domingo, novembro 09, 2008

Asfixia vs "rebound" da Enfermagem!


"Cuidados paliativos estão a recusar doentes incuráveis por falta de camas" link

"(...) Os cuidados paliativos servem para aliviar o sofrimento físico (com o uso de fármacos) e emocional (a equipa inclui psicólogos) de pessoas com doença incurável e progressiva (...)"
.
"(...) O objectivo da equipa domiciliária (...) que junta médicos, psicólogos, assistentes sociais e fisioterapeutas é prestar apoio para que os que queiram possam morrer em casa (...)"
.
Portanto, Médicos para coordenar, diagnosticar e prescrever. Psicólogos para prestar apoio emocional ao indivíduo/família. Assistentes Sociais para a orientação/apoio social. Fisioterapeutas para a prestação de cuidados de reabilitação (compreende a músculo-esquelética (trauma-ortopédicas, neurológicas, reumatológicas, etc...), respiratória, cardíaca, etc.).

E os Enfermeiros? Administrar medicação e colaborar nos cuidados de higiene? Parece-me que a Enfermagem se vai asfixiando (as outras classes profissionais vão evoluindo e conquistando presença e novas áreas de actuação).

Soluções? Que rumo? Necessidade de viragem de paradigma? Necessidade de reafirmação profissional? Perda de visibilidade social?

Comments:
Enquanto não formos considerados um pilar da saúde em Portugal...
O Nosso futuro vai ser a Perda de visibilidade social e por conseguinte a espartilha dos nossos saberes, competencias para outras classes profissionais.
Não diria asfixia, mas sim vias de extinção.
Solução. Inovar a Classe.
 
"Emília Fradique, enfermeira da equipa intra-hospitalar de suporte em cuidados paliativos do Hospital de Santa Maria, em Lisboa, sublinha que, além de "as ofertas não serem assim tantas e haver listas de espera, nos hospitais também se sentem outros problemas"...foi a única profissional além dos médicos a ser citada (e que tal a visibilidade)...obviamente foi um lapso da jornalista a não inclusão dos enfermeiros na equipa.....DR enfermeiro analise as coisas sem preconceito e sem a mania da perseguição
 
As enfermeiras, nomeadamente da Equipa de Suporte Intra-hospitalar do HSM têm um papel fundamental, como eu tenho oportunidade de verificar frequentemente. A elas recorre sem qualquer problema sempre que surge alguma dúvida em relação a doentes paliativos internados no meu serviço. Devo desde já dizer, caro colega, que 90% dos alunos do V Mestrado em Cuidados Paliativos (o meu curso) são enfermeiros, portanto, enfermeiros interessados há muitos, têm é poucas oportunidades de paliar efectivamente ficando-se apenas (mas também importante) na realização de acções paliativas nos seus serviços de origem mas que muito têm contribuido para a abertura da mentalidade nomeadamente médica.
 
É espantoso.
Uma área que já nada tem de médico; que já nada tem de esperança; que já nada tem de recuperação, seja explorada por profissionais à procura de rumo, mesmo qyue para isso tenham de escorraçar os legítimos pálios- os enfermeiros.
Mas a culpa não é deles é de nós próprios.
Não escolheram uma Gestão da nossa Ordem que se limita a dizer amem?
Agora aguentem as boas maneiras dos bons incompetentes que escolheram.
É duro ouvir dizer que temos a mania da perseguição, neste contexto;
É triste!
 
Em primeiro lugar elogio o DE pela oportunidade da noticia, que tem muito por onde 'pegar' em termos de erros conceituais, estruturais em relação aos CP, que comentarei com mais tempo, o meu cansaço a esta hora já não mo permite...
Quero crer que foi um erro da jornalista e não dos entrevistados, o não referirem os enfermeiros na equipa de CP, só pode ser... porque sem nós os cuidados paliativos nunca avançarão, têm igual importância que qq outro elemento, na equipa que se quer multidisciplinar...
Obrigada DE por ser sensível ao tema e à noticia!
 
Menif, desculpe mas, não concordo em parte com o seu ponto de vista e lamento em parte algumas das coisas que escreve!
Vejamos,
sou Enfermeiro e nos Cuidados Paliativos assim como nos restantes Serviços de saúde deste país e de todo o mundo, a Enfermagem é sem sombra de dúvidas o Pilar de todos eles.
Não há outra classe profissional que nos substitua, apesar do caminho que a Enfermagem ainda precisa de fazer em várias frentes, não há por mais que se tente, profissões que ponham o nosso papel em causa... Só mesmo os próprios Enfermeiros!... e aqui, neste ponto, estamos de acordo!
Mas também é preciso ter dois palmos de testa e ver com "olhos de ver" aquilo que alguns que se dizem Enfermeiros, vêm para aqui dizer sobre a Nossa Profissão e sobre alguns temas relevantes em saúde!...
Finalmente, peço desculpa, mas não concordo e não posso deixar passar em falso o que diz sobre Cuidados Paliativos, e cito: "não há já nada tem de médico; que já nada tem de esperança; que já nada tem de recuperação" ...
Se é Enfermeiro, o que tenho dúvidas com uma afirmação como esta, não pode nem deve dizer estas enormidades sobre Cuidados Paliativos! Ou então não sabe sequer o que são!.. E lamento ter que o dizer...
Se puder, faça uma leitura do livro "Cuidados Paliativos" de Robert Twycross, da Climepsi Editores (www.climepsi.pt).
E já agora ninguém escorraça ninguém, só se nós não soubermos o papel que nos cabe em cada lugar que ocupamos como Enfermeiros!
E estimado colega, a (in)Formação é essencial para não se afirmarem coisas como aquelas que escreveu sobre Cuidados Paliativos!

Cumprimentos,

Enfermagem XXI
 
Concordo com o DE e com o Enfermagem XXI!
 
Realmente é espantosa a forma como alguns fazem comentários e a ignorância que demonstram em certos assuntos. Parabens ao Enfermagem XXI pela postura e pelo oportunismo do comentário.

Luis M.
 
Este comentário foi removido por um administrador do blogue.
 
Que pena avançares e recuares nos posts ao ritmo dos comentários: se os comentários geram discussão, o post mantém-se; se os comentários te censuram duramente (como aconteceu com as fotos que publicaste a comparar ridiculamente enfermeiros do passado com enfermeiros "modernos"), retiras e "colas" alguns dos comentários a posts que não têm nada a ver. Como instituiste a censura no TEU blog, somos fantoches que manipulas a teu belo prazer. É destes lideres que precisamos? São estes que representam o pensamento da classe? È gente desta que quer ser bastonário?
Aceita o repto que te fiz ontem e não tiveste a coragem de publicar: devolve ao público o que vergonhosamente publicaste e retiraste, as fotos dos enfermeiros que querias ridicularizar (esqueceste-te das enfermeiras paraquedistas; não te convinha, era?). Tem a coragem de fazer isso e publica também este comentário e não o retenhas cobardemente como já fizeste a outros que colegas meus enviaram (colegas meus, não teus). O que é que tens a perder? Tens medo de quê?
vigilante nº 2
 
Este comentário foi removido por um administrador do blogue.
 
Cara VV e restantes colegas bloguistas:

“…tentar avançar para uma experiência de “saltos quânticos”.

- A enfermagem precisava de um salto desses, estilo à Nelson Évora!


“Sou pragmática. Tento analisar as coisas sob várias perspectivas. Vejo nos outros seres humanos, gente que merece todo o respeito. Admiro os elefantes – têm as orelhas grandes e a boca pequenina. Desconfio de “alimentos embalados”. Sou contra o pensamento único e normalmente desconfio das liturgias.”
- Não podia estar mais de acordo.

“Mas não sinto que a enfermagem esteja preparada para assumir algumas das funções reivindicadas no post, e sobretudo rejeito a ideia de que o faça deixando para outros, aquilo que é a essência dos cuidados de enfermagem ou por razões meramente económicas. “

- Considero que NEM TODOS os enfermeiros estão preparados, mas há quem esteja ou pelo menos tenha essa ambição.
Um enfermeiro é muitas vezes um soldado sem arma, um bombeiro sem água, um pedreiro se tijolos, …
Considero imprescindível para a actividade profissional de enfermagem a aquisição de um conjunto de competências formalmente e legalmente assumidas de forma a podermos exercer a nossa profissão de forma mais autónoma, se quiser exemplos da nossa dependência total do médico e de outros profissionais …
Os nossos professores, enfermeiros directores e afins empurraram a enfermagem para um beco sem saída, para o campo psico social, descurando (quase) completamente a formação biológica e tecnológica. O que ganhámos com isso? Talvez os enfermeiros hoje sejam (maioritariamente) mais humanos, é uma grande conquista, é verdade …mas e de resto, o que fazemos hoje no campo psico social que não se fizesse, que não fosse tida como nossa função? Os enfermeiros sempre fizeram educação para a saúde, sempre apoiaram emocionalmente os seus doentes, sempre se preocuparam com a alta dos doentes (os primeiros assistentes sociais – na saúde – foram na realidade os enfermeiros).

Sabe, apesar de toda a nossa fuga do biomédico, olhamos agora para o psico social e não percepcionamos nenhuma conquista relevante, pelo contrário, constato que muito do que era feito por enfermeiros é agora executado por assistentes sociais, psicólogos e até educadores sociais.
Na área mais técnica (aquela, historicamente mais relacionada com a enfermagem, quer queiramos, quer não – não podemos mudar a história) perdemos quase tudo (muito mais do que na área psico social),
Conheço um enfermeiro (da velha guarda) já reformado e que no seu hospital fazia:
• RX;
• Partos;
• ECG;
• Colheita de sangue para análises;
• Pequena cirurgia;
• Geria o que hoje se chama “farmácia hospitalar”;
• Tratamentos de reabilitação – nomeadamente em situações ortopédicas;
• Outras técnicas diversas – até podia rezar as Avé Marias;
• E finalmente também prestava apoio emocional aos seus doentes e a prova disso é a profunda admiração que as pessoas têm por ele, não só (mas também…) pela sua vertente técnica mas também pela sua humanidade.
Os enfermeiros agora podem fazer tudo o que o (da velha guarda fazia) na área psico social, mas estão muito mais limitados na vertente mais técnica - e hoje somos licenciados. Os da velha guarda nem curso superior tinham (e não preciso recuar assim tanto tempo – é como os professores, só que eles ganham como licenciados).
Tenho muitas dúvidas no que diz respeito à nega dada pelos enfermeiros aos auxiliares de enfermagem, a existência de auxiliares a efectuarem os cuidados mais básicos, podiam ter fomentado a aquisição de novas competências nos bacharéis os agora licenciados. O que fizemos (comparativamente com outros países) foi ficarmos todos auxiliares do médico e auxiliares uns dos outros).

“Salvaguardando as devidas distâncias na metáfora que vou utilizar, diria que os profissionais que têm vindo a “assaltar” a casa, não têm entrado pelas janelas nem pelos telhados; entram habitualmente, convidados ou não, pela porta da frente, que muitas vezes fica bem escancarada.”
- Também concordo, e a culpa é sobretudo de quem nos dirige (quer nas escolas, quer nos hospitais).


“E já agora… também não concordo com a terminologia de "enfermeiro de família", como sempre a reboque nos conceitos médicos mesmo quando estes começam a deixar de fazer sentido. “
- É um conceito (para mim ultrapassado), sugiro enfermeiro de saúde pública (já existe uma especialidade…)

“Autonomia na prescrição terapêutica? “
- SIM, ela é necessária e deveria ser diferente de especialidade para especialidade. Mas não deveria ser excessivamente abrangente, deveria incidir sobretudo sobre:
*cuidados de emergência (deveria estar regulamentado a capacidade dos enfermeiros poderem prescrever e administrar medicação – deveria existir uma especialidade de enfermagem a este nível;
*Reabilitação – prescrição de aplicações tópicas para pensos, ajudas técnicas, pomadas, cremes, …
*Cuidados paliativos – outra especialidade que já deveria ter sido criada há vários anos …
*Geriatria – outra que já deveria ter sido criada há vários anos ….
Por exemplo, não concordo com a prescrição de antibióticos, (tudo o que é situação de doença e seu tratamento deve ter obrigatoriamente acompanhamento médico)

“Quanto à contenção física, não podia haver reivindicação mais infeliz do que autonomia para fazer essa barbaridade. É a cereja no topo do bolo. Espero que não queiramos passar a decidir a sedação terminal, e, com todas as perversidades que estas atitudes podem esconder, começarmos a reclamar que A EUTANÁSIA É NOSSA!”
- Cara VV, passou-se!! Comparar contenção física com eutanásia!!!
Quem gosta de imobilizar um doente?... mas por vezes poderá ser a única alternativa.
Se um doente estiver a fazer amiodarona contínua e estiver constantemente a retirar o acesso venoso, eu não imobilizar o braço, e morrer depois “por excesso de velocidade”, será eutanásia?
E se um doente estiver sentado no cadeirão e com risco de cair, não posso colocar um imobilizador de tronco autonomamente, tenho que pedir uma prescrição médica para manter essa contenção física?
E há muitos mais exemplos…
O que é fundamental, quando é necessário utilizar a contenção física é : envolver a família (e/ou cuidadores informais) e toda a equipa de saúde na tomada de decisão, por vezes é possível envolver o próprio imobilizado e esgotar sempre todas as outras alternativas possíveis.

Cumprimentos do seu colega Abespinhado
 
Cara VV e restantes colegas bloguistas:

“…tentar avançar para uma experiência de “saltos quânticos”.

- A enfermagem precisava de um salto desses, estilo à Nelson Évora!


“Sou pragmática. Tento analisar as coisas sob várias perspectivas. Vejo nos outros seres humanos, gente que merece todo o respeito. Admiro os elefantes – têm as orelhas grandes e a boca pequenina. Desconfio de “alimentos embalados”. Sou contra o pensamento único e normalmente desconfio das liturgias.”
- Não podia estar mais de acordo.

“Mas não sinto que a enfermagem esteja preparada para assumir algumas das funções reivindicadas no post, e sobretudo rejeito a ideia de que o faça deixando para outros, aquilo que é a essência dos cuidados de enfermagem ou por razões meramente económicas. “

- Considero que NEM TODOS os enfermeiros estão preparados, mas há quem esteja ou pelo menos tenha essa ambição.
Um enfermeiro é muitas vezes um soldado sem arma, um bombeiro sem água, um pedreiro se tijolos, …
Considero imprescindível para a actividade profissional de enfermagem a aquisição de um conjunto de competências formalmente e legalmente assumidas de forma a podermos exercer a nossa profissão de forma mais autónoma, se quiser exemplos da nossa dependência total do médico e de outros profissionais …
Os nossos professores, enfermeiros directores e afins empurraram a enfermagem para um beco sem saída, para o campo psico social, descurando (quase) completamente a formação biológica e tecnológica. O que ganhámos com isso? Talvez os enfermeiros hoje sejam (maioritariamente) mais humanos, é uma grande conquista, é verdade …mas e de resto, o que fazemos hoje no campo psico social que não se fizesse, que não fosse tida como nossa função? Os enfermeiros sempre fizeram educação para a saúde, sempre apoiaram emocionalmente os seus doentes, sempre se preocuparam com a alta dos doentes (os primeiros assistentes sociais – na saúde – foram na realidade os enfermeiros).

Sabe, apesar de toda a nossa fuga do biomédico, olhamos agora para o psico social e não percepcionamos nenhuma conquista relevante, pelo contrário, constato que muito do que era feito por enfermeiros é agora executado por assistentes sociais, psicólogos e até educadores sociais.
Na área mais técnica (aquela, historicamente mais relacionada com a enfermagem, quer queiramos, quer não – não podemos mudar a história) perdemos quase tudo (muito mais do que na área psico social),
Conheço um enfermeiro (da velha guarda) já reformado e que no seu hospital fazia:
• RX;
• Partos;
• ECG;
• Colheita de sangue para análises;
• Pequena cirurgia;
• Geria o que hoje se chama “farmácia hospitalar”;
• Tratamentos de reabilitação – nomeadamente em situações ortopédicas;
• Outras técnicas diversas – até podia rezar as Avé Marias;
• E finalmente também prestava apoio emocional aos seus doentes e a prova disso é a profunda admiração que as pessoas têm por ele, não só (mas também…) pela sua vertente técnica mas também pela sua humanidade.
Os enfermeiros agora podem fazer tudo o que o (da velha guarda fazia) na área psico social, mas estão muito mais limitados na vertente mais técnica - e hoje somos licenciados. Os da velha guarda nem curso superior tinham (e não preciso recuar assim tanto tempo – é como os professores, só que eles ganham como licenciados).
Tenho muitas dúvidas no que diz respeito à nega dada pelos enfermeiros aos auxiliares de enfermagem, a existência de auxiliares a efectuarem os cuidados mais básicos, podiam ter fomentado a aquisição de novas competências nos bacharéis os agora licenciados. O que fizemos (comparativamente com outros países) foi ficarmos todos auxiliares do médico e auxiliares uns dos outros).

“Salvaguardando as devidas distâncias na metáfora que vou utilizar, diria que os profissionais que têm vindo a “assaltar” a casa, não têm entrado pelas janelas nem pelos telhados; entram habitualmente, convidados ou não, pela porta da frente, que muitas vezes fica bem escancarada.”
- Também concordo, e a culpa é sobretudo de quem nos dirige (quer nas escolas, quer nos hospitais).


“E já agora… também não concordo com a terminologia de "enfermeiro de família", como sempre a reboque nos conceitos médicos mesmo quando estes começam a deixar de fazer sentido. “
- É um conceito (para mim ultrapassado), sugiro enfermeiro de saúde pública (já existe uma especialidade…)

“Autonomia na prescrição terapêutica? “
- SIM, ela é necessária e deveria ser diferente de especialidade para especialidade. Mas não deveria ser excessivamente abrangente, deveria incidir sobretudo sobre:
*cuidados de emergência (deveria estar regulamentado a capacidade dos enfermeiros poderem prescrever e administrar medicação – deveria existir uma especialidade de enfermagem a este nível;
*Reabilitação – prescrição de aplicações tópicas para pensos, ajudas técnicas, pomadas, cremes, …
*Cuidados paliativos – outra especialidade que já deveria ter sido criada há vários anos …
*Geriatria – outra que já deveria ter sido criada há vários anos ….
Por exemplo, não concordo com a prescrição de antibióticos, (tudo o que é situação de doença e seu tratamento deve ter obrigatoriamente acompanhamento médico)

“Quanto à contenção física, não podia haver reivindicação mais infeliz do que autonomia para fazer essa barbaridade. É a cereja no topo do bolo. Espero que não queiramos passar a decidir a sedação terminal, e, com todas as perversidades que estas atitudes podem esconder, começarmos a reclamar que A EUTANÁSIA É NOSSA!”
- Cara VV, passou-se!! Comparar contenção física com eutanásia!!!
Quem gosta de imobilizar um doente?... mas por vezes poderá ser a única alternativa.
Se um doente estiver a fazer amiodarona contínua e estiver constantemente a retirar o acesso venoso, eu não imobilizar o braço, e morrer depois “por excesso de velocidade”, será eutanásia?
E se um doente estiver sentado no cadeirão e com risco de cair, não posso colocar um imobilizador de tronco autonomamente, tenho que pedir uma prescrição médica para manter essa contenção física?
E há muitos mais exemplos…
O que é fundamental, quando é necessário utilizar a contenção física é : envolver a família (e/ou cuidadores informais) e toda a equipa de saúde na tomada de decisão, por vezes é possível envolver o próprio imobilizado e esgotar sempre todas as outras alternativas possíveis.

Cumprimentos do seu colega Abespinhado
 
MUITO BEM ABESPINHADO 100% DE ACORDO, NÃO QUER SER O PRÓXIMO BASTONÁRIO DA ORDEM?
 
Abespinhado PARABÉNS!
Gostava de o ter na minha equipa.
Depois de tudo o que li neste blog,
O seu contário é um raio de luz!
Li o seu comentário as duas vezes, que por engano certamente, o publicou.
Maria
 
Em relação à prescrição de terapêutica devo acrescentar que nas situações de doença crónica o enfermeiro deveria ter um papel fundamental na gestão do regime terapêutica prescrito pelo médico.

Qual a lógica de os médicos de família passarem 80% do seu precioso tempo a renovar receitas de muitos doentes que fazem a mesma medicação há anos?

Refiro-me, por exemplo, aos hipertensos e diabéticos. Deveriam ir ao CS mais vezes (ou os enfermeiros saírem mais dos CS), contactando com o seu enfermeiro, que fará educação para a saúde, vigiará a sua doença crónica, renovará (ou não) a prescrição do médico, podendo efectuar alguns ajustes - por exemplo na dose da insulina.

Claro que os doentes deveriam continuar a ser seguidos periodicamente pelo médico, ( menos vezes - para os caso estáveis) e existiria sempre a possibilidade do enfermeiro encaminhar para o médico. Também, de certeza que o médico ficaria mais livre e com mais tempo para tratar casos agudos, estudar melhor os mais complicados e melhorar a grande chaga da nossa saúde - o acesso à saúde. A pessoa que tem um problema grave ou mais ou menos grave e tem que esperar N tempo para uma observação e um diagnóstico médico.

Já sei que os enfermeiros não são pequenos médicos, mas são gente que cuida de gente, e para isso por vezes é preciso fazer mais do acções vagas, pouco precisas, por vezes quase delirantes como aquelas que se vêem todos os dias nos planos de cuidados dos doentes internados nos hospitais portugueses. Exemplos: gerir ambiente ??? Gerir terapêutica (como?) !!?? Muitas são tão ridículas que me envergonho de colocar aqui …
Por fim:
Não me parece que os Optometristas, por poderem prescrever as lentes dos óculos, andem muito preocupados em serem pequenos oftalmologistas, pois não? É só um exemplo …mas há mais, claro.

Efectivamente Abespinhado!
 
Estupfacta!
Trabalho no Serviço Domiciliário do Hospital do Fundão desde a sua criação(1996) em que diariamente 3 enfermeiros saem em visitação domiciliária para cuidar dos seus doentes. São muitas as necessidades de saúde afectada pelas limitações causadas pela doença. Estes doentes exigem cuidados frequentes, de suporte de vida e de conforto, cuidados de adaptação do doente e família à doença, incapacidade, aos problemas intercorrentes (ou à sua prevenção), diria mesmo que, a grande maioria de intervenções são de enfermagem. No ano anterior foram realizadas 4386 visitas domiciliárias pelos enfermeiros deste serviço dirigidas a: obstipação, ferida traumática, equimose, dispneia, dor por ferida, higiene oral deficiente, úlceras de decúbito, maceração génito-urinária, eritema de fraldas, dependência no auto cuidado,anquilose, hipertermia, hipoglicémia, infecção de ferida, necrose, dor oncológica, expectorar ineficaz, gestão do regime terapêutico, hemorragia da ferida oncológica, hematúria, edema, diarreia, retenção urinária, tristeza, confusão, isquémia, queimadura, fecaloma, agitação, queda, luto, suporte insuficiente,desidratação, desnutrição, náusea e vómito, apetite diminuido, morte, prurido, caquexia, solidão, candidiase, hipotensão ortostática, andar com auxiliar de marcha, ferida oncológica, deglutição diminuida, incontinência funcional, dor musculoesquelética,insegurança, conhecimento e aprendizagem de capacidades do prestador de cuidados para assumir o seu papel... felizmente, muitos dos problemas foram diagnosticados em risco e em grande parte evitados pelo conhecimento que o enfermeiro tem dos problemas ligados à dependência. Muitos custos humanos e económicos evitados pelos problemas que se preveniram, pelos internamentos que não aconteceram ou que se encurtaram, pelas famílias e doentes que adquiriram capacidade emocional e terapêutica para lidar com a doença ou falecimento; tenho absoluta certeza (com trabalho no terreno) que o enfermeiro é o profissional de saúde que constitui o pilar do serviço domiciliário mas, curiosamente é "o homem de quem não se fala". De facto, a minha perplexidade perante a forma como se apresenta a equipa do serviço domiciliário de S. Misericórdia de Azeitão (à semelhança de muitas outras) permite-me questionar, com o devido respeito, o seguinte: Será que os doentes acompanhados não têm estes problemas? Se os têm, quem os resolve, uma vez que a equipa reúne médicos, psicólogos, assistentes sociais e fisioterapeutas, mas não enfermeiros?
 
Pois é, Saída xxi, não está de acordo com o que disse acerca de cuidados paliativos...
Também já fui poeta, lírico, sonhador.
Acredito que discorde de parte do que disse...
Também eu discordo de que, sobretudo os enfermeiros já não saibam a responsabilidade de acompanhar o doente na sua caminhada iexorável para a morte.
É desta fase que eu falei. E nela, queira ou não, o único amparo que o moribundo devia ter é o da enfermagem.
Quando se diz: proporcionar ao doente morte serena, não quer dizer garantir-lher vida eterna. Para essa falácia lá estão os médicos.
A crueza não está nas minhas palavras mas na Natureza que integra a morte na Vida, porque há que ter em conta que haja quem acredite noutra vida sobretudo quando sente que se apaga a que tem.
O que está mal é deixarmos outros a improvisar o que sabemos fazer melhor que ninguém, (deviamos saber).
Se ainda há esperança de milagrosamente ver ressuscitar um moribundo, então deixa de precisar de cuidados paliativos.
É pena que não tenha dito onde começa e acaba uma esperança de vida para uma situação de cuidados paliativos.
Conheço muita coisa escrita, sobre a matéria, como deve calcular. O que eu lamento é que nesta área estejam outros como os assistentes sociais, psicologos e etc a tentarem preencher um espaço que devia ser por excelência dos enfermeiros.
E o médico se com a sua ciência e saber não conseguiu evitar que o doente chegasse a moribundo, para que é preciso?
Só para assinar a certidão de óbito.
Podíamos ir mais ao fundo da questão, mas os enfermeiros têm de reflectir muito no que foram e no que estão a ser.
Devem preocupar-se mais com o protagonismo que estão a perder do que com a retórica que inventam para ocultarem a sua inexperiência e desnorte.
É óbvio que esta hecatombe começa à 15 ou 20 anos quando os enfermeiros da docência, então ainda um pouquinho de enfermeiros,
queimaram o resto que lhes possuiam a doutorarem-se a mestrarem-se e os alunos que se cuidem.
Há tanto cuidado com a autonomia da enfermagem que nem se apercebem que estão a perdê-la com tantos cuidados.
Vejam quem comanda o sector da formação dos enfermeiros na Universidade Fernando Pessoa?
Isso mesmo, adivinhou: é um médico.
Acidente, opção, precaução?
Que dizem a isto os militantes do ensino da enfermagem que por lá param?
Já agora, xxi não pense que me dá prazer em constatar estas realidades. Para não iludir o seu raciocínio devo revelar-lhe que sou enfermeiro e não quero ser outra coisa.
Pense melhor, sobretudo com a cabeça, porque pensar com o coração não é pensar; é sentir.
 
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