segunda-feira, maio 05, 2008

A Enfermagem (mesmo) perto de si!


Realmente a Enfermagem está cada vez mais perto do cidadão. De uma forma que poucos podem imaginar. Está por todo o lado. Se o vizinho da esquerda é Enfermeiro, a esposa do vizinho da direita é Enfermeira. O cunhado do vizinho da frente estuda Enfermagem e a nora da vizinha do fundo da rua também é Enfermeira. Nos apartamentos a Enfermagem está ainda mais "perto": a filha do fulano do 3º Esq. é Enfermeira, o casais que moram no 5º Dto e no 6º Esq. são Enfermeiros, e a esposa do porteiro, que era escriturária, foi estudar Enfermagem naquela privada onde todos entram se assinarem "aquele" cheque. Com boas notas ou não. O que interessa é facturar e produzir!

No Hospital, então, a Enfermagem está ao rubro! Além de todos os Enfermeiros que labutam na instituição, metade das auxiliares têm filhos a estudar ou a exercer Enfermagem na caixa do hipermercado mais próximo! Um terço das administrativas têm familiares Enfermeiros e entre os a classe médica os parantes Enfermeiros também abundam - são sobrinhos, afilhados, filhos, genros, noras, etc, etc...

Até os utentes têm netos Enfermeiros, filhas Enfermeiras, outros "moram ao lado" de dois ou três Enfermeiros. Todos os que necessitam de recorrer a um Serviço de Urgência, fazem-no na companhia de um Enfermeiro ou aluno de Enfermagem - seja namorada(o), amiga(o), vizinho(a), ou um simples conhecido que esteja relacionado com a Enfermagem (o que não é difícil!)...

Até o mercado das "cunhas" saturou... todos têm um Enfermeiro a quem desejam meter uma "cunha"...

Poderia falar-vos sobre as consequências da banalização da profissão, mas acho que não vale a pena. Todos vós já compreenderam. Menos alguns sindicatos ou quase todos os membros da Ordem dos Enfermeiros. A tutela, essa, só está atenta aos problemas dos médicos. Isso é que interessa. Os Enfermeiros, pobres coitados, já trabalham de borla se for necessário, não levantam poeira nem dão chatices. Aos médicos é que é importante dar um bom salário, pois até estão todos a debandar para o sector privado deixando o público "despido"...

A propósito, no dia 9 de Maio, no Instituto Politécnico de Viana do Castelo, estarão os Bastonários das Ordens dos Enfermeiros e Médicos para uma tertúlia alusiva ao tema "Como Será o Hospital de Futuro?". Confesso que tenho alguma curiosidade no discurso do Dr. Pedro Nunes. Já o da nossa bastonária, será pautado pelo habitual débito de palavreado vago e nebuloso, subjectivo e pouco específico, e sempre suportado na mensagem habitual: "faltam Enfermeiros"..., ou seja, sem novidades, desinteressante e pouco inovador, debatendo-se por ideais do século passado, sem ambição...
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Num destes dias conversava com uma amiga, ex-Enfermeira-Directora de um Hospital Distrital durante um mandato (a política encarregou-se de a substituir), que me confessou: "cada currículo [de Enfermeiros] que chegava ao meu gabinete era como um prego que me espetavam no coração. Até as secretárias proferiam piadas sorrateiras acerca da quantidade exagerada de currículos".
E por motivos conjunturais diversos, ao longo da conversa, acrescentou várias vezes: "comecei a ter vergonha em ser Enfermeira"...
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P.S. - Os colegas do blog "Só a Enfermagem nos Move!" lançaram um pedido público para a explicação deste fenómeno!

Comments:
Tenho pena que numa "classe" de profissionais, se classifique os que saem bem formados (pública) e os que compram os diplomas (privada).
Quando existem profissionais formados e prontos para exercer, que se consideram maus, é grave. Ou seja, o ensino de enfermagem é uma treta visto não ser regulamentado à semelhança do da medicina, farmácia, direito e arquitectura (entre outros) onde se prevê que qualquer aluno formado seja certificado pelo ministério respectivo e ordem própria, para o exercício da sua profissão com competência cientifica, tenha obtido o seu diploma no público ou privado (quando me refiro a medicina, tomo como exemplo o ensino privado de medicina em espanha).

Sabe, sou enfermeiro da privada, e sei que "A uns dias atrás" se escreve com H. A referencia é temporal, sendo a forma correcta: "Há uns dias atrás"

Boa sorte com a sua revolução, que claramente exclui grande parte dos """enfermeiros""", e com as aulas de português colega. Ups, "colega" já que como não estudei numa das três grandes escolinhas não sou digo.
 
Sinto pena dessa enfermeira que a politica em boa hora substituiu,

Porque quem sente vergonha de ser enfermeira porque há muitos enfermeiros no desemprego, merece pouco respeito, com "farpas ou sem farpas no coração"

Como todos sabemos, quando não havia tantas escolas privadas, também havia maus profissionais de enfermagem.
Em todos os serviços públicos existem alguns desses profissionais, licenciados em escolas bem publicas Será que não conhece nenhum.
Olhe eu tenho 25 anos de carreira e trabalho com enfermeiros licenciados em escolas privadas que são competentissimos.
 
Apoiado sr. doutor enf., apoiado!!
 
Doutor Enfermeiro, vá internar-se. A sua obsessão já é patológica. Deixe lá os médicos! Fala tão mal deles mas depois, com bom pau-mandado, não se esquece de colocar o "Dr." atrás dos seus nomes. Muito bem, lindo menino! Mas siga o meu conselho: interne-se!
 
Não é a linear a relação entre o ensino em escolas privadas ou públicas e a qualidade dos respectivos profissionais. Ponto assente é o desinteresse interessado, face a redundância, da Ordem em não avaliar a qualidade de todo o processo formativo dos enfermeiros, residindo aqui um dos calcanhares de Aquiles da enfermagem, que vai conseguindo ter muitos.

Mas focando-me no assunto do post, hoje numas jornadas, em conversa com uma assistente social que é directora técnica de uma unidade de cuidados continuados, contava-me que tinha de proceder à selecção de 8 enfermeiros e que tinham chovido 200 e muitos currículos (pensei que até nem eram muitos, dada a realidade), e que nem sabia por onde começar, que existiam escolas de enfermagem por todo o lado... Bem, tentei ser o mais apropriado, mas no fundo aquela conversa tocou directamente o meu orgulho enquanto grupo profissional e enquanto membro da OE, por saber que ela tem toda a razão e começamos a ser alvo de gozo e discriminação pelo crescente aumento do rácio do desemprego na enfermagem.

É de lamentar o fundamentalismo em relação à formação privada ou pública, o desleixo da imprudente OE, e que enquanto classe não tenhamos a mínima expressão, não conseguindo esboçar um protesto sólido. Isto dilacera o orgulho de ser enfermeiro, delapida o nosso futuro.
 
Estimados,
Relativamente às diferenças formativas público-privadas, elas EXISTEM e são bem evidentes. Como tudo na vida, generalizações não são aceitáveis... Ainda assim não deixo de achar "esquisito" como é que um estudante de uma privada do 4 ano recebe um convite para ficar nessa instituição como... docente!!?? E isto passou-se comigo, concretamente com um camarada na tropa (macaca). Portanto, já estou como o outro: não acredito nelas mas que as há...

Já agora, e porque tocaram no assunto, uma pequena nota ao seguinte desabafo: "Deixe lá os médicos!"
Viram aquela entrevista na tvi no dia de hoje, sobre listas de espera em oftalmologia (neste caso)?
Pela primeira vez na vida consegui ver um reportagem que fale dessa classe até ao fim. E que reportagem... The other side of the force, que é como quem diz, apanhados pelos to...
FOI LINDO! Eles até gaguejavam...
Um jornalista com eles no sítio (há sempre alguma coisa por dizer mas, de uma forma geral, esteve lindamente).
Memorável.
 
Colega das 10:48 ,
( e correndo o risco de me tornar na " advogada do diabo " , passe a expressão...) longe de entender o espírito real com que este texto foi escrito e postado pelo Doutor Enfermeiro , parece que a sua indignação inicial deu azo ao desvirtuar de sentido , que uma análise de conteúdo mais aturada , poderia ter dissipado...
O extracto do texto que provavelmente perturbou a colega parece-me ter sido :…( "foi estudar Enfermagem naquela privada onde todos entram se assinarem "aquele" cheque )..acha incongruente ? Agressivo ? Inverdade ? E que pensa de Alunos que não têm campos de estágio ? Que pensa a Colega de 120 alunos em estágio final numa instituição ? Não me repugna a expressão , se considerar que algumas Escolas , pelo número excessivo de alunos , não os conseguem acompanhar devidamente durante a sua formação..também não me indigna assim tanto a expressão em referência...pois com o excesso de competição selvagem entre Escolas Superiores é bem possível que uma ou outra faça " negócio" ...também não repugna a ninguém a ideia de que o sucesso da formação é baseada essencialmente no esforço do aluno e na sua fome de conhecimento , tornando-se num óptimo profissional pelo seu mérito próprio.
A crítica global , que se depreende deste Post , é fundamentada no facto de cada vez mais haver um número absurdo de vagas para o CLE , seja em que tipo de Instituição de Ensino for , sem ter em conta as SAÍDAS PROFISSIONAIS desses recém-formados em Enfermagem...
O humor com que o DR ENF. joga com as palavras , referindo-se à existência de enfermeiros em todos os lados para onde nos voltamos , longe de ser um ataque aos Jovens Enfermeiros que saem das escolas , é um ataque mordaz à insensibilidade cega dos que continuam a fazer " dos rácios " o porta estandarte , da gigantesca produção sem absorção pelo mercado de trabalho , já saturado .

Colega das 11:42 que escreveu : "Sinto pena dessa enfermeira que a politica em boa hora substituiu,"...." Porque quem sente vergonha de ser enfermeira porque há muitos enfermeiros no desemprego, merece pouco respeito, com "farpas ou sem farpas no coração" ...

Cara colega como se sentiria se fosse Enfermeira Directora com dignidade suficiente , tivesse 20 vagas para serem preenchidas , e tivesse que seleccionar 20 de entre 3000 , 4000 candidatos aos 20 lugares ? Sentiria orgulho ? Satisfação ? Prazer ? Eu chamaria a tais sentimentos SADISMO , CRUELDADE...
Como se sentiria ao encarar cada um dos seus colegas esperançados sabendo que só 20 seriam seleccionados ? FELIZ ? Eu sentiria um turbilhão de emoções " pouco recomendadas " e passo a citá-las : raiva por ter que dispensar milhares de candidatos , ódio por pensar que se anda a brincar com a esperança , fúria pelo descalabro vivenciado , tristeza imensa , e vergonha SIM VERGONHA como essa ENFERMEIRA DISPENSADA SENTIU , pela incapacidade de dizer : ESTÃO TODOS ADMITIDOS.
Se essa vergonha em ser Enfermeira nesse momento , acometeu essa COLEGA DISPENSADA , então ainda tem a DIGNIDADE DO SER HUMANO , envergonhado pelo carácter da desumanização obrigatória.

Colega Hugo Roque , Grande Entrevista...
 
posso dizer que muitas vezes as pessoas falam do excesso de enfermeiros em tons jocos e com motivos de gozo, o que fere o meu orgulho pessoal e profissional.
 
Ali o "comboio" das 12h18 dizia que os enfermeiros não se coibem de pôr o Dr. atrás de Enfermeiro...
Este é tão modesto, não é?!
É dos tais que pensa que doutores só os médicos; os outros, onde incluem os enfermeiros, são licenciados. Isto leva-nos à "consulta" de Enfermagem e ao registo do exclusivo da parente do termo "consulta" se do outro lado o consultor for Enfermeiro. Se for advogado e montar um consultório onde se fazem consultas, nem dão por isso. Vem tudo isto a propósito de: quando não estamos a falar deles mas dos nossos problemas, onde um dos não menores é termos que os aturar, mais às suas banalidades, lá vêm meter-se na conversa, quando mais não seja para dizer que queríamos ser eles...
Vem isto a propósito da história do João Gonçalves Merda que queria mudar de nome e pediu ao Ministro respectivo autorização. Nestes casos o Ministro pergunta pela a alternativa e o requerente respondeu querer chamar-se Jacinto Gonçalves Merda.
Há uns licenciados em medicina que não adimitem que mesmo que considerem a Enfermagem uma Merda além de não serem nada nem ninguém sem o contributo dela, não admitem, nem em pensamento, que há quem prefira continuar a ser uma Merda do que ser outra ainda Maior!
Moral da história: quando estamos a falar de nós no nosso espaço, até neste vêm meter o bedelho e nojo.
Sejamos Enfermeiros, porque é nobre a nossa Arte!
Ah! se o Hugo Roque nos emprestar o H até podemos dizer: Há cada cromo!
Gardingo
 
Montei no meu puro sangue árade, baixei a viseira e fui a terras de Valongo saber a verdade dos €2,5 /hora.
A informação não está correcta.
Pagam €5,5/hora, duma semana de 35 horas, para receber, mas de 48 horas para trabalhar.
Ainda nos disseram mais: sabendo que já há muitos Enfermeiros à procura de trabalho, o Dr. A. Branquinho resolveu brindar os Enfermeiros que o procuram com mais essas 13 horas/semanais, pois assim até ajuda mais ao cumprimento da determinação do Padre Eterno: comerás o pão com o suor do teu rosto, ou seja; o pão que o Diabo amassou.
Sossega, jacaré; a lagoa vai secar.
Ai Branquinho, Branquinho... se não te cuidas não vais longe.
Ainda não percebeste, meu novo espertalhão, que estás a contratar os da 2ª escolha, isto é; os da 25ª hora, nada mais, nada menos que uma hora depois da última.
Com esses descontentes o teu hospital e dos teus coexploradores vai começar a meter água e ninguém gosta de casas com muita humidade nas paredes.
Deixo-te este recado, aqui, porque sei que to vão servir com um dos próximos pequenos almoços.
 
A Enfermagem é uma daquelas profissões que exige que se goste dela.
Quem não sente esse chamamento a que, enquanto não entrar em vigor mais um acordo ortográfico, podemos chamar "vocação", vai mudar de profissão e com isso resolve um problema ao Ministério, na redução dos excedentes.
Uma das exigências da Enfermagem é ter professores que ensinem a ser enfermeiros. E isso custa os olhos da cara.
Como cada vez mais há cada vez menos Enfermeiros a ensinar alunos a serem Enfermeiros, cada vez há-de ser mais numeroso o exército da 25ª hora.
Não seremos a única espécie que, na Natureza, temos um grande número de excedentes. Só vão sobreviver os mais aptos. Uma boa parte vai ser para os predadores comerem.
Que não se pense que só há uma Branquinho!?
Pelo menos à nossa parte conhecemos vários Branqueadores, que são um furo acima na escala da exploração dos enfermeiros. Conhecemos um nos Jardins da Arrábida; outro nas montanhas da Trofa. Não dizemos mais porque precisamos de ir mudar a fita à máquina.
 
Obrigado Enf. Gardingo pelo esclarecimento.
 
Meus caros quanto aos médicos e à sua característica improdutividade, preguiça e chico-espertice: enquanto o SNS for gerido pelo Estado a situação vai manter-se e as listas de espera vão continuar como estão ou piores. O Estado não é uma empresa, o Estado não tem de produzir lucro, o Estado não tem de prestar contas a ninguém, o Estado não incentiva. Em suma, o Estado é fonte de corrupção e inefeciência nos vários serviços que presta. O modelo social da saúde (e de outros serviços) é impraticável pois nunca poderá atingir níveis de qualidade e excelência num país em que o que comanda é a chico-espertice e o espírito corrupto. A solução é a privatização do SNS. Mais eficiência, mais qualidade. Acreditem que sim. E aí, essa maltrapilha vai andar na ordem, porque nenhum gestor de uma empresa privada vai permitir que andem a passear batas e estetoscópios pelos corredores e a brincar aos 7 ofícios sem que PRODUZAM.
 
...e com a privatização do SNS os enfermeiros vão passar a receber 1 euro à hora (LOL). E os médicos vão continuar a receber rios de dinheiro! Basta ver o exemplo dos hospitais privados e dos ordenados pagos a médicos e enfermeiros.
 
"...e com a privatização do SNS os enfermeiros vão passar a receber 1 euro à hora (LOL). E os médicos vão continuar a receber rios de dinheiro! Basta ver o exemplo dos hospitais privados e dos ordenados pagos a médicos e enfermeiros."

Actualmente se há os que recebem "rios dinheiro" é porque o Estado detém o monopólio da saúde e há pouco mercado privado: ou seja, praticam-se preços loucos (o Estado é um entrave à livre concorrência, à auto-regulação dos mercados). Com o florescimento da saúde privada e com a queda do Estado enquanto entidade monopolizante dos cuidados de saúde o mercado começará a funcionar como DEVE funcionar e só recerão "rios de dinheiro" aqueles que, por MÉRITO, trabalharem para tal, o que não acontence nos moldes actuais, em que a chico-espertice dos preguiçosos e improdutivos reina. Por alguma razão esses senhores defendem com unhas e dentes o SNS... pura e simplesmente porque, corporativamente, enquanto classe profissional, lhes convém (€€€€).
 
colega das 2.28,esqueceu-se de mencionar o senhor enf.director

pessoa muito conhecida...que está aposentado e que lá vai explorando os enfermeiros...Ferreira Pinto.

coitado ...têm que ganhar a vida.
 
Para o das 9:36:

Onde é que os médicos ganham mais?

Há pouco privado?

Se não encontar alguma coisa na saúde no privado diga (lol)
Só se for o que não der dinheiro...
Se me falar de poucos médicos e muitos enfermeiros, tudo bem...

Os melhores indicadores de saúde não são em países da livre concorrência e sem SNS...A saúde é uma mina para as seguradoras, por isso é que querem a privatização, só não sabe isso quem é cego.

JP
 
É tudo tão evidente que até os cegos apalpam(o cego tem os olhos nas mãos como o espanhol). Os Enfermeiros estão a sofrer as dores do crescimento, que não esperavam. Como na grávida, dia-a-dia a barriga cresce, também na Enfermagem dia-a-dia as dificuldades aumentam.
Se apesar disso não se disrairem nem vulgarizarem à volta dos €€€, pois nem só de pão vive o homem... vão encontrar energias com que não contavam, para as sinergias inevitáveis, rumo ao progresso.
Antes disso vamos ter de sofrer com o povo, que também somos, as consequências da inexperiência dos governantes, que confundem tesão do mijo, com erotismo a sério e experiente, o que garante actos de satisfação plena.
Fizeram-se muitos Enfermeiros a pedido das seguradoras, para acelerar a privatização do SNS. Uma das condições era (é) aumentar a produção dos Enfermeiros de molde a chegarem e sobrarem para as necessidades, pois neste contexto a tendência é para haver muitos mais médicos do que enfermeiros (ver caixa dos Lusiadas da Caixa Geral de Depósitos...). Convém lembrar que estamos na era do faz-de-conta, onde a investigação médica se dedica a inventar doenças e a farmacopeia a inventar químicas moleculares para as tratarem(às vezes, para chatear, inventam primeiro a molécula, que fica à espera da doença correspondente, como aconteceu com o Viagra para mulheres e homosexuais, assim como as hormonas de compensação, para os calores invernais masculinos), não obstante há sempre crédulos e incrédulos bastantes para equilibrarem esta forma de ver a saúde/doença.
Mas esta fase vai passar mais depressa do que se pensa, hoje, não por mérito ou demérito de uns e os outros mas porque não há mal que não se acabem nem bem que sempre dure.
Pelo meio há quem diga: vá chamar burro à sua prima... serão aqueles que vão a Cuba tratar dos olhos e que, finalmente são visíveis no nosso país.
Estamos nocaminho certo.
 
Estimado Gardingo,
Se fosse uma rapariga, era com enorme prazer que lhe dava um valente beijo (na face).
Não o sendo, era pois com grande orgulho que lhe dava um abraço forte.Quem sabe, um dia destes...
O colega é uma MACHINE.
Um grande abraço.
 
Já agora, deixo uma "pequena" notícia expressa no Diário das Beiras:
"CHC - Mais quatro arguidos vão a tribunal
Três médicos acusados de crimes de corrupção

Três otorrinolaringologistas do Centro Hospitalar de Coimbra foram acusados pelo Ministério Público da prática de crimes de corrupção passiva para acto ilícito e lícito"

Fica o link: http://www.asbeiras.pt/
 
"farmacopeia a inventar químicas moleculares para as tratarem(às vezes, para chatear, inventam primeiro a molécula, que fica à espera da doença correspondente, como aconteceu com o Viagra para mulheres e homosexuais, assim como as hormonas de compensação, para os calores invernais masculinos),"

LOL tanta ignorância meu Deus.
Farmacopeia!? LOL!!
 
sobre o post dos colegas do só a enfermagem nos move só dizer o seguinte:

Dei voltas com tamanha MENTIRA, de 2002 até 2006 cada 1000 portugueses, segundo estes dados, passou a ter mais 0,8 enfermeiros. Não como os arautos da verdade dizem que houve “aumento de 800 enfermeiros por 1000 habitantes”.

É só fazer contas, se em 2002 existiam 4 Enfermeiros para 1000 habitantes e em 2006 4,8 Enfermeiros…. Nem sequer existe mais um Enfermeiro para mil habitantes.

Caso queiram fazer contas (regra de 3 simples) e ser rigorosos (duvido), podem sim chegar à conclusão, que para os 10 MILHÔES de Portugueses passaram a existir mais 8 000 Enfermeiros entre 2002 e 2006 segundo o INE.

É falso o que os colegas dizem. Fica qui reposta a verdade dos números.

Só não percebo porque mentem?
Se por fragilidade matemática, ou voluntariamente para induzir os leitores em erro.
 
Ó rui, não se enerve. foi claramente um erro.
 
Caro colegas não sejamos anginhos..Este e outros blogues estão perfeitamente contra a formação de enfermeiros, dizendo que os que há chegam. Eu continuo a dizer que temos que ver como formamos e ter um plano estratégico nacional de emprego e formação.
Os Enfermeiros hoje formados não chegam, ha lugar para os que estão no desemprego.
a ideia lançada de que em 4 anos existem para 1000 habitantes mais 800 enfermeiros é demasiado peregrina para ser erro.
continuo a acreditar na teoria da conspiração de alguns blogues. Quais as suas reais intenções? fazer parte da solução ou do problema? mas sobre isto falarei na 2ª feira
 
"Continuo a acreditar na teoria da conspiração de alguns blogues. Quais as suas reais intenções?"

Olhe Rui, talvez emprego e bons salários para todos, promovendo a dignificação profissional. Chega?
 
SABE QUAL A ORGANIZAÇÃO QUE MAIS TEM LUTADO POR ISSO EM PORTUGAL? (MESMO QUE POR VEZES NÃO O CONSIGA COMO TODOS DESEJAMOS)
 
"SABE QUAL A ORGANIZAÇÃO QUE MAIS TEM LUTADO POR ISSO EM PORTUGAL? (MESMO QUE POR VEZES NÃO O CONSIGA COMO TODOS DESEJAMOS"

Talvez o SEP a pedalar de bicicleta em frente aos Hospitais.
 
Se não fossem as bicicletas era outra coisa qualquer, se a greve é de um dia é pouco , se é de 3 ninguém faz, se é manif não aparece, se são postais tem dúvidas..... Meu santo colega chegue-se a frente, com tanta coisa boa nessa cabeça..... Sabe o que é ser prepositivo ?
Será que podiamos encontrar-nos um destes dias para face a face discutirmos o futuro de forma prepositiva. Fico a espera eu não hajo sob capas...
 
Amigos, eu não sou Enfermeiro, sou consultor de gestão casado com uma Enfermeira por vocação e opção, que tem trabalho, apesar de com alguma precariedade.
Com alguma isenção e muita incredulidade, deixem-se sugerir-vos isto: desfaçam-se da vergonha, do escândalo que é a vossa Bastonária (aliás, não o fazerem também é escandaloso).
Que surrealismo é aquele de em cada intervenção pública vir dizer sem contextualizar que existe falta de Enfermeiros? (e logo aos milhares, às dezenas de milhares!!)
Sabem qual é o único resultado que tem conseguido com isto? Aumentar a procura de vagas nos cursos de Enfermagem por parte dos alunos que terminam o Secundário...
Desculpem a franqueza, mas isto não é claríssimo?)...
 
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