domingo, abril 29, 2012

Programa "Especial Saúde" na RTP Informação

video

Este programa dedicou a sua emissão à Enfermagem, convidando para o efeito três Enfermeiros: o Bastonário da Ordem dos Enfermeiros, Enf. Germano Couto, a Enf.ª Ana Lúcia Freire, enfermeira especialista de Saúde Materna e Obstétrica, e a Enf.ª Helena Almeida, enfermeira especialista de Enfermagem de Reabilitação.

Comments:
Vi o programa e globalmente gostei das intervenções.
O Enf. Germano Couto esteve, apesar de um pouco nervoso (dentro do que é normal quando se está na televisão) esteve com uma postura ponderada.
A Enf.ª Ana Lúcia Freire defendeu muito bem o papel da Enfermagem ao nível dos Cuidados de Saúde Primários.
A Enf.ª Helena Almeida representou muito bem os Enfermeiros Especialistas em Reabilitação e soube mostrar o papel dos Enfermeiros a nível hospitalar.
Só houve uma coisa que NÃO GOSTEI que foi o facto de o Bastonário no final da entrevista quando questionado sobre a necessidade de ser mais reivindicativo ter respondido com toda a certeza que já o era. Não gostei porque não é 100% verdade, algo que se pode ver por 2 factos já consumados: 1) o facto de não ter tido uma palavra face ao encerramento da MAC e o que isso acarreta para dezenas de enfermeiros 2) e não ter sido capaz de ter uma posição contra a HUMILHAÇÃO que se pretende impor à Classe de Enfermagem com este novo e RIDÍCULO código de vestuário e conduta. Só por isso faltam as provas dadas dessa reivindicação que tanto proclama. Outro ponto e que ainda vai a tempo de inverter é o de não avançar de IMEDIATO, até porque a urgência da crescente problemática do desemprego e imigração na Enfermagem Portuguesa assim o exige, com um estudo, e mais do que isso, com MEDIDAS CONCRETAS no sentido da avaliação das diferentes Escolas de Enfermagem visando o encerramento daquelas que não contribuem para a Qualidade da Enfermagem e a redução do número de vagas nas mesmas.
Porque para se poder afirmar com tanta certeza é preciso primeiro apresentar trabalho feito sobretudo nas QUESTÕES NUCLEARES em vez de se andar a preocupar com QUESTÕES COSMÉTICAS que embora também possam ser necessárias NÃO SÃO PRIORIDADES.
Ainda acredito, e espero assim continuar, no nosso novo Bastonário mas para tal tenho que ver (até porque já fomos defraudados no passado) estas questões que aqui referi devidamente processadas pela Ordem caso contrário teremos o mesmo marasmo que tivemos ao longo dos últimos anos.
 
Gostei do que ouvi- foram simples reais e directos na forma como abordaram os temas- focando pontos que são essenciais na enfermagem


Gostei do que vi- 3 elementos jovens , simples mas elegantes na sua forma de estar e de falar.


ESTA É A MINHA ENFERMAGEM - flor
 
Ainda bem que esteve lá a enfª Helena Almeida para falar de enfermagem, pois os outros dois nada
 
Gostei da postura e do discurso. Poderiam ter sido mais claros... Compreendo que não podem dizer tudo... politica e diplomacia, pois a sociedade assim o exige...

Quanto aos comentários do 1º "anónimo", deixo as questões:
Porque é que os enfermeiros da MAC não vão trabalhar para um centro de saúde ou para uma USF ou para outro Hospital, onde são precisos...
De que vale a pena o estado ter várias maternidades se todas estão abaixo das suas capacidades? Não se justifica uma velha casa estar aberta quando outros hospitais novos e com boas condiçoes estão as moscas...
Porque não se mudam os enfermeiros e os médicos para lá?
Enquando a estrutura da saúde não se centrar nos cuidados de saude primários e na rede de cuidados continuados integrados, o País não vai a lado nenhum...
Temos de poupar...
Quanto à norma de conduta e vestuário, é uma boa medida, uma vez que, o que assistirmos é a verdadeiras passagens de modelos com sapatos de cada cor, flurescentes, com unhas pintadas de vermelho ou de gel cheias de bacterias ou a pessoas com uma imagem pouco condizente com a higiene e asseio de um hospital.

A que se chama a norma de conduta e indumentária da TAP, ou de qualquer empresa? Humilhação?

Se cada um fizer o que quer e vestir o que quer, não é sinonimo de de liberdade... é antes de anarquia...
o enfermeiro deve vestir-se como tal e comportar-se como tal, assim como o médico, auxiliar da limpeza, etc...
têm muito tempo para vestirem o que quiserem quando não estão a trabalhar...
Devem centrar-se no cuidar e na imagem de tranquilidade e competencia, que deve ser transmitida ao doente...

Srs Enfermeiros unam-se, constituam equipas de apoio domiciliario, com médicos, com fisioterapeutas, sejam pro-activos, mostrem trabalho...
não esperem que vos venham bater à porta a oferecer emprego... vão aos locais onde querem trabalhar e demonstrem que são uma mais valia para o local... não se limitem a estar sentados ao computador a enviar curriculum por email...
 
Esta reportagem dá-nos uma ideia da pequenez que está interiorizada em nós:

Um programa televisivo onde só participam enfermeiros?
Eu gostava de ver o nosso bastonário a trocar pontos de vista com o bastonário dos médicos ou com o dos farmacêuticos.

Um programa televisivo, num canal do cabo, ainda por cima na RTP (que é dos 3 canais de informação o que tem menor audiência)?
Uma participação na plateia do Prós e Contras teria mais impacto :)

E também estranhei este programa já ter passado no feriado (dia 25), e só hoje o Dr. Enfermeiro fazer referência a ele.
 
Caro anónimo...

""Esta reportagem dá-nos uma ideia da pequenez que está interiorizada em nós:

Um programa televisivo onde só participam enfermeiros?

A questão da "pequenez da visão" é opinião que vai ao seu encontro. Se fosse um programa só com convidados médicos (como há imensos), já era bom?!

Se fosse um programa com Enfermeiros, Farmacêuticos e Médicos, o(a) colega diria: "olhem que pequenez! Nem um programa só de Enfermeiros são capazes!"

Para si nunca nada estará bem.
 
Eh lá!? Aquele comentário das 4/30/2012 12:04:00 AM, até parece do Dr. Enfermeiro. Talvez não…

Quanto ao facto deste programa ser na RTP-informação, penso que o Germano não tem qualquer culpa por isso.
Relativamente a um debate entre o bastonário dos enfermeiros, dos médicos e dos farmacêuticos, eu gostava de ver. Acho que seria interessantíssimo.
Temos de propor isso à Marina Caldas.
(E viva ó FCP)
 
É bom que FIQUE CLARO o seguinte:

1. Na enfermagem não vão fechar escolas. Há empregos e tachos que vivem do financiamento r/c o número de alunos. Há escolas, nomeadamente no Porto, que estão literalmente assustadas com a possibilidade de terem menos alunos nos próximos cursos e reconhecem que o nº de alunos neste momento não tem a ver com necessidades de mercado, mas com as necessidades de pagamento aos professores.

2. As escolas vão procurar oferecer todo o tipo de cursos, desde reciclagens de verão, até formações sobre migalhas. Muitos serão enganados.

3. Há-de haver sempre gente que se deixa seduzir pela ilusão de ser um herói, de bata branca, a salvar vidas e a cuidar dos coitadinhos dos doentinhos. Há-de haver sempre candidatos.

4. As escolas vão continuar a ser uma boa saída de escape para muitos dos que não querem prestar cuidados, para pseudo-intelectuais, onde os formatos de ensino já nem exigem grandes capacidades de exposição e explicação pois as palestras de antes deram lugar às pesquisas feitas pelos alunos, à apresentação de trabalhos, aos estágios onde os "professores" das escolas mal se deixam ver.

Como corolário de tudo isto, a Enfermagem vai continuar num caminho de vulgarização, banalização, descrédito interno. A mão de obra vai desvalorizar ainda mais e as instituições vão, de forma compreensivel, jogar com estas fragilidades e tirar proveito económico da irracionalidade das opções de desenvolvimento desta profissão.

QUE PENA!

... a MENOS que haja uma verdadeira campanha de informação junto dos jovens que ainda optam por enfermagem para que desistam dessa loucura, estaremos todos a hipotecar o nosso futuro.

Não será a OE a ter essa iniciativa porque as universidades e escolas estão lá infiltradas estrategicamente e com a clara missão de manter o status quo que lhes for mais favorável. A OE não vai criar NENHUM entrave a tudo o que significar: alunos, propinas, emolumentos, quotas.

Terá que partir dos enfermeiros que sentem na pele estes problemas, a iniciativa de criar uma campanha informal que faça baixar o número de concorrentes a este curso, contribuindo para aliviar o problema a montante.


VV
 
Caso houvesse um debate entre médicos e enfermeiros, o resultado final poderia ser… PANCADARIA.
O Enf. Germano disse neste programa que “somos parceiros; não há qualquer guerra entre médicos e enfermeiros”. Mas quem não se lembra da sua entrevista ao Expresso? Aliás, neste mesmo programa, o nosso bastonário concordou com a afirmação “somos uma classe profissional em agonia… por oposição aos médicos, pagos a peso de ouro”. Portanto, há algo aqui que não bate certo.

O tema das gravidezes de baixo risco é outra história mal contada. A Enf.ª Ana Lúcia disse que “as mulheres devem ter a opção de optar: ou são vigiadas pelo médico de família, ou pelo obstetra ou pelo enfermeiro”. Ora, isto é um disparate. Esta ideia de que muitas grávidas, durante a sua gravidez, não precisam de um obstetra, parece-me muito primitiva. Evidentemente, há um trabalho imenso que os enfermeiros de saúde materna podem fazer; mas daí até quererem substituir-se aos obstetras?! Por favor… Já o disse e repito: tenho muitas colegas enfermeiras, que tiveram uma gravidez normal, mas fizeram a sua vigilância da gravidez no obstetra privado.

Como se vê, nós somos os primeiros a mostrar que este não é o caminho.
 
Repararam que a Marina estava sempre a dizer “claro”?
Eu até gosto da piquena. É muito directa:
- perguntou se não estávamos a passar a ideia de que nos queríamos sobrepor aos médicos;
- face à falta de médicos de família, perguntou se os enfermeiros não poderiam ser aproveitados nessa área;
- quis saber se é verdade ou não a falta de materiais nas instituições de saúde;
- abordou a temática do desperdício;
- perguntou porque é que os doentes se abrem mais facilmente com os enfermeiros do que com os médicos;
- perguntou ao Germano o que é que ele acha sobre taxas moderadas;
- e no final, tocou numa das feridas da profissão: o desemprego. Ironia das ironias, dirigiu-se ao bastonário e disse-lhe que sabia que o problema não é da sua responsabilidade.

Será que não?!
 
Aquela colega da reabilitação veio com o discurso de que o enfermeiro está 24 horas no hospital e que aloca todos os recursos na vigilância permanente dos utentes.
Toda a gente sabe que não é assim. Nós estamos 24 horas por dia nos hospitais, como outros profissionais estão. Com franqueza, não penso que este argumento seja um dos que mais contribuem para nos encher de orgulho.
Aliás, logo a seguir, a colega cometeu uma gafe do tamanho de um avião. Disse que nós reportamos as situações problemáticas aos médicos e aos assistentes sociais!!!
Ia caindo para o lado ao ouvir aquilo…
 
Na parte final do programa falou-se em desemprego. O Germano alertou para o facto de haver necessidade em distinguir duas situações: procura do primeiro emprego (espera de 6 meses a 1 ano) e o desemprego (instituições que encerram); Chamou a atenção para o facto de Portugal estar a investir na formação, mas depois os profissionais vão para fora do país; enquanto isso acontece, continuamos a assistir à falta de enfermeiros em muitos serviços.

Eu não concordo com esta visão do problema!

O desemprego existe na Enfermagem porque há um desfasamento entre a oferta formativa e a capacidade de absorção do mercado. Ora, logo aqui, poderíamos falar sobre escolas de Enfermagem. Não tenho nada contra as privadas, mas simplesmente já não faz sentido o ensino privado da Enfermagem. Aliás, se fizermos bem os cálculos, até muitas das públicas não precisam de ter a dimensão que têm.

Por outro lado, se há desemprego na profissão, alguém me explica porque é que temos duplo emprego (dentro de instituições do Estado) ou porque é que ainda existem enfermeiros com horários de 42 horas?

Outro aspecto importante em relação a isto tem a ver como se faz o acesso à profissão. Hoje em dia, quem não tiver uma cunha, está feito ao bife. Digo-vos isto porque tenho experiência própria: já fui a alguns hospitais entregar o curriculum vitae, e vi coisas do arco da velha:
- nalguns casos, o CV fica com o porteiro;
- há hospitais onde dizem que nem sequer estão a receber CV; mas o hospital ao lado (pertencente ao mesmo centro hospitalar), recebe;
- há hospitais que têm uma folha (A4; pré histórica) para as pessoas fazerem a inscrição;
- quando perguntava se havia alguma forma de ir acompanhando o processo de recrutamento, a resposta era “não”;

Por aqui se vê que a Ordem podia dar um valente “puxão de orelhas” a alguns enfermeiros directores. Falta transparência no recrutamento de enfermeiros.

Isto tem de mudar, seja porque os dinheiros públicos têm de ser criteriosamente geridos, seja porque enquanto enfermeiros devemos procurar ser justos, seja porque lutamos para que numa instituição trabalhem os melhores.

Será que é pedir muito a um bastonário?
 
A opinião que o Germano tem sobre as escolas, arrepia-me um bocado.
Ele diz que terá de haver um processo de avaliação da qualidade das mesmas, e em função disso, a tutela terá de tomar decisões (encerramento).

1º Quando é que isso vai acontecer? Daqui a 3 ou 4 anos?

2º Se não há nenhum relatório que avalie objectivamente as escolas de Enfermagem, a suposição de que umas são melhores do que as outras, é mera presunção (da actual direcção da OE).

3º A partir do momento em que alguém obtém a licenciatura em Enfermagem, é enfermeiro. Se o digníssimo bastonário acha que há escolas com má qualidade, então que denuncie essas situações, e quem lá estuda, muda de escola. Não é depois de a pessoa andar lá 4 anos, alguém vir dizer no final: “olha, afinal esta escola é uma porcaria”.



Nota: já estou mesmo a ver, as escolas privadas a mexerem-se nos bastidores para perceberem quais serão as regras do jogo (número de alunos; número de doutorados) para que quando houver necessidade de encerramento, elas sejam poupadas, ao invés das escolas públicas, que terão de fechar portas!
 
Agora e tal como no passado a enfermagem mantém o seu papel de marca como sendo uma profissão essencialmente feminina e secundária (sem poder de revindicação) dentro do sistema de saúde português. E a crise de identidade da profissão continua com estes lideres na profissão
 
Agora e tal como no passado a enfermagem mantém o seu papel de marca como sendo uma profissão essencialmente feminina e secundária (sem poder de revindicação) dentro do sistema de saúde português. E a crise de identidade da profissão continua com estes lideres na profissão
 
Pelo que vi a Helena Almeida é que parecia a Bastonária. Discurso com ciência e fundamento. O Bastonário só com banalidades em assuntos importantes. Assim não vai lá e o descrétido começa a acentuar-se. A enfermeira Freire poderia, embora com boa postura, teria que defender cientificamente porque é que os doentes confiam mais coisas aos enfermeiros. Está devidamente estudado. Mas enfim...
 
... Pena é que as instituições estejam bloqueadas quanto às oportunidades de valorização dos enfermeiros especialistas. Continuam a pactuar de forma indecente com a hierarquia informal da enfermagem, criada a partir das simpatias dos chefes que são os primeiros a não reconhecer as competências dos enfermeiros especialistas.
 
Gostei das opiniões e das questões/pontos levantados pelos colegas 4/30/2012 07:54:00 AM e 4/30/2012 08:20:00 AM e aconselho a todos a lerem pois a bem do futuro da nossa Profissão e Classe vale a pena reflectir.

Quanto ao colega 4/30/2012 01:28:00 PM não podia estar mais enganado. "uma profissão essencialmente feminina"???? Acha mesmo que por haver mais mulheres do que homens na Enfermagem há menos poder de reivindicação??? Em que planeta é que anda? Já fez parte de acções de protesto no seu hospital ou centro de saúde, na cidade onde trabalha ou até mesmo em Lisboa em frente ao Ministério da Saúde? Eu já e posso-lhe garantir que não faltaram lá as nossas colegas do sexo feminino e mostraram também elas muita vontade de defender a Classe.
 
Para o anonimo das 23h de 30/04 So tenho uma coisa a dizer: os EEESMO sao os excelentes na vigilancia Da gravidez normal... Se nao sabe e porque nao se informa nem segue o DE com regularidade... Se ha enfermeiras que preferem medicos, tambem ha cada Vez mais gravidas à confiarem mais nos EEESMO... E como sabe, solos os primeiros a dar tiros na propria classe... Quanto mais sei Da obstetricia portuguesa e comparons com os paises nordicos, menos confio nos obstetras para todo o processo natural Da maternidade!!!
 
Acho que o Germano teve uma prestação razoável. Mas penso que é preciso fazer melhor.

É preciso alguém com uma visão macro do sector da saúde:
- que acha das PPP? Cascais, Braga e Loures estão a funcionar bem?
- para quando uma central de compras do ministério da saúde?
- e os programas informáticos hospitalares que não comunicam entre si; lobbies das empresas de software?
- Serviço Nacional de Saúde: sim ou não?
- encerramento de serviços ou mesmo unidades hospitalares (MAC): Ordem e Sindicatos que têm a dizer aos profissionais que perdem o seu emprego?

Fica aqui uma notícia (sobre os médicos), daquelas que enche o olho ao cidadão comum: http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/nacional/saude/300-milhoes-em-horas-extraordinarias
 
O nosso bastonário esteve muito bem!
 
De facto, quando assumimos a postura de “ou são vigiadas pelo médico de família, ou pelo obstetra ou pelo enfermeiro”, estamos perante uma atitude um tanto quanto radical.

Estrategicamente, os enfermeiros de saúde materna, estão a escolher um caminho, em certa medida, perigoso. Hoje em dia, as pessoas estão cada vez mais informadas, e portanto, durante a gravidez, vão querer ouvir a opinião de um expert. Por muito que nos custe, um obstetra tem um conhecimento mais diferenciado que o enfermeiros obstetra.

Evidentemente, o enfermeiro obstetra tem um campo de actuação imenso. Mas isso não significa que uma grávida ao longo da gravidez, não possa fazer uma ou duas consultas com um obstetra.

Aliás, o conceito de trabalho em equipa, implica isso mesmo: o casal grávido dirige-se, por exemplo ao hospital, e aí pode contar com o apoio do obstetra, do endocrinologista, do nutricionista, do enfermeiro de saúde materna, do fisioterapeuta (ou enfermeiro de reabilitação), do psicólogo, etc.
Como é lógico, ao longo dos 9 meses, a mulher grávida não vai ter consultas com todos estes profissionais. Mas saberá que tem uma equipa com quem pode contar.
 
Durante a visita à Ovibeja, Pedro Passos Coelho também assistiu a uma actuação da Tuna Académica da Escola Superior de Saúde de Beja na altura em que alunos de Enfermagem cantavam uma música, cujo refrão dizia: "Vou-me embora, vou partir, mas tenho esperança".

"Após ouvir a música, o primeiro-ministro dirigiu-se a alguns dos alunos e disse: "Há um espaço grande para progressão profissional nesta área, de maneira que só vos posso desejar muito sucesso (...), porque em todo o mundo ainda há um défice" de profissionais de enfermagem."

In: http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=554027
 
ONDE ANDAM OS SINDICATOS ENFERMAGEM
* NA SAIDA DO DIPLOMA DAS DIRECÇÕES DE ENFERMAGEM?
* NA ACTUALIZAÇÃO DA TABELA DE REMUNERAÇÕ DOS ENFERMEIROS?
* NA VALORIZAÇÃO DOS ENF ESPECIALISTAS?
* NA SAIDA DE CONCURSOS PARA ENF PRINCIPAIS?

ANDAM TODOS A NANAR!!!!!!
VAMOS ACORDALOS! OU DEIXAMOS DE SER SOCIOS SE NÃO VALE A PENA!
 
ONDE ANDAM OS SINDICATOS ENFERMAGEM
* NA SAIDA DO DIPLOMA DAS DIRECÇÕES DE ENFERMAGEM?
* NA ACTUALIZAÇÃO DA TABELA DE REMUNERAÇÕ DOS ENFERMEIROS?
* NA VALORIZAÇÃO DOS ENF ESPECIALISTAS?
* NA SAIDA DE CONCURSOS PARA ENF PRINCIPAIS?

ANDAM TODOS A NANAR!!!!!!
VAMOS ACORDALOS! OU DEIXAMOS DE SER SOCIOS SE NÃO VALE A PENA!
 
Gostava de ver o Prof. Dr. Enf. Germano e a sua colega D. Lúcia a comentar este post

http://martalx.blogspot.pt/2012/04/no-hospital-sao-francisco-xavier-nao.html
 
Simplesmente....EXCELENTE!
 
Talvez umas duas ou três vezes, ouvi o Germano dizer que concordava com as medidas do Governo.

Este “piscar de olhos” ao PSD só pode representar uma de duas coisas: ou o nosso bastonário está pouco preocupado com a situação dos enfermeiros ou então está a tentar agradar Passos Coelho.

Maria Augusta, como todos nos lembramos, tentou agradar a Ana Jorge. E o resultado está à vista…
 
QUERO FAZER UM REPARO.

QUERIA LÁ TER VISTO A ENFª LUCÍLIA A FALAR DE ÉTICA!!!!!!!!!1
 
As contradições da nossa OE:

- somos parceiros dos médicos, mas dizemos que as mulheres devem vigiar a sua gravidez com o enfermeiro OU com o médico;

- existe desemprego em Enfermagem, mas não dizem uma única palavra sobre excesso de escolas;

- falam de emigração, mas remetem-se ao silÊncio sobre a contratação de enfermeiros (factor cunha);

Ainda bem que não votei nestes senhores
 
Só um aspecto em relação a um dos comentadores anteriores:
“porque é que os enfermeiros da MAC não vão trabalhar para um centro de saúde ou para uma USF ou para outro Hospital, onde são precisos?”
“não esperem que vos venham bater à porta a oferecer emprego”



Não suporto estes comentários paternalistas sobre empreendedorismo.
Deve ser mais um enfermeiro que está confortavelmente instalado, mas que lança para os colegas o desafio de se "fazerem à vida".
Um engodo!
 
“ (...)Aliás, logo a seguir, a colega cometeu uma gafe do tamanho de um avião. Disse que nós reportamos as situações problemáticas aos médicos e aos assistentes sociais!!!
Ia caindo para o lado ao ouvir aquilo… “

E não é verdade? Não é da responsabilidade do enfº em encaminhar uma situação de abandono ou mal-trato a uma assistente social? Ou de relatar a agudização do uma patologia respiratória ou alterações he,modinâmicas ao médico?
Nada desta interacção abala a minha autonomia.. talvez seja a colega a fazer alguma confusão, entre autonomia, e complementaridade (mas, todos sabemos dos ataques constantes à autonomia da Enfermagem, claro está, não o nego!)
 
quanto ao post: http://martalx.blogspot.pt/2012/04/no-hospital-sao-francisco-xavier-nao.html
tenho uma coisa a dizer: lamento terrivelmente este episodio... acrescento outra: um relato acerca de uns profissionais, nao é a imagem de uma classe inteira... senao os enfermeiross eram todos uns anormais porque existem alguns, que de facto o são... a minha questão é outra: a senhora fez alguma reclamação? ou ficou calada e consentiu a isto tudo, sem permitir que a profissional em questão fosse chamada a atenção de uma forma qualqer? e ainda nao entendi qual é oprurido em uma gravida poder optar por uma vigilancia feita pelo EEESMO? porque falam do que nao sabem!!!! aqui ninguem obriga ninguém a nada: queremos dar apenas mais uma hipotese de escolha, prevista na lei, e preferida noutros paises mais evoluidos e com taxas de mortalidade tao boas ou melhores que nos têm.... mas nao vale a pena bater no ceguinho; quem quiser saber mais que investigue, como eu investiguei muito para chegar às minhas conclusões....
 
Desculpem lá, mas os enfermeiros não têm função de “reportar situações problemáticas aos médicos e assistentes sociais”. Evidentemente que não conseguimos dar resposta a todas as situações que afectam os doentes, mas não me pareceu feliz a escolha desta expressão. Poder-se-ia ter aqui introduzido o tema do trabalho em equipa.

Quanto aos enfermeiros de saúde materna, acho espantoso esta teimosia em querer vigiar “gravidezes normais”, numa lógica de que não precisam de trabalhar com outros profissionais.
Porque não se debruçam sobre um problema gravíssimo que está a marcar a actualidade portuguesa: políticas de estímulo à natalidade. Sabiam que já somos o 6º país mais envelhecido do mundo?
 
Gostei do programa na globalidade,quanto á enfªa Ana Lucia deu a atender que nos cuidados de saúde primários só a especialidade de obsteticia é que é importante.
Em relação ao ensino em Enfermagem , cada vez mais prepara profissionais para coisa nenhuma,muita evidencia muita pesquisa...bla...bla
Temos de ser imparciais hoje o ensino na Enfermagem na sua maioria é uma vergonha tanto o público como o privado quer a nivel do 1ª ciclo como no 2ª. A ESEL ( EScola Superior de Enfermagem de Lisboa) que resultou da junção de quatro escolas que foram marcos na Enfermagem Portuguesa, hoje é uma sombra decrepita mais parece um monarquico saudoso dos bons tempos. Possui magotes de professores pagos pelos nossos impostos ., que apenas se preocupam em fazer os seus doutoramentos á custa das pesquisas efectuadas pelos alunos, os conteudos programáticos são para dar resposta a esta necessidade e não ás necessidades formativas dos alunos.
Muitos dos professores são de uma incorreção para com os colegas que estão a fazer as suas especialidades,não têm qualquer respeito pelo esforço financeiro e pessoal que estes tem de fazer, neste contexto de crise.As aulas são ministradas com meia duzia de slides com os tópicos, e depois os alunos que façam o resto, trabalhos e mais trabalhos e já começam a impor artigos....para pubicação em coautoria.Se for um aluno que tenha alguns trocos para gastar, pode encomendar estes trabalhecos e dá resposta á avaliação.
As Escolas publicas tal como as privadas, hoje em dia são negocios rentáveis que bem podem começar a diversificar a sua oferta.
A ESEL ainda é escolhida a nivel do 2º ciclo porque as propinas são ligeiramente mais acessiveis do que nas privadas, mas se as últimas tiverem isto em conta e baixarem ligeiramente o valor das propinas, a ESEL fica ás moscas ( desprezam os colegas do contexto da prática, comportam-se como aristocratas da Enfermagem, esquecem-se é de um promenor a publicidade de "boca a boca" é a mais importante , e quem for sincero não recomenda a ESEL.
O senhor Bastonário referiu um ponto importante, a Enfermagem é uma profissão que tem que ser exercida, senão o enfermeiro vai perdendo competêncas. Este principio tem de ser aplicado aos professores das escolas de enfermagem principalmente das públicas em que os professores não conhecem e estão afastadosdos contextos práticos há dezenas de anos, ensinam o que aprendem nos livros, os que ensinam , porque agora com as novas pedagogias mandam os alunos procurar por eles próprios, subvertem em seu interesse este principio pedagógico , este não é sinónimo de deixar o aluno sozinho a aprender por tentativa e erro. A aprendizagem por orientação exige do formador competências que na maioria das vezes são deturpadas, quem avalia estes professores??
O contacto com a prática dos professores quando acompanham os alunos aos estágios, não lhes confere competências na área de cuidados, são meros observadores.
Em resumo é necessário acabar com as gorduras do Estado, a ESEL é um exemplo precisa de emagrecer, é tempo de deixarem de consumir o dinheiro de todos nós.
 
Anónimo disse...
Só um aspecto em relação a um dos comentadores anteriores:
“porque é que os enfermeiros da MAC não vão trabalhar para um centro de saúde ou para uma USF ou para outro Hospital, onde são precisos?”
“não esperem que vos venham bater à porta a oferecer emprego”



Não suporto estes comentários paternalistas sobre empreendedorismo.
Deve ser mais um enfermeiro que está confortavelmente instalado, mas que lança para os colegas o desafio de se "fazerem à vida".
Um engodo!

5/02/2012 06:57:00 PM


Em resposta:

Exitem USF's e Unidades de Cuidados Continuados e Equipas Domiciliárias que não abrem, pois não têm enfermeiros suficientes... apostem nos cuidados de saúde primários...

Quando os colegas vão trabalhar para o estrangeiro, estão a fazer o que? estão a "fazer-se à vida"...

Esperem que o país melhore à espera dos governantes e dos sindicatos e das ordens, que vão ter um rico fim... Eles estão lá para se governarem uns aos outros... são primos uns dos outros...
Façam-se à vida... e não esperem que vos batam à porta...
 
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