sexta-feira, setembro 01, 2017

Tudo se justifica pela indignação e injustiça sentida pelos Enfermeiros?

Perante o actual cenário (greve próxima, protestos em vigor e negociação da carreira em aberto), colocam-se algumas dúvidas e interrogações:
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1 - Porque é que a Bastonária se tem afastado dos sindicatos (principalmente da FENSE)?! A "relação" terminou? A chama extinguiu-se? Há pouco tempo atrás, faziam conferência de imprensa juntos; actualmente, de forma progressiva, a Ordem tem vindo a afastar-se (já não tem o mesmo envolvimento do início)...
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2 - Temos assistido a um quadro de contenda e conflitualidades para com os Enfermeiros que aderem aos protestos! Se repararem, as hostilidades provêm de Enfermeiros-Chefes, Supervisores e Directores de Enfermagem...
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Se bem me recordo, esta Ordem prometeu lançar processos disciplinares sobre todos os Chefes, Supervisores e Directores, que prejudicassem os Enfermeiros... ... até agora, pelo que se sabe, apesar de todos os acontecimentos, nenhum processo foi instaurado... Será que a Ordem tem medo?Não cumpre as promessas?! Agora era a hora!! Agora é o momento que os Enfermeiros agradeceriam!!!.. ou os Enfermeiros vão ficar sozinhos em frente ao touro?!
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Por fim, um conselho e uma informação. 
O conselho: não abandonem os serviços. 
A informação: já foi publicada a carreira dos Farmacêuticos, com uma remuneração de início de carreira superior a 1600 euros!!

Comments:
Realmente nem sei porque ainda venho a este pasquim de blog. Estás definhado e não dizes nada que se aproveite. A Enf. Ana Rita Cavaco é a melhor Bastonária de todos os tempos. Espera para ver nas próximas eleições. o barrete vai chegar-te aos pés. Manuel
 
Arrume com este blog de uma vez. Já chega desta patagónia de frustrações
 
Tanta amargura,eu entendo,mas alguem se esta a mexer,nao devia estar mais optimista?mluz
 
A Ordem pode muito bem expulsar todos os enfermeiros chefe, supervisores e directores da Ordem alegando falta de ética para com os seus pares e instaurar processos disciplinares por violação dos direitos de personalidade dos enfermeiros que chefiam!


 
Artigo 534.º - Aviso prévio de greve

1 — A entidade que decida o recurso à greve deve dirigir ao empregador, ou à associação de empregadores, e ao ministério responsável pela área laboral um aviso com a antecedência mínima de cinco dias úteis ou, em situação referida no n.º 1 do artigo 537.º, 10 dias úteis.

2 — O aviso prévio de greve deve ser feito por meios idóneos, nomeadamente por escrito ou através dos meios de comunicação social.

3 — O aviso prévio deve conter uma proposta de definição de serviços necessários à segurança e manutenção de equipamento e instalações e, se a greve se realizar em empresa ou estabelecimento que se destine à satisfação de necessidades sociais impreteríveis, uma proposta de serviços mínimos.

4 — Caso os serviços a que se refere o número anterior estejam definidos em instrumento de regulamentação colectiva de trabalho, este pode determinar que o aviso prévio não necessita de conter proposta sobre os mesmos serviços, desde que seja devidamente identificado o respectivo instrumento.


Pelo que pude ler do ofício divulgado pela FENSE, aquele que começa com a conversa de homem para homem... Dele não constam o disposto nos pontos 3 e 4 do artigo 534º. Ora será que assim, e apesar de ter sido divulgado a 25/08/2017, se pode considerar que aquilo é um pré-aviso?
Ainda ninguém me conseguiu esclarecer isso e pelo facebook uma pergunta destas, uma legítima dúvida, merece um enxovalho e ofensas do pessoal da FENSE e colegas. Pergunto aqui.
Obrigado.
 
Estava a acompanhar as notícias sobre a greve na TV, e há certos pormenores que não consigo perceber e espero que sendo este um blog de enfermeiros que tenham a bondade de me esclarecer.

Os enfermeiros especialistas quando tiraram a especialidade foi-lhes prometido beneficios monetários que não foram cumpridos?

Porque ninguém refere que este facto é resultante de uma última negociação da carreira da enfermagem, feita pelas mesmas instituições que agora organizam esta manifestação, que fizeram que exatamente as especialidades deixassem de contar como diferenciação na progressão na carreira?

Acredito que a greve é uma forma legitima de luta, mas intriga-me as razões que instigaram esta greve especifica. Perdoem-me os mais sensíveis mas este circo parece-me mais uma reacção a orgulho ferido do que um movimento com razões validas. Em um estado de direito este tipo de coação pelo número não deveria ter lugar.
 
Há muitos anos atrás os enfermeiros eram bacharéis e fizeram a licenciatura, prometeram actualização salarial, não cumpriram. Mas cumpriram para professores, educadores, etc...etc..

Desde há muitos anos os enfermeiros tinham uma carreira com várias categorias: enfermeiro, enfermeiro graduado, especialista, chefe, supervisor e diretor de enfermagem. Em 2009 um "sindicato dos enfermeiros" (SEP) negociou uma alteração drástica da carreira e transformou a carreira numa "coisa" esquisita, confusa, que ninguém entende, sujeita a milhares de interpretações, acabou com a categoria de especialista e com as outras e ficou só com a de enfermeiro e enfermeiro principal (esta última com uma quota de 10% e nunca abriu um único concurso).

Atualmente e com esta nova carreira (2009) estão todos os enfermeiros a ganharem praticamente o mesmo, independente da sua experiência ou formação. Nesta carreira de 2009 o tal sindicato ouviu e acreditou na promessa de subidas de escalões para quem tirava a especialidade (nunca aconteceu, apesar de ter ficado escrito em ata). A generalidade dos enfermeiros nunca simpatizaram com esta nova carreira. Mesmo dentro desta nova carreira, o enfermeiro especialista ainda é hierarquicamente superior ao generalista (embora não esteja completamente claro), pois apesar de não ter categoria, a confusa carreira de enfermagem actual atribui funções mais diferenciadas a quem possui o título de especialista atribuído pela Ordem. Existe legislação diversa que faz menção a várias especialidades em enfermagem e nas suas funções, para além da própria carreira. Na obrigatoriedade da especialidade para determinadas funções, para progredir para principal (categoria sem ninguém), existe regulamentos com funções e com padrões de qualidade de cada especialidade.

A especialidade atualmente é adquirida através de uma formação que dá equivalência ao mestrado e paga integralmente pelos enfermeiros. Pagam propinas (cerca de 250 euros/mês), transporte, livros, depois o diploma, depois têm que pagar nova inscrição do título na Ordem, entregam nos serviços ... e segundo o governo, alegando que essas novas funções estão consagradas na carreira na categoria de enfermeiro (embora com indicação de umas quantas funções só podem ser implementadas por enfermeiros especialistas), acha que os enfermeiros são obrigados a implementá-las gratuitamente.

Ou seja neste momento na enfermagem temos uma amálgama enorme (onde a diferença é tratada como igualdade):

- Enfermeiros de 35 e de 40 horas com vencimentos iguais;
- Enfermeiros especialistas e generalistas com vencimentos iguais;
- Enfermeiros com 20 dias de experiência com vencimentos iguais a outros com 20 anos e até especialistas, com mestrado, doutoramento com o mesmo vencimento.

Isto é completamente intolerável e desmotivante! Por isso BASTA!

Sem falar em valores só queremos uma carreira digna, que resolva RAPIDAMENTE estes problemas que se arrastam há demasiado tempo.

NOTA: Os enfermeiros deixaram de acreditar no seu principal sindicato, este movimento é muito espontâneo. Há enfermeiros das mais variadas sensibilidades políticas. Até acho que a maioria dos enfermeiros é tendencialmente de esquerda, mas deixou de acreditar no SEP (integrado na CGTP) daí o protagonismo da Ordem dos enfermeiros e de sindicatos "independentes" menos conhecidos...

FS
-
 
Gostaria tambem de fazer uma pergunta sobre a situação e espero que aqui seja o local onde posso encontrar resposta. Uma das propostas dos enfermeiros especialistas seria a subida do seu ordenado base para um perto dos 2200, certo?
O que gostaria de saber é se este ordenado se aplicaria aos enfermeiros especialistas com anos de carreira ou enfermeiros recem especialistas que se formaram ontem por exemplo.
É que se for este o caso, e esse ordenado se aplicar a QUALQUER enfermeiro especialista o nosso SNS iria inevitavelmente à falência em dias. Atrás da enfermagem seguiria a medicina e todas as outras profissões de saúde que iriam reclamar com o seu direito devido valores semelhantes ou superiores ao proposto pelos enfermeiros especialistas.
Como não deve ser dificil de imaginar, um médico em inicio de carreira, com 6 anos de curso não irá considerar justo ganhar menos do que um enfermeiro recém-especialista com 6 anos de curso tambem.
Se alguem me pudesse responder a pergunta agradecia. Não sou médico nem enfermeiro. Tenho familiares de ambas as profissões. É por isso que pergunto.

Obrigado
LMSV
 

O problema é que esta é uma greve hipócrita da parte de todos. Dos enfermeiros que sabem muito bem que o país não tem dinheiro para pagar aquilo que pedem. Da parte dos sindicatos que a promoveram, não respeitando os prazos legais e ainda porque foram os próprios que criaram esta situação ao aceitarem a carreira de 2009. Da parte dos enfermeiros diretores que se escondem nos gabinetes, muito caladinhos,à espera que a tormenta passe.Pudera têm de manter o lugar. Hipocrisia ainda da parte do Governo, que marca reuniões para fazer de conta que vai negociar. Que país este! E se fossem todos trabalhar?
Então Sr. Azevedo que bom estar palco, não é?

 
O problema é que esta é uma greve hipócrita da parte de todos. Dos enfermeiros que sabem muito bem que o país não tem dinheiro para pagar aquilo que pedem. Da parte dos sindicatos que a promoveram, não respeitando os prazos legais e ainda porque foram os próprios que criaram esta situação ao aceitarem a carreira de 2009. Da parte dos enfermeiros diretores que se escondem nos gabinetes, muito caladinhos,à espera que a tormenta passe.Pudera têm de manter o lugar. Hipocrisia ainda da parte do Governo, que marca reuniões para fazer de conta que vai negociar. Que país este! E se fossem todos trabalhar?
Então Sr. Azevedo que bom estar no palco, não é?
 
Agradeço pelo esclarecimento ao anónimo de dia 11 as 11. Daqui só posso retirar que os enfermeiros afastaram-se dos meios de decisão e negociação que existem e são legítimos e agora resolvem impor o justo, porque é-o realmente, através da força e coação. Concordo com as razões mas não com o método. Parece-me que andam a reclamar por um problema que foi criado por enfermeiros. Os requisitos para trabalhar num determinado serviço são explícitos e ninguém foi enganado quando procurou a formação. Não se começa uma casa pelo telhado e neste momento estão a colher os frutos dos próprios erros, só podem acusar a vocês mesmos
 
Tanta bacorada escrita!...Não há paciencia.
 

Os prof doutores das escolas de enfermagem também fizeram greve? Há já sei pertencem a outro ministério que pelos vistos os controla pouco. O dinheiro parece abundar nas escolas para facilitar a vida a esses pro. doutores (alguns cuja formação académica de base é muito escassa) mas enfim lá conseguiram fazer um doutoramento ou a sua equivalência e dão-se ao luxo de não acompanharem estágios. Os alunos são acompanhados por enfermeiros especializados ou não, que as escolas contratam para os períodos de estágio. Ou melhor, estes especializados andam a facilitar a vida a quem trabalha pouco e nós todos andamos a pagar a uns e a outros com os nossos impostos.
Não há ninguém que ponha cobro nestas despesas desnecessárias e faça trabalhar estes professores? Se calhar havia mais dinheiro para dar aos enfermeiros da prestação de cuidados.





que porque pertencem ao ministério da educação mas as escolas servem-se dos enfermeiros da prestação de cuidados e estes para ganharem uns trocos andam a acompanhar alunos em estágio para os ditos cujos prof. doutores das escolas de enfermagem andarem uma vez por outra nos serviços a passear

quando nos serviços(coitados alguns deles com doutoramentos de trazer por casa).
Alguns enfermeiros especializados desde que lhes deem algum dinheirito até podem andar a fazer de criados
 

Esses enfermeiros especialistas que acompanham estágios ganham dos dois lados e os serviços é que pagam! Depois dizem que andam cansados e mal pagos.
Os professores das escolas se já não sabem prestar cuidados vão aprender. Ponham os olhos nos professores de medicina. Que saudades dos monitores de antigamente...
 

Expliquem-me porque é que o PS anda a fazer promessas de negociar a carreira de enfermagem? Será pelas autárquicas que se aproximam? E porque é que os boys enfermeiros diretores do PS, andam caladinhos e a contentar os enfermeiros e as suas famílias politicas? Deixem passar as eleições e aí os temos nas poupanças para agradar a quem os nomeou. De facto só os ingénuos é que vão dar o voto a estes indivíduos.Depois não se queixem.
 


 

O MEU VOTO ESTES TIPOS NÃO TÊM DE CERTEZA!
 

Porque é que existem tantas escolas de enfermagem? À custa dos nossos impostos!Quatro ou cinco no país são suficientes. O país não pode absorver o número exagerado de enfermeiros que o número exagerado de escolas formam, sem esquecer as privadas.
Vantagens: menos enfermeiros, o país não precisa de tantos e menor número de docentes e mais qualificados, atualizados e que acompanhem os alunos em estágio, ensinando-os a prestar cuidados, sem precisar que outros façam aquilo que não querem ou não sabem fazer.

 
De facto o número de escolas é exagerado. Contei nas públicas mais de trinta e parece que entre 2014/2015 formaram-se perto de dois mil enfermeiros. Grande exagero. Uma professora de Viseu diz que a escola está a formar para o mundo...
 

Para o mundo deviam ir trabalhar alguns professores das escolas de enfermagem que é para ver se gostavam.
 
Para o mundo não iam. Se a escola fechasse iam falar com o PS lá da terrinha para reverter a situação.Infelizmente são as politicas públicas que temos em várias áreas.
 
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