu gostava de realçar 2 aspectos...
Não concordo que haja incentivos ou pagamentos por um trabalho que já é pago com o nosso salário, ou seja durante as horas que fazem parte da minha carga horária eu devo desempenhar as minhas funções da melhor forma que sei.

Por outro lado, se é necessário trabalhar para além do que é exigido no meu contrato concordo que seja feito o pagamnto de incentivos a todos os envolvidos (desde o bloco ao internamento, desde o sr prof. dr. até a auxiliar). No entanto queria realçar que a produtividade deveria ser a mesma no nosso horário de trabalho e quando estamos a receber incentivos.

O número de doentes operados deveria ser o mesmo no mesmo número de horas, quer seja com o incentivo ou sem ele.

As cirurgias efectuadas deveriam ser feitas fora do horário de serviço... o que acontece agora é que estes doutores espertos recebem o salário e incentivos ao mesmo tempo e pelo mesmo trabalhao...
Espero ter sido claro....
Vejam o exemplo do s. joão no meu blog...

www.futuruniger.blogspot.com
 
Este comentário foi removido por um administrador do blogue.
 
Boa noite, trabalho num hospital de Coimbra e acho que seria útil dar a minha opinião sobre algumas coisas que já foram ditas.



O Sr. Estratega já nos habituou a uma postura deveras curiosa:

"Eu por acaso sou da opinião que é a maior injustiça do mundo ganharmos todos o mesmo, não termos incentivos e não sermos competitivos (saudavelmente) pois caso assim seja que incentivo tenho eu ou qualquer um de nós para melhorar?"

Respeito a sua opinião, mas discordo dela. Quer um exemplo? SIGIC! Os incentivos são dados aos cirurgiões, aos anestesistas e aos enfermeiros do bloco. Os enfermeiros do recobro e os da enfermaria ou da unidade de cuidados intermédios/intensivos para onde esse doente vai no pós operatório não vêem um cêntimo! Parece-lhe bem?

Acha justo que num hospital, se ganhasse mais no serviço de Pediatria do que no serviço de Medicina? Não lhe parece que algumas pessoas fossem para um determinado serviço, não em função daquilo que consideram a sua vocação/preferência, mas em função dos tais incentivos?



O que me deixa espantado, é que depois de tecer estas considerações, remata com algo absolutamente contraditório: "partem de um mau princípio ao darem incentivos para produzir o que é desejável e não o que é extraordinário".

Aí está a problemática central deste tema. Os favorecidos de que há pouco eu lhe falava, tudo fazem para que haja listas de espera. Isso interessa-lhes. O problema resolve-se, e disse bem, olhando para a produtividade! E aí, o que há a fazer é retribuir a quem cumpre com a produtividade exigida, e penalizar quem não a cumpre. O actual sistema é: retribuír a quem faz pouco, e pagar incentivos a quem faz um bocadinho mais do que isso. É triste!




Quanto ao "fazer um estudo ou uma análise retrospectiva"... Talvez esteja na hora de ir fazer um desses cursinhos de investigação científica. Se quizer ir mais além, pode também inscrever-se num mestrado de epidemiologia. O Prof. Henrique de Barros (Porto), certamente lhe dará umas dicas!

Quanto ao Senhor aluno, parabéns por participar num espaço onde os mais "graúdos" intervêm. Quando diz "concordo plenamente que um varredor de rua ganhe tanto como o sr doutor", eu percebo o alcance das suas palavras.

Digo-lhe o seguinte: ambos nos merecem o melhor respeito do mundo. Sem eles a sociedade fica mais pobre. Quanto ao vencimento, aceito que os médicos ganhem mais, já que têm um percurso de formação altamente diferenciado. Se me diz que a diferença entre ordenados destas duas profissões, actualmente, é altamente injusta, também concordo consigo. Talvez quando os varredores se especializarem (uns em pavimentos de cimento, outros em pavimentos de madeira, outros em pavimentos de calçada à portuguesa...), aí a sua afirmação faça mais sentido.


Mas há uma frase que é muitas vezes pronunciada e que me deixa furioso: "os médicos têm a vida do doente nas mãos". Pura campanha de marketing! Ainda por cima, enganador! Quem estudou ali para os lados de Viseu, sabe que ao Domingo à noite (no Inverno), partem de Braga, autocarros de dois andares da RBI carregados de estudantes. Pela frente têm o antigo IP 5. Para ajudar à festa, à vezes há chuva, às vezes neve, ou então muita escuridão... E quantas vidas vão na mão daquele motorista de autocarro? No mínimo 50!
 
Em relação ao anónimo das 3:27...
Diz-nos que já o habituei a esta postura então ao menos podia inventar um nickname para que eu me possa habituar a identificar as suas respostas.

Quanto às opiniões por si expressas:

“Respeito a sua opinião, mas discordo dela. Quer um exemplo? SIGIC! Os incentivos são dados aos cirurgiões, aos anestesistas e aos enfermeiros do bloco. Os enfermeiros do recobro e os da enfermaria ou da unidade de cuidados intermédios/intensivos para onde esse doente vai no pós operatório não vêem um cêntimo! Parece-lhe bem?”

Não me parece nada bem mas também não me parece que tenha sido isso que eu escrevi. Disse e digo-o novamente é injusto que ganhemos todo o mesmo se não trabalhamos todos o mesmo. Não sei que raio de justiça se apregoa por aí… o bom trabalhador receber o mesmo que o mau. E estou a falar do caso da Enfermagem. Esta situação que exemplifica é claramente injusta mas penso que me percebeu muito bem o que eu quis dizer à primeira

Mas também temos de ser compreensivos com esta situação(ironia)… como posso distinguir um enfermeiro bom de um enfermeiro mau ou um enfermeiro produtivo de um não produtivo? Em critérios de avaliação de desempenho que dependem quase em absoluto da opinião do avaliador? Em índices de produtividade “colados” a parâmetros de avaliação mais consentâneos com a pratica profissional de outra(s) classe(s)?


”Acha justo que num hospital, se ganhasse mais no serviço de Pediatria do que no serviço de Medicina? Não lhe parece que algumas pessoas fossem para um determinado serviço, não em função daquilo que consideram a sua vocação/preferência, mas em função dos tais incentivos?”

Obviamente está aí uma grande confusão no seu raciocínio…
Até se poderia ganhar mais numa consulta externa de Oftalmologia do que numa Urgência Geral. O que interessa é o que definimos por produção normal. E o que vai além disso. Definir o que deve ser remunerado como incentivo. Certo?

Quanto a esse discurso sempre tão belo e romântico de ir para um serviço em função da vocação… sem palavras. Vocação? Lolol. Por isso é que essa vocação só se manifesta nos primeiros anos de profissão e depois desaparece não é? Isto vê-se quando se procuram “serviços” menos cansativos ao fim de uns certos anos. Aí já se perdeu a vocação?

“O que me deixa espantado, é que depois de tecer estas considerações, remata com algo absolutamente contraditório: "partem de um mau princípio ao darem incentivos para produzir o que é desejável e não o que é extraordinário”

Aí está a problemática central deste tema. Os favorecidos de que há pouco eu lhe falava, tudo fazem para que haja listas de espera. Isso interessa-lhes. O problema resolve-se, e disse bem, olhando para a produtividade! E aí, o que há a fazer é retribuir a quem cumpre com a produtividade exigida, e penalizar quem não a cumpre. O actual sistema é: retribuír a quem faz pouco, e pagar incentivos a quem faz um bocadinho mais do que isso. É triste!”

É óbvio que não cabe na cabeça de ninguém achar justo pagar incentivos a um serviço que até deveria ser melhor prestado mesmo sem incentivos. Então se um “gajo” faz o trabalho dele tem de se lhe pagar mais por isso? Tem é de se penalizar quem faz menos do que lhe é devido e só pagar mais a quem faz mais do que lhe compete. Portanto basicamente criticou-me e disse exactamente a mesma coisa que eu neste aspecto…

Relativamente à questão da preferência dos serviços…isso remete-nos para outra temática: as especialidades, pelo menos agora não vão ser aqui discutidas por mim.

Relativamente à sua crítica à minha capacidade de entendimento de uma investigação e do termo retrospectivo, tenho de pedir desculpas a todos não pelo desconhecimento mas pela minha negligência no uso fora de contexto da palavra retrospectiva que se deveu apenas a uma falha de raciocínio.

Continuo a achar que um estudo retrospectivo nos daria possibilidades de conhecer o verdadeiro panorama português na questão dos transplantes.

Em jeito de correcção ao anónimo… deve escrever-se quiser e não quizer ;)
 
Boa Noite!

Tenho lido atentamente todos os posts expostos neste blog que considero ser de qualidade e que deve ser um espaço importante de reflexão sobre a profissão e a situação que actualmente se vive na mesma.

Apesar da minha pouca experiencia profissional concordo com muito do que aqui foi dito mas reforço que o que falta realmente a Enfermagem é um pouco marketing social veiculado atraves de cada profissional, retratando a profissão como um todo de uma forma digna. Como alguém já disse aqui não há que ter medo de ir para a TV e para os media publicar e divulgar os nossos estudos os nossos pojectos em vez de ficarem na "gaveta"!
Do que vejo, os profissionais de Enfermagem são pessoas dinâmicas proactivas e corajosas mas que se perdem nessa prática esquecendo o mais importante hoje em dia,a informação produzida e que é a base e fundamenta a Ciência de Enfermagem.
O que falta também a meu ver de entre muitas outras coisas é a união entre todos os profissionais, pois está provado que podemos e conseguimos fazer bem e melhor mas quando todos juntos.

Muitos parabens ao fundador e moderador deste blog pela qualidade que tem conseguido manter no mesmo.

Não posso deixar também de congratular o "anónimo" que insiste em nos presentear com as suas intervenções vazias no conteudo não construtivas e que em nada contribuem para a evolução do prório nem para o debate que aqui se pretende! Claro está que deve ser um profissional que desempenha funções num hospital que não tem a mínima noção "do seu galho" e que segue a carruagem so por carolice!

Cumprimentos

Telmo Aleixo
 
Quanto ao cirurgião da naifa. Não se arvore em paternalista para com os enfermeiros nem exiba tiques de superioridade intelectual e moral em relação a estes. Pessoas iletradas e incultas existem em todas as profissões. E lá por você ler a Visão e achar uma excelente revista eu também a leio e acho-a medíocre o problema é que é a menos má de entre as trÊs (sábado, focus e visão para só falar nestas).

Mas não vamos discutir cultura geral e diferenças entre classes senão podíamos ambos chegar a conclusões que nos envergonhariam não acha?



Falou nos "incentivos" a políticos e afins... então como estes recebem devemos aceita-los noutros(reparar nas aspas)? É com esta mentalidade que temos e somos uma cambada de corruptos que aceitamos a corrupção porque ambicionamos o mesmo e nos revemos nela daí que a aceitemos tão facilmente. Julgo que a mensagem que passou foi essa...
 
Este comentário foi removido por um administrador do blogue.
 
(...) "Quanto à Visão, é uma grande revista sem dúvida. Recebo-a em casa todas as semanas, não à Quinta feira, mas à Quarta à noite (sou um sortudo!). Àh, e estejam descansados que a assinatura não me foi oferecida por nenhum laboratório. Quanto aos enfermeiros, pelos vistos só têm acesso a estas notícias graças a este blogue. De outro modo, este caso passar-lhes-ia completamente ao lado já que não tinham outra forma de consultar esta fonte de informação tão conceituada..." (...)

Cá temos outra vez este nosso amigo a regressar aos insultos e a desviar-se do assunto em questão! Só os Srs. Drs. é que podem comprar a revista? Por favor, tenha vergonha na cara!

MADureira
 
Boa tarde...

Estava eu a começar a escrever e esqueci-me que estava num blog de enfermagem...

Eu que também sou estreante nestas coisas de blogosfera ainda para mais estudante de enfermagem, curiosamente do 2ºano, mas não o outro colega que por cá deixou outros comentários.

Desculpem que lhe diga, mas isto diz mais respeito às pessoas em geral do propriamente a todos os profissionais de saúde que recebem tais incentivos. Pois passo a explicar:

1- Os valores em causa são elevadíssimos. Quando se está a fazer remodelações no SNS, quando se está a pedir que à população faça todos e qualquer tipo de esforços a todos os níveis, saem noticias destas para continuar a colocar em causa o Governo, os profissionais de saúde, o SNS e indirectamente os Enfermeiros que têm a credibilidade bastante diminuída. (os médicos não vale a pena falar pois toda a gente sabe..).

2- Como é possível que todos se queixem de incentivos, para já existem equipas de hospitais que os recebem e outros não, porque?? Quais são os hospitais/equipas habilitados para tais salários extra?

3- Porquê que só agora vêm falar sobre os incentivos, quando existem há pelo menos 15 anos??

4- E mais poderia falar...


Agora quanto aos transplantes toda a gente sabe que anda muita gente a "mamar", inclusivamente Enfermeiros... salários extras, horas extraordinárias em cirurgias que não se realizam. Pq?? Como funcionará o sistema nacional de transplantes??

Dizem também em outras mensagens aqui escritas, que outros enfermeiros foram esquecidos no âmbito dos incentivos, enfermeiros de recobro, enfermeiros dos Serviços de Medicina... Bem, se assim fosse, e aos AAM, e aos enfermeiros dos Centros de Saúde que depois realizam os Tratamentos a esses Utentes, também deveriam receber??

Pois eu sei, que olhar para o vizinho do lado que recebe mais por fazer mais ou menos custa imenso... mas é por estas e por outras que esses incentivos deveriam terminar, ou então os valores deveriam ser mais baixos significativamente, e até quem sabe investir no SNS, ou até para dar trabalho a Enfermeiros, ou até...

Em causa ficam sempre os Utentes que estão há anos à espera de um transplante e não sabem se o vão receber, pois depende se há ou não incentivos?? Para mim enquanto aluno faz-me imensa confusão, quando levo "lavagens" de que o utente é o foco da nossa profissão; sem deixar de pensar que um dia poderei estar no lugar deles. Mas isto são outras questões.

Talvez a OE devesse intervir neste aspecto, mais uma vez, o que não acontece nem acontecerá. Mas volto afirmar que isto é uma vergonha para o País. E toda a gente sabe que a avaliação dos profissionais não funciona em nenhum dos ministérios.

Lamento se falei sobre assuntos que desconheço, estou aqui para aprender com todos estes senhores que defendem a minha futura profissão, mas espero um dia vir a conhecer todos estes meandros de hipocrisias e de aproveitadores. Aquilo a que chamam de União, e que todos os dias ouço pedir aos profissionais de saúde e inclusivamente aos Enfermeiros. Conheço outra palavra começada por U, que talvez se aplique com mais facilidade e a todos, obviamente que existem excepções, mas essa palavra é Utopia.

E claro que sou contra os incentivos nestes valores, pois todos estão a exercer a sua profissão, depois de anos a estudar para enfermagem ou medicina, é e será um dever de qualquer profissional. Eu sei que se assim não fosse iriam para os privados, as cirurgias não se realizavam... Pois, grandes profissinais, grande etica... Coloquem os olhos em Cuba e mais não tenho a dizer.

Voltarei sempre para aprender e para ficar melhor preparado para aquilo que irei encontrar daqui a dois anos quando puder exercer a profissão. Se ainda houver emprego.. E atenção que não quero ofender ninguém, e primeiro que tudo eu gosto de Enfermagem.

Abraço
 
Mais um caso de terceiro mundismo: incentivos para cumprir aquilo que são obrigações consignadas nos fundamentos dos vínculos de trabalho de cada classe. Concordo com os incentivos sempre que estes visem a promoção do transcender dos objectivos mínimos estipulados para um dado trabalhador ou quando as solicitações sobre ele em termos de trabalho ultrapassem aquilo que é normal. Ora neste caso não me parece que ocorra nenhuma das hipóteses. Parece-me mais que estamos perante mais um caso de mercenários da saúde, a operarem doentes a soldo. Muitos destes médicos que ameaçam com a migração para as privadas devem o seu bom nome e aquilo que sabem ao sector público, pois foi esse mesmo sector que lhes suportou as formações e estágios(em tempo de serviço pelo menos) que lhes permitiram o treino em determinadas técnicas cirúrgicas que hoje lhes rendem boa maquia, muitas vezes fora do país e que lhes forneceu a primeira carteira de clientes da privada!
Este incentivo mais parece um suborno, para que aqueles que geralmente andam de braços cruzados ou simplesmente andam desaparecidos na bruma façam aquilo que o seu salário per si já exige que seja feito.
Se a moda pega qualquer dia vamos ver os pilotos aéreos a aterrar o avião apenas se lhes derem um incentivo à aterragem, a polícia a prender os delinquentes apenas se lhes derem um incentivozito à apreensão do criminoso ou os juízes a sentenciar os arguidos mediante um incentivo por cabeça. Podiam até fazer uma tabela de preços de incentivos, tal como os médicos, mediante se tratasse de uma sentença de homicídio, furto ou burla. Já agora, porque é que nós enfermeiros não vamos para os nossos serviços, encostamo-nos a uma parede a ler a Visão ou o Jornal de Notícias e esperamos que alguem nos venha dar um incentivo para que cuidemos dos doentes?
 
Sr. Cirurgião da naifa:

Há uma coisa que me choca no seu comentário, ainda por cima vinda de um médico, com ....anos de formação superior...
Eu tenho no meu grupo de amigos e na família médicos, advogados, engenheiros,enfermeiros, gestores, pedreiros, serventes, administrativos, etc... e nunca me passou pela cabeça que a profissão de alguém fosse um indicador de cultura geral ou de leitor de algum tipo de revistas!!! A não ser que estejamos a falar da revista "escola informação" para os professores. Claro que as revistas da especialidade são lidas por determinados grupos, agora esse exemplo da visão, fica-lhe muito mal...
Meu amigo eu conheço índividuos com o 9º ano de escolaridade com uma cultura geral muito superior a muitos médicos e enfermeiros, ou professores, ou arquitectos ou srs. doutores de qualquer coisa e nada humildes (que abundam em portugal...).
Para mim o que conta é a competência, chega de coorporativismos estúpidos...é isso que atrasa este país.
Quer um exemplo dos professores: Eu encontro professores competentes (bons no que fazem) com licenciatura, com bacharelato, com licenciatura nos politécnicos, com liceciatura nas universidades, não profissionalizados, profissionalizados...até já encontrei alguns bons professores (há alguns anos) sem curso superior...e uns eram bons outros maus outros assim assim...Enfim...

Um transeunte bloguista...
 
Concordo com os incentivos.
Basta de igualitarismo....só agrada aos fracos !


Quanto á Visão....sou assinante e já reclamei por ser pior tratado do que aqueles que a compram nas bancas; por isso....

Teixeirinha
 
Os incentivos são bem vindos desde que estejam estipulados pela lei e haja um tecto limite. em relação ao curry e aos transplantes hepáticos já há muitos anos que isto se passa e só agora é que se lembraram??? outra coisa que nao devemos ter pena é dos enfermeiros do brloco que fazem transplantes também eles ganham muito, perguntem ao chefe do bloco do curry quanto ganha (recusou o cargo de director referindo que ganhava mais no bloco, ora pois não com tachos destes. mas o que realmente chateia é que quando os doentes saem do bloco vao para a UCI, UT, serviço de cirugia e aí ninguém ganha nada. ora aqui é que a questão é sensivel, porque razão hão-de os enfermeiros e médicos do bloco (que só estão com os doentes umas horas) ganhar centenas de contos enquanto que outros que ficam dias e dias com esses doentes a chuchar no dedo. há coisas que nao se compreendem. O dr. eduardo barroso nao deixou a privada só quem não sabe é que acredita nesta treta, então e a cruz vermelha, a PT, consultório anda a atirar areia para os olhos de quem??? O pior é que o senhor trata os outros a baixo de cão e o enfº compadre dele no bloco. só não vê quem nao quer. há quem ganhe por mês comos transplantes para comprar um porche (veridico). É pena que o manuel antunes nao receba um tostão pelos transplantes cardiacos e este prepotente tenha os bolsos cheios e devem-se contar pelos dedos de uma mão os transplantes a que ele assistiu no ano passado mas ganha como se os fizesse. a sorte é ter uma equipa boa e muitos também a comerem do mesmo prato como é o caso do bloco porque os outros serviços (exceptuando os chefes) nao recebem nada... isto tem de ser dito e divulgado para que se acabem os tachos de alguns...
 
isto j� ocorre h� muitos anos e agora � que se deparam com isto. o dr. eduardo barroso ganha centenas de contos por cada transplante hep�tico e nem sequer aparece para operar � a equipa que os faz. � pena que sejam s� os que est�o na sala de bloco operat�rio que recebam, porque a UCI, UT e cirurgia nada recebem. porque raz�o haviam de ganhar aqueles que passam umas horas com o doente e os outros que passam dias e dias nao recebem nada. h� quem ganhe por m�s em transplantes para comprar um porche (veridico). nao tenham pena dos enfermeiros porque v�o l� perguntar ao enf do bloco quanto recebe e v�m que nao � assim t�o pouco (recusou ser director por ganhar mais no bloco, pdera com tachos como este). este tacho d� muito dinheiro a alguns, mas os que realmente trabalham no p�s operat�rio nao recebem nada. a hist�ria dos SIGIC s�o a mesma coisa, os doentes nao s�o operados na electiva de preposito para depois serem operados em SIGIC, mais um milhares ao bolso. isto � que havia de ser divulgado para que todos pudessem ver para onde � que v�o os nossos impostos. outra hist�ria � a do manuel antunes que nada recebe pelos transplantes cardiacos e estes c� de baixo a ganharem fortunas. outra coisa dr. eduardo desde quando � que deixou a privada??? ent�o e a equipa que tem na cruz vermelha, na PT e consult�rio (pois isso se calhar nao � privado, �... particular, pois a alavra � diferente) s� engana quem nao sabe... ainda se fosse algu�m de jeito trata todos abaixo de c�o... quem muitas pedras atira muitas corre o risco de levar. se nao fosse sobrinho de quem � estava a lavar escadas... esquecem depressa a humildade... e agora vem dizer que � vitima... quem nao o conhe�a que o compre...
 
Quando toca a dinheiro os comentários multiplicam-se. Pelo menos desabafamos uns com os outros, o que já é muito bom.
Mas diz o ditado: "cão que ladra não morde" ou se preferirem: " o cão para morder fecha a boca".
Não cometam o erro de levar à letra estes ditados. a sabedoria que eles transmitem é a de que os enfermeiros devem conhecer as leis das proorcionalidadese pedirem a sua parte, em proporção.
Ora como de homem para homem não vai força de boi, ou há moralidade e comem todos, enfermeiros incluídos ou não há transplantes para ninguém.
Sem enfermeiros (incluímos os que cuidam dos operados) não há movimento de transplante ou outro.
Não há nada que diga que amotivação dos enfermeiros tem de ser sobrehumana, virada para o sentimento do coitadinho que tem de ser operado, transplantado, senão morre. Mas esta motivação também se pode aplicar ao sobrinho da outra tia Maria. Só que a moral do Barroso requer coisas mais palpáveis e consegue-as porque os enfermeiros, ainda não aprenderam a lei da proporcionalidade.
Lá chegaremos.
Estes belos exemplos dão-nos um óptimo contributo para encurtar caminho.
 
Solicito permissão para colocar um link, que fala da outra verdade dos Incentivos nos transplantes:

http://saudesa.blogspot.com/

Vale a pena ler...aquilo que já se sabia ( ? )


Teixeirinha
 
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