sexta-feira, agosto 15, 2008

O incremento da mediatização dos Enfermeiros....


"O líder da distrital do Porto do PSD, Marco António Costa, defendeu esta segunda-feira a criação de um plano nacional de saúde escolar que inclua a presença de Enfermeiros e médicos nas escolas.
Segundo Marco António Costa, que falava aos jornalistas após reunir com a secção regional do Norte da Ordem dos Enfermeiros (OE), deverá ser pensada a criação da valência da saúde escolar no âmbito da criação das novas unidades escolares financiadas com fundos comunitários
".
link

"Foram ainda discutidas questões como a questão da dotação segura de profissionais, a questão da exclusividade e da sua integração na carreira de técnicos superiores." link

Comments:
A ideia não é nova. A nivel dos médicos não se justifica a presença de 1 médico em cada escola, só para arranjar tachos. A nivel de enfermeiros esse papel de prevenção da doença e promoção da saúde é matéria que foi deixada para trás pelas equipas dos CS, por falta de profissionais, por medidas de que o próprio PSD também tem responsabilidade. Esta será a intervenção esperada pelas futuras UCC nos ACES e os enfermeiros dessas equipas a terem um papel preponderante na imagem da profissão. Assim esperamos.
 
Este Marco António vai longe.
Tem visão...
 
Aqui está uma área essencial onde os enfermeiros têm imenso trabalho a fazer.

Uma saúde escolar, orientada para a prevenção primordial, aquela que visa justamente trabalhar estilos de vida que se sabe que estão relacionados com o risco de doença, especialmente doenças crónicas e degenerativas, abre um vasto campo de intervenção onde poderão ser trabalhados problemas r/c tabagismo, consumo de drogas, nutrição inadequada, sedentarismo, situações que quando instaladas podem condicionar o aparecimento de várias doenças ao mesmo tempo.

Neste momento são muitas vezes os professores que assumem a tarefa de transmitir informações sobre saúde aos alunos, nem sempre completas e correctas como consta inclusivamente em matérias de manuais escolares, que para além de indicarem por exemplo alcoól para desinfectar feridas "fechadas" ou "abertas", ensinam a criança a posicionar a cabeça para tráz em caso de epistáxis, ou não explicam a diferença entre a roda e a pirâmide dos alimentos, ou apresentam embalagens de refrigerantes e outros produtos menos aconselháveis dissimuladas (tipo mensagens sub-liminares, que dificilmentre se captam, mas ficam na mente da criança). Enfim, um contexto em que é da maior importância que se actue precocemente numa abordagem virada para a promoção da saúde e do bem estar das pessoas, visto que mais tarde, quando a estratégia se focaliza em abordagens centradas na tradicional prevenção primária (i.e., prevenção do aparecimento da doença, mais ligada a factores de risco e causais, modificáveis) e secundária (i.e., em doença instalada), os profissionais estarão cada vez mais a ser confrontados com questões éticas muito pertinentes que podem efectivamente condicionar a sua intervenção.

A promoção da saúde é a grande arma de arremesso que temos contra a doença. Podem vir os medicamentos, podem vir os especialistas em tudo e mais além, mas o melhor mesmo é ter saúde e bem-estar, não ficar doente.

Vanda
 
É interessante o vosso ponto de vista: Médicos na escola – é tacho! Enfermeiros na escola… tudo bem!
É esse espírito “está-aqui-está-ali-está-acolá” que levou à situação com a qual hoje têm de conviver: no S. João há enfermeiros a fazer de AAM, em Vila Verde alguns tiveram de andar com esfregona em punho, num supermercado perto de onde moro temos um enfermeiro na caixa…
Se chegarem junto de um recém-formado e lhe acenarem com 1 euro à hora para instruir os putos quanto a cuidados de saúde, prevejo que alguns até se acotovelem para conseguir esse lugar…
Àh, e o PSD é mesmo um grande partido! Ideal para vocês se aliarem…
Não há dúvidas que as vossas mentes transbordam luminosidade!!!!!

Saudações,
Sr. Dr. Cirurgião da Naifa.
 
Sr. Dr. Cirurgião

Antes de falar deve saber o que está a dizer.
Não existem Enfermeiros em Vila Verde com esfregona, essa foi só para ganhar as eleições do Sindicato dos Enfermeiros, dava jeito dizer isso. È das maiores barbaridades que já pude ouvir e que teve a ajuda do Dr. Enfermeiro que deveria ser serio e honesto com os colegas e principalmente com os Enfermeiros que exercem lá funções. Deve ter sido grande a recompensa. Mas brevemente vai poder repor a verdade.

Em relação aos Enfermeiros nas caixas dos supermercados é mais digno do que aquilo que o Sr. faz neste blog. Parece que não tem que fazer para ocupar o seu tempo. Pense seriamente em pedir ajuda.

Relativamente à presença do Médico na Escola é de facto absurdo porque a vossa filosofia foi, é e será sempre curativa; a promoção da saúde e a prevenção da doença será sempre da actuação do Enfermeiro, só ele detêm o conhecimento necessário para o fazer.

Saudações,
desta grande amiga
 
Sr naifado.

Esta-se mesmo a ver que o sr. se está a propor para ir para as Escolas a fazer prevenção da doença e promoção para a saúde.

Cuide mas é das suas meninas e deixe os outros fazer as funções para que estão vocacionados.

Já agora procure um especialista em Psiquiatria e trata-se enquanto é tempo.

Fique bem e um bom fim de semana.
 
Sr Naifas


Pior qure o PS.Não deve haver pior partido que retira-se tantos direitos aos trabalhadores,assim como reformas na saúde que penalizassem tanto os doentes.

Claro segundo o que o sr. afirma, é cirurgiao que naifa os utentes,
tem todas as vantagens em estar de acordo.
E se calhar ainda tem um tachito do governo. Tem todas as razoões para sorrir.

Mas voce é daqueles pessoas, que se devia meter na sua vidinha e deixar de ser cosqueiro e intrometido onde nao o querem como introlucotor.
Vá-se embora, vá.
 
Caros,

Como todos sabemos, ou deveriamos saber o PSD é contra a actual reforma dos CSP, nomeadamente os ACES. O relatorio que o PSD, em 2003 pediu a uma comissão criada para o efeito sugeria que os CSP fossem organizados em USF Mod. C, sendo os médicos a liderar estas unidades por convenção!
É obvio que fará todo o sentido que neste momento alguém diga que em vez de termos UCC será melhor termos enfermeiros nas escolas (a correr bem 1 por agrupamento!), os CC passam para as mãos dos privados, assim como os cuidados paliativos! É claro que no Norte ao nivel de enfermagem o PSD tem uma grande influência, alguém que segundo parece é um iluminado contra a liderança dos médicos no SNS, mas que apoia as politicas do PSD!
Parece-me que antes de dizermos que toda a mediatização é boa é preciso analizar o tipo de mediatização e o que os envolvidos pretendem com esta mediatização...
O que não compreendo é como é que a OE defende as UCC e agora apoia esta ideia, que para mim é absurda!!!
Antes de dizerem que isto é bom pensem nos resultados...
A politica de esquerda não é boa, mas a de direita vai-nos enterrar!!!
 
Continua a ser lamentável a ignorância dos enfermeiros que comentam neste blog.
1ºHá um programa de saúde escolar muito bom, só que não é possível na maioria dos centros de saúde implementa-lo por falta de pessoal de enfermagem...mas isso todos sabem, as ARS dizem, "isso não é
prioritário"
Assim, seria muito mais importante, esse senhor dizer "falta pessoal...vamos coloca-lo para dar resposta a esta necessidade prioritária, porque os miúdos crescem mal informados..."
existe um despacho conjunto entre os ministérios da saúde e da educação...
2º Já está tudo pensado e escrito até legislado, é preciso que esses "senhores" façam o trabalho de casa antes de dizer baboseiras..., isto é, virem ao terreno saber o que se faz e quais as necessidades para dar cumprimento ao programa do governo em saúde.
Porque as grandes dificuldades são a falta de enfermeiros nos centros de saúde, até porque a saude escolar não é contratualizada pelas USF com alguém afirmou.

e o naifas não é tão tolo quanto quer fazer crer, ele sabe do que fala...
 
Anonimo das 2:21 disse:

"Porque as grandes dificuldades são a falta de enfermeiros nos centros de saúde, até porque a saude escolar não é contratualizada pelas USF com alguém afirmou."

Peço desculpa, mas está mal informado! A Saúde Escolar não faz parte da Carteira Básica de Serviços da USF, mas pode ser e é contratualizada em Carteira Adicional, desde que o Centro de Saúde não consiga a consiga efectuar e seja proposta pela USF!
Esta realidade continuará até à criação das UCC. Link para os principios orientadores da Carteira Adicional:

http://www.contratualizacao.min-saude.pt/Downloads_Contrat/Documentos/Principios%20Orientadores%20-%20Carteira%20Adicional_2007.pdf

Se lermos este documento vamos perceber que tudo (excepto a Carteira Basica de Serviços, pode ser carteira adicional, desde que se justifique pelas necesidades da população e o CS não consiga dar resposta a essas necessidades!!!).

A Saúde Escolar já existe, mas como muita coisa neste país, nalguns CS está na gaveta, por várias razões: falta de pessoal porque as ARS não contratam enfermeiros, mas acima de tudo porque os enfermeiros pura e simplesmente não estão para aí voltados... A culpa de muita coisa é nossa! Nós não podemos estar à espera que a OE, o SEP ou a FENSE façam tudo por nós! Somos tecnicos superiores, licenciados, com conhecimentos tecnico cientificos e com estatutos legais bem definidos, mas infelizmente estamos sempre à espera da aprovação ou das "ordens" de alguém para fazer as coisas!
Todos os Centros de Saúde têm enfermeiros especialistas de Saúde Comunitária e a saúde escolar faz parte das suas funções, mas quantos CS têm a Saúde Escolar a Funcionar? Mais, quantos têm a SE a funcionar com qualidade??? Talvez pelo facto dos Enfermeiros Especialistas ainda não terem assumido o papel que lhes compete na prestação de cuidados e continuarem a usar desse estatuto para subirem mais um degrauzinho na gestão em vez da prestação de cuidados, estejamos a ter os problemas que temos com a aceitação das especialidades...

"e o naifas não é tão tolo quanto quer fazer crer, ele sabe do que fala..." - Não posso Concordar mais... ele não é assim tão tolo...
 
Enfermeiros nas escolas já existem em muitos países e há muito tempo. Considero importante esta oportunidade não só para complementar a ligação Centro Saúde-escola, implementando as estratégias preventivas necessárias, mas também para as necessidades assistenciais imediatas, como em casos de acidentes(que não são tão poucos assim). Posso dar um exemplo: durante as matrículas para o próx. ano lectivo foi solicitado aos profes., pelas Direcções regionais escolares, que durante estas fossem verificados os boletins de vacinas, a fim de validarem se estavam vacinados contra o Sarampo. Nesse período chegaram dezenas de pais para vacinarem as crianças pois os profs. verificavam que a VAS não estava preenchida e não sabiam que a vacina contra o Sarampo está incluída na VASPR. Não sabiam, nem tiveram a inteligência de solicitar apoio ao Centro de Saúde para validar a informação.
Como vêem faz falta um Enfermeiro na escola. Traz vantagens pois cria-se mais um posto de trabalho para a classe. Traz vantagens ao nível da prevenção e dá visibilidade à profissão.
Quanto à cumplicidade da Secção Regional do Norte da OE com o PSD.. já me parece perigosa!
 
Atendendo à situação actual do nosso país, não me parece que o estado crie um posto de trabalho por escola, 1 por agrupamento e já teremos sorte! O que se põe em causa é se compensa ter os enfermeiros dependentes da escola ou do CS! A diferença é meramente organizacional, tendo que ser pesado quem iria desempenhar as funções nas escolas, que pela lógica seriam enfermeiros especialistas de SC! Eu acredito que se as UCC forem em frente o SNS e os Enfermeiros irão ganhar muito:
- haverá uma Unidade Funcional por agrupamento que será gerida por enfermeiros;
- mostrará os conhecimentos que os enfermeiros possuem na vertente comunitária;
- haverá uma efectiva rentabilização de recursos (cuidados continuados, cuidados paliativos, Saúde escolar, etc)
- e acima de tudo haverá um incentivo para a especialização.

Este ultimo passo é essencial! temos que deixar de ser os "Aprendizes de tudo e os mestres de nada!". Cada vez mais a exigência de conhecimentos e autonomia vai aumentando e apesar de se falar muito em autonomia, esta ou aquela função é nossa, mas é nossa, de quem? Do enfermeiro generalista, do especialista de SC, ou de SM, ou de reab., etc.
Ninguém afirma com certeza! Temos que aquirir mais competencias, mas a mesmas não podem ser atiradas para o grande saco, têm que ser entregues aos especialistas que mais fazem uso delas! Como podemos querer que o estado aceite as especialidades se as intervenções dos especialistas são colocadas em pratica por recem licenciados ou por enfermeiros especialistas de especialidades opostas (Médico-Cirurgica em CSP ou vice-versa). O mesmo sucede na gestão, como é possivel haver tantos Enfermeiros chefes com especialidade de Saúde comunitaria que nem chegaram a exercer como especialistas a chefiar serviços hospitalares? Mais dia menos dia temos que por mão nisto. Em Medicina e Cirurgia trabalham enfermeiros especialistas de MC, em obstétricia enfermeiros de SM, em ortopedia e ortotraumatologia enf. de reab, etc. A organização dos serviços e tipologia de conhecimentos necessários para a execução dos cuidados ao utente deveria ditar que tipo de especialidade seria necessária, mas tal não acontece...
 
"...Mais dia menos dia temos que por mão nisto. Em Medicina e Cirurgia trabalham enfermeiros especialistas de MC, em obstétricia enfermeiros de SM, em ortopedia e ortotraumatologia enf. de reab, etc. A organização dos serviços e tipologia de conhecimentos necessários para a execução dos cuidados ao utente deveria ditar que tipo de especialidade seria necessária, mas tal não acontece..."

Meu caro não posso estar mais de acordo...
 
Estamos perante um sistema irracional, visto que é incompreensível que se tenha permitido que as especialidades clínicas fossem o trampolim para a chefia, sabendo-se à partida quais são as tarefas que essas funções habitualmente envolvem.
Se, salvo raríssimas excepções, não há actividade clínica por parte dos enfermeiros que trabalham na gestão dos serviços nem de acompanhamento/supervisão dos restantes, para quê exigir que se especializem em reabilitação, em médico.cirurgica, étc?

Se aquela "deriva" tem motivações económicas, então que se pense em ordenados para especialistas equivalentes ou mesmo superiores aos de quem exerce funções de gestão, o que talvez possa ajudar a resolver vários problemas: iría para a gestão quem efectivamente tivesse competências e gosto pela área; ficariam na prestação mais profissionais especialistas em áreas esenciais para dispensar alguns técnicos que entraram pelos serviços adentro a realizar o trabalho dos enfermeiros e podendo aqueles especialistas acompanhar os enfermeiros generalistas na prestação; o cidadão usufruiria efectivamente de cuidados especializados e integrados nos restantes cuidados.


Vanda
 
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Nao dêem importância ao Naifas, pq nem médico é.. Um simples curioso... Mas qual é o medico que tem tanta disponibilidade para andar em blogs??? Ainda nao repararam que tem pouca profundidade e que as suas contribuiçoes visam apenas deleitar-se com as reacçoes dos restantes participantes?
Qual o seu contributo ou critica construtiva? Apresenta soluçoes ou ideias alternativas? Claro que nao, mas esqueçe-se de criticar os seu pares, pois até parece que sao perfeitos..

Ainda há 3 dias atras vi uma linda cena... o medico da triagem, no interior da sua nova carrinha, de perna estendida a ouvir musica e com uma revista a cobrir o rosto... obviamente que se encontrava a dormir... com batinha e estetoscopio ao pescoço... mas sabem do melhor? Encontrava-se exposto aos olhares de quem quizesse ver, pessoal, acompanhantes de doentes etc... era 23:30, a sala de espera da urgencia encontrava-se cheia... mas nao fazia mal algum, afinal ganha 5000 euros, e lá estao os ignorantes dos enfermeiros a por agua na fervura, enquanto procuravam pelo SR DOUTOR...

O que fiz? Saí mais tarde do hospital fazendo um desvio pelo serviço de urgencia. Alertei os colegas e denunciei a situçao perante o olhar atónito dos utentes... Fui Bufo?... talvez, mas fui inspirado pelo naifas... o porta estandarte da saude em Portugal... Saí ás oohoo, e ele lá continuava, mas a musica era outra
 
Mais uma esporada no cavalo, para dar uma ajudita neste grupo da saúde escolar a cargo dos enfermeiros.
Faz sentido porque um atento interlocutor político logo encontrou um pecado mortal no presidente da OE do Norte por se ter dirigido aos políticos da oposição, nomeadamente o do PSD. Se fossse ao PS ou PC talvez não fosse tão perigoso.
Depois, vem o tal de naifadas que gosta de pôr lenha na fogueira e merecer uma nota positiva daquele comentarista ali arriba, que diz que o da naifa não é tolo...
Que forma brilhante de lhe chamar estúpido, em linguagem cifrada.
Mas numa coisa têm todos razão: a culpa é só dos enfermeiros, que andam ainda pelo reinado de Dª Maria II e as suas misericórdias, onde as enfermeiras se chamavam irmazinhas da caridade e o sr.doutor, juntamente com o capelão eram os encaminhadores de almas para o seu Criador, numa perspectiva redentora, no enteder de Platão!
Por isso é que ainda têm muitas dúvidas quanto ao seu papel, estatuto ou lá o que é, relativamente a esses dois deuses terrenos (Capelão e naifas).
Se as chefias de enfermagem levassem mais a sério o seu papel e os que se arrastam pelas cadeiras do comando cumprissem o seu dever, é mais que certo que haveria enfermeiros para prevenirem as doenças.
Mas dize cá, ó naifas:
Se as enfermeiras prevenirem as doenças como é que vais receber a comissão dos medicamentos que receitas e das análises e radiografias que requisitas, em nome da medicina defensiva e da invenção duma nova doença ou aposição duma velha doença num organismo novo?
Como sabes a formação do médico, começa nas autópsias e vai até aos pincaros da patologia, da dor, do sofrimento.
Nada é mais demolidor para esta tendência e formação médica do que o sorriso duma criança saudável, sem precisar do médico, para lhe complicar a vida...
Se o sistema favorece esta mamadeira, onde há espaço para a prevenção: só na cabeça dos poetas e nunca em casas luxuosamente mobiliadas à custa da mamadeira da VS. Esses poetas é que dizem que "vale mais prevenir do que remediar". "Que o sonho comanda a vida", etc e tal...
A culpa é dos enfermeiros, sobretudo chefes que não têm vontade, saber ou formação para imporem o que deviam, nomeadamente a quantidade de enfermeiros precisos, para a melhoria da saude do povo, através de planeamentos correctos e adequados, que tanto aprendem a fazer e que tão pouco aplicam!
Deixam-se rebocar pelo péssimo papel desempenhado pelos médicos na criação dos "hipocondríacos saudáveis". Este é outro tipo de medicina prevenida, onde os naifosos são verdeiros artistas.
A maré vai boa: começam logo de manhã a vender a banha da cobra de laboratório autorizado pelo Instituto da Farmácia e afins, em tudo que é televisão e programa a cargo de uns cómicos que nos fazem rir.
Imaginem que os enfermeiros entravam nas escolas a informar as crianças de como devem prevenir as doenças!...
De como devem promover a saúde...
Quão difícil ia ser aos da naifa receitarem medicamentos e levarem os receitados a comprarem-nos?!
De todo em todo a culpa é dos enfermeiros, pois deviam preocupar-se mais com a sua utilidade junto da comunidade e menos com a promoção dos médicos em acções de muito duvidosa utilidade sanitária, quase exclusivamente viradas para o consumismo hipocondriaco.
Aqui, mais uma vez, são os enfermeiros que têm culpa de serem menos que os médicos e estarem mais ao serviço da promoção dos médicos do que com a demonstração prática das vantagens de darem mais ouvidos ao enfermeiro e menos ao médico.
Mas isso depende de nós não é do naifas, que até tem o condão de espicaçar os enfermeiros que pensam que esse hetrónimo é de médico.

Até o político preocupado com a influência política do Presidente da Sec Regional Nort da OE, junto da distrital do PSD passou ao lado de uma visita que Marco António fez à sede regional da OM e onde defendeu estupidamente as USF e a falta de médicos nos CS, quando devia defender a sua redução a 1/3 ou a menos de um terço do que os que existem, maneira prática de racionalizar o consumismos utilitarista e desnecessário de medicamentos, que acabam em 550 toneladas de lixo anual, sem que desse lixo, não ingerido, tenha vindo maior prejuizo para a saúde de quem não tomou essa porcaria, do que para a bolsa pessoal e estatal (as comparticipações). Isto só serve para demonstrar que gosolineiras e farmácias não vão à falência. Mas enquanto as gasolineiras pagam imposto para o Estado, as farmácias exigem comparticipação do Estado...
A pressão que os desempregados enfermeiros estão a fazer vai obrigar a que a saúde comunitária adquira a sua real e oportuna dimensão.
Enfermeiros, revoltem-se e exijam que o Estado Português entregue a saúde primária aos enfermeiros como se comprometeu a fazer, nas directivas que subscreveu.
Vamos dar alguma alegria a este da naifa e aos seus apaniguados, dando-lhe um nozinho na língua e uma pancadinha nas costas para facilitar a sua deglutição.
Ele também se sente infeliz com tantas facilidades que lhe damos, para alimentarem a VS e continuarem a mamar à custa do nosso esforço e, ainda por cima, nos dão naifadas.
E é bem feito...
Vamos a trabalhar mais para o engrandecimento da nossa profissão e menos para o engordar dos outros.
É altura de ir ao fundo das questões:
Se os directores de enfermagem que temos; se os que andam a fazer de vogais de ARS; se os supervisores e chefes não assumem as suas responsabiliades legais perante a profissão de que vivem, criemos-lhes condições para uma saída airosa de cena e venham outros com gosto pela enfermagem.
Mas gosto sentido na alma e não nas horas de conveniência política, astrológica ou morfeica.
 
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