sexta-feira, março 21, 2008

Uma perspectiva ignorante!

Perspectivava-se uma conversa serena e off-the-record com um Administrador Hospitalar (em funções num Centro Hospitalar) - cujo tema versava sobre cumprimento dos direitos das várias classes profissionais - mas o rumo da mesma foi tomando destinados não planeados. Dizer-vos que fiquei atónito com os comentários relativos à Enfermagem, não é suficiente (mas não é o único). Numa filosofia de partilha, vou (tentar) reproduzi-los textualmente:

"Os Enfermeiros têm pouco interesse para os Conselhos de Administração, ao contrário dos médicos que são escassos e temos que cativá-los quanto mais não seja com bons salários, por isso nas reuniões de conselho nem se discute sobre Enfermagem. Não é necessário."

Mas, calmamente, prosseguiu:

"Pode ter a certeza que, nem que fosse pelo salário mínimo, teria sempre Enfermeiros para trabalhar"

"Não precisamos de pagar horas extra aos Enfermeiros, aliás, essa questão nem se coloca. Mas não é possível seguir a mesma política com a classe médica, somos mesmo obrigados a compensá-los"

"Os Enfermeiros não são valorizáveis. Não têm autonomia que lhes permita uma produção hospitalar independente"
a
"Imagine que tínhamos problemas com uma equipa de Enfermeiros... no dia seguinte apresentávamos uma equipa nova e estava feito. Lembra-se do exemplo de Vila Real?"

Sem surpresas, concluiu:

"A política educativa facultou uma avalanche de Enfermeiros que só ajudou os Conselhos de Administração - deixou de haver problemas com Enfermeiros. Nem sequer é preciso aliciá-los! Os técnicos de diagnóstico e terapêutica também. Deixam-me dormir descansado."

(Para quem não se lembra do "exemplo de Vila Real", que ficou conhecido em todo o país, fica aqui um refresh: quando a equipa de Enfermagem da UCI de Vila Real alegou falta de condições laborais e ameaçou pedir transferência em massa, o respectivo Administrador Hospitalar respondeu assim:
"ficaria mais preocupado se os médicos, que são quem trata os doentes directamente, me pusessem problemas, pelo contrário, é um serviço de excelência"
O caso foi dado a conhecer à Ordem dos Enfermeiros, que nada fez.)
a
E isto são apenas alguns excertos que retive, outros ficam por transcrever. Desta vez, nem teço qualquer comentário. Há que reflectir sobre as nossas estratégias profissionais (no âmbito pessoal e da classe). A verdade é só uma: enquanto gestores com este tipo de mentalidade e parca inteligência existirem, a saúde em Portugal não aprensenta bom prognóstico. O exemplo que veio do Reino Unido mostra bem porquê.
Desejo uma boa Páscoa a todos os colegas.


Comments:
Depois de ler o artigo postado, poucas ou nenhumas dúvidas me restam quanto à identidade do dr. enf.
Foi um conjunto de artigos e opiniões que tenho vindo a ler que me fizeram suspeitar. Conheço pouca gente que defenda a classe de forma tão feroz, e não foi dificil fazer algumas deduções.
Pelo que vjo continua a manter a sua veia "anti-administrador"!
Tenho razão ou não tenho??
E já agora parabéns pelo FABULOSO blog!!
 
Parece impressionante,... mas realmente a culpa disto tudo é mesmo dos enfermeiros. Enquanto não houver interesse em defender a classe a 100%, situações destas vão começar a aparecer todos os dias. Parabéns pelo seu blog.
 
Eu mantenho-me na minha: o DR. ENF. é de lisboa... Santa Maria?
Boa páscoa. Felicidades para o blogue.
 
Também teria uma palavra a dizer aos colegas que aceitaram ocupar as vagas dos colegas que saíram. Fidelidade à classe e aos interesses da mesma também se veêm neste tipo de atitudes.


Boa Páscoa para todos e em especial para o Dr Enf
 
Garanto que estes administradores não são a maioria, ainda existe direcções dos hospitais e dos Cs que respeitam a enfermagem e não usam esse tipo de linguagem, ao contrário do colega que imagina de santa maria eu penso que é do centro norte, se for...ai nesse hospital há um administrador que respeita os enfermeiros e nunca admitiria que na sua equipa de administração se trata-se assim os enfermeiros, que segundo ele "são o garante da continuidade de cuidados" só que o director gosta de falar e dizer asneiras.
 
Caros Colegas:
Nem todos os administradores falam desta forma, mas acredito que muitos o pensarão.
A verdade é que vamos ter um grave problema durante muitos anos.
Somos muitos, e o que prevalece é a lei da oferta e da procura.
Não ficarei admirado se dentro de algum tempo haja enfermeiros a usufruir do ordenado minimo se quiserem trabalhar.
A culpa é nossa, porque permitimos a proliferação de escolas e de cursos.
Perdemos demasiado tempo a discutir o sexo dos anjos,
vamos aceitando a "areia" que as nossas organizações e escolas nos deitam para cima dos olhos para defenderem os seus interesses, e agora, é o que se vê!!
 
Apesar de ter ficado perplexo com algumas das frases, não deixo de salientar que em algumas ele (o administrador) fala verdade, "Imagine que tínhamos problemas com uma equipa de Enfermeiros... no dia seguinte apresentávamos uma equipa nova e estava feito" e "Pode ter a certeza que, nem que fosse pelo salário mínimo, teria sempre Enfermeiros para trabalhar" estas frases demonstram bem a precariedade que a classe de enfermagem apresenta actualmente, todos querem trabalho, não importa se o amigo se demitiu por uma causa "nobre" apenas se pensa, melhor para mim! e enquanto esta mentalidade de cada um por si não se evaporar isto não vai a lado nenhum!

Boa Páscoa!
 
Isto não é questão de mentalidade, é uma questão de necessidade!
Quem já passou por uma situação de desemprego, sem outra forma de sustentabilidade económica sabe do que falo!
 
Este comentário foi removido por um administrador do blogue.
 
Boas pascoas para todos caros colegas.

Em especial para o Doutor Enfermeiro e NEL.

Quanto ao comentário do anónimo das 2:05 PM, Respeite se quiser ser respeitado. Fica-lhe bem independentemente da sua classe profissional.
 
É triste mas se eu fosse administrador e os números o meu instrumento de trabalho, a minha atitude seria a mesma. Os administradores foram formados para gerir de forma fria e objectiva, desprovidos de moralismos bloqueadores de acção ou afectividades inúteis. As suas cabeças processam números, racios, indicadores e elaboram planos que visam o aumento do lucro e da produtividade pura. Não adianta explanar-mos a nossa importância a tais indivíduos pois o seu argumento é meramente numérico...e os números são-nos desfavoráveis, como se vê pelo excesso de Enfermeiros. Se querem demonstrar a importância da Enfermagem a essa estirpe bacoca de administradores de algibeira que sairam directamente da administração da pecuária de seus progenitores para a administração de hospitais usando os mesmos princípios de gestão do gado, onde existe o gado comum (a maioria, que é a comercializável) e o gado nobre (o boi de cobrição e as vacas parideiras que garantem a perpetuação da produção) é fazer uma paralisação brutal e colocar o SNS em ponto de ruptura. Quando os seus queridos números e indicadores vieram por aí a baixo talvez esses indivíduos percebam que nem os precisoso médicos lhes valem nessas alturas e que afinal os Enfermeiros são a base da produção dos serviços de saúde...mas é claro que isto não vai acontecer porque a maioria dos Enfermeiros até gosta da humilhação e vende-se por meia dúzia de euros...
 
Os números imperam a gestão... Parece que a perspectiva que imperou já no Governo de Cavaco Silva com algum insucesso volta a imperar agora na Saúde.

Enquanto não se chegar ao equilibrio Qualidade - Quantidade, não melhoraremos.

Abraços e BOA Páscoa
 
Para quando uma greve geral de enfermeiros e por tempo indeterminado até conseguirmos que governo e administradores hospitalares se apercebam da nossa real importância nos serviços de saúde e nos dêem condições de trabalho e remuneração adequadas as tarefas que desempenhamos. Estamos a espera de que? Alguém me sabe responder? A desilusão é tanta que tenho pensado seriamente em mudar de profissão. Será esta a solução? Parabéns pelo Blogue.
 
Uma Santa e Feliz Páscoa!

ENFERMAGEM XXI
 
Infelizmente sou levado a concordar com o anónimo das 2:30, parcialmente, porque não é só com greves que lá vamos.

E que tal darmos-lhes os números que apontam para a nossa importância nos cuidados?

Estudos relacionados com a nossa prática e que mostrem que a nossa competência interfere directamente no aumento ou diminuição de custos, tempos de internamento, satisfação dos utentes...

Se é isto que eles querem...


http://saudeeportugal.blogspot.com
 
Estimados,
Perdoem-me que o momento é de pura ira, qual pecado mortal...
Administrador(es) filho(s) de uma mãe de cama incerta. Seu...abrunho.
Não mereces o ar que respiras!
Não tens uma ponta de dignidade. És mais um cancro para esta sociedade já doentia. Parasita! ÉS BURRO.
Não sabes fazer contas. A matemática para ti é como um palácio para os da tua espécie.
Faz um favor aos portugueses:
- funde-te!
 
Agora mais calmamente:
- concordo com o coela Estratega!

Uma Santa Páscoa para (quase) todos.
 
Infelizmente a maioria dos Administradores tem razão. E sim, apoiam-se em dados estatísticos. Temos demasidos enfermeiros a pedirem "esmola" para entrarem no mundo do trabalho. Desta vez até a Sra. Bastonária e a sua equipa parecem já ter mudado o discurso neste ponto. Já não era sem tempo. E se esta é uma verdade indesmentível porque razão os Administradores e os Gestores em Saúde deveriam de pensar de forma diferente? Devem alguma coisa aos Enfermeiros? Devem pois apoiar-se em quê? Não deverão, entre outras coisas, tomar as suas decisões com base nos números e na evidência que têm ao seu dispor? Faz-se de outra forma em mais alguma área profissional? Querem que sejam tomadas decisões com base nas opiniões filosóficas do século passado (literlmente) de muitos enfermeiros e enfermeiras que por aí andam?
E não, não temos autonomia. Também não a mercemos ter. Pelo menos enquanto algumas pessoas pensarem como pensam. A autonomia conquista-se através do somatório de várias competências - inatas e/ou adquiridas. Não se adquire autonomia por decreto... Na maior parte das circunstâncias não só não temos autonomia como não a queremos efectivamente ter. Muitas vezes, eu diria que demasiadas vezes, não detemos os conhecimentos para a ter. Eu sei que se diz o contrário... e que a maioria pensa o contrário... assumo a minha ignorância. Enquanto se enfiar a cabeça na "areia"...
Feliz Páscoa para o Doutor Enfermeiro...
 
Chegados a este ponto, estamos a atingir o ponto ideal de reacção. Aliás já teríamos reagido se não fosse o medo paralizante e a ingenuidade dos jonvens esperançosos que ouviram dizer que o curso de enfermagem tinha o futuro garantido. E tem, desde que os enfermeiros saibam agir e reagir.
Ali atrás fala-se de um administrador de um grupo que segundo o Expresso de ´21 de Março facturou €137,8 milhões e mantem 14 unidades em funcionamento. Fez o seu currículo a gastar o conteudo dos armazens que outros administradores lhe deixaram cheios. Deitou a mão a tudo o que podia e até as janelas da sua vivenda eram iguais às do Hospital renovado. Nem os pinheiros do terreno em construção escaparam. É gente com este estofo moral que produz tiradas como as que lemos acima.
Coriolano Ferreira, um eximio administrador, que ganhou nome merecido àquem e além fronteiras, recomendava-lhes que se enquanto administradores quisessem ter êxito, deviam ter os administradores enfermeiros chefes do seu lado.
E não têm?
Quem pensam que inventou o incentivo de chefia?
Quem tira os horários acrescidos aos enfermeiros e dá magros subsídios a quem consegue tirá-los; a quem ajuda a tirá-los.
Já agora, para quê horários acrescidos se os horários passaram a ser de 40 horas e venham eles.
Reagir, não porque tenho medo que o chefe incentivado não dê parecer favorável à renovação do meu contrato. Não me chamem para lutas porque sou um dos muitos covardes que só tenho língua para me lamuriar num coro de falhados...
Quem faz os administradores que temos, são os enfermeiros que temos.
Ainda temos de descer mais um pouco para reagirmos e estragarmos a escrita a estes administradores basofeiros "Chine made"!
Se acreditamos que os enfermeiros são a base de qualquer serviço de saúde, não são os administradores oportunistas que temos e de mente reduzida, que nos vão tirar essa qualidade e convicção. Temos de nos portar como tal mesmo na adversidade por que estamos a passar.Temos de acreditar em nós e ver o outro lado da medalha, porque ele está lá.
Estes administradores não passam de um mero acidente passageiro, na vida das instituições de saúde.
Há muito que se divisava a sua estratégia. Pagam-lhes o sustento para isso.
Só conseguem singrar porque nós, enfermeiros somos pouco estrategas.
Acreditamos em tudo e em todos. E porque somos novos até acreditamos no pai natal.
Ao substituirmos o já não e o ainda não pelo momento que passa, a sucessão dos agoras, ficamos dependurados no imediatismo negro, pobre, adverso.
Perdemos a perspectiva de futuro. Mas temos de retomá-la, pois ela está lá, num ponto pouco claro, pouco nítido, do horizonte virtual.
Não há assim tantos enfermeiros como as estatísticas indicam. Também, neste caso as nossas estatísticas, provam que estão falseadas.
Os cursos actuais não formam enfermeiros, branqueiam dinheiro, das Igrejas, dos Bancos, dos Investidores anónimos como os Alcoólicos. Os administradores basífias e bestas bacocas, ´~ao-de perceber quanto custa a formar um enfermeiro que lhe rentabilize o negócio. Podem ter filas intermináveis de candidatos a enfermeiros, mas continuam a apoiar-se nos acumuladores formados nas fileiras dos hospitais públicos.
Mas vem aí a separação das águas e nem de borla os públicos vão poder acumular. Então esses administradores bestas (de bestiais) vão morder a própria cauda e vão saber quanto custa provocar uma profissão que se vai autonomizando, como o discurso dos tempos, registando na sua memória para o imaginário próprio, estas alarvices de administradores (Chine made).
A qualidade é coisa que não entendem, porque é um abstracto e eles só entendem os números de grandezas concretas. Mas vai ser essa qualidade que os vai suicidar, pois nem terão quem lhes ponha o laço ao pescoço.
Os enfermeiros há-de acordar depois de fazerem o inevitável percurso de cópia de erros dos outros.
Quando assumirem os seus próprios erros estão em condições de desafiarem, sem medo, os adversários que os exploram despudoradamente.
Bergson fala-nos de "Elan Vital", essa força regeneradora que faz ressurgir as fénixes, das próprias cinzas.
Não sejam pessimistas, colegas!
A Enfermagem e os Enfermeiros vão vencer.
Basta lerem com atenção os sinais dos tempos onde encontrarão a solidariedade como princípio aglutinador. O problema não é só de um; é de todos.
Os problemas de um reflectem-se no seu igual, mesmo que de momento não se aperceba(m).
Vão ter que se unir, nem que seja em torno de um princípio diabólico.
Escutai a voz da experiência, pois sem experiência não há ciência.
Na fase seguinte os enfermeiros derrotam os administradores falhados.
Hoje unem-se aos médicos e estes apoiam-se neles, porque há enfermeiros que comem as lentilhas que lhes servem. Mas a dinâmica da profissão vai envenenálas.
Tenham fé, porque a esperança está retida no caldeirão da Pandora.
Santa Páscoa.
 
Parabéns, Gardingo, estou contigo.
Os Enfermeiros vão vencer.
Têm de se preparar, muito para lá do que lhes ensinam nas escolas, para deixarem de ter medo.
Não podia estar mais de acordo.
Basta fornecer seistantes suficientes para os Enfermeiros se orientarem no horizonte virtual de que falas, Gardingo.
 
Senhores enfermeiros,
não vão lá com greves, nem que tivessem 100% de adesão.
A verdade é que maior parte não tem de facto autonomia. Comportam-se como crianças, passo a explicar: gastam minutos, horas indignados, a falarem entre si... e no seio da equipe interdisciplinar e na presença dos doentes anulam-se, não são capazes de se comportar como adultos e mostrar que tem cerebro e que têm uma opinião... e de dizer com todas as letras este é o meu juizo clínico. Quntas vezes os enfermeiros se comportam como atrasados mentais, quando chamam um médico, quando estão a expor a situação clínica do doente, ou parecendo que estão a pedir um favor para eles próprios em vez de o fazerem de forma adulta e profissional e exigindo uma resposta adequada, comportando-se como iguais e não como inferiores. Os enfermeiros sofrem de sentimentos de subalternidade, acabem com isso.
Não é com greves. É com poder político. Aos vários níveis: nos serviços onde trabalham, nas instituções onde trabalham, nas suas frequesias e por ai fora... Têm de participar na sociedade e apresentarem-se como especialistas na sua area de interveção. É preciso continuar a estudar, a reflectir e produzir conhecimentos exclusivos e relevantes.
 
Uma Boa Páscoa, para todos em especial para o Dr Enf.

Abraço
 
O insoniado das 5.45 AM Tenta moralizar um classe com a qual nada tem a ver. Mas aceita-se-lhe o reparo, pois representa o outro lado da medalha.
Não é com greves que resolvem os problemas. Lá isso é verdade. Mas que as greves ajudam muito, também é verdade. Veja-se o que as enfermeiras Finlandezas conseguiram ao ameaçarem sair dos serviços, abandonarem-nos!
Lá, como aqui, ninguém consegue nada sem os enfermeiros. São eles que dão possibilidades aos teóricos de outras classes de andarem a polir esquinas e a fazerem sindicalismo negativo, convencidos que o deles está sempre garantido...
Por isso desincentiva a greve.
Eu aconselho-a, pois é a única força que o enfermeiro tem para vergar os promotores das explorações mal pagas. E o único argumento que dignifica o valor de quem vive honestamente do seu salário, feito desse sal que são lágrimas de Portugal (F.P.)
Hoje estou de guarda ao blog Dr. Enfermeiro e como a Zéquinha perdeu a bicicleta por não deixar as moscas triqui-triqui no seu prato, no nosso também não ficam sem resposta os que têm a intenção de nos darem lições.
O tempo das Irmãs de Caridade já acabou para os enfermeiros, há muito, mas não acabou o tempo das misericórdias para os médicos que continuam a ser os herdeiros dos cortejos de oferendas do povo (ler erário público em linguagem de modernidade).
Na verdade, estamos de acordo que há enfermeiros, sobretudo nas novas escolas criadas e/ou dirigidas por médicos, reformados ou renegados das faculdades de medicina, que não têm condições, durante o curso de adquirirem a ronha suficiente para enfrentar tipos como o "insónico" das 5.45 AM, de serviço num qualquer SU, onde os Enfermeiros são os obreiros de sempre.
Mas a vida vai dar-lhes a capacidade de fazerem observações correctas para outros brilharem com diagnósticos acertados à custa de observações oportunas e certas com a realidade do doente, sem citarem a fonte inspiradora.
Esses são os enfermeiros que sabem para resolver problemas mas não sabem impor-se, porque a sua humildade não lhes permite fanfarronices como as do insónico, que não precisa de se identificar, pois as marcas que deixa são suficientes para se identificar.
Ninguém diz aqui ou nouto local que os enfermeiros são imunes ao erro; que são perfeitos.
O que se afirma é que nenhum serviço de saúde funciona sem eles e que eles são os principais desconhecedores desta realidade, por isso a não revertem em seu favor. Depois têm de ouvir chamarem-lhe complexados, em vez de complexos a caminho da simplicidade (não confundir com simplex) onde a unidade coesa funcione.
Se os enfermeiros fizerem da Unidade, da simplicidade e da humildade a sua bandeira, não têm de estar a fornecer elementos a ninguém para brilharem nos congressos, seminários e afins. Têm de colher os elementos para seu uso próprio.
O Insónico nem sabe que quem inventou o processo clinico, no sentido de doente acamado, foi uma enfermeira!
Pela sua pesporrência aposto que não sabia, pois a forma como usa o termo "clínico" não deve saber que é "cama" e não "médico"...
Que mania têm alguns gajos de se julgarem deuses na terra!
São tão sábios não são!?
 
Boa Pásco para todos. (até para os Administradores Hospitalares...)
 
Colegas, é verdade que declarações como estas são reprovaveis, demonstrando uma grande falta de respeito pelos Enfermeiros.
Em vinte anos de profissão não tenho duvidas que nunca fomos tão humilhados e desprezados como agora, a todos os niveis.
Imaginemos o que seria, se estas declarações tivessem sido dirigidas à classe médica, seguramente este Sr Administrador, já o era.
Os Enfermeiros, falam, falam, mas não tem qualquer poder reivindicativo, e nada ou quase nada podem fazer.
Porquê?
Afinal, o que mudou para sermos tratados desta forma?
Mudou a relação procura/oferta de Enfermeiros, e isso fragilizou-nos.
São as leis do mercado a funcionar.
Do que vale manifestar o nosso descontentamento pelas declarações
do Sr Administrador, ou dos Sr´s Doutores, ou de outra classe profissional qualquer, se objectivamente, nada ou quase nada podemos fazer.
É URGENTE TRAVAR A FORMAÇÂO DE NOVOS ENFERMEIROS, só assim poderemos ganhar poder reivindicativo a todos os niveis.
Para mim, o diagnóstico está feito há muito tempo, SOMOS MUITOS MAIS DO QUE OS NECESSÁRIOS PARA O MERCADO DE TRABALHO, por isso deixemo-nos de falsas questões.
Não é por falta de qualidade dos profissionais, nem por falta de inovação, nem por falta de união que chegamos a este ponto.
Temos de ir ao fundo da questão e não andar aqui com rodeios ou meias medidas.
Volto a repetir:
-É URGENTE TRAVAR (PARAR) A FORMAÇÂO DE NOVOS ENFERMEIROS.
 
Caros colegas,

Sou um aluno de enfermagem e já há muito que me deparei que o principal problema era o excesso de formação de enfermeiros. Na realidade é que não há excesso de enfermeiros, há até uma enorme falta para que se possa dizer que temos um rácio de enfermeiro por mil habitantes considerável. Mas o mercado de trabalho não consegue absorver tantos recém licenciados que em parte se deve à proliferação excessiva de escolas privadas no país. Sim, defendo desde que estou em enfermagem a redução do número de vagas para que possamos ter poder reinvindicativo. Somos vitais para o SNS, e para o privado? Já não somos? Somos explorados quer de uma ou de outra forma, mas temos que lutar por mais e melhor. Não podemos estar à espera que o vizinho do lado acorde porque pode nunca mais acordar. Quem tem este espírito de querer melhorar é que tem que impulsionar e encorajar os outros. Os problemas que vivenciamos actualmente são fruto das gerações passadas. São o resultado do laissez faire e do laissez passer que a cada nova geração de enfermeiros absorve como filosofia de trabalho. Não passará também pelas escolas criar enfermeiros capazes de lutar pela classe profissional? De que tÊm medo as Escolas? Temos das profissões mais incríveis do mundo e mesmo assim achamos que os outros profissionais são melhores. Assistimos a uma sobrevalorização de uma profissão em detrimento de outras que são tanto ou mais importantes. Não podemos descer mais, mas temos de começar a subir. Vamos empenhar-nos e unir-nos e não ter medo de agir. Devemos é ter medo de sermos explorados.

Cumprimentos
Carlos
 
Caro Dr. Enf., os enfermeiros não se interajudam..antes pelo contrário...atacam-se...é uma questão de adaptação....
Os enfermeiros perderam e perdem todos os dias o poder ? Não se preocupem...é uma questão de adaptação...
Os enfermeiros são pagos a preço de saldo ? Não se preocupem ..é uma questão de adaptação...
Os enfermeiros estão no desemprego ? Não se preocupem...é uma questão de adaptação...
Os enfermeiros têm medo das lutas...já estamos habituados...é uma questão de adaptação..
Os enfermeiros anulam-se..e anulam os colegas? Não se preocupem é uma questão de adaptação...
É uma questão de anulação...
Se numa sociedade só sobrevivem os mais aptos....e os mais fortes...então caros colegas....não há forma de ressuscitar a FÉNIX porque o poder está na política e no capital e a maior parte dos enfermeiros não tem poder político nem poder financeiro...é uma questão de adaptação..

MB
 
O Sabidão das 11.25 só sabe criticar negativamente...
Apoio a opinião do blog Enfermeiro
É pena que a maioria não pense assim...
Há aqui comentários muito bons e isso é que importa.
O colega das 5.45 tem uma visão bastante interessante da situação e eu concordo plenamente consigo, só nós, puderemos inverter está situação, pela competência, pela importancia que aqueles de que cuidamos nos dão, enquanto eles apenas perguntarem pela sr.doutor... e não precisarem do enfermeiro (para fazer o que a sr. doutor mandou) não há quem segure a derrocada!
 
Estimados colegas Gardingo e Anónimo das 11:25 AM:
-SOIS UM ESPECTÁCULO!

Aquele grande, enorme abraço.
 
Em meados do século XIX, Tocqueville dizia : " Parece que os dirigentes do nosso tempo só procuram usar o homem a fim de realizarem grandes coisas ; eu gostaria que eles tentassem um pouco mais produzir grandes homens ; que dessem menor valor ao trabalho e maior valor ao trabalhador; que nunca se esquecessem de que Nação alguma pode ser forte quando todos os que a compõem são fracos individualmente "..O administrador com talento ajuda os trabalhadores a darem forma às capacidades de iniciativa e à potencial criaatividade.
Muitos de nós conhecemos a frase : A maior riqueza de uma organização está nos seus recursos humanos. Driblar tal é erro do ponto de vista económico.O administrador que em vez de funcionar como um catalizador do conjunto se limita a manipular o poder exigindo subserviência é um gestor condenado ao fracasso , porque não entendeu que a missão da organização que gere depende da interacção global dos que a implementam. Contar apenas com uma parcela da totalidade é erro de gestão estratégica que em nada beneficia as concretizações positivas.
A enfermagem está debilitada , resultado da explosão numérica formativa . Está também debilitada devido à falta de solidariedade entre os seus membros. Está debilitada porque não é ouvida nos momentos cruciais e de mudança ;A força da Enfermagem ver-se-á quando a sua imprescindibilidade for reconhecida a bem ou a mal. A autonomia da Enfermagem reconhecida de longa data , está a ser ferida mortalmente por formas de gestão obsoletas . São forças de bloqueio externas ,,,mas também as temos no nosso interior...no seio da Classe , que nunca como hoje em dia tem de se olhar ao espelho , e analisar seriamente as causas e os efeitos imediatos e de médio a longo prazo dos atentados que sofre diariamente.Os tempos de mudança mesmo que de cariz negativo , tem que ser uma força anímica que nos una em definitivo , pela qualidade da formação ; pela qualidade da intervenção ; pela qualidade do espírito crítico renovador; pela qualidade e sentido positivo da nossa interacção ; pela qualidade da nossa autonomia interventiva . Abdicarmos do nosso espírito de renovação é abdicar do nosso futuro . É abdicarmos do espírito da luta. A nossa desunião é a arma de arremesso contra nós , que outros usam para nos desestabilizar...e o problema maior não está nos nossos adversários que do exterior tentam nos minimizar. O problema está no seio da Comunidade de Enfermagem que, luta sim , mas não consegue unir esforços para levar a bom porto os objectivos traçados.
Independentemente da categoria profissional , de sermos Enfermeiros em hospitais , nos CS ,nas empresas , nas escolas de Enfermagem , nos centros de Investigação e nos centros de decisão político-social ou laboral , não deixamos de ser ENFERMEIROS e é esse o sentido da luta...que não necessita de ser manifestamente agressiva mas tem de ser de todos nós e para todos nós , no dia a dia , e a tempo inteiro.

Um abraço a todos

MB
 
Diminuir o número de vagas no acesso à licenciatura em enfermagem equanto há desemprego...é uma questão de adaptação.
Os enfermeiros serem mais interventivos...é uma questão de adaptação...
etc...etc...
Vivemos em constantes adaptações ao meio e à sociedade! É apenas uma questão de nos sabermos ou não adptar...
E não sobrevivem os mais fortes, cara MB, sobrevivem os que melhor se adaptam...

FM
 
Os enfermeiros têm que se adaptar sem se descaracterizarem (é um facto). É também fulcral que não se adaptem ao funcionamento dos pequenos cerebros dos nossos administradores...
Têm de ser "genes egoistas" em que as adaptações de que são alvo vão no sentido da sobrevivência e desenvolvimento da sua especie!
Isso passa por muita coisa:
- Mais autonomia;
- Mais visibilidade;
- Menos preconceitos;
- Mais diferenciação POSITIVA;
- Melhor investigação;
- Melhor formação/melhores estágios;
- Melhores professores de enfermagem e enfermeiros orientadores de estágio;
- Direcções de enfermagem e chefias mais interventivas e menos subalternas e com medo de perder o tacho;
e mais, emais...
 
Os nossos administradores são um reflexo do país da treta que somos.
O que é importante é o doente, são as pessoas e os nossos gestores só pensam em números. Também há muitos enfermeiros a enveredar pela lógica numérica dos gestores...não tentem quantificar o inquantificável.
Os médicos é que só lá vão com estes números - $$$$$$...os restantes números são para os outros...
 
Faz parte da condição do mundo essa constante adaptação ao meio que nos rodeia.
Nós humanos, somos mais, além da capacidade de adpatação ao meio, temos a capacidade de adaptar o meio a nós.

Os enfermeiros estão a se adaptar ás situações do dia a dia, estão a se adaptar aos desafios que se nos põe diariamente.

Adaptamo-nos mas não INOVAMOS.

A condição social da nossa profissão passou a andar pelas ruas da amargura - Adaptamo-nos...

Os nossos salarios baixaram - Adptamo-nos...

Somos humilhados por declarações como esta - Esperneamos um bocado mas acabamos por nos Adpatar...


Estamos a adaptar mas não a INOVAR.
Temos medo de Mostrar aquilo que valemos para a Sociedade.

De uma lima azeda que temos em mãos, podemos converte-la numa optima caipirinha. Basta termos o bom senso de juntar-mos um bocado de cachaça, açucar e gelo.
 
Para o anónimo das 12:03:
Isso é verdade. E pelo que aqui já foi dito, parece que a fazer essas adaptações estamos condenados à extinção!!
Vamo-nos adpatar ao meio social e económica , mas com inteligência, inovando, criando mais valor nas nossas actividades, aumentando as nossas competências técnicas...talvez assim estejamos mais preparados para o futuro.
Os dinossauros eram grandes, fortes e extinguiram-se...os insectos, supostamente frágeis, andam por aí, e vão andar...
A enfermagem ao inovar e ao adaptar-se dificilmente se descaracterizará. Nós somos uns faz tudo desde há vários anos.
Em termos de pura técnica, já tivemos mais funções do que as que temos actualmente, eramos mais dependentes dos médicos. Actualmente muitas vezes fingimos que não somos...refugiamo-nos no que ninguém quer fazer, mas assim também não vamos lá...
 
Não são permitidos pessimismos aos enfermeiros. Sem enfermeiros não há Enfermagem.
Há um déficit de enfermagem no nosso país, por culpa dos enfermeiros.
Se montarem guarda cerrada ao curandeirismo os lugares para os enfermeiros vão crescendo.
Os administradores, nesta versão gerencialista hão-de passar, mas os enfermeiros e a Enfermagem ficam.
Há uma falta de adaptação dos Enfermeiros à realidade que se vai alterando. As Escolas não se actualizam e os Enfermeiros ressentem-se disso até encontrarem o rumo, na vida real.
O problema é dos modelos que se vão desgastando. O conceito de Sistema Nacional de Saúde (SNS). Como qualquer sistema não nos diz à partida o que se vai passar na caixa preta do sistema e como tal as escolas, apesar de terem todos os sinais a alargarem o campo de acção dos enfermeiros, mantêm-nos em campos de estágio para hospitais e ou centros de saúde.
O medo que advem de não saberem como assumir as responsabilidades dos erros que, como humanos, estão aptos a cometer, resulta em inibições e desorientações que os fragilizam.
Os enfermeiros não são feitos de massa divina. São humanos quanto os outros e quanto mais humanos, melhor.
Não nascem ensinados; têm de se fazer, treinando.
Não tenham medo ao futuro.
Por enquanto temos ministros que entregam as chaves da casa ao "ladrão". Este está a ficar com o papo cheio e o SNS com o cofre vazio.
Quando nos centros de saúde começarmos a ser enfermeiros doutores e decidirmos levar a sério a redução das maleitas que nos atormentam, com o cunho das endemias e das manias e das, não vão faltar postos de trabalho. Deixem os nossos concorrentes perceberem que se a preventiva desempenha o mesmo papel que a cruz de Cristo na mão do exorcista, não são precisos patologistas ou médicos, para nada: é só prevenção. E diz o povo que vale mais prevenir do que inventar e receitar remédios.
O nosso problema é de conjuntura e não de estrutura.
Estruturalmente os Enfermeiros são os legítimos administradores do serviço nacional de saúde. Estamos é um pouquito mal representados em certas áreas.
A Senhora da Ordem já nos brindou com uma série de infinitivos, tipo Fayol, relativos ao que há-de ser o ensino da enfermagem, o Bolonha em consonância com os patrões da escolas, a que ela não pode dizer não. E o Sr. Mariano Gago vai ver tudo isto quando deixar de gaguejar. Tudo somado fica a sensibilização dos enfermeiros para as próximas eleições e a OE em consonância com o Governo (pelo menos parece) a fingirem que estão a pensar nos problemas que ajudaram por acção e/ou omissão a criar à Enfermagem e aos enfermeiros.
Mas a nossa marcha para a vitória já começou. Por enquanto estamos como aqueles velhos aviões das ilhas Açorianas que saiam do aeroporto e desciam um pouco sobre o mar. Depois ganhavam altura e lá cumpriam a sua missão.
Pareceria que estamos a afundar, mas já estamos a reagir. É uma questão de organização e métodos, na luta.
Usemos o franquisque para decapitar os diabitos que se divertem à nossa custa.
O Gardingo
 
Estimado Gardingo:
- Você (permita-me) é uma MÁQUINA porra (posso escrever porra?).

Colegas aguardo instruções...
 
hugo roque (ur), pode dizer porra ao referir-se ao Gardingo. É de facto uma máquina...
Andava à procura de saber onde tinha ouvido ou lido aquele nome.
Não é que fui descobrir no Eurico o Prebítero de Alexandre Herculano, nas batalhas de Covadonga, entre Visigodos ...
Não é que o Cavaleiro Negro, que se fez monge por amor de Hermengarda e por ela lutou até à morte, corporal que terminou com esta máxima: "possa o sangue do mártir redimir o crime do presbítero".
Se este Gardingo, ou cavaleiro negro elege como sua amada a Enfermagem, que se cuidem os seus inimigos.
Para saber o que vai fazer nas próximas batalhas, estou a ler o célebre romance histórico acima referido.
 
Espero sinceramente que Gardingo não assuma para si o nome de Eurico , pois não queremos um herói "morto" nem uma amada enlouquecida. Prefiro acreditar que Gardingo seja o valoroso cavaleiro , Homem nobre que exercia altos cargos na corte dos príncipes visigodos.Não sei que Corte é a Tua , Gardingo , mas é com pessoas com a tua personalidade que a Enfermagem poderá contar...há muitos embora escondidos por um véu que teima em escondê-los ,mas hão-de aparecer quando chegar o momento.

MB
 
Sou médico e custa-me ver que @s enfermeir@s se automutilem. Porque agora são facilmente substituíveis, pois deixaram no modelo bio-médico todo o futuro da classe. Erros que têm de rever rapidamente:
1- Rejeitar a idéia peregrina de definir acto de enfermagem como base para a avaliação dos enfermeiros, tal como eu combato o conceito de acto médico. Esta perspectiva é a monetarista que pretende transformar um trabalho compreensivo e integrado (processo) em actos isolados para a monetarização da actividade de saúde. Perspectiva das seguradoras mas não a defesa da saúde das populações.
2- Os enfermeiros devem encontrar rapidamente os processos de que são gestores e por isso se devem responsabilizar. Só assim podem colaborar com os outros profissionais, em particular os médicos, em pé de igualdade. Nos cuidados primários são os processos de desenvolvimento de saúde e os de doença crónica que devem ser da sua gestão. Para os médicos fica a gestão da doença aguda o que muito poucos fazem actualmente, pois são os actos isolados que contam.
3-Nos cuidados primários se não quiserem continuar a ser dispensáveis têm de rapidamente exigir o enfermeiro de família como o gestor dos processos que referi. Este é o perfil para os cuidados primários e não as especialidades actualmente exigidas. Se continuarem a avaliar os enfermeiros como até agora pelo nº de pensos e injecções, e for isso que se lhes exige, serão facilmente substituidos por pessoas com formação inferior.

Esta é uma discussão que não se coaduma muito com este tipo de posts, mas eu estou disponível através do meu correio electrónico - mariodurval@sapo.pt para debater as coisas mais aprofundadamente.
 
Colegas, afinal eles sabem que nós estamos no caminho certo.
Prevenção da doença é dos enfermeiros; promoção da saúde é dos enfermeiros e dos ginásios;
patologia é dos médicos.
Os cuidados primários estão como estão com os enfermeiros subestimados, ou infra-aproveitados como diz a secretária de estado da Catalunha, porque são pessoas dads à boa paz que não foram criados para esgrimir.
Os médicos que temos nos CS entraram com muita água benta a envolver as suas carências e, com a tendência que os primatas têm para a imitação, onde um deles: o erectus-erectus vai geneticamente buscar algumas tendências, não tendo outra fonte de inspiração e não tendo doentes nem vontade de os cuidar, pois sempre há alguns, começaram a emitar os enfermeiros e a querem controlar tudo. Como diz o Mário Durval, se pusermos cada macaco no seu galho lá teremos a revitalização dos cuidados primários e os enfermeiros a tomarem conta da saúde e os médicos da doença, não dá terminal e sem esperança, que também é dos enfermeiros, mas daquela que tem alguma cientificidade e perspectivas de cura. Assim é que deve ser.
Curiosamente, neste contexto é o médico que colabora com o enfermeiro, que lhe selecciona os doentes.
Já me ia esquecendo de dizer que o Gardingo não vai tirar o capacete, vai continuar a luta contra os sarracenos.
Já que estou com a mão na massa aproveito para avisar os enfermeiros da ULSM, mais concretamento os do Hospital João XXI (Pedro Hispano) que o director que já foi enfermeiro anda a aliciar os colegas para deixarem de ser o que são, para poupar uns quantos euros à custa deles.
Como deixam o Gardingo triste, estes vermes, que já foram enfermeiros e criam dificuldades roubando-lhes o que têm direito a ter.
Já não é preciso ir aos administradores exploradores. Esses já aprenderam a tirar a sardinha do lume com a mão do gato, para não se queimarem. E lá estão os directores de enfermeiros a trirar horários acrescidos; a propor contratos que nem são legais; a propor licnças sem vencimento, para mostrarem serviço e não serem afastados em maré de substituições de Conselhos de Administração como está a acontecer por aquelas bandas.
Chorai, Fadistas, chorai...
O Gardingo.
 
Esta falsa guerra entre médicos e enfermeiros não leva a lado nenhum. E parece-me mais virtual que real...
O prolema cetral da saúde é o doente e esse é que é o esquecido.
A saúde é cada vez mais um negócio para uns quantos enriquecerem à custa de quem está doente...
Pareceme óbvio que na saúde (mais que outras áreas) o trabalho tem de ser de equipa, por isso devemos todos trabalhar para o doente e COM O DOENTE!!
Os profisionais devem valorizar-se pelos conhecimentos, competências e capacidades que têm e não pelo status social ou interesses associados. O que vale são as pessoas e essas são constituidas pelos mesmos elementos fisíco químicos, não é verdade?
O país precisa de médicos menos arrogantes, mais humanos e de enfermeiros menos virtuais e mais reais...depois trabalhem em conjunto. Há muito para fazer...
 
Caro Mário Durval quando há maiorias absolutas torna-se difícil lutar pela democracia e pelos Direitos Humanos. A perspectiva económica neo-liberal não olha aos meios para atingir os fins quase que duvidosos...Li " fartai vilanagem" e o que aconteceu a Paulo K. Moreira ao fim de dois dias de ter integrado a Comissão...este Governo só dá asas aos Burros...quem sabe o seu Bloco não consiga destroná-los.....
MB
 
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