sexta-feira, agosto 21, 2009

Prescrever ou não prescrever?

Concorda com a prescrição farmacológica por Enfermeiros? (Prescrição por diagnóstico de Enfermagem, feita por Enfermeiros Especialistas (e outros Enfermeiros com formação suplementar, experiência mínima e certificação da competência), após formação adequada e com um leque de fármacos indicados para a prática da Enfermagem)
Sim
Não
Não tenho opinião
promise rings


Está a decorrer no Forum Enfermagem um debate interessantíssimo (acompanhado de votação): Devem os Enfermeiros poder prescrever (terapêutica)? (Clicar aqui para ver o exemplo dos Enfermeiros espanhóis)

Na minha perspectiva a resposta é bastante óbvia: sim!
Muitos colegas ainda não interpretaram bem esta necessidade evolutiva. Uma porção considerável da nossa classe, quando pensa no acto de prescrever (a maioria de vós até já o faz, ainda que de forma ilegal e circunstancial), personifica-o na figura do Médico e no respectivo diagnóstico. Eu não concordo. A prescrição por Enfermeiros (com a devida adequação dos planos estudos, ressalvo) deve ser entendida como uma competência que visa munir os Enfermeiros de armas farmacológicas que lhes permitam actuar eficaz e eficientemente perante um diagnóstico de Enfermagem. Tenho reparado que o equívoco consubstancia-se aqui: quando se fala em prescrição, falamos em prescrição direccionada paras as necessidades dos utentes e da profissão! (ex1. alguém com o padrão de eliminação intestinal alterado, ter a possibilidade de prescrever obstipantes/laxantes!; ex2. alguém com queixas álgicas, prescrever analgésicos; ex3. alguém com manifestação alérgica simples, prescrever anti-histamínicos; etc...). Os actuais SOS's deixados prescritos pelo Médico para que o Enfermeiros possa ter margem de manobra, não são mais de que uma fase pré-prescritora! Mediante o contexto, o Enfermeiro elege o SOS mais adequado. No fundo é uma prescrição pelo Enfermeiro de um conjunto de fármacos que o Médico deixa ao seu dispor. Mas, digo eu, os Enfermeiros devem ter autonomia para os eleger sem que os outros deixem escrito! Ainda precisamos de indicações? Muitos Enfermeiros até dizem ao Médico (para se abrigarem no escudo da legalidade): deixe isto e aquilo em SOS no caso de eu necessitar... Qual é o problema de ver isto assumido de forma autónoma?
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Ao prescrever não cuidaremos melhor? Afirmar que "prescrever é incompatível com o cuidar", é uma terrível demonstração da mais pura ignorância!
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Esta nova competência acarretaria mais responsabilidades para os Enfermeiros e, paradoxalmente, delimitaria melhor as responsabilidades/competências dos vários profissionais que compõem a equipa multidisciplinar (na dúvida relativa à prescrição de determinado fármaco, por suspeita de determinada situação e necessidade de estudo, o caso passaria a ser do foro médico)!

Por outro lado, o leque de fármacos disponíveis para prescrição por Enfermeiro seria apenas de algumas dezenas (os adequados e necessários à prática de Enfermagem). Reafirmo a necessidade em adequar a formação dos Enfermeiros ao novo contexto. Inicialmente (estudar possibilidade de alargamento à posteriori, mediante critérios) a prescrição seria apenas do âmbito dos Enfermeiros Especialistas (seria mais uma competência para os diferenciar dos Generalistas e assim aferir melhor a sua mais-valia) e outros Enfermeiros com formação suplementar, experiência mínima e certificação da competência.

Não faz sentido a uma profissão que deseja ter o mesmo nível de autonomia e dignidade que as suas congéneres, dependa de outros profissionais para validar a continuidade de cuidados. De que vale aos Enfermeiros organizar congressos, simpósios e formações para sensibilizar os seus pares para a temática da dor (valorizar, avaliar, monitorizar, etc...), se depois, dependemos do médico para a respectiva analgesia farmacológica (por exemplo!). Como sabemos as terapêuticas não farmacológicas contra a dor, são limitadíssimas na sua acção. De que serve aos Enfermeiros tudo isto se o médico disser que não? A "dor", por exemplo, poderia ser um magnífico campo de actuação para a Enfermagem se munida dos meios de intervenção eficazes, entre eles a analgesia farmacológica.

Os argumentos filosóficos que muitos teimam utilizar para esgrimir contra esta possibilidade, fazem pouco sentido no séc. XXI. A Enfermagem não se deseja estática. Urge ser dinâmica, fluída, que responda solida e estruturadamente às necessidades dos utentes, aos problemas com que se depara e à crescente complexidade do sector.
Se ao médico cabe tratar a patologia, ao Enfermeiro cabe cuidar da pessoa. Há muitos anos atrás, o cuidar talvez não implicasse a dinâmica farmacológica. Hoje implica. Não se cuida apenas da parte sentimental/relacional/psicológica de alguém! Cuidar como um todo implica, também, cuidar da dimensão bioquímica, fisiológica, funcional, etc... Deslindar a etiologia, os fenómenos patogénicos, etc, isso, o médico faz! Nós - os profissionais de Enfermagem - cuidamos: atenuamos a dor, a agonia, a sensação de mal-estar, os vómitos, as náuseas, a inflamação, a desidratação, obstipação, a insónia, a dificuldade em ventilar, a incapacidade de coping, etc... notem, todos estes aspectos são inerente às Necessidades Humanas Básicas! Até a imagiologia deve estar dentro da esfera da Enfermagem. O utente tem gonalgias? Enfermeiro requisita raio-x. É uma inflamação traumática ocasional? São artroses? Faz ensinos, explica, prescreve anti-inflamatórios, relaxantes, repouso, crioterapia, etc e envia para o Enfermeiro de Reabilitação. Suspeita-se de algo mais? Patologia que necessita de estudo? Vai ao médico, claro. Outro exemplo: o utente tem queixas inespecíficas. O Enfermeiro requisita análises. Alterações simples são do foro da Enfermagem (desidratação, expoliação de electrólitos por diarreias, vómitos, etc), se necessita de estudo é enviado ao Médico - "o Sr. tem anemia. Vou enviá-lo para Médico para esclarecer a situação" (tudo isto implica uma necessária alteração na formação dos Enfermeiros!). O utente fica com a consciência que o Enfermeiro cuidou dele. Escutou-o, interessou-se, investigou, dialogou e enviou-o ao médico quando achou necessário e imprenscindível. A sociedade passará a valorizar o Enfermeiro como profissional de proximidade, a que se deve recorrer sempre que necessário! Tão simples que é (se pensarmos que o caminho não deve ser este, há-de surgir um técnico qualquer que palmilhe o caminho). O Sistema de Saúde torna-se-à descentralizado, com mais capacidade de resposta e moldabilidade, com profissionais mais satisfeitos e motivados.

Há outro ponto que merece ser abordado. A radical oposição de alguns Professores de Enfermagem no que concerne a esta questão. Os opositores são, na esmagadora maioria, velhos do restelo (versão pós-moderna), porque... convém.
É como tentássemos fazer compreender a um produtor de batatas que o arroz também um alimento útil de necessário. Até compreendem, mas alegam filosofias que, falaciosamente, se prendem com a identidade da Enfermagem. Estão em jogo interesses, nem vale a pena explicar quais ou porquê. Até Virgínia Henderson afirmou que "a definição de enfermagem não é para toda a vida. Creio que a enfermagem é modificada pela época em que é praticada e depende, em grande parte, do que fazem os outros profissionais de saúde". Prescrever é uma necessidade para o exercício autónomo!

Segundo o International Council of Nurses (ICN), na globalidade, em todo o mundo: "Nurses favor expanding their health care responsibilities, including the authority to prescribe medicines to patients"! link

Um estudo internacional (Maio, 2009), o Global Survey of Nurses (Nurses in Workplace: expectations and needs) - realizado pelo ICN -revela que a "falta de autonomia" é um dos factores mais desmotivantes da profissão. Como tal, a maioria dos Enfermeiros (incluindo Portugal) apoia a prescrição pela classe de Enfermagem!

A Enfermagem, caso não tenham reparado, mudou (e muito!) nos últimos 60 anos! Se os Enfermeiros de então tivessem agarrados a paradigmas desse tempo, hoje nenhum de nós faria o que faz! Actualmente imensos Enfermeiros formadores, nas mais diversas áreas, formam outros profissionais (Médicos incluídos), colaborando no processo de aprendizagem onde o domínio farmacológico está presente! Não precisamos de pensar muito para encontrar um exemplo: no pré-hospitalar, por exemplo, o Enfermeiro formador lecciona aos Médicos/Enfermeiros todos os aspectos relacionados com a intervenção farmacológica (por ex. no Suporte Avançado de Vida) nos diferentes cenários. Por mais paradoxal que possa soar (reflecte a inversão do sistema), os Enfermeiros ensinam, e depois, em contexto prático, não estão legalmente habilitados a prescrever a medicação que ensinaram a prescrever! Confuso e desconcertante!

Li o comentário de um colega que dizia: "E o paracetamol e o brufen da praxe qualquer utente vai à farmácia e compra sem precisar de nós". Boa perspectiva? - pergunto eu!

Dizemos então ao utente: se tiver dúvidas com medicação a tomar, que vá à Farmácia. Se tiver lombalgias, vá ao Fisioterapeuta. Se tiver uma unha incarnada, vá ao Podologista. Se quer uma saber porque é que precisa de determinado exame de diagnóstico, vá ao Médico. Se quer saber o que pode comer, vá ao Nutricionista. Se quer fazer um ECG, vá ao Técnico de Cardiopneumologia. Se tem uma ferida, vá buscar uma guia ao Médico.
E o Enfermeiro? A lógica diz que, os utentes, progressivamente, deixaram de recorrer aos Enfermeiros e deixarão de perspectivar a sua utilidade. Voltaremos ao estereótipo "pensos e injecções"...

Outro colega opinava assim: "discordo completamente em os Enfermeiros prescreverem medicação. Isso não passa por os Enfermeiros quererem tornar-se uns médicos pequeninos...!"
Para este colega tenho um recado: prezado colega, não algalie, não vá ser confundido com um mini-urologista. Não proceda a intubações naso-gástricas, não vá ser confundido com um mini-gastroenterologista. Não puncione, não vá ser confundido com um mini-internista. Não colha sangue, não vá ser confundido com um mini-hematologista. Não olhe para os monitores cardíacos, não vá ser confundido com um mini-cardiologista. Nem sequer ouse pegar num urinol, não vá ser confundido com um mini-AAM. Esqueça o diálogo e as intervenções relacionais, não vá ser confundido com um mini-psicólogo.
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Quem não compreende isto (dotar os Enfermeiros de competências de prescrição farmacológica), não pode compreender o que é a Enfermagem!
Imensos países já adoptaram esta prática e os estudos realizados até agora revelam sucesso (e a satisfação dos utentes)! (Há, inclusivamente, directivas europeias que permitem a certos Enfermeiros Especialistas (EESMO) requer exames complementares de diagnóstico, por exemplo. Portugal, incompreensivelmente, está apático, ou melhor, os Enfermeiros portugueses...)
O Netherlands Institute for Health Services Research (Holanda) tem um lema: "A pill from the nurse is just as safe as a pill from the doctor*" link
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* Tradução: Um fármaco prescrito por um Enfermeiro é tão seguro como um prescrito por um médico.

Comments:
Penso que queria dizer entubações .

Abraço Bom tema aqui levantado
 
Concordo plenamente.
 
Concordo plenamente. Agora esperemos os ataques dos "velhos do restelo". Gostei particularmente da parte da necessidade da farmacologia na "arte do cuidar". Vamos ver se os enfermeiros (ou serão curandeiros?) que se acham capazes de cuidar de todos os doentes só com o seu toque terapêutico, escuta activa e outras "armas terapêuticas de pólvora seca" (não interpretem mal a expressão)concordarão; os doentes concordam de certeza, pois quando estão com dores (p.e.) pouco querem saber das visões holísticas e da empatia - vide Hierarquia das necessidades de Maslow.
 
"Penso que queria dizer entubações"

De facto, diz-se intubar. É só verificar a etomologia da palavra.
 
tenho acompanhado com interesse as reflexões neste blog acerca desta temática. De facto, concordo com a prescrição farmacológica pelos enfermeiros. Não quero usurpar funções aos nossos colegas de equipa de saúde, mas sim ter uma intervenção mais adequada à necessidade do utente. Trabalho nos CSP, e axo k neste campo de intervenção essa necessidade tb está muito presente. Qtas vezes temos que andar de porta em porta à espera que algum clínico nos dê resposta à situação em mãos. Vão -nos valendo os protocolos de actuação, mas ficam muito áquem das reais necessidades. É a evolução necessária e sentida.
 
"Até a imagiologia deve estar dentro do alcançe do Enfermeiro. O utente tem gonalgias?"

É aqui que está a nossa diferença de opiniões! Para quê pedir exames se depois não os sabemos interpretar?
Por mais que falem, não há formação tão específica nos Curso´s de Licenciatura|!

Volto a dizer! Vamos investir naquilo que somos bons e que podemos fazer a diferença...ENFERMAGEM.
Se a enfermagem seguir este caminho vai concerteza definir bem os seus trilhos..!
Atentem no objecto de estudo da enfermagem repito!

Best regards,
JONATHAN DAVIS.
 
Etomologia? Certamente quis dizeretimologia.

A origem etimológica do termo INTUBAR é do latim “intus” que tem traduções para apenas três aplicações básicas, sendo elas: no interior, dentro de; para o interior, à entrada, no interior; e de dentro + “tubus” (tubo).

Já ENTUBAR significa “tornar igual a um tubo” ou “tornar-se semelhante a um tubo”.
 
Artigo fabuloso! Parabéns! Concordo um milhão porcento!
 
Essa de serem só os enfermeiros especialistas a prescrever...não sei se será uma boa estratégia.
Como se sabe as especialidades em enfermagem cobrem apenas uma fracção dos campos de actuação dos Enfermeiros; aquelas que são dotadas de verdadeira especificidade é a saúde materna e obstétrica e a reabilitação. Logo, em áreas como o intensivismo, a cardiologia, os cuidados de saúde primários (que são uma área heterogénea) ou a Urologia p.ex. não existem especialidades que à priori sejam dotadas de um "valor acrescentado de conhecimento" que lhes confira mais condições para prescrever relativamente a um generalista com experiência numa determinada área...até porque como sabemos a prática competente numa determinada área não conduz directamente à especialidade. Exemplo são aqueles que, nunca tendo posto os pés num serviço da área obstétrica tiram esta especialidade, apenas porque podem disponibilizar de 7500 euros!
 
"Etomologia? Certamente quis dizer etimologia."

Quis com certeza. Foi um lapso. Não é uma desculpa, mas, no teclado, o "i" fica ao lado do "o".

Abraço.
 
AHAHAHAH!! boa resposta!

os Enfermeiros não pretendem ser pseudo-médicos! enfermeiros são enfermeiros!

de facto concordo com a prescrição por parte dos Enfermeiros - especialistas - pois já é feito lá fora, com brilhantes resultados. Resta apenas que se consiga ultrapassar os muitos e pesados lobbyes que hão-se estar contra.

E o pior é lutar com colegas Enfºs que estão contra esta assunção de responsabilidade! o que é mais grave !!
 
Doutor Enfermeiro a bastonário!!!!!
 
Concordo plenamente com todo o post.
Só mais uns exemplos relativamente à Especialidade de Saúde Materna: o Enfermeiro Especialista tem completa autonomia para fazer um parto eutócico, mas para administrar uma ocitocina no pós-parto imediato já não tem formalmente competência para o fazer, apesar de todos o fazerem, claro, o que acaba por ser uma situação ridícula.
Os Centros de Saúde têm os médicos de familia com consultas de saude materna sobrelotadas. As desgraçadas das mulheres que têm o azar de não terem médico, muitas vezes acabam por fazer apenas 2 ou 3 consultas durante toda a gravidez, não fazendo análises, ecografias ou rastreio bioquimico nas alturas adequadas. Se o Enfº especialista pudesse prescrever análises, ecografias, rastreio bioquimico, ácido fólico e ferro, a grávida com uma gravidez normal nem precisaria de passar pelo médico a não ser que se justificasse! O Enfº Especialista tem perfeita competência para interpretar análises de rotina de uma grávida, assim como as ecografias de rotina e encaminhar as grávidas com alterações.
Um abraço.
 
Sou aluno de enfermagem numa escola pública, só recentemente comecei a ler o blog. A primeira reflexão que fiz foi que os alunos de enfermagem não têm a menor noção daquilo que podem melhorar e desenvolver. Num artigo anteriormente escrito falava-se dos conhecimentos básicos dos estagiários de enfermagem "pseudo-enfermeiros". O que se passa é que os professores que leccionam, já "arranjaram o seu tacho" e muitas vezes não fazem actualização de conhecimentos. Esta reflexão tem como objectivo fundamentar o seguinte: existe de facto a necessidade de melhorar a profissão e eu sinto isso, mas em Portugal existe um conjunto de genes, presentes em muitas pessoas, que se traduzem pela falta de iniciativa e castração da iniciativa que meia dúzia de indivíduos tem, o que é que eu quero dizer com isto, concordo a 100% com o artigo mas existem muitos pontos a melhorar, como esses pequenos nadas que os professores não conseguem colmatar. Deixo no entanto algumas questões:
"Como querem tornar a profissão melhor se não apostam na formação básica?"
"Porque é que a Ordem não exerce pressão sobre o MCTES e consequentemente sobre as escolas, com vista a melhorar a qualidade do ensino?"
"Porque é que abrem mais vagas em enfermagem se os cerca de 3700 enfermeiros que se formam anualmente são obrigados a emigrar?

São apenas algumas questões que eu coloco apenas para que se saiba em que é que os futuros enfermeiros pensam. Não têm necessariamente de ser respondidas.

Resta me agradecer ao Doutor Enfermeiro por "tocar em algumas feridas"...

Tiago
 
Concordo. Com tudo.
Já que, quase, todas as intervenções que necessito implementar, necessitam dessa autonomia.
Muitas vezes recorro a um arsenal terapêutico que se revela bastante eficaz, que faz parte da maioria dos enfermeiros, e na maioria das vezes, tal como a maioria dos enfermeiros, sou contra medicação.
Porque, não é pela existência/manifestação de uma tosse, que se vai administrar um anti-tússico. Absurdo.
Antes dessa prescrição os cuidados de enfermagem não farmacológicos são bem mais adequados.
Assim, como a administração de um anti-pirético: pela possibilidade de prescrição de anti-pirético espero que não se caia na erro de apenas administrar o dito... [diferença entre hipertermia e febre!]
No entanto, pela destreza e capacidade de intervenção diferenciada, p.e., em situações de urgência/emergência, penso que deveriamos ter a possibilidade de precrever e por conseguinte administrar terapêutica farmacológica.
O que me causa prurido (mas consigo controlar facilmente - não necessito fármacos obrigado!) é nos tratamentos de penso. É decadente termos que pedir/requisitar ao médico o material de penso necessário para a nossa intervenção, qd eles nem sequer sabem o porquê do nosso pedido!!!
Outro ponto de vista é a suspensaõ de medicação: refiro-me à obstinação terapêutica. Penso ser importantíssimo os enfermeiros intervirem, p.e. nos paliativos e adequarem a medicação necessária para a estabilidade ou o conforto do doente. Muuuiiitttaaaasss vezes continuam com atbs d largo espectro, para quê?
É uma evolução mais que necessária e bem entregue. De modo algum é o querer ser um mini-médico!
 
A Ordem tem de evoluir!
Não podem fazer ouvidos moucos, todas as sugestões devem ser ouvidas. A Ordem está entregue ao passado...
 
Parabens carissimo .... pela brilhante exposição!
 
"Um fármaco prescrito por um Enfermeiro é tão seguro como um prescrito por um médico."

Ó sôtor, poupe-nos. O fármaco prescrito de facto é SEGURO, porque em princípio estará dentro dos parâmetros de qualidade que os técnicos da indústria asseguram. Agora, se falarmos nos acto da prescrição do fármaco pelo enfermeiro, aí é que não ponho de todo as minhas mãos no fogo. Faça um favor a si mesmo e não escreva mais baboseira publicamente.
 
A Enfermagem precisa de avançar um passo para a frente. Está nas nossas mãos evoluir, Inovar. Desde que devidamente sustentada essa evolução com bases cientificas e não apenas em saberes impiricos.

Muitas das prescrições "informais", são porque já se teve experiencia anterior em utilizar determinada terapeutica em casos semelhantes com resultados positivos! Mas sem ser conhecimento da farmacodinâmica e farmacocinética da terapeutica em causa!

Pessoalmente sou a favor, mas primeiro temos que evoluir e sustentar essa evolução!
 
Sem dúvida concordo! Tem tanta razão no que diz!
 
1º os enfermeiros prescrevem e ministram medicação sem prescrição médica sim; apenas acontece off record, muitas vezes á bem do doente, e muitas vezes porque as equipes multidisciplinares funcionam (ex: na anestesia em que o enfermeiro prescreve e ministra enquanto o anestesista vai tomar o seu cafe, e este ministra a medicação qd o enfermeiro sai; na hemodiálise, se esperássemos pelo médico, bem que muitos doentes morreriam...) 2º: muitos internos, e com certeza o delirante, pedem muitas vezes a opinião do enfermeiro que j´ali trabalha há anos e por conseguinte, tem muito mais traquejo 3º, Portugal, por mais periférico que seja, acaba sempre por acompanhar os outros e se virem bem, em vários pontos do globo como nos EUA, RU, frança -para as parteiras por exemplo-, ... os enfermeiros ja prescrevem medicação sim, são directores de serviço, e até podem passar alguns exames complementares de diagnósticos e baixas.... delirante? só quem for como o sr que vive com uma venda nos olhos!
 
Obviamente!
Nenhum Enfermeiro que discorde com o que está escrito pode dizer que nunca tomou essa atitude. è preciso ter cara de pau para dizer uma coisa e fazer outra.
Que temos competências? Não tenho dúvidas... que isso venha a acontecer, nem pensar! Os médicos jamais iriam delegar isso nos Enfermeiros, mesmo sendo um numero restrito de medicamentos porque o lobby é muito grande.

Assim quem passava a ir a congressos e a viagens à borla éramos nós :)

Se analisarmos bem o trabalho de um Enfermeiro ele está cheio de acções que são actos médicos tais como os que descreveu. Somos muitas vezes nós que chamamos a atenção aos médicos para isso, sem ser a nossa responsabilidade. Só não vê isso quem não quer.

Ah, não me venham falar de carinho e compaixão e relação de ajuda. Como as coisas estão os enfermeiros estão contratados para lavar em serie os doentes, isso de falar com doentes e dar apoio isso era no tempo das vacas gordas. Agora nas EPE o que interessa é haver poucos Enfermeiros e muitos banhos e pensos e essas tretas todas. Ainda existe a humanização de cuidados, qualidade em saúde, equipas de qualidade de cuidados? Não!
Porque? Todos sabemos o porque...
 
Mais etimologia: Não existe Endovenoso. Pelas regras de formação de palavras, o prefixo "endo", de origem grega deve ser associado ao termo "flebos" na conotação grega correcta. Assim fica endoflébico e não endovenoso.
Para aplicar o sufixo venoso, devemos usar o prefixo "intra" - intravenoso.

P.S.: O DE tornou um blog, num fórum de discussão, quase. Discute-se tudo aqui. Amazing.
Já agora. perfusão ou infusão?
 
Srá cedo ou tarde uma realidade no nosso país; Pena é que Portugal tem SEMPRE que ficar atrás dos outros.

E podem os senhores farmacêuticos e médicos relinchar e zurrar ( só os que são cavalos e burros) que o enfº não deve e não pode prescrever. Aguentem-se!
 
Não sei de que esta a espera Dr. Enf. depois deste texto a enfermagem portuguesa é sua!
 
É uma boa questão esta. Mas para a assunção da responsabilidade por parte dos enfermeiros.
Essa mania de perguntar se está na lei é apitada do lado M da questão. Temos que ser eternos obedientes e solicitos, até nos convencermos de que isso é uma idiotia, tão grande como a do padre que punha uma tábua ao meio da cama para se separar da criada, com quem dormia, tábua que só tirava quando a tentação da carne o assaltava. O SOS (Si Opus Sit e não Save Our So..) é uma coisa parecida.
Como tentei, não há muito que os enfermeiros assumissem a consulta da dor. Foi um sarilho que até os médicos anestesistas (essa espécie plurifacetada tipo poliliglota, nas línguas) ficaram espantados com tamanha resistência. Falta de escolaridade, dirão. Mas adequada aos tempos, digo eu.
A outra ignorante, que num hospital de grande porte lida com os cuidados paliativos, como uma espécie de servente, no pior sentido, não concebe não ter a muleta médica mesmo totalmente desnecesssária, onde a medicina já disse o que tinha a dizer. E insultou-me. Gente desta protege mais os médicos do que os colegas. Nem querem abrir os olhos.
Se sempre foi assim, por que há-de ser de outra forma?
Quem se impõe a receita médica são mais os enfermeiros do que a lei.
A recita tem 3 elementos: R/e (reccipe=receba) destina-se ao farmacêutico;
2 - a descrição da droga que se receita, também para o farmaceutico;
3 - instruções para o enfermeiro.
Isto era assim quando as drogas eram manipuladas. Entretanto muita coisa mudou, menos a mentalidade de muitos enfermeiros, sobretudo docentes acomodados à irresponsabilidade.
Por exemplo as instruçoes de administração para o enfermeiro são dadas pelo fabricante e nã pelo médico.
Muitos são misnistrados por ignorantes curiosos, muitos deles criados e alimentados por médicos, taindo o respeito que os colegas enfermeiros lhes deviam merecer, sobretudo porque têm uma ideia sacrossanta da receita médica e obedecem-lhe mais do que ao dogma da Santíssima Trindade. Essa obdediência é tão cega que transforma em heresia esta minha lúcidas palavras.
Os enfermeiros receitam, medicam, alteram medicações, enfim... mas tudo isso tem de ser feito com a suposta vigilância médica. São estes tabus bestas que arranjam emprego para médicos e desemprego para enfermeiros, que se deixam substituir por todo o bicho careta: bombeiro, balconeiro, curandeiro, empregada de consultório, etc.
Há, no entanto uma réstea de esperança: esta discussão ser possível em termos rzoáveis ou racionais.
Lá dizia com muita propriedade o meu amigo NS: estão a surgir problemas muitos sérios na saúde que irão desembocar em inevitáveis conflitos, porque os médicos vão ter no terreno outro licenciado ( o enfermeiro) a disputar um terreno que até aqui considerava exclusivo e pertença própria.
Como está certa esta visão do problema, nem NS sabe quanto.
 
Mas afinal diz-se indóscopia?? ou endóscopia????
EH!EH!EH!EH!EH!EH!EH!EH!
 
Uma pedrada no charco. De resto na linha de temas 'fracturantes' que vem introduzindo. Os conteúdos das profissões vão-se alterando. Antes de mais é preciso olhar para o n/ sistema de saúde e ver a incapacidade de resposta atempada que existe pelo país fora, tanto no litoral como no interior. O actual paradigma das profissões e do sistema organizacioanl foi concebido para dar resposta à doença aguda. Hj. em paralelo impera a necessidade de dar resposta às dificuldades da dça. crónica. Dificuldades: intraprofissionais, talvez as maiores; outros actores, por logicas de 'fechamento profissional' legítimo no ponto de vista da sua profissão.
Jasmim
 
Um excelente tema com o qual concordo plenamente. A reivindicação da prescrição farmacológica é algo que sempre achei necessário e não percebo porque razão teimamos em não avançar. Os velhos do restelo olham para este tema com repugnância e ainda se riem: comentários como: "..não querias ir para médico???..", "..isso não é nossa competência.." . Se muitos enfermeiros saissem das quatro paredes de um hospital e soubessem o que é trabalhar sem um médico ao seu lado sentiriam mais responsabilidades e necessidade de evoluir nesta matéria. O apoio domiciliário é a melhor realidade para esse facto: temos muitas pessoas que vivem em condições sub-humanas, não recorrem às consultas médicas com regularidade, tomam medicação que já não está adequada (mas tomam porque o sr doutor disse à 3 anos atrás). É preciso entervir nesta situação e reajustar terapeuticas por exemplo. Outra situação: Pequenas suturas em que é preciso lidocaína: precisamos de uma prescrição médica para a adquirir?? isto é inconcebível.. Vão-me dizer que as pequenas suturas também são para os Médicos?? Os enfermeiros na prática domiciliária não conseguem dar respostas efectivas que vão de encontro às necessidades das pessoas... Existem muitos outros exemplos...

Parabéns por este post Doutor Enfermeiro. Publiquei no meu site
 
Estive a pesquisar, e já em 2007 tinha desmistificado o tema entubar/intubar, mas daquela feita a um presumível médico:

Recordo... (autocitação):

"O termo correcto é intubar. "Entubar" vem do latim "entós" (que significa posição interior) + "tubus" o que muitas vezes serve para descrever algo interior em forma de tubo, enquanto que "intubar", também com origem no latim, pode ser decomposto em "intus" (introdução para de dentro)+ "tubus". Já os dicionários especializados em terminologia médica, como o de Paciornik, corrigem este erro frequente. Intubar quer dizer "introduzir um tubo em (uma cavidade)"..."

11:08 AM
 
Confesso que depois disto o dr enf assume-se como o melhor e maior blogue de sempre na história da enfermagem. Alguém disse atrás que este blogue é amazing. Eu até acho que, caso estivesses reunião as condições, que o dr. enf. deveia concorrer a bastonário. Tenho a certeza que assim todas as noites deitaca a minha cabeça na almofada... satisfeito e descansado.

Para já a votação não engana, 94% dos enfermeiros concordam com o dr enf!!!!!
 
Mas não era melhor os enfermeiros preocuparem-se em melhorar o q já fazem e defenderem-se da intrusão de outros profissionais nas suas competências em vez de tentarem eles próprios roubar funções alheias?
 
Acerca de INTUBAR,

Uma pequena correcção.

A palavra "entós" não vem do Latim, mas sim do Grego.
 
"A palavra "entós" não vem do Latim, mas sim do Grego."


Correcto. Dou a mão à palmatória.

Passo a corrigir:

""O termo correcto é intubar. "Entubar" vem do grego "entós" (que significa posição interior) + "tubus" o que muitas vezes serve para descrever algo interior em forma de tubo, enquanto que "intubar", com origem no latim, pode ser decomposto em "intus" (introdução para de dentro)+ "tubus". Já os dicionários especializados em terminologia médica, como o de Paciornik, corrigem este erro frequente. Intubar quer dizer "introduzir um tubo em (uma cavidade)"...""
 
Uma discussão à cerca do "entubar" ou "intubar" é só isso que o DE escreveu...foi apenas acerca disso...lol

Já vi na página das votações comentários dos excelentíssimos srºs doutores (por extenso) sobre a discussão que se levanta...ainda bem...eles também têm algo a dizer...nem que seja apenas "Só nos vossos delírios meus caros..."
Isso só mostra a falta de argumentos...
 
Uma discussão à cerca do "entubar" ou "intubar" é só isso que o DE escreveu...foi apenas acerca disso...lol

Já vi na página das votações comentários dos excelentíssimos srºs doutores (por extenso) sobre a discussão que se levanta...ainda bem...eles também têm algo a dizer...nem que seja apenas "Só nos vossos delírios meus caros..."
Isso só mostra a falta de argumentos...
 
Ando cá com uma dúvida que me inquieta…
No hospital onde trabalho somos obrigados a colocar o dedo nos aparelhos para controlo da assiduidade. Que achará a Sr.ª Ministra disto?
Não seria melhor cada um ter um cartão tipo multibanco? Não seria isso mais higiénico?
Será que o modelo do “dedo” vai ser válido quando atingirmos altos índices de casos de Gripe A?

Bom, para desanuviar, deixo ao Dr. Enf. e seus seguidores, dois link´s que pode podem causar espanto:
http://www.sas.ul.pt/
http://www.sas.ul.pt/servicos/?saude
Creio que há escolas de Enfermagem que não dispõem de tal coisa…!!!...!!!
Que inveja eu tenho…
 
estamos a falar de coisas sérias ou a ter uma aula de português?! tanta porcaria com a maneira como se escreve...falem sério
 
óptima exposição mesmo, e estou a gostar da participação dos outros colegas.
admira-me é como ainda não vieram os boticários mandar vir, ou os tae´s também eheheheh.
Será uma realidade a médio prazo, oxalá!
 
Prescrição? Isso não é prática implementada há anos?
Quem vê os doentes, quem consulta, quem lê análises, quem ouve e regista as queixas e depois medica e administra? Isto pelo menos quando os médicos foram jantar, dormir, vêr o futebol na sport tv...etc, ou simplesmente não puseram os "cotos" no serviço.

E tenho uma questão para esses MÉDICOS escandalizados: quando abandonam o serviço não têm a preocupação que o enfermeiro tenha que prescrever? Pois...

N.E.
 
Já prescrevo e administro terapeutica há vários anos...muitos! E mais, a seguir, dito para o médico escrever na integra o que eu RECEITEI... E MAIS NADA!

E quem diz receitar diz suspender ou simplesmente não administrar e a seguir, já sabem...ditar para eles os DOCS escreverem.
HÁ DUVIDAS QUE ISTO É ASSIM EM TODO O LADO?

NE
 
Fabulástico post Dr. Enfermeiro.

Enquanto se anda na discucção da prescrição de alguns fármacos por enfermeiros, em certos hospitais como por exemplo Bragança, ameaçam-se os enfermeiros, por reclamarem boas condiçóes de trabalho e boa prestação de cuidados aos clientes que os compram na referida instituição. E são enfermeiros a ameaçar enfermeiros.
Porque se não curam primeiros estas maleitas da enfermagem?
 
"em certos hospitais como por exemplo Bragança, ameaçam-se os enfermeiros, por reclamarem boas condiçóes de trabalho e boa prestação de cuidados aos clientes"

Denuncie às entidades competentes. Se desejar, envie-me um mail a relatar os acontecimentos (doutorenfermeiro@hotmail.com). Pode incluir o nome de que persegue. Não tenho pruriro algum em apresentá-los em praça pública!
 
Essa conversa fiada do "prescrevo, admnistro e mais nada" ate pode acontecer ocasionalmente, mas a lei é clara a quem cabe a prescrição de farmacos, e quem tem de cumprir essa mesma prescrição! Ocorrem erros, claro que sim!!Mas porque os enfermeiros por vezes reparam nesses erros e solicitam a sua correção, acham que lhes da o direito de prescrever o que quer quer seja?? Isso so prova que estão a anos luz de saber o necessario para prescrever, mesmo que de forma limitada. E nao estou tão seguro com o que diz o DE de que não haja repercursões para enfermeiros que nao cumpram com a prescrição medica. Simplesmente porque podem ser enfermeiros ou bombeiros, mas estao a realizar um acto para o qual nao tem nem autonomia, nem habilitações.

De resto por mim, os herois aqui do blog podem continuar nas suas façanhas diarias, mas tenho a certeza que se algum médico quiser, com a legislação actual, pode muito bem encostar o enfermeiro a parede por ter alterado ou admnistrado por sua propria iniciativa um farmaco...
 
Pois, pois...
Mas quando os ilustres Senhores Enfermeiros estão doentes, não recorrem aos seus colegas mas sim aos médicos. Se confiam tanto na presctição dos Enfermeiros, porque é que não se tratam uns aos outros?
Lançam atoardas contra os médicos mas o facto é que no Hospital, diariamentem há sempre Enfermeiros a pedirem uma "Cunha" para uma consulta, para uma cirurgia, para um exame.
Prescrever não é um exercício banal, não é uma relação linear de sintoma-acção.
Não me oponho totalmente á prescrição por Enfermeiros, desde que seja pontual e virada para a sintomatologia corrente.
 
Sou Enfermeiro de Cuidados Gerais em Neurociências e reconheço a necessidade de alterações substanciais na autonomia do Enfermeiro (reconhecidas titularmente, claro está). Porém se as skill mix pretendidas só forem aceites sob título de Enfermeiro Especialista, que seja.
Mais certo é que, em 6 meses de profissão, encontro-me a dizer:
Médico X (não chamo DR. a ninguém, sempre achei pertinente) preciso de uma requisição de uma zaragatoa para uma UP por determinadas características e por não evoluir face ao tratamento. Isto porque o laboratório não a aceita se for só eu o interessado pelo utente...
Médico Y preciso que me prescreva o laxante Z, diário, na saída de vela, por determinado padrão intestinal e por outras intervenções não medicamentosas não surtiram o efeito. Isto porque a farmácia não a avia se for só eu o interessado pelo utente...
Médico Z preciso que me prescreva as requisições de um Rx urgente intransportável por determinada queda devido ao estado confusional e agitação psicomotora do utente e determinadas características observadas exame físico realizado. Isto porque o técnico não vêm cá se for só eu o interessado pelo utente...
Normalmente, maioritariamente, a nossa posição intermédia entre todos os profissionais de saúde e o utente devia contribuir para o reconhecimento das nossas vingentes skill mix. No processo de saúde do utente, na sua gestão e antecipação dos cuidados, o enfermeiro encontra-se barricado pela burocracia. Concordo plenamente com a negociação de funções entre os profissionais de saúde, a benefício provado do utente, dentro dos âmbitos regulamentares profissionais.
Convoco a I Conferência de Regulação das Ordens Profissionais de Saúde!
 
Sou Enfermeiro de Cuidados Gerais e reconheço a necessidade de alterações substanciais na autonomia do Enfermeiro (reconhecidas titularmente, claro está). Porém se as skill mix pretendidas só forem aceites sob título de Enfermeiro Especialista, que seja.
Mais certo é que, em 6 meses de profissão, encontro-me a dizer:
Médico X (não chamo DR. a ninguém, sempre achei pertinente) preciso de uma requisição de uma zaragatoa para uma UP por determinadas características e por não evoluir face ao tratamento. Isto porque o laboratório não a aceita se for só eu o interessado pelo utente...
Médico Y preciso que me prescreva o laxante Z, diário, na saída de vela, por determinado padrão intestinal e por outras intervenções não medicamentosas não surtiram o efeito. Isto porque a farmácia não a avia se for só eu o interessado pelo utente...
Médico Z preciso que me prescreva as requisições de um Rx urgente intransportável por determinada queda devido ao estado confusional e agitação psicomotora do utente e determinadas características observadas exame físico realizado. Isto porque o técnico não vêm cá se for só eu o interessado pelo utente...
Normalmente, maioritariamente, a nossa posição intermédia entre todos os profissionais de saúde e o utente devia contribuir para o reconhecimento das nossas vingentes skill mix. No processo de saúde do utente, na sua gestão e antecipação dos cuidados, o enfermeiro encontra-se barricado pela burocracia. Concordo plenamente com a negociação de funções entre os profissionais de saúde, a benefício provado do utente, dentro dos âmbitos regulamentares profissionais.
Convoco a I Conferência de Regulação das Ordens Profissionais de Saúde!
Enfermeiro Miguel
 
mas tenho a certeza que se algum médico quiser, com a legislação actual, pode muito bem encostar o enfermeiro a parede por ter alterado ou admnistrado por sua propria iniciativa um farmaco...


Tem? e porque não querem?
ENCOSTA Á PAREDE???!!! ... CRESCE E APARECE...LÊ MAIS...FAZ-TE HOMENZINHO E DEPOIS ANDA TENTAR ENCOSTAR Á PAREDE... QUE PUTA DE MANIA!
 
ANONIMO DAS 4:30

Está a fazer confusão. Nenhum enfermeiro pretende passar a médico por decreto, não é nada disso, mas também não estou com paciência de lhe explicar.

NE
 
"Prescrever não é um exercício banal, não é uma relação linear de sintoma-acção."


Isso é para citar lá nos seus jantares em familia, ás tias...
Aqui? tenha paciência!
 
Tenho muita dificuldade em votar, nestes termos. Não faço a mínima ideia de como é que a partir de "diagnósticos" de "Enfermagem", posso prescrever um fármaco. Se calhar é nabice minha, mas não estou a ver. Se alguém, com um exemplo, me puder elucidar, agradeço.

Naturalmente que não posso discordar da prescrição de fármacos por Enermeiros enquanto princípio, agora dessa forma, ou por essa via, .... tss tssss. Não sei não..
 
"Tenho muita dificuldade em votar, nestes termos. Não faço a mínima ideia de como é que a partir de "diagnósticos" de "Enfermagem", posso prescrever um fármaco. Se calhar é nabice minha, mas não estou a ver. Se alguém, com um exemplo, me puder elucidar, agradeço."

Tem exemplos no post.
 
DR ENF o meu pedido de esclarecimento era pessoal não era para publicar, obrigado
Nuno Eira
 
Envie-me e-mail.
 
"Pois, pois...
Mas quando os ilustres Senhores Enfermeiros estão doentes, não recorrem aos seus colegas mas sim aos médicos. Se confiam tanto na presctição dos Enfermeiros, porque é que não se tratam uns aos outros?
Lançam atoardas contra os médicos mas o facto é que no Hospital, diariamentem há sempre Enfermeiros a pedirem uma "Cunha" para uma consulta, para uma cirurgia, para um exame.
Prescrever não é um exercício banal, não é uma relação linear de sintoma-acção.
Não me oponho totalmente á prescrição por Enfermeiros, desde que seja pontual e virada para a sintomatologia corrente."

Também concordo que quem diagnostica e trata doenças é o médico, se tiver doente vou ao médico...óbvio...e aconselho toda a minha gente a fazer o mesma e a não se tentar tratar a si própria: seja enfermeiro, bombeiro, engenheiro, padeiro ou mesmo médico. Mas o que se está aqui a tratar é de algo diferente e que deve ser abertamente discutido, exemplos de prescrições que podem ser implementadas por enfermeiros:
todos os produtos para execução de pensos, todos os materias anti escaras, ajudas técnicas, analgesia, medicação de emergência, medicamenos não sujeitos a receita médica, ...

Penso que a prescrição deveria só ser possível por especialidades e a especialistas. Há especialidades (mesmo as actuais que se adaptam a diversos serviços, como a reabilitação e a médico cirurgica).

Claro que se exigiria mais responsabilidades e claro que continuavam a ser necessários médicos, que estes deveriam continuar a vigiar os doentes e que os enfermeiros deveriam encaminhar para os médicos, se necessário. Para o SNS isto era óptimo pois agiliza e bastante os cuidados aos idosos e doentes crónicos e a prevenção da saúde e dava mais recursos e maior disponibilidade aos médicos para tratarem e estudarem situações agudas de doença e poderiam acompanhar na mesma as situações crónicas - sem tantas solicitações (muitas vezes tão anedóticas como desnecessárias). Mas isto era uma revolução no que se faz hoje ...
e há muitos interesses pelo meio!!!
Corporativismos à parte era bom para os enfermeiros, para os utentes/doentes, agilizava o funcionamento do SNS, racionalizava custos e até era bom para os médicos (podia não ser era para a carteira de muitos...).

FILIPE
 
PS: É importante também recolocar aqui a questão de bolonha - a enfermagem com o seu modelo actual está condenada a ficar para trás...estamos com o MDP a copiar o modelo médico - só que eles saiem (de base) com o 2º ciclo e nós mesmo com a especialização saímos sempre com o 1º ciclo. Será que ninguém repara nisto, porque é que as especialidades não dão o 2º ciclo, como em muitas engenharias, os próprios professores, as educadoras de infância...será que ninguém percebe que estamos a ficar para trás, estamos (comparativamente) a ficar num nível de formação secundário face a outras profissões???
 
os enfermeiros não pretendem passar-se por médicos; um enfermeiro não é um pseudo-médico, um pseudo-farmacêutico, um pseudo-urologista, ... um enfermeiro é um enfermeiro!
a prescrição de alguns medicamentos e alguns exames diagnósticos são uma necessidade real, onde seriam ultrapassadas várias burocracias, e devolveria legalidade àquilo que muitos colegas fazem... SERÁ UMA REALIDADE, estou convicto.
Afinal, os enfermeiros dominam ou não anatomia, fisiologia, farmacologia?? Não somos uns tecnicozecos quaisquer.

pena é que os médicos vão perder o monopólio das prendinhas lá da propaganda médica ahahah
 
Peço lhe que retire o o comentário das 6:02 tem o meu mail pessoal, obrigado.
 
Penso que ao querer que só os especialistas precrevam é um erro. Como, as nossas especialidades em termos nada tenm a ver com os "especialisatas" que prescrevem em países como EUA. Sabe muito bem que se há enfermeiros que podem vir a poder prescrever são os de cuidados primários, e para já não há especialidade nesta área, apenas enfermeiros de saúde comunitária, que em nada se enquadram na filosofia de enfermagem clínica. Ao nível hospitalar não há tanta necessidade.
 
Concordo. É apenas legalizar actos que ocorrem frequentemente. Para além de ser proveitoso para o paciente.

Penso é que a prescrição, após formação adequada, não deve estar confinada aos Especialistas. Mas sim, ser transversal à classe. Esta situação poderá originar incoerências. Vejamos, num turno em que não haja nenhum colega especialista como procederíamos? Não se efectuavam prescrições, nem que seja um simples paracetamol?
A meu ver um mau raciocínio.

Cumps,

JG
 
Caros colegas, uma sugestão:
Mantenhamos o nível, podemos discutir e debater o assunto sem agressões verbais, com maturidade e fundamentação técnica e cientifica. Prescrever por enquanto encontra-se exclusivamente na esfera de competências dos Médicos, se eles vêm aqui exprimir a sua opinião de uma forma educada não é justo atacá-los desenfreadamente (muito menos guerrear entre nós Enfermeiros), se queremos respeito temos que respeitar os outros. Para desenvolvermos mais competências tem que ser uma conquista nossa e não à custa do vulgar Médico é bicho mau, ai se não fossem os Enfermeiros morria toda a gente, não é este o meu ponto de vista. Devo prescrever dentro de um pequeno arsenal farmacológico porque sou competente para o fazer e não pela incompetência ou ausência dos outros. Srs Médicos é pena que não reconheçam os Enfermeiros como uma mais valia e insistam que somos vossos criados, ainda bem que não são todos iguais, conheço uns tantos que sem pudores e elitismos reconhecem a capacidade dos Enfermeiros nesta área e que não hesitam em aconselhar-se com um Enfermeiro.
Abraço colegas, DE mais uma vez em grande em lançar este debate.
C2
 
Bolonha.


Foram os senhores professores enfermeiros,( Escolas Superiores de Enfermagem) que propuseram o ensino de enfermagem ao Ministério da Educação pelo 1º ciclo do Processo de Bolonha.
Entendam isto Senhores Enfermeiros Prestadores de Cuidados.
 
Também concordo que não devam ser só os especialistas a prescrever. Deve no entanto haver uma carteira de fármacos mais alargada no que toca aos especialistas, centrada na especificidade da sua área de actuação. Por exemplo, um especialista em SMO deve poder prescrever Oxitocina, mas não tem sentido permitir que um especialista em reabilitação também o possa fazer.De um núcleo de fármacos base e comum a todos os enfermeiros, devem derivar grupos de fármacos com prescrição restrita por especialidades.Se a prescrição por enfermeiros generalistas não for permitida, isso só vem dar razão áqueles que dizem que o curso base de Enfermagem ou a prática da ennfermagem generalista não comfere as bases necessárias à actividade prescritiva.
 
Trabalho em regime de part-time numa entidade privada (Posto Medico Privado de uma Empresa de Produtos Químicos); o médico apenas vai lá 3 horas por dia e o enfermeiro 10 horas. Na ausência do médico, é o enfermeiro que ASSUME A RESPONSABILIDADE das intervenções não-farmacológicas e farmacológicas.
Eu, enfermeira licenciada, a exercer a profissão há cerca de quatro anos, assumo diariamente o papel de prescritor, assente sempre numa base de conhecimentos fundamentada (quando não sei, não invento; mas quando sei, assumo inteiramente a responsabilidade da prescrição farmacológica).
Caros colegas o grau académico de licenciado acarreta mais responsabilidades, não tenhamos medo de assumir mais responsabilidades...ou continuaremos a ser meros executores do que os outros definiram.
 
Tenho pena daqueles que pensam que o enfermeiro não pode (nem deve) alterar uma prescrição médica, mas mais pena ainda dos seus doentes, que por um lapso do médico podem ver a sua sentnça de morte assinado por um enfermeiro que administra cegamente tudo o que o médico prescrever. Não precisam de se preocupar os médicos, pois não perderiam os "congressos" (e respectivos "brindes"), pois o enfermeiro só prescreveria um restrito leque farmacológico para a uma acção eficaz no momento (nada que interesse economicamente ás farmacêuticas). Não pretendemos diagnosticar doenças, mas "aliviar" sintomas. Não concordo que este direito seja confinado aos enfermeiros especialistas, mas como alguém já referiu, deveria haver listas distintas de fármacos passivéis de prescrição consoante a especialidade (ou falta dela). Para quem acha que será impossível pela deficiente formação de base em farmacologia no curso de enfermagem, pergunto eu, que formação de base tiveram os médicos sobre material de penso (ou ajudas técnicas)? Que lógica tem eu dizer ao médico os materiais que deve prescrever para executar um penso a uma ferida que eu diagnostiquei, planifiquei o tratamento (prescrevi?) e vou tratar? "O sr. enfermeiro é que sabe o que deve por aí. Multidex? Não encontro aqui... -experimente maltodextrina -Ah! Já está!" Se isto não é ridiculo, então digam-me o que é.
 
Bem caro D.E enviamos um forte abraço tal como no sms que trocamos e partimos de férias, é oficial, razão pela qual até Setembro o cogitare entra em Férias.

Fiquei satisfeito pela dúvida do "entubar" (riso) . Só para complicar é comum vermos em siglas ENG deveria então ser mudada para ING .

Mais uma vez e para quem cá fica bom trabalho, nós partimos e vamos cansados!
 
"pena é que os médicos vão perder o monopólio das prendinhas lá da propaganda médica ahahah"

Peixe, estava a ir bem até emitir este disparate. Leia bem o que escreveu! Se os médicos perdem o tal "monopólio das prendinhas lá da propaganda ", quer dizer com isso que com os enfermeiros a prescreverem parte dessa bonificação marginal passará para eles.
Será esse o principal motivo pelo qual os enfermeiros desejam tão ardentemente a prescrição?
 
É apenas uma questão de tempo...

De facto, seria uma medida que ajudaria a descongestionar serviços de saúde, dotaria os profissionais de competências clínicas acrescidas, para não falar na própria motivação dos profissionais.

Por isso, um SIM!

Abraços e até Setembro, espero!
 
Já cá faltava: "Tínhamos uma reunião marcada para 27 do corrente, que foi adiada para 8 do próximo mês.", informação do SE, porque é que não estou admirado?
C2
 
1. os enfermeiros conseguem de facto fazer algumas prescrições, mas não porque aprendem isso no sue curso mas porque aprenderam e treinaram com os médicos (ex: emfermeiros da dor, saude materna). Integrados numa equipa, ao fim de algum tempo as funçoes realmente diluem-se porque já todos aprenderam os protocolos e até o auxiliar já saberia orientar o caso! Isto não acontece com todos os enfermeiros que de forma isolada não sabem nada de prescrição! Os internistas por. ex tb poderiam exigir agora fazer tudo do resto das outras especialidades porque eles tb sabem prescrever e pedir analises de outras áreas! Os internos tb podiam agora querer assumir funções de especialistas porque na pratica até são eles que veêm os doentes e decidem! Mas por alguma razão há especialidades... uma coisa é aprender por imitação que até resulta na maioria dos casos normais, outra coisa é aprender na realizade e saber lidar com os casos anormais e perceber porque se prescreve de determinada forma.
2. Os médicos só agradecem a vossa prescrição... aquilo que voces assumem como um passo em frente na profissao é apenas mais uma forma de se subalternizarem e pouparem trabalho ao medico que já não vai precisar de se levantar a meio da noite para prescrever um paracetamol ou um lorazepam. Se puderem fazer as gasimetrias, tb agradecemos...

Eu até concordo que na prática possa haver protocolos em que determinadas funções não sejam realizadas por quem de direito mas por outros elementos (ex: o interno geral tb pode pedir os Rx da ortopedia no SU para acelerar, o enfermeiro pode prescrever os SOS, etc) mas não se pode assumir que esta seja a opção correcta ou desejável. Não é tomada para melhoria da qualidade de prestação de serviços, antes para poupança de tempo e recursos ... é isto que é preciso compreender... voces até podem prescrever mas não devem ficar com um rei na barriga por causa disso. Não passaram a ser medicos da mesma forma que o aluno de medicina tb ainda nao é medico apesar de na pratica até ver doentes e até prescrever!! Concordam que um aluno de Medicina possa prescrever só porque na pratica até o faz?
Esta ideia de se querer legalizar uma coisa só porque ela já se faz na pratica é muito perigosa... é como legalzar a fuga aos impostos, porque afinal na pratica toda a gente foge!
 
O Obama descobriu agora a “utilidade” dos enfermeiros... Será que é por convicção e confiança na classe, ou é só para poupar uns trocos?
Não tenhamos dúvidas que o homem tem uns ideais bonitos: pretende criar um Serviço Nacional de Saúde nos EUA. Pois bem, ele e a família, já receberam ameaças de morte, ainda a ideia vai no início. Será que o plano que ele tinha para os enfermeiros não vai sair gorado, tal e qual a ideia da criação de um SNS?
 
Administrar fármacos?
Penso que somos capazes disso e muito mais.
Mas pergunto: não acham estranho que os psicólogos não tenham também essa pretensão?
Quer dizer: atingiram já os enfermeiros a plenitude em tudo aquilo que fazem no dia a dia, ao ponto de buscarem novas competências?
Dizer também que o Fórum Enfermagem há muito deixou de ser o espaço de eleição para troca de ideias em matérias de assuntos relativos à Enfermagem. Quem o visita regularmente, apercebe-se que aquilo mais parece um centro de emprego… Lá encontramos muitos desempregados, anúncios de emprego e vemos alguns dos rostos de pessoas que em política se chamam “boys” (os tais, que quando um partido está na mó de cima, têm “jobs” garantidos…). Debate de ideias? Muito pouco. Aliás, quem perder lá uns minutos chega à conclusão que o mesmo tema se debate em meia dúzia de tópicos. Parabéns (?) aos moderadores (da treta)! Os tópicos de “boas vindas” e de “dúvidas da treta” até metem dó. Será que as pessoas não sabem usar o Google ou o Bing?!?!
 
Dou imensas voltas à cabeça e não fico esclarecido.
O Dr. Enf. Aceita que os enfermeiros prescrevam.
Mas acha estranho que os TAE queiram mais competências…
Se tirarmos uma fotografia ao “status” da assistência em saúde em Portugal, vemos que: há alguns médicos preguiçosos, alguns enfermeiros acomodados, alguns técnicos do INEM arrogantes e malcriados…
Que solução?
Será de todo má opção que alguns técnicos do INEM queiram dedicar-se “a sério” à emergência? Ou que os enfermeiros façam o mesmo em variadíssimas áreas? Ou que os médicos passem a investigar cada vez mais?
Por um lado, isso reflecte um rumo de inovação. Por outro pode representar ganhos bastante significativos em termos de agilização do sistema de atendimento em saúde, o que trará ENORMES vantagens para mim, como cidadão (e enfermeiro)!
Não tenhamos receio de alargar os horizontes.



Há muitas ideias erradas nesta matéria:
É ridículo que os enfermeiros tenham de andar atrás do Sr. Dr. fulano tal por causa de uma prescrição.
Mas também é verdade que muitos serviços pressupõem a permanência de um clínico, e que muitas das vezes isso não acontece, com a conivência da Enfermagem, que presencia frequentes violações ao código de boas práticas, mas mesmo assim, não denuncia os infractores.



É bom clarificar que as VMER´s não são aquilo que muita gente julga.
Os casos de trauma, muito difundidos em séries televisivas tipo “ER” não correspondem àquilo que é o dia a dia dos médicos e enfermeiros que fazem VMER.
Mais: há hospitais em Lisboa (Curry) que nem sequer recebe trauma.
Portanto: pensar que só os “deuses” podem fazer INEM, é uma grande treta!
 
"Tínhamos uma reunião marcada para 27 do corrente, que foi adiada para 8 do próximo mês."

O que se estava à espera??

Realmente essa de bolonha é uma grande verdade e que todos os enfermeiros ignoram!...estamos a ficar piores do que estávamos há 10 anos, senão vejam: com 3 anos ( bacharelato - corresponde ao actual 1º ciclo) especialista (mais dois anos e licenciatura - corresponde ao actual 2º ciclo)...

Fiquem a dormir e a sonhar com MDP e tudo especialista e vamos ficar é técnicos pouco diferenciados mas especialistas !!!

Bem sei que o governo não aceitou a enfermagem como mestrado integrado, mas então não era preferível ter como alternativa um modelo 3+2 ou 4+2??? É o que anda toda a gente a fazer...o 2ª ciclo está cada vez mais a corresponder à antiga licenciatura e a actual licenciatura ao antigo bacharelato: a maioria dos países Europeus designa o primeiro ciclo como bacharelato...tirem as vossas conclusões e ainda me lembro da luta para que as nossas especialidades tivessem equivalência à licenciatura...

Não sou contra o MDP, apenas este deve estar enquadrado com o ensino e com a OE...com atribuição de títulos profissionais e graus académicos - com ensino pelas escolas e internatos supervisionados e regulados pela OE. AHHH! É muito difícil,complicado, não é???
Há enfermeiros que passam a vida a complicar tudo...
 
Nós enfermeiros somos muito engraçados:
Quase transformávamos o post do dia 20 de Agosto (09:46) num tópico sobre Moda. Houve quem não falasse de outra coisa senão sobre o “fato do Jacinto”. Delicioso!
Há quem assuma que os enfermeiros até sabem mais de “feridas” do que os médicos (17 Agosto; 07:12)… Deprimente! Os enfermeiros têm um leque enorme de competências e é por elas que se devem empenhar, por forma a ter um desempenho de excelência. Por outro lado, sempre que se abordar a temática das feridas, é bom trabalhar em parceria com, por exemplo, cirurgia geral, plástica e vascular. Caso contrário, depois não nos queixemos das amputações…
Continuamos a dizer que das especialidades em Enfermagem, só a de Reabilitação e a de Obstetrícia é que são “boas”…
Santa Paciência.
Alguém duvida que um centro de reabilitação (de um enfermeiro) colocado ao lado de um centro de reabilitação (de um fisioterapeuta) terá menos afluência?
Alguém tem dúvidas que se o parto for instrumentado (fórceps ou ventosa), ou se o bebé tiver de nascer por cesariana, o enfermeiro especialista fica a ver navios?
As especialidades em Enfermagem fazem falta em variadíssimas áreas, e nenhuma será mais importante que a do lado.
E não tenhamos dúvidas: nesse âmbito, estamos ainda a anos luz de um exercício profissional carregado de brio! Seja na Obstetrícia, ou na Reabilitação.



De uma vez por todas:

Dr.: é toda e qualquer pessoa que conclui um bacharelato ou uma licenciatura.
Advogado é Dr.!
Professor é Dr.!
Engenheiro é Dr.!
Médico é Dr.!
Psicólogo é Dr.!
…ENFERMEIRO É Dr.! Não é uma questão de vaidade. Apenas rigor linguístico!

Doutor: apenas quem faz doutoramento!

(Vejam no dicionário da Porto Editora)
 
caro anónimo das 2:33

estava somente a aligeirar a questão, calma..!
Aquestão da prescrição pela enfermagem é sem dúvida uma questão mais que pertinente, e urgente até. A enfermagem deve ter ao seu dispor um arsenal terapêutico vasto, que também deverá se pautar pelka farmacologia.
A medicina esá particularmente preparada para diagnosticar e responder às várias clínicas. A enfermagem também possui capacidade diagnóstica, não somente clínica, mas através dos diagnósticos de enfermagem, que não esbarram de todo no diagnóstico clínico.

não se trata duma guerrinha - se bem que muitos atribuem o "poder" da medicina pelo poder de prescrição. Sem dúvida será uma realidade, que também ajudará a solidificar a importÇância e independência funcional da Enfermagem.

A enfermagem não pretende desvincular-se À força toda da Medicina, pretende sim justificar a sua importância à saúde, e o seu papel de colaboração, enquanto autónomo, à medicina, à saúde, portanto.
 
Agradeço à SrªEnfermeira-Chefe pelo testemunho que deixou no post "Até me apetece usar um quepe!", um exemplo de como a prestação de cuidados de saúde, particularmente a Enfermagem tem evoluido, e à custa muito do esforço de toda a classe mas em particular pelos nossos Chefes e Dirigentes, maturidade e experiência é precisa, é verdade, mas esta é a melhor prova de que a evolução é constante, não só temos de ter capacidade de adaptação como também de fazer parte dela e estabelecer objectivos de médio, longo prazo. O mundo é algo de dinâmico, façamos um empurrãozinho para contribuirmos para ele "rodar". No fundo trata-se de concretizar uma prática corrente, com rigor técnico e formação adequadas. Não estamos a inventar a roda, vejamos Espanha já aqui ao lado, não vale a pena estar a esmiuçar o que se passa pelo mundo fora. Liderança pressupõe também alguma ambição e competividade. Os nossos Chefes são a prova do nosso crescimento e desenvolvimento enquanto classe profissional autónoma, pena que grande parte esteja a desistir, uns por cansaço, outros por interesses e comodismos, pena que não estejam ao nosso lado na luta por uma carreira justa, aliciante, rigorosa e evidentemente financeiramente equiparada aos outros Técnicos Superiores de Carreira Especial. Pena que não sejamos mais Enfermeiros uns dos outros. Bom vou tomar um Paracetamol (dói-me a cabeça, fiz noite), ah, sou Enfermeiro será que posso dar a mim próprio?
C2
 
"Bem sei que o governo não aceitou a enfermagem como mestrado integrado, mas então não era preferível ter como alternativa um modelo 3+2 ou 4+2??? É o que anda toda a gente a fazer...o 2ª ciclo está cada vez mais a corresponder à antiga licenciatura e a actual licenciatura ao antigo bacharelato: a maioria dos países Europeus designa o primeiro ciclo como bacharelato...tirem as vossas conclusões e ainda me lembro da luta para que as nossas especialidades tivessem equivalência à licenciatura..."

Só não existem mestrados profissionalizantes em enfermagem porque os "cérebros" da enfermagem não quiseram!!!

As educadoras de infância fazem um mestrado com profissionalização em cinco anos e um enfermeiro chega a ser especialista com seis anos e sai licenciado...aliás as educadoras aquando do complemeno andaam mais um anito e sairam mestres e com uma especialidade numa determinada área!!!

Mais grave...daqui a pouco seremos dos poucos licenciados no mercado, pois a maioria é mestre...claro que isto não deve ter importância nenhuma...qualquer dia até vão utilizar esse argumento na negociação da carreira !!!A lógica do Licenciado está quase a esgotar-se...INTELIGÊNCIAS!!!! Na altura adiou-se e não...ainda não se falava de Bolonha, não...Desculpem mas vou chamar a quem quiser enfiar a carapuça:


BURROS!
 
Os Enfermeiros que agora reclamam o direito à prescrição de apenas um conjunto limitado de fármacos, são os mesmos que em breve vão pedir um alargamento dessa mesma lista. Por um lado, porque se têm competência para prescrever determinados fármacos, porque não prescrever todos? Por outro lado, e com os avanços da indústria farmacêutica, surgirão cada vez mais novos fármacos.
Atenção ao colega que acha que só o enfermeiro especialista em reabilitação deve poder prescrever oxitocina. Segundo ele, caso o enfermeiro tenha outra especialidade, já não deverá ter competência para prescrever essa substância… TALVEZ… A PIADA DA DÉCADA! Ganhe juízo.

O desgraçado do Nuno Eira quis elogiar o rei do castelo, e agora está em apuros porque não consegue que lhe apaguem o mail. Ai, ai…

O Magistral já aprendeu a lição. Medicina Baseada na Prova (e não na Evidência). Muito Bem.
Gostei do modo como se defendeu (17 Agosto; 07:37), e sobretudo gostei da palavra chave: PREVENÇÃO!
Acessibilidade a cuidados dignos de saúde precisa-se.
 
Sempre que vejo o ER, percebo muito do que vai na alma dos enfermeiros, um pouco por todo o mundo.
Tal como a Maura Therese Tierney, penso que todos os enfermeiros, mesmo não tendo vontade de ser médicos, já pensaram, pelo menos uma vez nas suas vidas, nessa possibilidade.
E em boa verdade, diga-se que é uma coisa perfeitamente legítima.
Bom, parece que a Abby, anda com uns problemazinhos. Rezemos por ela.
http://maisseries.blogs.sapo.pt/32626.html
Não a imaginava com 44 aninhos.
Uma grande actriz e uma grande MULHER!

Bom resto de Verão para todos:
http://www.youtube.com/watch?v=iG3CE08n6T4 (Shaggy feat. Gary "Nesta" Pine)
http://www.youtube.com/watch?v=2w--fJDFjMA (Pedro Cazanova Invites Andrea)

E cuidado com as falésias. Há sombras traiçoeiras…

(Por uma Enfermagem sem chefes. A equipa deve eleger o seu líder por um período, por exemplo, de 2 anos. Chega de ditadores!)
 
Para recordar um comentário "repetitivo" aqui do BLOG:

"Porque é que uma enfermeira que cuide de RN numa unidade de cuidados intensivos pediátricos tem um vencimento inferior a uma educadora de infância.


NOTA 1: Ambas são licenciadas e com os mesmos anos de curso e tirados numa mesma intituição pública (ao lado uma da outra...)

Nota 2: Eu sou a enfermeira a minha irma a educadora e concorda comigo!!!!


Aguardo que alguém me explique o motivo da diferença salarial?"

Qualquer dia a resposta poderá ser:

Porque a educadora é mestre e tu és licenciada!

Eu cada vez que falo com algum delegado sindical ou pessoal da OE fico cheio de azia e não sei se posso prescrever-me Hidróxido de alumínio para me aliviar ...
 
Estimado DE, diz-se Enfermeiro ou Infermeiro?? É que parece que alguns colegas estão mais preocupados com a semântica das palavras. Esses, deverão ser chamados de pobres de espírito ou pobres de ispírito?!!!!
A propósito, como bom talibã que sou, estou farto de "prescrever" medicação (já devo acumular a pena prepétua), mas enfim, já salvei uns quantos e, tb já salvei uns quantos médicos, e eles sabem!!! Portanto penso que a precrição na nossa classe não passará de um proforme, mas um proforme que só nos vai trazer visibilidade, estatuto e autonomia, mas acima de tudo vai trazer ganhos em saúde e, até me arrisco a escrever que, os médicos devem ser daqueles que mais desejam que isto vá para a frente.
Talibã das Beiras: Sempre ao mais alto nível!
P.S: Aos "sensíveis", desculpem a ortografia.
Talibã das Beiras: Sempre ao mais alto nível.
 
Para quem perguntou, "...,diz-se Enfermeiro ou Infermeiro??" e que não sabe se é "...pobre de espírito ou pobre de ispírito?!!!!",

Encontra a resposta aqui:

http://www.youtube.com/watch?v=chQw69h4Mho
 
Sinceramente estou farto destes enfermeiros da treta!!!

Essência de enfermagem????
Prescrever?????
Realmente são frustrados por natureza!!!!!

Têm vergonha de fazer higienes e dar alimentação??? Fogem disso como o diabo da cruz!!!! Nem delegar em AAM sabem!!!!! Já vi AAM atrapalhados a alimentar doentes por SNG!!!! E doentes a engasgarem-se porque o enfº não lhe deu almoço e mandou o AAM!!!! E o risco de aspiração meus senhores???? Avaliam-no!!!??
Fazem guerra aos TAE, aos médicos e sabe-se lá mais a quê!!! Deixam indiferenciar a profissão, deixam que lhes tirem as competências e nem as defendem e agora querem ser médicos??????
Atendem telefones, fazem secretariado,levam café ao director, criticam os chefes.....mas ser enfermeiros a tempo inteiro não porque até têm 3 empregos. E depois dizem que são os médicos que estão no consultório!!!! Classe maravilha!!!!!!
 
"Eu cada vez que falo com algum delegado sindical ou pessoal da OE fico cheio de azia e não sei se posso prescrever-me Hidróxido de alumínio para me aliviar ..."

Acho que isso só lá vai com um IBP!!
 
Prescrever?!!!!!

Sabem as doses ou é a olho como nas farmácias?????!!!!!
 
Será melhor andares sempre com um frasco de betalgil no bolso caro anónimo das 6.26.
 
Apesar de tudo o que possa surgir em relação à classe de enfermagem, eu, como estudante de enfermagem, digo que as pessoas não vão deixar de forma alguma recorrer aos enfermeiros para esclarecer dúvidas, fazer tratamentos, etc. Tem é de haver um maior reconhecimento destes profissionais por parte da sociedade. Saber bem delimitar as fronteiras e o conteúdo da profissão de enfermagem. Quando aí se chegar, sim, conseguimos demonstrar o que somos, quem somos e o que fazemos. Abraços.
 
Os enfermeiros sempre terão um vasto campo de actuação, sem entrarem nas competências dos outros técnicos. Cuidar do utente a nível da higiene e conforto, mobilização, eliminação, alimentação, terapêutica, numa atitude empática,(já que a relação de ajuda gera tantos anticorpos), prestando cuidados seguros, envolvendo a família, fazendo educação para a saúde, em articulação com os outros elementos da equipa de saúde. Há muito caminho a percorrer. O posicionamento do enfermeiro já é assumido de maneira completamente diferente de há trinta anos atrás. Na instituição onde trabalho, uma EPE, é aceite a abertura de consultas de enfermagem desde que o projecto seja pertinente(avaliado por enfermeiros, claro). Não confundamos os jovens profissionais. A Enfermagem não precisa da prescrição para se afirmar e evoluir. As faculdades de Medicina estão aí para quem quizer.
 
O que tem que existir é um maior reconhecimento da classe em relação aos pares.

Sou sócio de duas instituições:uma de solidariedade, outra de âmbito educativo (porque também sou formador).
Quando recebo cartas destas duas instituições, o que lá vem é o Dr.(referente à licenciatura que tenho)e o nome.
Se for alguma carta de alguma instituição (que tenha a ver com enfermagem),o que vem lá ... já se sabe, assim como aquilo que virá quando pedir a acreditação em ciências de saúde na OE: ZERO.

Basta lembrar quando alguém se candidata a algum concurso de enfermagem:as habilitações académicas em enfermagem não são tidas em conta(somente se considera como certo o que não é de enfermagem)como aconteceu com a colega dos Açores!
 
Li com interesse a discussão. Discutir é fundamental, mas fica-me a ideia que devia existir no CLE uma disciplina que nos ensinasse a fazê-lo.
A questão que lanço é apenas uma: os colegas, cujas ideias muito respeito, pensam mesmo que os enfermeiros devem aplicar o seu tempo (quer no CLE quer na prática clínica) a apurar as melhores práticas na prescrição de fármacos ou EAD e, após, na interpretação e avaliação dos seus resultados, quando existem centenas de diagnósticos e de intervenções de enfermagem (autónomas) que carecem de estudo, validação, critérios, procedimentos, etc?

Vamos debruçar-nos nas indicações terapêuticas do Ibuprofeno quando nos falta conhecimento sobre a Gestão do Regime Terapêutico?

Vamos perder tempo a estudar as contra-indicações do Celecoxib quando não temos criados critérios consensuais para diagnosticar o Stress do Prestador de Cuidados?

Vamos demorar-nos na interpretação de um resultado bioquímico quando não sabemos quais as melhores estratégias para Ensinar o prestador de cuidados sobre aspiração de secreções, ou sobre a técnica de posicionamento?

Vamos aplicar-nos a estudar as repercussões do Paracetamol no sistema hepático quando não conhecemos a prevalência de Úlceras de Pressão dos nossos utentes alectuados?

Vamos esforçar-nos por seleccionar a melhor antibioterapia quando não conhecemos o impacto que tem o Ensinar o prestador de cuidados sobre a prevenção da aspiração, nos casos em que está diagnosticado o Risco de Aspiração? Acaso sabemos medi-lo, sequer?

A questão nem é tanto a utilidade da prescrição farmacológica. É antes: onde queremos gastar o nosso tempo?Doutor Enfermeiro, diga-me com humildade, que concerteza possui: onde é que já se gastou todo o objecto de estudo da enfermagem?
(Outra questão: qual a taxa de comentadores deste blog que já leu sobre o Resumo Mínimo de Dados de Enfermagem, em Portugal?)
 
Srª Comentador das 7:30:

Eu já li, mas não gosto de falar de virtualidades impraticáveis e/ou inaplicáveis...dúvido até da sua utilidade se equacionarmos o custo-benefício REAL e não virtual...é que boa parte dos registos dos enfermeiros são virtuais! Só existem em pensamentos...LOL

Há cá com cada inventor, até inventam coisas para se entreterem?

Quem não tem mais que fazer, tudo bem...mas eu trabalho e com gosto por estar com os doentes ... mas mal tenho tempo para comer...é não não gosto de inventar e complicar, prefiro as formas simples e eficazes.
 
Sr. Anonimo: em 1º lugar, não sei do que fala quando se refere a "virtualidades impraticaveis e/ou inaplicaveis" nem tão pouco de "custo-beneficio real ou virtual". Ou sou limitado (assumo humildemente as minhas limitações) ou o senhor não se fez entender, ou então pode ter sido uma mistura dos dois. Não foi possivel desvendar o que quis dizer com "inventar e complicar", ou "formas simples e eficazes". Mas tudo bem, admito que o senhor possa não saber exactamente do que fala, o que contribui para que a minha capacidade de entendimento sobre o que fala possa estar comprometida. Não tem mais gozo do que eu em estar com os doentes/utentes/clientes, o que quiser. Não era sobre isso que eu falava no meu comentario. Falava antes de Enfermagem, dos nomes das "coisas" da Enfermagem e das "coisas" que as pessoas podem ganhar com aquilo que os Enfermeiros fazem todos os dias. O senhor não tem mais nem menos tempo do que eu para comer, nem para beber, nem para descansar, nem para trabalhar. Tem o mesmo tempo que todos os Enfermeiros têm. So não tem tempo para pensar naquilo que realmente a Enfermagem precisa. Mas, depois de ler o seu comentario, pude concluir que isso para si não importa muito...

(Desculpe a falta de acentos)
 
QUER SE DAR BEM NA AREA DA SAUDE SEJA FRIO E INDIFERENTE COM OS PROBLEMAS DAS PESSOAS PORQUE AMAIORIA QUE TENTA AJUDAR OS PACIENTES ACABA SE ESTREPANDO E ONDE JA SE VIU UM ENFERMEIRO NAO PODER NEM PRESCREVER UM PARACETAMOL E PROIBIDO PARA OS ENFERMEIROS COMO QUE E VENDIDO EM QUALWUER FARMACIA CONHEÇO MEDICO QUE PRESCREVE QUALQUER MEDICAÇAO SEM O PRONTUARIO DO PACIENTE EM MAOS
ISO E UM DESABAFO NAO SOU UMA PESSOA FRIA E INDIFERENTE MAIS ACHO QUE UM PROFISSSIONAL DE SAUDE NAO DEVERIA SER CRUCIFICADO POR AJUDAR OU MEDICAR UM PACIENTE
 
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