quarta-feira, abril 30, 2008

Blá, blá, blá... faltam, faltam, faltam... rácio, rácio, rácio... emigra, emigra, emigra...


Um entrevista interessante, sem dúvida, a que o Enf. Manuel Oliveira (Presidente do Conselho Directivo da Secção Regional do Centro da Ordem dos Enfermeiros) de ao Diário As Beiras. Interessante por vários motivos.
Antes de mais, deixem-me dizer que considero o Enf. Manuel Oliveira um homem inteligente e eloquente. Como profissional (Enfermeiro-Chefe), é exemplar. O problema não é ele, é a política de uma máquina pesada e mal oleada chamada OE! Porque não há dúvida que apresenta nas suas fileiras Enfermeiros indubitavelmente capazes (Enf. Manuel Oliveira, Enf. Germano Couto, Enf. Jacinto Oliveira, Enf. António Manuel Silva, etc...). Também há que reconhecer que o desempenho da mesma, apesar de tudo o que se tem dito e escrito, melhorou em alguns aspectos.
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Mas voltemo-nos para a entrevista: quando o questionaram objectivamente sobre as soluções para o desemprego dos Enfermeiros, preferiu não responder! Ou seja, ao invés de falar nas soluções, divagou sobre o problema apoiando mais uma vez o discurso na tese dos rácios. Com erros pelo meio. A Organização Mundial de Saúde não concorda com ele (nem eu!), quanto aos rácios espanhóis. Gostava de compreender como é que o Enf. Manuel os calculou...
Refere também desejar compreender melhor o fenómeno do desemprego! No decorrer segundo mandato consecutivo da mesma lista (liderada pela Enf. MAS), o "fenómeno" ainda não está inteiramente compreendido? Ajudava, de facto, alguma celeridade... embora, este "fenómeno", de etiologia multi-factorial, seja de fácil compreensão! Eu sei que a Ordem sabe as razões do "fenómeno". Só não estou de acordo na forma de intervenção.
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Não é, efectivamente, com o discurso "rácio-obsessivo" que se domina a vontade sócio-política. Os professores tentaram esta estratégia quando o desemprego se começou a florescer no seu meio, sem sucesso. Atingiram o prodigioso número de 40 mil desempregados enquanto procuravam, implementar, à força, o rácio professor/aluno com que sonhavam à noite!
A opção da OE (que eles crêm ser "anti-tiro no pé") é pouco ambiciosa. Trata-se de convencer o poder político que o rácio médio da OCDE é superior... blá, blá, blá....
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Com as devidas reservas, se o governo regula as admissões no sector público, no privado quem manda é o patrão. É ele quem dota os seus serviços com os profissionais que lhe apetecer ao preço que desejar! Não existe legislação sobre dotação de Enfermeiros! Nem sequer Acordos Colectivos de Trabalho! E se até nem quiser pagar, terá Enfermeiros interessados também! Nem sequer existe uma atribuição regulada em termos de competências: por ex, enquanto no sector público a triagem dos SU's é executada por Enfermeiros, em muitos privados é da responsabilidade de médicos especialistas, sendo os Enfermeiros relegados para segundo plano!
Não conheço nenhuma outra ordem profissional tão preocupada em aumentar o seu número de associados, mantendo milhares deles no desemprego/explorados. Compreende-se que este "aumento" se refira ao exercício profissional activo, no sentido de "empregar" os Enfermeiros sem ocupação. Mas só falar não basta! E fazer o telhado antes de ter paredes também não é sensato!
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Dizer que Portugal precisa de mais Enfermeiros, sem haver vontade por parte de ninguém em absorvê-los, é o maior tiro no pé de todos os tempos. E a prova está à vista: o pé está cravado de chumbos! A começar pelo chumbo da precariedade até ao do desemprego, passando pelas remunerações anedóticas e pela desvalorização/banalização do trabalho dos Enfermeiros!
O plano de intervenção da Ordem deve mudar! Em primeiro lugar, aguarda-se, com receios, a implementação do Modelo de Desenvolvimento Profissional tal como ele foi pensado inicialmente. Tal como noutro post referi:
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"Permita-me acrescentar que apesar do rácio actual de Enfermeiros em Portugal estar a chegar perto dos 6,0 Enf./1000 hab, a população activa de profissionais de Enfermagem pouco aumentou. Ou seja, teoricamente vamos a caminho de um rácio mais elevado, na prática, continuam a trabalhar quase os mesmos...
A cultura das dotações seguras projectam-se de outra forma: primeiro, iniciam-se negociações políticas com a tutela dentro do quadro sócio-profissional (para acordar as necessidades), em seguida repensa-se a matriz de formação/cuidados, no final é que se formam os profissionais necessários...
É um processo moroso? É o preço da qualidade, emprego e segurança! Ou primeiro compram-se os tijolos e só depois se planeia que tipo de casa se deseja, sem saber ao certo se a mesma requer muitos ou poucos tijolos? Lógico que não. Primeiro planeia, projecta e só depois concebe... gerindo bem os recursos!"
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Em segundo lugar, diz quer que Portugal precisa de mais Enfermeiros, faz pensar uma mensagem aos jovens e à população em geral que não corresponde à realidade! Os jovens poderão pensar, erradamente, que se enveredarem pelo curso de Enfermagem terão acesso a emprego garantido! Falso!
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O emprego escasseia e as remunerações praticadas estão muito aquém do desejável! Dessa forma, a formação contínua deixou de ser possível, pois não existe dinheiro para rumar a congressos ou para a realização de cursos de desenvolvimento profissional! Quem perde são os Enfermeiros, a Enfermagem e os utentes!
Em terceiro lugar, suponham que em 2012 se atinge o rácio médio da OCDE. E depois? Fecham-se aos escolas ou continua-se a formar a este ritmo? A emigração não é solução: por exemplo, 80 % dos Enfermeiros recém-formados no Reino Unido estão desempregados e muitos trabalham usufruindo retribuições abaixo do salário mínimo!
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Eu próprio, estou cansado de debater este assunto que, de tantas vezes repetido, se torna fastidioso e maçador. Fica a sensação que a OE já é conhecedora da visão de milhares de Enfermeiros, onde me incluo.
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Importa dizer ainda que, mais do que nunca, recebo centenas de e-mails a lamentarem a postura e a falta de proactividade da OE. Nesse sentido deixo um desafio para quem quiser contribuir: indicar estratégias que possam melhorar o funcionamento da OE e fomentar a sua aproximação aos membros!

Comments:
Divinal!Admiro a clareza da sua escrita! Como sempre, concordo consigo. Eu e muitos milhares de enfermeiros...
Penso que para a oe melhorar necessita de melhorar a postura e procurar defender interesses em comum com os enfermeiros....
 
Ao passar no blog de um colega não pude deixar de observar que há quem se agite ! passo a divulgar
"...acção de sensibilização no dia 5 de Maio, entre as 16h30 e as 19h, em frente ao Hospital Santa Maria, onde estará presente o Pólo Regional de Lisboa e Vale do Tejo.

Pretendemos fazer luto académico (traje ou roupa preta) e distribuir panfletos com os tópicos do nosso descontentamento, conversando e sensibilizando as pessoas para a precariedade do estudante de Enfermagem.

Andreia Santos (ESEL - Pólo Francisco Gentil)"
 
Finalmente há alunos e alguns enfermeiros que estão a acordar da torpe. Ao invés a OE mantém-se no nevoeiro de nada e coisa nenhuma, com a filosofia do "temos as soluções certas para os problemas errados", patrocinada pela vitória da abstenção. A OE e os sindicatos necessitam de gente nova com ideias consequentes e positivas, e não de mais e mais enfermeiros para os rácios do desemprego.
 
Colegas

Todos os dias sofremos atentados e por isso a nossa luta não pode ser apenas nacional mas a nível internacional.


Por isso deixo a informação de âmbito internacional . Acedam e deixem comentário na petição on-line :

http://www.decentwork.org/:
 
Infelizmente continuamos na mesma conversa gasta de sempre.
Não há muito mais a dizer sobre este assunto. Esta é a política. Esta é a realidade e pouco mais podemos acrescentar. Muita pouca visão e ambição. Peço desculpa, e sem querer ofender ninguém, mas é um discurso pobre que não acrescenta nenhum conhecimento nem traz novidades.
O Enfermeiro Manuel Oliveira é certamente uma excelente pessoa e uma pessoa inteligente. Nunca se colocou em causa esse pressuposto.
O problema é que defende uma política errada e caotica para os Enfermeiros na sua grande generalidade. Mas relembro sempre que quem os colocou lá foram os Enfermeiros!
A proposito de "caos" na profissão sugiro a leitura séria e atenta sobre a "teoria do Caos", que como sabem, para a física e a matemática é a hipótese que explica o funcionamento de sistemas complexos e dinâmicos e que foi utilizado por Einstein e Langevin no início do século XX para compreender o Movimento Browniano. Mas quem é que se interessa por estudar efectivamente e em profundidade a realidade do Mundo em que nos encontramos? Que relevância pode ter esta teoria para explicar a actual situação dos Enfermeiros? Quem é que efectivamente se interessa na Enfermagem pelos trabalhos por exemplo de Einstein?Este sim, um homem inteligente!
Preferível, preferível mesmo, é o discurso vago, filosófico e desenquadrado do mundo real do Enfermeiro Manuel Oliveira.
Por mim está tudo dito!
 
Olá senhor doutor enfermeiro e demais...

Vejo que os vossos problemas se mantêm. É triste ver-vos a sofrer na pele por causa da incompetência de quem gere os vossos destinos. Mas ainda por cima, há quem os intitule de inteligentes e pessoas excelentes. TÍPICO DE ENFERMEIROS!

Quanto ao desemprego, não me apetece falar muito.

Cometem por favor, o que eu ouvi há dias: um sr. enf. que acabou o curso há 2 anos, vai começar em breve a orientar alunos de uma escola (privada) durante um mês a troco de pouco mais de 1500€.

A ENFERMAGEM NO SEU MELHOR, CLARO!!!!

Saudações cruentas,
O cirurgião da Naifa.
 
O que muitos não sabem e deviam saber, dada a sua eloquente e óbvia superioridade, é que a inteligência não é directamente proporcional ao conhecimento! E ainda mais, o que muitos não sabem e deviam também saber, é que se podem ter muito conhecimentos e não serem mesmo assim possuidores de "saber"
Típico dos cirurgiões!
 
Concordo quando diz ou pretende dizer que a Ordem somos todos nós! De facto se as propostas forem boas, temos que as apresentar. O grande problema surge quando para apresentar propostas, as pessoas tem que sair do imobilismo ou sonolência letargia em que se encontram!

Dou um Exemplo. Houve uma manifestação no Porto (referente a carreira). Tenho a informar que esperava mais adesão. A ordem tem que ser proactiva... Concordo, mas para tal não precisará de ter elementos a tempo inteiro!

Eu sou a favor da Profissionalização da Ordem, ou então que conseguíssemos ter elementos a tempo inteiro sempre presentes e em cargos chave. A multiplicidade de papeis que com que muitas das vezes alguns dos colegas mantém ao exercerem na Ordem faz deles (opinião pessoal, note) autênticas máquinas.

E mais uma vez temos que desmitificar ideias pré-concebidas. Os elementos da Ordem não auferem nenhum Ordenado, como ouço tantas vezes!
Precisamos é de ter Enfermeiros interessados e participativos e para tal temos que ir representar os Enfermeiros da Prática nas Reuniões e Assembleias. Concordo por exemplo que temos que formar Mais em Qualidade que em Quantidade.

Mas também temos que ter em conta que muitas das vezes escapam (infelizmente) À nossa Ordem decisões chave, como a que eu Considero "o facto de a maioria das Escolas" ter adequado a sua Formação para o 1º Ciclo (Bacharelato), quando a Ordem disse e foi às Escolas, teve reuniões e emitiu parecer que deveríamos adequar ao 2º ciclo! Ou seja o seu parecer foi desrespeitado! Em suma retrocedemos na Formação que já possuímos. Todos nos queixamos do aumentar do fosso entre Teoria e Prática. Mas se nos relembramos das Teóricas de Enfermagem estas já diziam que os Professores devem trabalhar também na prática. Por isso se começa agora a ouvir em Cursos de Supervisão e em Tutores… É preciso é implementar a ideia. Será que não era possível termos colegas a fazer as Especialidades no contexto de trabalho? Eu acho que sim, mas também acho que é preciso certificar estas pessoas. Como controlar a sua aprendizagem? Realizando um exame no final que seria avaliado pelo Colégio da Especialidade.

Precisamos de definir as Competências e funções dos Enfermeiros. Concordo, mas até precisamos todos de nos sentar e compilar o documento, pois não quero ver estas competências e actos e funções serem definidas por elementos extra profissão.
Retornado ainda ao problema da formação. O facto de termos de futuro alunos com 0 1º ciclo de Bolonha é problemático a meu ver vai desregular o mercado formativo e qualitativo. O que fazer? Visto que cabe à Ordem aceitar ou emitir as cédulas...será que não poderia negar a emissão destas cédulas, ou seja não aceitar a sua formação por não ser do 2º ciclo? Será algo a rever, mas confesso que traz muitos problemas e não sei se à luz da actual legislação é possível!

Esta teimosia de algumas das Escolas vem a meu reforçar a necessidade de termos implementado o Modelo Profissional. A ordem precisa de controlar os padrões de qualidade dos Enfermeiros e para isso precisa de ter mecanismos legais que possam sustentar este controlo formativo. Pelo que sei e li do Modelo parece-me ser a melhor escolha para implementar a teoria apreendida e complementar a prática.

Quanto aos Rácios. Eles não são cumpridos e o facto de termos uma desregulação entre a Oferta e a procura só vai condicionar a qualidade de quem trabalha e o seu investimento na formação. Uma vez que se o Ordenado e horário de trabalho for mau sobra muito pouco tempo e entusiasmo para se actualizarem.

Bem, caro Dr. Enfermeiro, acho que alonguei, mas comecei a escrever e … Mais uma vez digo a Ordem somos todos nós (não tenho nenhum cargo, nem pertenço a nenhuma secção regional). Enviem propostas via email ou via carta para a Ordem, penso que pelo menos deverão ter resposta. Pelo menos as minhas cartas sempre tiveram resposta, até à data, aguardo apenas notícias sobre a actuação sobre um problema relatado… (penso que já falamos disso)

Agora disponivel no COGITARE EM SAUDE...
http://cogitare.forumenfermagem.org/
 
" Apelo à mobilização
CAMPANHA “TRABALHO DIGNO, VIDA DIGNA”

A campanha “Trabalho Digno, Vida Digna”, liderada pela Confederação Sindical Internacional (CSI), pelo Fórum Progressista Global, pelo Alerta Social Internacional, pela Confederação Europeia de Sindicatos (CES) e pela Solidar, apela a todas as organizações para se juntarem a esta iniciativa.

Durante o decurso de 2008, a campanha “Trabalho Digno, Vida Digna” irá recolher assinaturas, nos países desenvolvidos e em desenvolvimento, para depois as entregar aos decisores internacionais. As coligações nacionais “por um trabalho digno” também farão as mesmas exigências junto dos seus governantes. Sindicatos, ONG’s e partidos políticos estão a ser mobilizados para a recolha de assinaturas.

Representantes de governos nacionais e de organizações quer nacionais quer internacionais, já assinaram este apelo e, juntos, comprometeram-se a lutar por sete reivindicações-chave, incluindo: a mudança de práticas comerciais desleais, a defesa do direito dos trabalhadores a se organizarem, a ratificação e implementação das Convenções das Nações Unidas e da OIT sobre a protecção dos trabalhadores migrantes e a cobertura da protecção social para os 60% da população mundial, que sem ela vive.

Aliás, foi no decurso do Fórum da OIT sobre “Trabalho Digno para uma Globalização Justa”, realizado em Lisboa, de 31 de Outubro a 2 de Novembro de 2007, que esta campanha foi lançada, numa cerimónia simbólica que consistiu no convite a diversas individualidades para assinarem o livro de honra.

Assim, a lista de signatários já inclui nomes como Juan Somavia (Director-Geral da OIT), Guy Ryder (Secretário-Geral da CSI), Conny Reuter (Secretário Geral da Solidar), Gérard Fonteneau (Secretário-Geral do Alerta Social Internacional), Maria Helena André (Secretária-Geral Adjunta da CES) João Proença (Secretário-Geral da União Geral de Trabalhadores, Portugal), José António Vieira da Silva (Ministro do Trabalho e da Solidariedade, Portugal), Sha Zukang (Secretário Geral Adjunto das Nações Unidas para os Assuntos Económicos e Sociais), Dayan Jayatileka (Presidente do Conselho de Administração da OIT), Carlos Tomada (Ministro do Trabalho da Argentina), Carlos Lupi (Ministro do Trabalho do Brasil) e Paoul Nyrup Rasmunssen (Presidente do Partido Socialista Europeu).

DÊ FORÇA A ESTA CAMPANHA!
JUNTE-SE A ELES!

Como a subscrever


1. Aceda ao link abaixo indicado e preencha os campos solicitados (Nome, e-mail, profissão, país), introduzindo seguidamente o código de segurança no espaço indicado:

http://www.decentwork.org/index.php?option=com_content&task=view&id=18&Itemid=29



AS SETE REIVINDICAÇÕES-CHAVE

Trabalho Digno: Reafirmar a importância da criação de empregos estáveis e de qualidade para uma economia saudável e comunidades justas e equitativas, através da aplicação de estratégias inclusivas a favor do pleno emprego, produtivo, incluindo os que trabalham actualmente na chamada economia informal, que carecem de direitos e justiça para defenderem os seus interesses. Todas as pessoas têm direito ao trabalho, a boas condições de trabalho e a um rendimento suficiente para as suas necessidades económicas, sociais e familiares mais elementares, direito esse que deveria ser concretizado através de salários que permitam níveis de vida decentes.

Direitos: Os direitos dos trabalhadores, a constituírem e a aderirem a sindicatos e à negociação colectiva com os seus empregadores, são fundamentais para a realização de um trabalho digno, sendo que todas as organizações internacionais, governos e empresas devem assumir as suas responsabilidades respectivas, no respeito pelos direitos humanos dos trabalhadores.

Protecção Social: Reforçar e alargar a cobertura da protecção social garantindo o acesso à segurança social, pensões, subsídios de desemprego, protecção na maternidade e cuidados de saúde de qualidade para todos. Estes benefícios devem estar disponíveis para todos, incluindo os trabalhadores da chamada economia informal.

Comércio: Alterar as regras comerciais injustas e garantir que os acordos comerciais sejam transformados em instrumentos de implementação de um trabalho digno, de um desenvolvimento sustentável e do poder dos trabalhadores, das mulheres, dos desempregados e dos pobres do mundo inteiro. Devem ser incluídos nos acordos comerciais, mecanismos vinculativos para a promoção e reforço do trabalho digno, que abranjam as normas de trabalho fundamentais. Os governos devem deixar de concluir acordos comerciais que prejudiquem os pobres, criem desemprego e conduzam à exploração. As exigências das organizações dos trabalhadores e do resto da sociedade civil devem também ser ouvidas.

Dívida: Assegurar que as prioridades das instituições financeiras internacionais incluam as preocupações de índole social e ambiental. Em especial, é necessário pôr cobro às condições para a concessão de empréstimo e pagamento da dívida, que forçam os países a desregularem os mercados de trabalho, a reduzirem a despesa pública e a privatizarem os serviços públicos à custa da diminuição do âmbito e da própria qualidade. Todos os projectos financiados por estas instituições devem, na sua implementação, obedecer às normas de trabalho fundamentais.

Ajuda: Garantir que os governos respeitem o compromisso dos países ricos de elevarem o nível de ajuda oficial ao desenvolvimento para, pelo menos, 0,7% do PIB. È indispensável um financiamento adequado para o desenvolvimento, a fim de se alcançarem os Objectivos do Milénio para o Desenvolvimento.

Migração: Assegurar que os trabalhadores migrantes não sejam explorados e gozem dos mesmo direitos que os outros trabalhadores, através da ratificação das convenções relevantes da OIT e da Convenção das Nações Unidas de 1990, sobre a Protecção dos Direitos dos Trabalhadores Migrantes e suas Famílias."


Só estou admirada que José António Vieira da Silva (Ministro do Trabalho e da Solidariedade, Portugal , tenha assinado tal petição.....
 
"O que muitos não sabem e deviam saber, dada a sua eloquente e óbvia superioridade, é que a inteligência não é directamente proporcional ao conhecimento! E ainda mais, o que muitos não sabem e deviam também saber, é que se podem ter muito conhecimentos e não serem mesmo assim possuidores de "saber"
Típico dos cirurgiões!"

Típico raciocínio ridículo de enfermeiro.
A inteligência assenta no conhecimento, e um dado adquirido e comprovado.
 
Fechem essa porta porque está a vir daí um vento frio.E vento frio constipa e se vier do Levante até pode trazer uma bomba tipo H5N1.
Não exijam dos cirurgiões sabedoria, mas sim habilidade e atenção para não cortarem o que não devem.
Têm os ventos a soprar a seu favor. O povo deseperado almeja por que lhe cortem alguma coisa a ver se se sente melhor.
Contaram-me uma história acerca de um funcionário público, que pode muito naturalmente ser um dos que a governação persegue, para demonstrar força, batendo em seres indefesos...pois foi um desses funcionários que começou a ser retalhado por cirurgião arguto e habilidoso.
De que padecia o nosso hipocondríaco forçado, pelo colega de trabalho da secretária frente à sua?
Tinha uns olhos esbogalhados (exoftalmia)e um fascies congestionado.
O cirurgião começou por lhe tirar um rim. Ficou com outro e para as necessidades normais, basta.
Voltou ao serviço e a carraça, feito colega, repetiu: estás na mesma se não pior.
Podias ser do baço, esse misterioso órgão autofagocitário.- Sacaram-lhe o baço. Voltou ao serviço e o mesmo colega não lhe divisou melhoras. Volta ao cirurgião e, desta feita inclinou-se para o estomago que extraiu.
De pedaço em pedaço o bom do funcionário ia ficando mais leve e frágil.
Resolveu ir a um médico dos interiores que puxou da calculadora e começou a fazer contas e mais contas e concluiu: tem uma semana de vida mais ou menos.
Lá foi ele comprar um fato para estrear antes do funeral pois além do mais era supersticioso.
Escolheu um fato escurinho, lã inglesa tecida nas fábricas de Santa Clara e comprou uma camisa branquinha com um monograma VE no bolso. O balconista só precisava de saber o número do colarinho e perguntou. O nosso hipocondríaco respondeu 38 é a medida do colarinho.
Não pode ser. Vou confirmar disse o balconista. Pegou na fita métrica e dava 42 bem medidos.
Conclusão: por este pobre funcionário ter comprado sempre camisas abaixo da sua medida adquiriu aquele fascies que só o balconista conseguiu descobrir que se devia ao colarinho apertado.
Se eu ou qualquer dos analistas deste blog fizer o mesmo, desde que não ande cirurgião por perto, vendo-se ao espelho, ficara com um fascies semelhante.
Há sabedoria nisto?
Simples acaso, aliás mal sucedido.
Que saudades dos tempos em que os cirurgiões eram também barbeiros como vem escrito com figuras e tudo no livro da história da cirurgia que tenho lá em casa.
Gardingo
 
colegas porque não juntarmo-nos todos no dia do enfermeiro á porta das diferentes sedes da ordem ?

não acreditou que haja enfermeiros contentes com esta bastonária.

este blog é lido por muitos colegas vámos organizarmo-nos por favor doutor enfermeiro ajude-nos a poder lutar por uma profissão melhor,uma vez que essa gente está colocada na ordem e todos nós sabemos que infelizmente tiveram votos de uma minuria que por varias razoes não foram votar.
é importante organizarmo-nos porque 4 anos é muito tempo,e se vámos esperar esse tempo "ELES E ELAS" dão cabo da profissão mais uma vez peço ajuda do doutor enfermeiro (quero tambem dizer que já não sou jovem , já fiz a minha carreira mas sinto uma tristeza de ver a enfermagem a descer...e não vejo saida se não ouver união )obrigado doutorenfermeiro se conseguires unire a classe para uma profissão melhor
 
Chamem a SIC e a TVI.
 
Concordo.Os meios de comunicação social teêm que saber o que se passa.É uma vergonha.
 
Liricos? MAs voçês pensam que a comunicação social aparece se não houver policia?

Chamem a Policia!!!! Mas tem de haver porrada para isso sim passar nos telejornais!!!
 
"A inteligência assenta no conhecimento, e um dado adquirido e comprovado."

O que quer dizer com a frase?
Quem comprovou? Quando?
 
A Ordem continua cega e surda : cega porque não consegue descortinar o ridículo do incentivo de mais e mais vagas para os CLE ; surda porque não ouve o clamor da classe e a vontade de um basta imediato nas tomadas de decisão penalizadoras para os Enfermeiros.
Quando há tempos escrevi uma carta aberta aos enfermeiros destes País , fi-lo por muitos motivos mas um deles foi acordar a consciência colectiva da Enfermagem para mudar o rosto da tradição cinzenta da Ordem.Em vão...porque os 70% das abstenções nos envergonham , pela cobardia assumida desses milhares de Enfermeiros.
Desistam os que tentarem demover-me da luta por uma vida digna para todos os Enfermeiros. Desistam os que tentam calar-me na defesa dos direitos dos enfermeiros ; desistam os que tentam penalizar-me por defender as competências inerentes aos enfermeiros que alguns pretendem desvirtuar , sendo mais grave a situação pois de enfermeiros se trata. Usarei tudo o que estiver ao meu alcance e serei uma pedra no sapato dos que com ideias parcas se movimentam para descredibilizar a Enfermagem.Fá-lo-ei de diversas formas até que o medo dê lugar à coragem ; até que o silêncio se transforme no grito , até que as trevas se transformem em luz ; até que a apatia se transforme em acção. Temos lutas pela frente , duras , desgastantes e só as conseguiremos transformar em sucesso se nos unirmos...e abandonarmos a cobardia e o medo.
 
Muito bem colega margaridadebarros!!

É de pessoas assim que precisamos!!

Concordo e subscrevo!

Saudações
 
Estimada colega Margarida de barros,
Um grande, enorme bem haja.

P.S. Ah, já assinei a petição :-)
 
volto a repetir "É um desrespeito e um atentado á saude mental das pessoas, deveriamos pedir uma indeminização em tribunal Europeu contra a política exercida de animo leve e sem respeito a direitos fundamentais! Nós os enfermeiros estamos a viver um retrocesso de anos. O desemprego obriga à saida do país (a uma emigração forçada) e os que ficam sujeitam-se a que lhes paguem 2.5 euros/hora em hospitais privados,geridos por crapulas que se intitulam de gestores que não entendem nem sabem o que é ser enfermeiro! Só querem saber de numeros e esquecem que ainda é com pessoas que trabalham! Dignidade é necessária."
 
DEFICIÊNCIAS
Mário Quintana

'Deficiente' é aquele que não consegue modificar sua vida, aceitando as imposições de outras pessoas ou da sociedade em que vive, sem ter consciência de que é dono do seu destino.
'Louco' é quem não procura ser feliz com o que possui.
'Cego' é aquele que não vê seu próximo morrer de frio, de fome, de miséria, e só tem olhos para seus míseros problemas e pequenas dores.
'Surdo' é aquele que não tem tempo de ouvir um desabafo de um amigo, ou o apelo de um irmão. Pois está sempre apressado para o trabalho e quer garantir seus tostões no fim do mês.
'Mudo' é aquele que não consegue falar o que sente e se esconde por trás da máscara da hipocrisia.
'Paralítico' é quem não consegue andar na direcção daqueles que precisam de sua ajuda.
'Diabético' é quem não consegue ser doce.
'Anão' é quem não sabe deixar o amor crescer. E, finalmente, a pior das deficiências é ser miserável, pois:

' A amizade é um amor que nunca morre.

Cara colega Margarida Barros, subscrevo inteiramente o que disse....
 
cara colegas vámos lá organizarmo-nos
vámos á luta o que sugere ?
eu já sugeri ir para as diferentes sedes da ordem manifestar-nos, aguardo a sua intervenção.
 
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Novo grupo para reflexão de Enfermagem (a promessa é: o que quer que ali se escreva, chegará a "quem de direito")! 

Para que a opinião de cada um tenha uma consequência positiva! Contribuição efectiva!