terça-feira, maio 20, 2008

2012, algures na Ucrânia.

"Vão faltar médicos em Portugal dentro de quatro anos" link (Título da primeira página do Jornal Diário de Notícias)
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"Tudo isto acontece numa altura em que se prevê que a insuficiência de médicos atinja um ponto crítico entre 2012 e 2017, quando - tal como admitiu recentemente a Ministra da Saúde - "a situação poderá ser muito complicada"" link

Prevê-se, portanto, a subida exponencial dos salários, status social e valorização dos médicos (...o que, consequentemente, irá desequilibrar, ainda mais, os pratos da balança entre as várias classes de profissionais de saúde).
E os Enfermeiros, como estarão em 2012?
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"O futuro dependerá daquilo que fazemos no presente"
-Mahatma Gandhi -

Comments:
BOM POST.... Humor corrosivo....
 
lamento o desiquilibrio, mas é uma oportunidade de ganhar novos espaços...
 
É preciso é aproveitar a oportunidade!
Se a enfermagem portuguesa não conseguir ganhar novos espaços num panorama de excesso de enfermeiros e de falta de médicos...bem ... o que é preciso mais?
 
São precisos esforços para que as Escolas adequem as vagas. Algo dificil que penso que a Ordem está a tentar solucionar.

Quanto à falta de médicos Penso que logicamente a solução será abrir mais vagas ou então contratar estrangeiros como alias já foi anunciado.
 
A nossa ordem tem mesmo que tomar medidas urgentes... Fiquei recentemente a saber por portas travessas que algumas escolas com uma enorme quantidade de vagas, face ao actual excedente de enfermeiros, mandou recentemente um pedido de redução de vagas ao Ministério do Ensino Superior. Este pedido foi recusado pelo ministério. Agr perguntem-se porque?! É q este ministério quer é dar vagas para colocar todos os alunos no ensino superior, e como se sabe que a Enfermagem muita gente vem parar, há é que manter ou aumentar as vagas. Ao passo que em Medicina as vagas não aumentam porque a ordem não autoriza. Não abrem escolas privadas de medicina porque a ordem não quer. Uma vez mais pergunto...Que anda a nossa ordem a fazer?? Apanhar banhos de sol em Ibiza?? Provavelmente... Enfim.. Assim vamos la vamos...
 
é interessante a tentativa de comparar a classe de enfermagem, á classe médica...cada uma vive a sua realidade á sua maneira! pk a comparação!? porquê dizer se eles teem nós também temos de ter!?...

mas o facto de haver poucos médicos só vem abonar os enfermeiros, que assim daqui a uns tempos poderão "urzupar" as funções dos médicos tal como as prescrições...
 
Eu penso q aqui n é a questão da comparação. Até entendo o problema que o dr. enf escreve nas entrelinhas. Um dia, pela sua raridade, os médicos mandarão em tudo.
Se enfermeiros, fisioterapeutas, assistentes socias, tiverem num projecto, e se for necessário um médico, eles implorarão por um, e se conseguirem esse especimem raro, a votade será sempre desse senhor. além disse, que espírito temos, quando sabemos que trabalhamos par-a-par com os médicos e nós ganhamos 1000 euros e eles 6 ou 7000 como acontece no hospital de s. joão.
Se eles têm família, eu tb tenho. se eles querem dar o melhor aos filhos, eu também.
 
Esqueci-me de uma coisa: já travalhei numa clínica com internamento onde os enfermeiros ganhavam 6,5 euros/hora a trabalha no DURO e a fazer o trabalho dos médicos, até mesmo a alterar medicação das tabelas e a pedir RX em s.o.s para os srs. doutores verem quando viessem e não perderem o seu precioso tempo, e eles ganhavam a 34,5 euros/hora, mesmo sem lá estarem. Durante a noite iam dormir a casa com a esposa e filhos, e eu por 6,5 euros deixava a minha esposa e filha sozinha.

agora, não me venham falar de que está tudo bem e o médicos não nos interessam... ficamos para trás em tudo.
 
"mas o facto de haver poucos médicos só vem abonar os enfermeiros, que assim daqui a uns tempos poderão "urzupar" as funções dos médicos tal como as prescrições..."

Uzurpar??!! Uzurpar??!! Espero que quem escreve isto não seja enfermeiro ou estudante ou algo parecido... Quem escreve este tipo de coisas não sabe de todo o que é a enfermagem. Um enfermeiro, um verdadeiro enfermeiro, não pretende ser médico, nem desempenhar as suas funções, pretende sim fazer o seu trabalho de forma independente, autónoma, aplicando os conhecimentos que tem, e sempre face a DIAGNÓSTICOS de ENFERMAGEM, que para quem não sabe, eles existem e são diferentes dos DIAGNÓSTICOS MEDICOS!! Ora se um dia viermos a prescrever medicamentos ou tratamentos serão sempre face a Diagnósticos de Enfermagem, e por conseguinte não vamos fazer mais que a nossa função.

Em relação a remuneraçõe nem vale a pena falar muito, porque é sabido que Enfermeiro ganha mal e Médico ganha bem, mesmo que Enfermeiro trabalhe noite e dia e Médico faça meio turno por dia. Enfim...

Quanto à falta de Médicos isso resolve-se apostando a fundo nos cuidados de saúde primários,na prevenção da doença e promoção da saúde. Aqui sim o Enfermeiro tem um papel que a ser bem desempenhado e bem apoiado é bem mais valorizado. Quando um sr qualquer do governo se lembrar de acordar e perceber esta realidade. Até lá continuamos na mesma.
 
É possível prescrever para diagnósticos de enfermagem: anti-heméticos, analgésicos, antipiréticos, anti-HTA, diuréticos, insulina, vacinas, antihistamínicos, anti-inflamatórios, etc....

Escreve-se "usurpar" colegas...


O que é FANTÁSTICO é que discutam aqui estas coisas no maior blog de enfermagem português e a OE continue calada....

Era esta a proximidade que usaram como lema de campanha??
 
sim sou aluno, se reparou escrevi essa palavra entre aspas propositadamente(o erro peço desculpa, mas esse erro passará a não ser daqui a 6 meses...)...mas quem quer ficar com as funções dos médicos não sou eu! longe disso, apenas me limitei a transcrever o que venho lendo nos blogs de enfermagem tal como este...heheheh quando um senhor do governo se lembrar!? isso é que era bom, já viu bem quanto é que eles ganham? vão-se lá lembrar do enfermeiros, que até para fazerem greve é um pé de vento...
 
É só lerem a entrevista do Bastonário da Ordem dos Advogados ao DN no dia 12 de Maio sobre o excesso dos mesmos.
Para quando um pensamento igual da Bastonária da OE????????????
 
"Ao passo que em Medicina as vagas não aumentam porque a ordem não autoriza...in anónimo" - Licenciado em enfermagem deve separar, para não ser desarmado, o que é do dominio da opinião com base no senso comum, do da evidência...
1 - Conhece alguma Acta dos Corpos Gerentes da OMédicos que proíba as FMedic abrir mais vagas?
2 - Conhece algum despacho autorizador da OM para abrir ou fechar vagas, a pedido da FMed?
Não...Não e Não. Eles têm é um Modelo de Desenvolvimento Profissional que garante a regulação da entrada no mercado de trabalho (Acesso ao Internato). Por esta via e ao fim de 2 décadas, por esta via e de forma indirecta, regularam a oferta formativa. Ou seja, o n.º de vagas para as Fmed são, em regra, semelhantes ao n.º de vagas de acesso ao Internato ...dificil de entender????
Afinal, se fossem às AssembOEnf veriam que o aprovado vai no mesmíssimo sentido.

" a fazer o trabalho dos médicos, até mesmo a alterar medicação das tabelas e a pedir RX em s.o.s para os srs. doutores verem quando viessem ...in revoltado"
Caro Filipe, afinal para o ("seu") conceito de enfermagem - pequenos médicos ...basta faltar médicos ...tá a ver ...já podemos fazer RX, ECG, Prescrever medicamentos, etc ...é uma farturassa!!!
Bento de novo
 
Colega Bento,
não seja ingénuo. Todos sabemos que o lobby médico para que não se aumentem as vagas nas faculdades é muito forte. Assim conseguem bons salários e emprego garantidíssimo, além de que, claro, o poder de reivindicação está sempre do seu lado.
O internato regula o números de vagas e quem acha que regula o internato. Esta simbiose é gerida por lobbys.

Por fim, nós pensamos que a presrcição é um acto médico porque se convencionou assim...
da mesma forma poderia convecionar o mesmo para a enfermagem...

É que desde pequeninos fomos educados e vemos na televisão que os médicos é que auscutam, prescrevem, vêem RX....

EM muitos países, este conceito já não é assim, pois os enfermeiros também fazem isso...
É que, caso não saiba, mas os diagnósticos de enfermagem permitem tudo isso. Neste momento, temos os nossos diagnósticos subalternizados em relação ao dos médicos....

Porque que uma "AVC" tem de ser mais importante do que um "défice pscio-sesório-motor causado por insuficiente irrigação cerebral súbita por obliteração da artéria X"??
 
Ainda bem que está tudo bem e a OE está atenta a tudo.
Há enfermeiros deste planeta e outros... de outro...muito melhor e onde tudo é perfeito e corre sobre rodas...
 
"Explique-me por favor uma coisa…O colega quer trabalhar por conta própria (ou será a enfermagem ou profissão que só pode existir colada a outros profissionais ou a instituições? Eu não acho…) tem um cliente (idoso dependente nas AVD) com uma úlcera de pressão (grau 3) e em que considera indicado a execução do penso com uma placa hidrocolóide ou outro penso com um princípio activo farmacológico qualquer. Como concretizaria o acto? E em que base legal? Comprava na farmácia (e pedia uma receita a um médico?)…sabe é que mesmo o que é de venda livre se for com receita dá para o IRS ou então fica mais barato!!! Como é que se pode dizer que se tem ..”tem autonomia para fazer quase tudo…” …"

Deixei este repto noutro post e aguardo resposta, se o colega Bento a tiver...

Eu não quero que os enfermeiros prescrevam ou tratem doenças (agudas)...agora será que que não podem cuidar e tratar com verdadeira autonomia:
Úceras de pressão;
Situações de emergência (SAV), com recurso a fármacos
Cuidados paliativos
Reabilitação: prescrever uma ajuda técnica
A vigilância da saúde com recurso à prescrição de análises de rotina
...


FILIPE
 
colega rui mário costa:

Porque que uma "AVC" tem de ser mais importante do que um "défice pscio-sesório-motor causado por insuficiente irrigação cerebral súbita por obliteração da artéria X"??

Estamos a tentar abordar outra perspectiva ou a mudar apenas o nome Às coisas?


http://saudeeportugal.blogspot.com
 
"Estamos a tentar abordar outra perspectiva ou a mudar apenas o nome Às coisas?"

A realidade é a mesma, a perspectiva é diferente....
 
Para mim um AVC requer tratamento médico e prescrito por um médico.
É um claramente um diagnóstico médico...o mesmo não digo da sua prevenção, da vigilância da PA, do IMC,na vigilância analítica, na promoção de estilos de vida saudáveis, dos cuidados de emergência na altura do AVC, da reabilitação pós AVC. Aí a enfermagem deverá ter um papel muito mais determinante...para bem dos doentes...

Quem deve diagnosticar doenças e tratar doenças são os médicos...agora a saúde não é só isso!!
É preciso um médico para vigiar a saúde da população saudável?
Podem ser os enfermeiros?
Então porque não podem pedir e/ou executar simples análises de rotina e encaminhar para o médico os doentes (ou com suspeição de...)


FILIPE
 
"Para mim um AVC requer tratamento médico e prescrito por um médico."

correcção: "Para mim um AVC requer tratamento médico e de enfermagem e prescrito por um médico e um enfermeiro."
 
Este comentário foi removido por um administrador do blogue.
 
CUNHAS e COMPETÊNCIAS

Empresário: Bom dia Sr. Eng., há quanto tempo ??!!!

Ministro: Olha, olha, está tudo bem?!

Empresário: Eh pá, mais ou menos, tenho o meu filho desempregado tu é
que eras homem para me desenrascar o miúdo.

Ministro: E que habilitações ele tem?!

Empresário: Tem o 12.º completo.

Ministro: O que ele sabe fazer?!

Empresário: Nada, sabe ir para a Discoteca e deitar-se às tantas da manhã!

Ministro: Posso arranjar-lhe um lugar como Assessor , fica a ganhar
cerca de 4000 , agrada-te?!

Empresário: Isso é muito dinheiro, com a cabeça que ele tem era uma
desgraça não arranjas algo com um ordenado mais baixo?!

Ministro: Sim, um lugar de Secretario já se ganha 3000 !…

Empresário: Ainda é muito dinheiro, não tens nada volta dos 600/700 ???

Ministro: Eh pá, isso não, para esse ordenado tem de ser Licenciado,
falar Inglês e dominar Informática!!!…


M.C.
 
LOLOLOLOLOL!
 
Excelente previsão do futuro se a OE mantiver as cataratas...
Pois a continuada "falta" ou má distribuição ou má produtividade dos médicos do SNS.
Damo-nos ao luxo de importar médicos espanhóis e exportar trabalhadores da construção civil para Espanha...
É uma oportunidade para afirmarmos o que já fazemos "off-record", mas que nestes anos não soubemos afirmá-lo. É corioso como, Portugal, será uma país desenvolvido e não consegue aumentar as suas vagas de medicina?! Loby? Não!
É necessário realizar uma aposta forte e séria na formação dos enfermeiros, tendo a necessária regulação da OE - inexistente neste momento - para sairmos deste nevoeiro que paira na nossa formação, havendo interesses de professores, escolas e própria OE, nas negociatas dos complementos de bascharel para licenciatura, especialidades e a chuva torrencial de alunos, culminado nas consequentes quotas.
 
Ó M.C.!

Tu és o Badaró dos Blogues!

Excelente piada, PARABÉNS
 
Defendi a Pátria com Sangue,Suor e Lágrimas,mas passados 34 anos do 25de Abril,não existe Pátria,Portugal foi engolido pela Europa e meia dúzia de "comunas" e sindicalistas ávidos deste poder "socialista", que mais não são que traidores que em nome da Democracia vendem e matam de agonia este País.

Nada me resta senão a Partida,vendo o Passaporte e o Bilhete de Identidade, a quem me der uma nova nacionalidade.

Pátria ou Morte!Venceremos.

MANUEL JORGE RODRIGUES
 
Só há uma maneira de os enfermeiros serem reconhecidos neste país :
É fingirem que não são enfermeiros...sou enfermeiro e tirei uma pós graduação em HST, trabalho numa empresa como Técnico Superior de Higiene e Segurança no Trabalho e abandonei a enfermagem. Sou muito mais respeitado e ganho muito mais do que quando era enfermeiro (não faço questão nenhuma de dizer que já fui enfermeiro...) desculpem lá não defender a "vossa" profissão mas é que não quero estragar a minha!!
Há muito preconceito por aí...
De resto trabalho todos os dias com engenheiros e discuto "taco a taco" todas as questões técnicas relacionadas com a segurança, aplico o que aprendi na pós graduação, muito da matemática do secundário e também algumas áreas da licenciatura em enfermagem.
 
Concordo com o ultimo post, isto vai de mal a pior.
As escolas (diga-se "docentes") na combivência da OE arruinaram a profissão.
Para quem quiser garantir o futuro, penso que o melhor é procurar outra actividade fora da Enfermagem.
 
Eu gosto de ser enfermeiro, gosto e adoro o que faço, não gosto é da maneira como sou tratado e como o meu trabalho é tratado. Podem ter muitas teorias sobre o que vai mal em enfermagem mas a realidade é simples e objectiva, tudo se resume á lei da oferta e da procura - no caso de enfermagem a oferta aumentou e continua a aumentar e a procura estagnou e tem tendencia a diminuir. Porque vão os patrões pagar mais se tem tanta oferta.vamos perder tudo não renham ilusões. Isto não é ser pessimista é ser realista.
 
não podemos estar á espera da ordem ou dos sindicatos que apena se preocupam em fazer greves ridiculas de 1 dia. Qualquer dia o governo até vai decretar que seja obrigatori fazer-se todos os meses 1 dia de greve, pois ate vai poupar uns trocados , e o trabalho dos enfermeiros em muitos serviços aparece feito, como nos serviços de medicina onde os cuidados minimos á luz da maxima - fazer tudo cuja não execução possa agravar ou comprometer a integridade e saude do doente- significam fazer tudo com menos elememtos
 
qualque dia ser enfermeiro será como um hobbie, só para quem gosta, não se podendo esperar fazer desta area forma de vida, sustento , reconhecimento social e financeiro ( pois este ultimo tambem é muito importante).
 
A este ritmo em 2012 os enfermeiros estarão como em 1912.
Apesar de gostar do que faço,não gosto da forma como sou tratado e humilhado e ofendido diariamente na minha dignidade profissional ( porque alguns enfermeiros tambem a possuem, é por isso que estou neste momento a estudar para fazer especificas para tirar outro curso. apesar de ser enfermeiro á 5 anos a degradação da profissão é motivação mais que suficiente para embarcar nesta aventura. Não e não quero tirar medicina.
 
Enfermagem não vai a lado nenhum pois neste momento a essência da enfermagem é o blablablablablablablablablabla.....
há um proverbio popular muito conhecido e que define com exactidão o estado daEnfermagem que é:
- Os cães ladram e a caravana passa.

O ladrar ( falar) não impede a caravana de avançar (a situação de piorar), e preciso abalrroar a caravana.
 
Txiii... Isto ta mesmo animado por aqui. Sim com todos estes pensamentos vamos bueda longe. Acho que o melhor mesmo é no acordo ortografico retirar de la tudo o que tenha haver com Enfermagem.

Meus amigos, muito me entristecem estes ultimos post's. Mas se não formos nós a lutar pela dignificação da nossa profissão quem acham que vai ser?? Sabem porque somos ridicularizados diariamente?! Porque continuamos a não fazer o nosso trabalho. Sim porque em muitos serviços se continua a trabalhar à tarefa, quer dizer se isto é ser enfermeiro vou ali ja venho. Quando enfermeiros cuidam de pessoas que não fazem a mais pálida ideia das patologias de essa pessoa, isto é ser enfermeiro?? Claro que somos espesinhados diariamente, claro que somos ridicularizados diariamente. Continuamos empavidos e serenos a ver a caravana passar, é que nem sequer somos os cães a ladrar. Amigos unam-se e lutem. Vergonha de ser enfermeiro?? Eu é que tenho vergonha de um enfermeiro dizer isto. Nós não andamos para a frente porque nem nós nos sabemos unir. Eu concordo que a nossa ordem não faz mesmo nada, e os sindicatos enfim. Mas mesmo que eles façam nos continuamos a não estar unidos. Enfim. Cada vez me entristece mais este tipo de posições.
 
Tanto pessimismo faz-me pena. Parece que de repente se chega à conclusão que ser enfermeiro é ser o + desgraçado do mundo.
Estamos numa fase de crescimento que muitos não entendem.
Como os emigrantes que corriam à árvore das patacas, vieram para a enfermagem que tinha garantia de emprego; era só escolher...
Aquele insónico das 4:35 que escreve pk, mas depois escreve teem, forma antiquada e que assina como aluno é mais uma espécie de atiçador de fogueiras que não ardem na sua lareira.
As soluções para a Enfermagem passam por uma prova de resistência para os enfermeiros. Aqueles que vieram para a Enfermagem como uma forma rápida de ganhar dinheiro, porque viram que no prédio ao lado mora uma enfermeira, que de quando em vez passa lá por casa para mudar de roupa, e já comprou casa, carro e até sustenta um marido no desemprego, cometeram um erro de avaliação e vão mesmo para técnicos de higiene e segurança enquanto os enfermeiros não reivindicarem essa área, onde podiam ser mais limpinhos. O que diz que foi enfermeiro e está a fazer figura na higiene e segurança deve o seu êxito a ter uns conhecimentozitos de Enfermagem.
Os verdadeiros enfermeiros vão sobreviver e a Enfermagem vai crescer com eles e através deles.
Antes disso vai ter de sofre muito, mas só o grande sofrimento purifica, até nas feridas. Se não formos até ao tecido são, a granulação não se dá e a cicatrização não aparece!
Para privatizar a saúde é preciso ter enfermeiros disponíveis sem capacidade de lutadores, que mandem uns gemidos prenunciadores da morte como as corujas.
Curiosamente as escolas que formam os excedentários são dirigidas por professores de medicina falidos e expulsos da faculdade de medicina local como aquele da Gandra, que quer ser rei e já se meteu na casa de Bragança. Mas não está só. Tem lá enfermeiros, poucos e não bons, a começar pelo lampião que está a dar luz à cabeça do sistema.
Entretanto as seguradoras preparam o povo para começar a abominar o SNS, através de notícias combinadas com reporteres mal pagos na fonte, que se vendem e mentem, como lhes pedem.
Felizmente para a Enfermagem, os Enfermeiros não entram nestas jogadas, como se está a ver no tal hospital dos Lusíadas, montado na lógica dos módulos dos Centros de Saúde:1 enfermeiro/2 consultórios médicos, por isso são 200 médicos e 90 enfermeiros.
Felizmente que os Enfermeiros ainda não têm ronha suficiente para se arvorarem em inventores de doenças, por isso nem tudo é mau não Enfermagem que está a passar por uma crise de abundância a caminho da recessão, como aconteceu aos EUA, nos anos 30, porque entraram em colapso por excesso de produção, para as possibilidades de escoamento. Outrotanto vai acontecer aos chineses, como aconteceu aos japoneses quando chuparam duas BAs, por estarem a vender relógios a 60$00 o kilo!
Entretanto há acumulações que vão deixar de se fazer. Trabalhando num só lugar os Enfermeiros vão readquirir o poder reivindicativo que já tiveram. A qualidade do trabalho, feito com mais esmero, vai melhorar e vão ser mais atrevidos, corrigindo erros que se praticam à sua volta e que se reflectem na Enfermagem.
Vão aprender a advogar as causas dos doentes e abrir os olhos aos doentes através de uma sábia e oportuna informação de Enfermagem, para não terem de ir abrir os olhos a Cuba. Se os Enfermeiros cumprirem e fizerem cumprir readquirem um estatuto que é o seu e não é exercido, por ignorância ou medo, ou mercenarismo.
Quanto às escolas de Enfermagem, como passaram a nível superior, entraram na órbita das universidades, que dizem que não se renovam por dentro; são renovadas de fora para dentro. É isso que vai acontecer com as escolas de Enfermagem à medida que forem perdendo influência na profissão porque estão mal servidas por teóricos inúteis que só sabem meter medo aos jovnes enfermeiros.
À medida que forem penetrando na essência da Enfermagem verão que foram enganados e revoltam-se, tornando-se úteis para a luta.
Tudo isto vai levar o seu tempo porque o que a Enfermagem precisa é duma revolução. E as revoluções são lentas; lentas de mais, às vezes, para as necessiades.
A humildade dos Enfermeiros, que uns quantos orelhudos confundem com servilismo, impede-os de subirem aos areópagos, para exporem as suas capacidades. Alguns só descobrem o que verdadeiramente é a Enfermagem, quando vão arrefacendo enquanto o Enfermeiro o prepara para entrar no limiar da eternidade!
Até já!
 
O das 10.44 disse que somos ridicularizados porque não faze-mos o nossos trabalho, mas eu acho que se passa o oposto. Os enfermeiros que tentam fazer o seu trabalho, que tentam remar contra a corrente como é o meu caso, sã constantemente ameaçados pelos chefes e directores que só pensam no numero e no rácio. Os unicos que eu vejo a subir nesta profissão e a chegar a cargos de liderança são os conformistas, os graxistas, os enfrmeiros dos numeros e não os enfermeiros que dão importancia ao cuidar, ao saber ser e saber estar. É verdade que só se dá importancia ao fazer (ou fazer que se faz), executar, á tarefar, é isto que os nossos superiores na generalidade esperam de nós.por isso não vamos a lado nenhum. eu falo por experiencia propria, pois á custa de querer rumar contra esta tendencia já por varias vezes fui chamado á atenção. A minha chefe já me disse que esta ali para trabalhar não para pensar, e a minha directora em discussão com uma colega que reclamava das condições de trabalho, disse em alto e bom tom que os enfermeiros ganham muito para aquilo que fazem, e que tudo se vai resolver quando nos tirarem o pio. Com exemplos destes como querem que haja optimismo. E acreditem que estes não são casos isolados são a maioria.
 
Isto precisa mesmo de uma revolução. Não vamos lá com greves de 1 dia. Os enfermeiros deveriam era paralisar completamente. E greve não é ficar em casa, deveriam ir todos para as prtas dos respectivos Hospitais com tendas de campismo e ali permanecer de forma firme e continua. Só assim é que as nossas acções teriam visibilidade mediatica o que não tem vindo a acontecer.
 
Eu concordo com o colega das 10.23. No meu serviço passa-se o mesmo. Os colegas contractados são tratados como lixo. E sempre que mostram insatisfação ouvem logo a maxima- Dá graças a deus por teres emprego.Ou seja cala-te e trabalha.
 
Eu até aqui só vejo os colegas como o das 10.44 pm com discursos bonitos, em que a solução é os enfermeiros unirem-se e blablablablablablabla. Parem com estes discursos vagos e poeticos. Falem em soluções concretas e palpaveis. Como unir uma classe cada vez mais numerosa, com tantas formas diferentes de pensar, tantos valores diferentes. vá lá soluções esse discurso de que temos de nos unir é vago, não leva nada.
 
Já disse os enfermeiros deviam paralisar completamente, sem cuidados minimos sem nada. só assim nos dariam valor. Se queremos uma mudança radical temos que ter uma acção radical, e o resto é conversa.
 
Vamos isso. Eu alinho. Menos conversa e mais acção.
 
Quer se queira quer não, se nada for alterado a enfermagem não se vai aguentar, sem uma Ordem que seja digna e responsável, sem escolas que não vejam apenas o lucro desenfriado (algumas já dão cursos de TAT, durante o curso, pois já sabem que os enfermeiros vão para o desemprego), sem enfermeiros que lutem, pois vejamos as razões para lutar são muitas, mas continuamos sempre parados, à espera que liquidem a nossa profissão. Como dizia se nada mudar a enfermagem vai entrar no ciclo (que demora anos) em que ninguém quer ser enfermeiro...
Se tivéssemos uma ordem a sério que não fosse de fachada, estávamos melhor.
Desassossego
 
É claro que uma paralisação completa faria muita gente perceber a nossa importância, a nossa falta, mas não me admirava muito se não chegassem à conclusão também de inserir nos nossos hospitais uns sujeitos a quem eles quiseram chamar Auxiliares de Enfermagem, que não são mais do que AAM que vão fazer o trabalho dito mais simples e mais técnico do enfermeiro. Quanto aos meus amigos que remam contra a maré, esses sim devem sentir a falta de união, porque se lutam sozinhos é claro que não vão longe, pobres coitados no meio da multidão. A união faz a força volto a dizer, e não é um discurso vago, é um discurso para começarem a raciocionar, porque meus amigos, num serviço com x enfermeiros, se todos se juntarem e disserem que não trabalham com as actuais condições, podem ter a certeza que eles não vão despedir em massa. Mas é não trabalhar MESMO. Não é dizer isto em tom de ameaça. Num serviço os enfermeiros informam o chefe de que ate dia tal precisam de y enfermeiros para poderem trabalhar realmente como enfermeiros e não à tarefa. Chegado o dia y não têm condições, para-se tudo. Ninguem trabalha. Não precisamos de greves nacionais, com paragens totais dos enfermeiros, não vai resultar. Ainda vamos é assistir a médicos a ensinar AAM a preparar a medicação e a puncionar. O que nós temos de fazer é pequenas revoluções, e pq não por Hospital/Centro de Saúde?? Se todos os de determinada instituição se juntarem e pararem, mas permanecerem nos serviços, mesmo sem prestar os cuidados ditos minimos, e denunciarem situações ilegais como ver AAM a fazer tecnicas de enfermagem. Tão simples como isto. Agora volto a dizer que precisamos de união da classe, porque não podemos fazer uma "revolução" (como alguem disse) sem que todos participem e apoiem.
Porque meus amigos, eu conheci 1serviço de cuidados continuados, muito recentemente, cuja enfermeira chefe luta para que os cuidados sejam efectivamente prestados como a Enfermagem preconiza, e os enfermeiros do serviço continuam (numa suposta perspectiva de cuidados continuados) a fazer visitas domiciliárias para realizar o belo do pensinho ou dar o bonito do injectavel. E fazem este trabalho sem um processo do utente, uma grande parte das vezes nem sabem o que o utente tem, e algumas vezes (demasiadas até) nem sabem pata que servem determinados injectaveis. Quer dizer damos terapeutica so porque esta prescrita?? Sabem que se um medico se enganar na prescrição e se nos administrar-mos algo que esta errado, nos vamos ter a nossa cota parte de culpa, que provavelmente vai ser a maior parte da culpa?? Sabem que esta equipa não tinha um levantamento de dados de cada utente?? sabem que não havia um unico planeamento de cuidados(para dar continuidade aos cuidados). Sabem como se fazem registos de enfermagem cuja unica caracteristica da ferida que la se põe é o grau e o local?? às vezes com sorte la descrevem que tem um ou outro tipo de tecido. E depois escrevem o belo do tratamento. E então? O utente teve dor durante a realização do penso?? Demonstrou outras preocupações?? Tem-se sentido bem?? Aqui se tem um exemplo de como uma enfermeira chefe se está a lixar pos numeros, quer é qualidade de cuidados e os enfermeiros continuam a trabalhar tipo Técnicos Superiores de Pensos, Injectáveis e afins!!!
 
1 culpado - a "OE"

"acto de enfermagem" ainda por definir, porque???

"subida" a técnico superior por concretizar, porque???

"não cumprir" número mínimo de enfermeiro per capita segundo a OMS, porque?

10 anos???não parece...
 
Sr. Anónimo, concordo consigo excepto no ultimo ponto.

Não devemos procurar o nº mínimo de Enf. per capita de acordo com a OMS, mas sim de acordo com a capacidade do país. Isto é, não vale a pena ter o n~º de Enf que a OMS acha correcto se uma vasta maioria deles estão no desemprego. Queremos Enfermeiros a desempenhar funções e não a fazer número em estatisticas....
Hoje o nº de Enfermeiros já ultrapassa a capacidade necessária (que a regula é o mercado, tanto no sector público como o privado).

Se hoje os nosso colegas recém licenciados não têm emprego... no futuro será pior.

Não demorará muito e comecaram a tentar diminuir o salário dos contratados nas instituições públicas... para já os novos elementos contratados recentemente já auferem salários mais baixos que os elelmentos mais antigos, e não, não há nehuma carreira, o que mudou foi a conjuntura... mais mão de obra especializada, então paga-se menos....

Um abraço e bom feriado.
 
Muito blabla...e são poucos os que vão ao fundo da questão!
A crise que se vive na Enfermagem, deve-se fundamentalmente ao excesso de oferta para o mercado de trabalho.
Esta crise começou quando se começaram a formar enfermeiros massivamente e a abrir escolas de uma forma descontrolada.
Neste momento, e na situação em que estamos, de pouco ou nada adiantará fazer greves.
Porque não ir à raiz do problema?
Sabemos do efeito nefasto que o excesso de Enfermeiros tem trazido para os profissionais, então porque continuamos a colaborar na formação de novos Enfermeiros?
EU, RECUSO-ME A COLABORAR NA FORMAÇÃO DE ALUNOS, QUE VENHAM OS DOCENTES PARA OS CAMPOS DE ESTÁGIO!!
 
Mas qual greve qual quê, com tantos enfermeiros no desemprego será que ainda não perceberam que a greve não serve de nada!? E depois é o caso acima referido dos AAM fazerem o nosso trabalho com umas horinhas de formação - talvez até sem ela.
 
Muitos enfermeiros não estão à altura do que se exige para um técnico superior...há que fazer uma triagem!
Não podem ser todos iguais, há que apostar na qualidade!
Nos cuidados continuados é uma vergonha o que se passa, a generalidade dos enfermeiros passa o tempo a não fazer rigorosamente nada (que trabalhem as auxiliares), os processos nada dizem de concreto, os utentes não têm um plano de reabilitação, não há treino de marcha para ninguém, não se trabalha a essência da enfermagem que é a promoção do auto cuidado, a capacitação da pessoa...é uma vergonha enorme...e depois admiram-se que outros técnicos tomem o nosso lugar...eu fazia o mesmo. A culpa é "nossa". Ainda para mais…Os cuidados continuados, os cuidados de saúde primários e os serviços de medicina são um paraíso para a autonomia dos enfermeiros e vê-se muito pouco !! Só pode ter sentido uma auxiliar prestar os cuidados de higiene a um utente se eu como enfermeiro estiver a fazer algo mais diferenciado…não é propriamente para ler a MARIA !!
É preciso capacitar mais os enfermeiros que querem evoluir, atribuindo-lhes novas competências e mais poder técnico (incluindo prescrições diversas - não só fármacos também novas funções - mais diferenciadas) e deixar o resto para a malta que quer assobiar para o lado...
Isto não é assim tão difícil de conseguir, não podemos é querer ser todos iguais, pois isso é utopicamente impossível e é uma atitude castradora da evolução de quem quer evoluir e consequentemente da própria enfermagem...
Não me admiro e não censuro quem abandone a enfermagem neste momento, pois quem gosta de aprender, de saber mais, de ter novas responsabilidades, não tem muitas oportunidades como enfermeiro…e vê-se muitas vezes sozinho a remar contra a maré do conformismo instalado!
 
Agora o anónimo das 3h49 é que falou bem.
 
As intervenções da SAPE (alicação informática de enfermagem) são uma autêntica anedota.
Tive uma familiar internada e que saiu de lá com uma carta com as seguinte intervenções de enfermagem:
Lavar a pessoa;
Limpar o corpo;
Gerir ambiente;
Gerir terapêutica;
...
Que é isto?
Uma pura treta...
Então quer dizer que os enfermeiros só gerem a terapeutica de alguns doentes?
O que é gerir ambiente? O que é que um enfermeiro que recebe um doente de outro turno fica a ganhar com a genial prescrição: gerir ambiente (assim, isolada..)

Nota: sou um enfermeiro farto de anedotas destas, feitas nos gabinetes, a pensar em papéis, não nas pessoas...cada vez vejo mas enfermeiros burrocráticos por este país!!!
 
Sabiam q houve 73% de abstenção para a ordem?Como é q querem mudar as coisas se nem participam.Muito faz a Ordem.É vergonha q muitos dos enf.ºs q se preocupam em ter formação superior não participarem .Depois existem outros q criticam tudo e todos.Já estão mal só por existirem.Os outros tratam-nos em função do q somos e daquilo q mostra-mos das nossas capacidades.O q mudou foi a organização do mundo e da sociedade,a reboque de novas politícas ultra-liberais.Agora, continuo a dizer q ,só não tenho pena de quem votou neste governo.Uma quantidade actual de pessoal no desemprego entrou para as Escolas de Enfermagem quando já se falava q existiam dificuldades nas saídas profissionais.E continuam a concorrer.Se forem ver nos E.U.A. ou no Japão,a maioria da população jovem licenciada não executam funções na sua área.O mercado é q faz a sua regulação.Aliás não é só na Enfermagem,a juventude na generalidade não vai ter emprego e para os licenciados será pior.O problema é estrutural.Vejam o estado do país,a corrupção,a incompetência,etc.Participem,reclamem com os dirigentes.Se se quizer emprego para todos vote-se em partidos de esquerda.Nestas últimas 2 décadas deixá-mos de existir.
 
concordo plenamente com o colega anterior, principalmente na ultima parte do texto.
 
Eu não sou enfermeiro, mas pelo que vou lendo, estar em enfermagem neste momento é um acto de FÉ, porque uma pessoa se analisar os factos e toda esta conjectura de uma forma logica, realista e colocando o coração de lado dando prioridade á razão isto tá de fugir a sete pés. pelo que vou lendo e sem quer ofender hoje em dia para quer continuar a ser enfermeiro, para alem de se gostar tem que se ser um pouco masoquista.
 
Em resposta aos ultimos post's

- Ideais d'esquerda é o que presentemente temos, o rico cada vez mais rico e o pobre cada vez mais pobre...senao vejemos a quem influencia os aumentos diários...

- Quanto à abstenção referida, posso dizer que no meu hospital houve várias dezenas de enfermeiros que não votaram, tendo como desculpa nao estarem inscritos nos cadernos eleitorais, quando a maioria tem cotas em dia e inscritos na OE há mais de 4 - 5 anos, talvez se tenha passado o mesmo noutros.

- Quanto ao colega que se referiu ao SAPE, temos de o aplicar porque é uma exigencia das administrações, e que ao ter por base a linguagem CIPE, criada pelo Conselho Internacional de Enfermeiros ( ICN ) em Inglês "traduzido à letra" é normal que nao se aplique devidamente. A sua critica é positiva (à aplicação), mas nao explicou a situação da sua familiar, nem sugeriu interveções adequadas, é esse espirito de critica aos colegas que acaba com a nossa classe, pois provavelmente fizeram o seu melhor ao apontar essas intervenções,relacionadas com os fenomenos presentes
 
Ola, eu sou medico recem formado e queria dizer que apesar de ser medico,concordo plenamente com o DOUTOR ENFERMEIRO. Para a minha classe isto só vai melhorar. Tenho uma irma mais velha com com vive até a bem pouco tempo e que é enfermeira, por isso estou familiarizado e solidario com todos os vossos problemas. Acho que em vez de criticarem os medicos e a sua ordem deveriam sim imita-los. Neste momento enfermagem é um barco á deriva sem rumo e com um capitão (bastonaria) cego dos dois olhos e surdo dos dois ouvidos. As historias que a minha irmâ contava ate me punham os cabelos em pé. Enfermagem parece-me estar num ponto sem retorno ou muda já ou desaparece, pelo menos o conceito que hoje conhecemos. O vosso grande problema é que ao contrario dos médicos os enfermeiros são governados de fora para dentro, isto é a vossa ordem é uma fachada, e a vossa Bastonária uma marioneta politica com pessoas fora da vossa classe a puchar os cordelinhos. Um conselho, ganhem auto-estima e sejam mais orgulhosos, com uma profissão de tamanha responsabilidade se me pagassem 5 euros á hora preferiria mesmo estar na caixa do modelo- é mais dignificante , tem menos riscos, dá menos chatices, tem mais possibilidade de carreira no modelo do que na enfermagem no futuro. bem hajam.
 
Já tinha ouvido falar deste blog e hoje acabei por “perder” umas boas horas a ler o seu conteúdo!!! Muito interessante, na essência parece-me que está feito um diagnóstico da crise que vive a Enfermagem, como disciplina e como profissão. São visíveis os sinais dessa crise, o desemprego e a desvalorização do próprio enfermeiro, quer pela sociedade em geral, quer pelos responsáveis da saúde, em particular, são alguns dos mais escritos neste web-espaço. No entanto, parece-me redutor que se queira atribuir culpas apenas e só à OE, às Escolas e aos docentes.
Sou enfermeira há 23 anos e lembro-me muito bem da formação que tive nessa altura, cuja cientificidade e nível de complexidade do conhecimento estava muitíssimo distante da que é hoje conferida numa boa parte das escolas superiores de enfermagem/saúde. Sou completamente avessa àquela ideia de que “no meu tempo é que era bom”, bem pelo contrário, acredito na evolução do conhecimento, das pessoas e das profissões.
Não podemos negar que houve uma grande evolução no ensino de enfermagem em Portugal, obviamente graças ao esforço (académico, cientifico, etc) feito pelos docentes de enfermagem. Há que repensar o Ensino em Enfermagem, sem dúvida, mas comecemos pelo ensino em escolas privadas, donde saem milhares de enfermeiros, como é essa formação? Penumbra… Qual é a inflacção de notas? Como são realizados os estágios clínicos? Número de vagas? Temos de aferir a qualidade do ensino de enfermagem e pautá-lo por idênticos critérios e de exigência.
Fala-se neste blog do «cuidar» em excesso e o deficit de conhecimentos de farmacologia, bioquimica, fisiopatologia, etc… pois…pois..., consultem os planos de estudo e vejam qual o currículo que não tem estas UC? são matérias nucleares e obrigatórias, no entanto essas são as disciplinas que os alunos fazem “à rasca”, que deixam para a época de recurso, vão passando com 10 ou 11 e ficam muito satisfeitos e lá vão indo…É obvio que são conhecimentos determinantes para um cuidar de qualidade, tudo tem o devido lugar e a sua proporcionalidade e equilíbrio. E na prática clínica é isso que se observa? Na outra dimensão da formação, nos estágios clínicos, quem são os enfermeiros que exigem que o aluno fundamente cientificamente o que está fazer? É triste e muito preocupante, mas os enfermeiros estão numa lógica de execução, pura e dura, fazem o que lhes mandam. Por exemplo, sei de hospitais onde estão informatizados os exames laboratoriais e de imagiologia, a que os enfermeiros não têm acesso, ainda não dei conta que eles tenham reivindicando essa perda de informação. O doente tem KCl em curso há 10 dias e o enfermeiro cumpre escrupulosamente, sem questionar, sem problematizar, e um longo etc… Por outro lado, todos comentamos que a culpa é dos enfermeiros, que se deixam substituir por outros profissionais, técnicos, auxiliares, etc. Quando ouço uma enfª a pedir à AAM “vá lá dar banho ao 9” e dou conta que o 9 é um idoso com dispneia grave e cianose intensa, fico desiludida com a Enfermagem, sobretudo depois de perceber que a enfª “já tinha tudo feito”, “só me faltava o 9, mas a auxiliar já lá foi”, começou então o seu recreio na Internet, por volta do meio-dia. A CULPA É DE TODOS NÓS! Cada um faça a sua parte o melhor possível, com brio e com profisssionalismo. Estamos à deriva, por culpa de todos e não propriamente por culpa das Escolas ou dos docentes. Quanto à OE, embora não partilhe de algumas das suas tomadas de posição, também não creio que seja o bode expiatório para tudo.
Não se deixem abalroar por frases feitas, lugares comuns, Enfermagem é muito mais do que administrar um Lanoxin ev, ou de “dar banho ao 9”; todos sabem que se reveste essencialmente do CUIDAR, e isso é algo muito complexo para explicar numa só frase. Copio e colo um excerto deste mesmo blog «Nos cuidados continuados é uma vergonha o que se passa, a generalidade dos enfermeiros passa o tempo a não fazer rigorosamente nada (que trabalhem as auxiliares), os processos nada dizem de concreto, os utentes não têm um plano de reabilitação, não há treino de marcha para ninguém, não se trabalha a essência da enfermagem que é a promoção do auto cuidado, a capacitação da pessoa...é uma vergonha enorme...e depois admiram-se que outros técnicos tomem o nosso lugar...eu fazia o mesmo. A culpa é "nossa". Ainda para mais…Os cuidados continuados, os cuidados de saúde primários e os serviços de medicina são um paraíso para a autonomia dos enfermeiros e vê-se muito pouco!!» Acrescento que, estes cuidados continuados estão a ser protagonizados por enfermeiros no seu ‘duplo’ ou ‘triplo’ emprego, roubando assim a possibilidade e oportunidade de trabalho aos mais novos, que o fariam sem tanto cansaço e sem a exaustão das 16 horas de trabalho diário desse mesmo enfermeiro, e com certeza garantiam melhores cuidados aos doentes e seus familiares. E ainda… todos gostam muito do tema MORTE, talvez por ser uma experiência radical, mas quem se dedica efectivamente a cuidar e a garantir QUALIDADE DE VIDA daquele que está morrer?
O futuro da profissão vai depender de todos nós, vou continuar a fazer a minha parte com muito empenho, façam o mesmo e não tenham vergonha de ser enfermeiros.
Vou também continuar “cliente” deste blog, oxalá seja útil o meu contributo.
 
Penso que ninguém deve ter medo nem vergonha de ser Enfermeiro.

Isso não acontece. Poderia mesmo contar uma história caricata que aconteceu num banco, que referia mesmo que tinha já recebido muitos pedidos para que nos seus cartões aparecesse Enf. xxxx .

surge agora um periodo de negociação da Carreira. Este facto deve ser divulgado nos serviços e pelos Enfermeiros para que quando houver necessidade de lutarmos por uma nova realidade Remunerativa estejamos juntos e não divididos como tem acontecido.

Quanto às criticas à Ordem, concordo com o comentário anterior muitos falam " mas não os vejo as fazer nada". A Ordem muda-se estando presente nas reuniões, para aprovar o orçamento, para propor projectos... Infelizmente muitas das vezes as assembleias gerais e reuniões estão vazias!!!
 
A fama deste blog tem efeitos preversos e contrários.
Vêm uns e dizem que são médicos; vêm outros e dizem que são enfermeiros.
Uns querem ajudar a salvar a Enfermagem; outros querem enterrá-la.
vamos a estar atentos pois percebe-se pela lenga-lenga quem é e não é enfermeiro.
É um espaço que dá para desembuchar um pouco e treinar para detectar os provocadores da Enfermagem. É um problema do espaço aberto, sem telhado para reter as peras e a água.
Os Enfermei8ros hão-de unir-se e serem solidários depois de perceberem o sinergismo do trabalho de conjunto, onde a união faz a força.
Por enquanto andam a experimentar fazer as coisas sozinhos: espetam-se, tropeçam, caem, levantam-se.
Quando perceberem que o seu problema é o mesmo do colega; quando souberem dar valor à solidariedade, os divisionistas e promotores do individualismo, deixam de ter audiência.
E essa fase surge na sequência normal do processo em curso.
Quanto aos médicos, é bom não nos preocuparmos com eles. Já nos basta o que eles se preocupam com os enfermeiros.
A da bola de cristal já vai dizendo: os médicos vão de vitória em vitória até à derrota final.
Nessa altura os enfermeiros já se libertaram duma série de menoridades mentais, para onde são arrastados pelos contadores de estórias.
 
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Novo grupo para reflexão de Enfermagem (a promessa é: o que quer que ali se escreva, chegará a "quem de direito")! 

Para que a opinião de cada um tenha uma consequência positiva! Contribuição efectiva!