sexta-feira, outubro 31, 2008

Hospital vende motas?


O Centro Hospitalar Cova da Beira (CHCB) não tem dinheiro para pagar aos Enfermeiros.
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O CHCB fomenta o clima do medo entre os profissionais de Enfermagem.

O CHCB vai comprar motas (!) para vender aos seus funcionários, servindo de intermediário(!), com o objectivo de lucrar uns euros.

O CHCB vende lugares de estacionamento a 10 euros!

O CHCB coloca Enfermeiros a coordenar serviços e não lhes confere uma retribuição remuneratória, nem providencia concursos para Enfermeiro-Chefe!

O CHCB deixa alguns serviços sofrer as agruras do frio de Inverno e do calor de Verão - não providencia sistemas de arrefecimento/refrigeração!

O nosso "colega" (será legítimo tratá-lo assim?), actual Enfermeiro-Director do CHCB (ver foto), responde pelo nome de João José Carvalhão Ramalhinho. É tido como uma das "inserções profissionais de sucesso" da Escola Superior de Saúde Dr Lopes Dias (Castelo Branco). É secretário da Mesa da Assembleia Regional da Secção Regional do Centro da Ordem dos Enfermeiros (irónico não? - comete atrocidades contra a sua própria classe e depois... pertence à entidade que supostamente deveria regular e zelar pela respectiva dignidade profissional). At last but not the least, deixa os Enfermeiros serem explorados!

Para que saibam, enquanto deixa os Enfermeiros do CHCB serem "roubados", o Enf. JJ Carvalhão Ramalhinho auferiu, em 2007, o seguinte salário:

Salário Base - 3.719,08 euros + Despesas representação - 1.115,72 euros = 4.834,80 euros mensais, o que representa um redimento anual de mais de 65 mil euros!
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P.s. - Nota: não será, certamente, exagerado o salário do Enfermeiro-Director, os restantes profissionais de Enfermagem é que são muito mal remunerados (muitas vezes com a cumplicidade da respectiva Direcção de Enfermagem). A título de exemplo, a Enf. Cristina Sales Gomes (Enf-Directora do Centro Hospitalar do Alto Minho - CHAM), auferiu, em 2007, mais de 65 mil euros anuais... ou então o Enf-Director do Hospital Santa Marta (Enf. José Guerrinha), quase 75 mil euros/ano. Dois exemplos. Haverá muitos outros...

terça-feira, outubro 28, 2008

Está tudo louco?


"A Primus Care, Lda. – Serviços de Saúde e Assistência Domiciliária está a recrutar estudantes da área da saúde para call center de atendimento de chamadas de emergência.
Requisitos:
- Estudante da área da saúde
- Responsabilidade
- Capacidade de lidar com situações de stress
- Boa capacidade de comunicação e relação
- Empatia no contacto com população idosa
- Pontualidade e assiduidade
- Gosto pelo trabalho de equipa
- Motivação para a função
- Disponibilidade imediata
- Horário pretendido: Almoço 12h-16h de 2ª a 6ª feira (Disponibilidade OBRIGATÓRIA)
- Preferência por disponibilidade para turnos em horário tarde e noite: 16h-24h e 0h-8h (semana e fim-de-semana)
- Pagamento: Recibos verdes - Valor por hora: 3.75€/h (8h-21h) e 4€/h (21h-8h)"
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Serve um aluno de Podologia ou Veterinária? Provavelmente, como é um serviço telefónico, serviria melhor um aluno de Audiologia - não sei, digo eu (cá entre nós)...
Ainda não lembrou a nenhuma alminha prodigiosa dar injecções pelo telefone, mas já não deve demorar muito. Já estou a imaginar: "encoste o auscultador à nádega p.f. e respire fundo"...
Fico por aqui, antes que esta ideia genial ainda não-patenteada chegue às farmácias...

domingo, outubro 26, 2008

Resultados da reunião com o Ministério da Saúde para a negociação da Carreira de Enfermagem...


Os resultados ficaram muito aquém das expectativas dos Enfermeiros. Por vários motivos. Desde logo, o Ministério reafirmou alguns princípios enformadores, que não foram a vitória de uma batalha, mas sim a simples manutenção de alguns já conquistados há muitos anos atrás (como por ex., a Enfermagem como carreira especial).

Por outro lado, a intenção em uniformizar a carreira de forma a que possa ter aplicabilidade em todos os regimes contratuais, é um boa medida nos tempos que correm (embora ainda não seja garantida!).
O mercado excedentário necessita de ser regulado (até porque imensos Enfermeiros, vítimas de exploração sem escrúpulos, auferem salários vergonhosos e não condicentes com a nossa especificidade funcional e profissional), embora, os melhores pagadores (raros), poderão ver aqui uma referência, e diminuir salários (a não ser que a dimensão remunerativa da nova carreira seja acima do esperado, o que é improvável. As justas expectativas aguardam um posicionamento remuneratório ao nível da carreira técnica superior). As instituições com autonomia ao nível da gestão, poderão pagar acima da tabela (nada os impede, embora difícil de acontecer tendo em conta a actual conjuntura)...

A coordenação da nova carreira com o Modelo de Desenvolimento Profissional (proposto pela Ordem dos Enfermeiros) é outro aspecto muito positivo.

As más notícias vieram de seguida, embebidas na ambiguidade de alguns princípios (para espanto da classe, com a conivência aleivosa dos Enfermeiros assessores do Ministério da Saúde, nomeados para o efeito!). A classificação das categorias funcionais é desajustada, incorrecta e obsoleta pelo que já foi vivenciado por outros sistemas de saúde (Enfermeiro, Enfermeiro-Especialista e Enfermeiro-Sénior...).

A ausência de referência a função de gestão integradas na carreira pode não ser benéfico, e prejudicar as competências profissionais dos Enfermeiros: essas funções poderão ser atribuídas por nomeação de um gestor em comissão de serviço (nomeado por quem, se não existe chefias de Enfermagem? Por médicos, regredido décadas de evolução, e desrespeitando um princípio sagrado na carreira dos Enfermeiros: os Enfermeiros só podem depender hierarquicamente de outros Enfermeiros? Dará azo as nomeações desfazadas da respectiva formação e competência, mas de acordo com outros factores...?)

O trabalho extraordinário pago de acordo com o valor/hora do período normal é no mínimo... uma medida descaradamente economicista, implicando uma desvalorização pessoal, profissional e da classe de Enfermagem globalmente (é lógico que o pagamento extra deve obedecer a outras bases percentuais!).
Outros aspectos não menos importantes: que repercussão terá a formação académica pós-graduada ao nível da nova carreira? Que instrumento de avaliação de desempenho será adoptado (para quem não sabe, há instituições que, por desconhecimento, estão a avaliar os Enfermeiros segundo o SIADAP!!!)?
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Relativamente ao facto da "a existência dos denominados "horários acrescidos"" serem "um factor de aumento dos custos com recursos humanos sem benefícios para a qualidade assistencial", este tipo de conclusão linear não oferece qualquer lógica. Os "horários acrescidos" oferecem mais horas de cuidados de Enfermagem (embora com um custo incremental de 37%).. é lógico que a tutela terá toda a vontade em não pagar mais horas de cuidados nestas bases percentuais.
É no mínimo ridículo: temos um exemplo flagrante e objectivo. O exclusividade médica não é um factor preponderante para o aumento de produção, ainda assim é um ponto proposto para a sua nova carreira!
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Várias questões ficaram no ar, agendadas para a próxima ronda negocial marcada para 31 de Outubro.

quinta-feira, outubro 23, 2008

Nova ronda negocial com o Ministério da Saúde...


Hoje, 23 de Outubro (11h30), há nova reunião negocial entre a CNESE (Comissão Negociadora Sindical dos Enfermeiros) e Ministério da Saúde

No desenvolvimento do processo negocial em curso e após a Greve/Manifestação de 30/9 e 1/10, a CNESE espera que o Ministério da Saúde:
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1 – Relativamente à Carreira de Enfermagem, ASSUMA DECISÕES em torno dos Princípios:
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Carreira Horizontal (uma só categoria/Unicategorial) com multitulação;
- Aplicável a todos os enfermeiros do sector público independentemente do título jurídico de emprego (Func/CTFP e CIT/EPEs);
- Assunção do princípio de enquadramento salarial dos enfermeiros, reconhecendo, entre outros aspectos, o valor económico do trabalho dos enfermeiros decorrente da aquisição e desenvolvimento de competências inerentes às qualificações e habilitações/Licenciatura.

2 – Relativamente à Precariedade e Admissão, APRESENTE SOLUÇÕES:
- Definição do processo e procedimentos que concretizem a imediata estabilização, através de vínculo por Tempo Indeterminado, de todos os enfermeiros (CTC e CIT) que comprovadamente exercem funções permanentes e detêm um vínculo precário;
- Discussão dos termos da prorrogação dos CTC ao abrigo do DL 276-A/2007 ;
- Exigência que os Mapas de Pessoal das Instituições para 2009 integrem “postos de trabalho definitivos” para, designadamente, estes Enf. em vínculo precário;
- Plano de Admissão de Enfermeiros com vista a garantir dotações seguras: calendarização e definição do volume de admissões, no imediato e anos seguintes, de acordo com os indicadores do MS e outros elementos que já hoje evidenciam carência de enfermeiros;
- Exigência da entrega do “Estudo de Necessidades de Enfermeiros” prometido desde Junho.
Fonte: e-mail do SEP

terça-feira, outubro 21, 2008

"Caos na linha Saúde 24"?


"Oito [Enfermeiros] supervisores do Saúde 24, fundadores da linha de atendimento telefónico 808 24 24 24, escreveram uma carta à ministra da Saúde denunciando o "caos organizativo" em que caiu o serviço e pedindo a Ana Jorge uma intervenção rápida, para bem dos utentes.
Falhas constantes no sistema, decisões tomadas apenas para ganhar mais dinheiro, erros nos contactos com os utilizadores, mudanças diárias "arbitrárias", mau ambiente e perseguições internas aos enfermeiros que não concordam com as decisões. A lista de problemas é extensa e, dizem os subscritores da carta, culmina numa "crescente insatisfação" da maioria dos utilizadores.
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Ano e meio depois de o serviço ser lançado, em parceria público-privado, a gestão do Saúde 24 feita pela empresa LCS é arrasada numa carta com 15 pontos. Os enfermeiros dizem que "a plataforma de atendimento falha todos os dias e chega a estar várias horas inoperacional. Os utentes ligam e não são atendidos". A comunicação com as unidades de saúde "também falha frequentemente" e "a fragilidade da plataforma tecnológica põe em causa a resposta em situações de emergência", porque o serviço deixa de conseguir comunicar com o INEM.
Mas os problemas não se ficam por aqui. A empresa é acusada de alterar as regras dos contactos com os doentes para poder cobrar mais dinheiro. Como a Direcção-Geral da Saúde não paga os reencaminhamentos (informações adicionais de esclarecimento depois de um doente já ter sido atendido), estes foram "proibidos". Se um utente voltar a ligar com uma dúvida simples, é novamente submetido a uma triagem e tem de responder de novo ao questionário inicial.
Nas transferências para o INEM, em caso de emergência, "o director do centro de atendimento pediu aos supervisores para serem feitas de imediato, mesmo antes de qualquer avaliação mínima da real necessidade do utente". Porquê? "Porque o Estado só paga se 95% das chamadas forem tratadas e transferidas em menos de dez minutos". Mais: "A administração tem tomado decisões sobre o processo de triagem que não parecem fundamentadas em qualquer critério clínico ou de melhoria de serviço", mas que "parecem ser relevantes para a execução financeira e motivadas exclusivamente por isso".

QUE TIPO DE SERVIÇOS PRESTA?
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Funcionando 24 horas por dia com enfermeiros com formação específica, faz triagem, aconselhamento e encaminhamento. Esclarece dúvidas de doentes, encaminha-os para as unidades de saúde, caso necessário, dá conselhos sobre medicamentos e facilita o acesso a informação e aos serviços de saúde.
Quantas pessoas já atendeu?
O balanço feito ao fim de um ano aponta para 125 mil horas de atendimento e mais de 106 mil idas a uma Urgência evitadas.
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MINISTÉRIO DIZ QUE ESTÁ TUDO BEM
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O Ministério da Saúde responde às denúncias de alerta feitas pelos supervisores do Saúde 24 saindo em defesa da empresa concessionária. Em esclarecimento à carta dirigida à ministra Ana Jorge, a Direcção-Geral da Saúde (DGS) – que supervisiona o contrato – diz não ter dados que mostrem o descontentamento dos utentes em relação ao serviço.
"Afigura-se importante esclarecer que a linha está em pleno funcionamento. Como entidade pública contratante, a DGS promove auditorias e outras acções de monitorização" e "não registou ocorrências por parte dos utilizadores que possam comprometer o bom desempenho do serviço." A relação entre as chamadas recebidas e efectivamente atendidas está "em níveis superiores a 95%" e a facturação das transferências para o INEM "obedece a níveis de serviço previstos contratualmente". Sobre o alerta de que a direcção clínica está ausente, a DGS responde que mantém contactos regulares com a mesma e garante que "o aconselhamento terapêutico é prestado por farmacêuticos e não técnicos de farmácia".
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TRIBUNAL DÁ RAZÃO AOS ENFERMEIROS
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Cinco dos enfermeiros supervisores entregaram uma providência cautelar no Tribunal do Trabalho de Lisboa contra a LCS, depois de verem os horários de trabalho "alterados unilateralmente" pela empresa. O tribunal deu-lhes razão e obrigou a LCS a voltar ao mapa acordado antes. A mudança de horas – que impedia os enfermeiros que exercer nos centros de saúde e hospitais de origem – é apenas uma das situações laborais de que se queixam. Dizem que, por questionarem decisões com as quais não concordam, "são vítimas de uma senda persecutória". Chegaram a ser impedidos de entrar no edifício, de ter acesso ao sistema informático, são "permanentemente humilhados" em público e afastados da supervisão do atendimento.
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link

domingo, outubro 19, 2008

Il dolce far niente...


"INEM contratou 14 médicos uruguaios que estão agora impedidos de trabalhar" link

"Os 14 médicos do Uruguai que o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) contratou no início de Julho ainda não podem trabalhar em Portugal por não estarem inscritos na Ordem dos Médicos"

"Os clínicos entraram para o INEM no dia 1 de Julho, após terem assinado contratos a termo certo por um período de três anos, que lhes garante um ordenado mensal de cerca de três mil euros.
Desde que estão no INEM, os 14 médicos estrangeiros já realizaram formação em emergência pré-hospitalar, tendo participado, nomeadamente, num curso de viatura médica de emergência. Concluíram, aliás, a formação prevista para a primeira fase – a qual ia permitir pô-los já a trabalhar no terreno. No entanto, desde o início deste mês, limitam-se a acompanhar e a observar o trabalho dos seus colegas do CODU (Centro de Orientação de Doentes Urgentes) – um aspecto da formação que estava previsto realizar «futuramente», segundo a newsletter de Setembro publicada pelo INEM.
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link

Lamentavelmente (ou não...), estes 14 "remendos" vêem-se impedidos de exercer (por manifestos entraves colocados) por uma Ordem dos Médicos (OM) pouco interessada em solucionar de forma célere e eficaz os problemas do sector da saúde (mas sempre fértil em fenómenos corporativos), na maior parte das vezes (para não dizer quase sempre...) com interesses lucrativos. O estado português (todos nós, contribuintes) que pague! Aliar a pretensa função reguladora (?) da OM ao corporativismo desenfreado e camuflado, é algo a que os seus membros já nos habituaram.

Neste caso em particular, o estado paga cerca de 42 mil euros mensais (14 x 3000 euros) a 14 médicos que não podem labutar (ou seja, produtividade nula), quando o mesmo estado se queixa de falta de cabimento orçamental para rectificar carreiras obsoletas e desenquadradas (com um salário vergonhoso), como por exemplo... a dos Enfermeiros.

sábado, outubro 18, 2008

Activação VMER-HSJ pelo CODU-LVT


Activação da VMER do Hospital de São José (CODU-Lisboa e Vale do Tejo), para um indivíduo com dispneia na Av. Almirante Reis.


quinta-feira, outubro 16, 2008

Processo "Casa Pia": OE suspende dever de sigilo profissional?


"A juíza Ana Peres afirmou que os dias inicialmente marcados para as alegações finais - 20 a 27 de Outubro - continuam a estar reservados para sessões do julgamento, no Tribunal de Monsanto, em Lisboa. No primeiro dia deverá ser ouvida uma Enfermeira arrolada pela defesa do médico Ferreira Dinis, desde que o tribunal receba da Ordem dos Enfermeiros um parecer sobre suspensão do sigilo profissional". link

Mas o que é isto?? Professores que dançam?


""Professores ridicularizados por causa do Magalhães" - "refere o Jornal 24horas na primeira página, contando que a acção de formação pôs docentes a cantar e a dançar canções de propaganda ao computador " link
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"Os docentes contavam com dois dias de formação sobre o novo computadorzinho. Mas o que os esperava foi uma surpresa" link
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"O desfile dos «trabalhos», (era assim que lhe chamavam) começou, e desde o malhão do Magalhães, até à vida de marinheiro do magalhães, passando por coreografias com adereços circenses, tudo de «útil» passou por aquele palco, até as náuseas me obrigarem a sair." link

quarta-feira, outubro 15, 2008

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"A experiência é uma lanterna dependurada nas costas que apenas ilumina o caminho já percorrido."
Confúcio, Sábio Chinês, (551 a.C. - 479 a.C.)

terça-feira, outubro 14, 2008

A fertilidade continua a dominar a imaginação dos Farmacêuticos!


Afinal, os argumentos entre Médicos, Enfermeiros e Farmacêuticos não se esgrimem apenas aqui. No blog Médico Explica Medicina a Intelectuais a discussão vai animada, devendo-se a totalidade desta animação à imaginação prodigiosa dos Farmacêuticos (e respectiva Ordem). Momentos interessantes (citações "soltas"):

Médico Administrador do blog: "Oh Senhora Ministra e Senhor Secretário de Estado da Saúde ( ambos médicos): Ir ao Uruguai e a Cuba contratar médicos para quê? Peça-se a esta bastonária que indique farmacêuticos, quiçá contratados como auxiliares de acção médica ( sempre fica mais barato) e ponham-nos naquelas carrinhas amarelas de pirilampos azuis no tejadilho...eles até sabem como actuar num caso de choque anafilático!";

Anónimo: "Olhe, eu acho que qualquer médico ou enfermeiro (ou AAM) podia fazer o que o farmacêutico faz!";

Anónimo: "O melhor é substituir todos os médicos e enfermeiros por farmaceuticos!!!"

Médico Administrador do blog: "Presunção e água benta têm-na quanto a quiserem...mas uma Sra. Bastonária de uma Ordem profissional que diz o que disse relativamente às competências dos seus colegas para lidar com uma situação de EMERGÊNCIA MÉDICA como o é um choque anafilático é, desculpe se o ofendo, anedótico e criminoso...";

Médico Administrador do blog: "Não pretendi ser ofensivo para com os Farmacêuticos...Tão só relembrar que pode ser uma tentação para quem manda, e depois do que se leu, arranjar ambulancias do INEM equipadas com tripulantes farmacêuticos....mas como mesmo assim tem custos, seria de o fazer ( por ser mais barato)a título de auxiliares de acção médica...ironia minha talvez não muito conseguida...aceito...Mas pf,meu caro Boticario, cada macaco no seu galho!";

Farmacêutico: "Gostava de ver um enfermeiro a decidir sozinho que medicação fazer, que passos tomar, que algoritmos seguir (...) Repare que na publicidade a fármacos não se ouve: "consulte o seu médico ou enfermeiro", mas sim "consulte o seu médico ou farmacêutico";

Médico Administrador do blog: "A enfermagem, presentemente vê-se atacada por todos os lados: é difícil encontrar uma "ciência de enfermagem" independente das outras áreas científicas. Obviamente que têm o seu lugar próprio. A área de administração de medicamentos será obviamente uma, mas não sei se eles a aceitam, "per si". Os técnicos de diagnóstico e terapêutica também querem recuperar para si algumas áreas hoje dos enfermeiros, como por exemplo, a colheita de produtos biológicos...";

Farmacêutico: "Já que refere os técnicos de diagnóstico e terapêutica, talvez a Ordem dos Enfermeiros devesse estar mais preocupada com essa situação";

Enfermeiro: "Penso ser uma questão importante e que está relacionada com a continuidade dos cuidados de saúde ... é que no CS os médicos e enfermeiros têm acesso ao processo do utente, e o acto da vacinação ou da sua prescrição é colocada noutro contexto, necessariamente mais abrangente";

Farmacêutico: "Caso falhem os procedimentos de SBV empreendidos e não chegue entretanto o INEM o que faria eu? Faria o que faria outro Dr. Faria ou Enf.º Faria qualquer num Centro de Saúde ou USF qualquer: chamava o Padre Faria";

Médico Administador do blog: "Quanto ao cerne da questão e que está a motivar esta animada questão: 1º - declarações do género da sra bastonaria da OF são lamentaveis; 2º - faço votos sinceros que não ocorram choques anafilaticos no interior de instalações farmaceuticas em que se administram vacinas da gripe";

Farmacêutico: "Qual é a actividade quotidiana de um enfermeiro? (...) sei lá... o que são enzimas de restrição? o que são vectores para expressão proteica? que tipos de emulsão existem? o que é o ponto triplo de uma substância? quais são os outros nomes do nódulo SA e do AV? qual a diferença entre um creme e uma pomada? como se obtém um liofilizado? como é a cascata do ácido araquidónico? qual a fisiopatologia da depressão? qual o mecanismo de acção da desloratadina? qual a Ig predominante nas lágrimas? qual o mecanismo da tetanização?";

Anónimo: "Quantos farmacêuticos, dos que pululam pelas farmácias deste país, sabe responder às suas inteligentes questões? Ainda se fosse: para que serve a aspirina? Não estou a menosprezar os farmacêuticos ...mas parece-me um completo exagero!! Ou então vivemos em mundos diferentes "

Farmacêutico (dirigindo-se a uma Enfermeira): "Agora, já que pergunta, falando friamente, sim, tenho mais ECTSs q V.Exa. Tenho 320,5 ECTS e a sra?";

Professor de Biologia: "A farmacêutica da farmácia da vila que depois de passar 10 anos ao balcão só ficaram pequenos fragmentos de toda a bioquímica estudada, no entanto conhece bem todos os seus clientes idosos e ajuda-os a tomarem correctamente a medicação prescrita pelo médico. Conheço também um enfermeiro que depois de trabalhar por cá dois anos emigrou para Londres e passados 6 anos e de ter continuado a estudar está em investigação na área da biologia humana.";

Anónimo: "Mas, logicamente que o curso de farmácia tem que ter mais bioquímica que enfermagem e que medicina ...";

Farmacêutico: "Tenho larga experiência com agulhas. Apliquei muitos injectáveis, muitas vacinas da gripe a médicos, enfermeiros e farmacêuticos. Amanhã de manhã colherei cerca de 1 L de sangue (também executo outros actos invasivos, também sei manobrar o espéculo)".
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Não voltarei a este tema sem que hajam novidades interessantes. Já Médicos e Enfermeiros perceberam bem a mensagem: os Farmacêuticos são os melhores, maiores, mais inteligentes e bonitos.

segunda-feira, outubro 13, 2008

Enfermeiros - consultas pelo telefone no HSA (CirAmb 24).


"Um novo serviço de consulta telefónica acaba de ser criado pelo Hospital de Santo André, em Leiria, em que todos os doentes operados na Unidade de Cirurgia de Ambulatório são contactados por Enfermeiros 24 horas após a intervenção. Através deste contacto, efectuado para a casa do doente, é possível acompanhar a sua recuperação, evitando o desenraizamento do meio familiar e os traumas decorrentes do internamento.
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O serviço CirAmb 24 surge da necessidade de "despistar complicações pós-operatórias que possam surgir nas primeiras 24 horas após a cirurgia e de perceber como está a decorrer a recuperação", disse a Enfermeira-Chefe do serviço de Cirurgia de Ambulatório, Purificação Soares, adiantando que os contactos estão a ser "muito bem acolhidos", não só pelos doentes, mas também pelos familiares.
Durante a consulta telefónica, o Enfermeiro faz uma "avaliação da condição geral" do doente e pode ainda esclarecer "quaisquer dúvidas que possam surgir no pós-operatório, evitando, assim, situações de stress", explica a Enfermeira.
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"Ao nível internacional, utiliza-se o método de fazer a consulta no domicílio pelos profissionais do próprio serviço, só que nós não temos condições para isso, seria muito caro, por isso adoptámos este método de consulta telefónica", adiantou o médico Branco Lopes, director do bloco operatório, do Hospital de Dia e da Unidade de Cirurgia de Ambulatório, explicando que ao receber a alta médica o doente é avisado de que irá ser contactado por um Enfermeiro 24 horas após a operação. Se estiver tudo bem, continua a recuperação em casa, se precisar de ser avaliado, é-lhe marcada consulta no hospital.
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Na Unidade de Cirurgia de Ambulatório, os doentes ficam internados por um período muito curto, pois chegam às 08h00, são operados e têm alta médica até às 20h00. Depois de saírem da sala de operações – são três no total, uma delas dedicada à Oftalmologia –, os doentes ficam nas camas de recobro a recuperar da intervenção. São observados por um médico e, se estiverem bem, recebem alta. O serviço tem uma equipa própria de Enfermagem e os cirurgiões são das várias especialidades do Hospital.
" link

A aventura continua...

(Clicar na imagem para ampliar e ler)
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Tenho recebido (o que agradeço!) imensos e-mails sobre as administração de vacinas e injectáveis nas farmácias. Todos eles falam em usurpação de funções, tendo como agravante o facto de, em muitas farmácias, essa administração ser realizada por técnicos/ajudantes. Um exemplo:
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"Olá caro colega.
Não posso deixar de descrever o que se passou/observei hoje (09/10/2008) numa farmácia em loures. Passo a relatar o episódio: Cerca das 12h30, ao dirigir-me a uma farmácia e esperando pela minha vez de atendimento, vejo uma senhora a comprar a vacina da gripe. Após o pagamento, um dos ajudantes técnicos diz à senhora para se dirigir ao interior da farmácia, que a vacina ia ser administrada pelo outro AJUDANTE TÉCNICO que já se encontrava no seu interior.
Questionei o ajudante técnico do balcão sobre a legalidade do acto, ao qual ele respondeu que o seu colega tinha o curso ministrado por enfermeiros. Voltei a questionar sobre se ele sabia sobre as possíveis consequências e como resolvê-las. Respondeu me que tinha um kit de emergência, e mais nada sabia dizer.
De referir que o ajudante técnico que administrou a vacina nem se deu ao trabalho de vir ao balcão defender-se. Importante referir: a farmácia em causa fica na Rua da República em Loures e tem o nome comercial de Farmácia Sálvia. Não vi nenhum cartão ou cartaz a dizer que aquela farmácia tem pessoal habilitado para estes actos.
Um grande abraço". [Colega identificado]
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Recebi também esta interessante ilustração gráfica , que encima este post, e dispensa qualquer palavra (cortesia: Enf. Miguel Rocha).

sábado, outubro 11, 2008

"Cuidados Paliativos são pela vida!"


Porque 2/3 da população portuguesa não sabe o que são cuidados paliativos (cabalmente uma área de actuação dos Enfermeiros), deixo-vos hoje - Dia Mundial dos Cuidados Paliativos - um excelente artigo (publicado também no Jornal Reconquista) da autoria da Enfª Paula Sapeta (Professora-Coordenadora e Presidente do Conselho Científico na Escola Superior de Saúde Dr. Lopes Dias - Castelo Branco/Membro da Direcção da Associação Portuguesa de Cuidados Paliativos), a quem aproveito desde já para cumprimentar e agradecer a amabilidade, acerca do tema.

"Na semana em que se comemora o Dia Mundial dos Cuidados Paliativos, dia 11 de Outubro, e a Semana Nacional dos Cuidados Paliativos, curiosamente reaviva-se nos jornais o tema da Eutanásia, parece paradoxal que se apele a uma prática que conduz com certeza à morte e não se reacenda o debate acerca dos Cuidados Paliativos e da sua emergência, os quais são a única a resposta aceitável para o sofrimento, porque apelam à Vida e à verdadeira Dignidade.
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Vivemos numa “sociedade olímpica”, onde os meios de comunicação nos bombardeiam continuamente com estereótipos, imagens ideais de juventude eterna, de beleza e num apelo constante à acumulação de bens materiais, de fama e de poder, com pouco tempo e disponibilidade para se pensar profundamente num assunto tão ‘escabroso’, como é a nossa finitude e a morte, sem cair na tentação do caminho mais fácil e rápido, que é como eu entendo a Eutanásia.
Um estudo publicado, em 1994, no “Journal of the American Medical Asso­ciation”, concluiu que os esforços feitos pelos serviços médicos para prolongar a vida das pessoas com doença crónica avançada, determinam que apenas se prolongue o processo de morte e de agonia, e demasiadas pessoas morreram ligadas a máquinas, sozinhas e com dores. O referido estudo, incidiu sobre mais de 10 mil pessoas, realizou-se durante 8 anos e traça um panorama desolador das circunstâncias frias e dolorosas em que morrem as pessoas e da dificuldade em mudar mentalidades. “O problema é que os médicos não sabem quando devem parar” diz Steven Schoreder, presidente da Fundação Wood Johnson, que patrocinou o estudo. O sofrimento físico e a angústia que este tipo de tratamentos provoca nos doentes está, com frequência, na origem dos pedidos de eutanásia. Este é o maior risco, os doentes terminais estão sujeitos a um sofrimento absolutamente inútil, que lhes provoca angústia existencial, que juntamente com a falta de ajuda e de horizontes (esperança) os conduz ao desespero e a pedir a eutanásia. Sobre a qual se geram opiniões diametral­mente opostas, onde o consenso parece ser difícil. Admite-se a hipótese de aceitar a decisão do doente quanto ao termo da sua vida ser feito por outrem e de forma rápida, abreviando o sofrimento.
Sempre que estes debates se acendem lembro-me imediatamente de uma eloquente frase do Prof. Daniel Serrão “nestas culturas, que subconscientemente recusam a morte humana como um fenómeno biológico, natural e inevitável e que tudo esperavam de uma medicina orgulhosamente triunfadora, aquilo que os defensores da eutanásia estão a querer dizer aos médicos é, muito brutalmente, o seguinte: se a vossa tecnologia não consegue salvar esse homem então matai-o!”
A solução para o problema que surge face ao sofrimento da pessoa não deve consistir em “acabar” com a pessoa que está a sofrer, como desejam os defensores da eutanásia, mas sim, pôr um fim ao seu sofrimento, utilizando todos os meios disponíveis, e são muitos.
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É importante observar nos serviços de saúde e no acompanhamento aos doentes em fim de vida, que a esmagadora maioria não pede para morrer, pede frequentemente que lhe retirem o sofrimento, incluindo o existencial. Este apelo que nos fazem, é claramente um pedido de Cuidados Paliativos e não um pedido de Eutanásia.
Se os Cuidados Paliativos são consensualmente considerados um direito humano, e uma intervenção de primeira linha, há que lutar pela sua difusão e implementação. Todos devem ter direito a eles, mesmo os que venham a optar pela eutanásia. Esta será sempre uma medida de último recurso, sejamos nós a favor ou contra ela.
Para mim é incomodativa esta celeuma recorrente em torno da Eutanásia, debatê-la é perder ainda mais tempo. É prioritária a discussão sobre as necessidades de Cuidados Paliativos, no nosso distrito, e em Portugal. Estamos num distrito envelhecido, muitos dos nossos idosos têm doenças crónicas, incapacitantes, as quais irão avançar para uma fase de irreversibilidade, sem cura e com certeza preferiam ver equacionadas soluções para os seus problemas de incapacidade e dependência, e imagino que se sintam receosos face a uma sociedade que se apressa em discutir um fim rápido para os que estão a morrer.
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Este assunto diz respeito a todos, porque todos somos potenciais candidatos a Cuidados Paliativos, directa ou indirectamente. Penso neste assunto como enfermeira e como pessoa, e sinto responsabilidades em alertar a nossa comunidade, incluindo a científica, sobre o sentido que devemos dar aos nossos esforços. É preciso aceitar o carácter finito da intervenção médica, isto é, há um momento em que se devem assumir os limites e a inexistência de cura, ou seja, de humanizar o fim da vida. Nessa fase, todo o tratamento e cuidados devem ser activos, globais, objectivados no alívio de sintomas, como por exemplo a dor; numa comunicação que ofereça verdadeira ajuda, sendo obrigatório incluir neste plano a família e o respectivo apoio social. Tal só é possível com o trabalho de uma equipa multidisciplinar (médico, enfermeiro, assistente social, psicólogo, fisioterapeuta, etc), que possuam a formação adequada, como é exigido em qualquer outra área de especialidade. Estes são os pilares onde assenta a filosofia dos Cuidados Paliativos.
Em Portugal, a OMS estima que, anualmente, cerca de 60000 pessoas precisam de Cuidados Paliativos. A sua doença e a proximidade da sua morte atinge directamente os membros das suas famílias, e pelo menos duas ou três pessoas têm que alterar as suas rotinas, o que aumenta para 180 mil o número daqueles que beneficiariam com cuidados paliativos. Estima-se também que apenas cerca de 10% destes têm acesso a este tipo de cuidados. As 15 Unidades credenciadas (ver equipas
) que existem actualmente no nosso país, são manifestamente insuficientes para as necessidades dos portugueses. Tratando-se de um Direito Humano, há claramente que mover mais meios para modificar este panorama.
Apesar de tudo, somos privilegiados, temos no distrito de Castelo Branco uma Unidade de Cuidados Paliativos no Hospital do Fundão, cujo exemplo paradigmático que nos tem dado, deveria ser replicado, pois as necessidades assim o exigem.
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Os milhões de Euros gastos em terapêuticas inúteis e na infinita espiral de exames complementares de diagnóstico, totalmente desnecessários, e que só trazem mais sofrimento e retiram qualidade aos últimos meses e dias de vida, poderiam ser canalizados para a constituição de mais equipas e serviços de cuidados paliativos. Vejamos o exemplo da nossa vizinha Espanha, onde qualquer região tem dezenas e até centenas de equipas de suporte e unidades de cuidados paliativos, sobretudo ligadas a estruturas de saúde na comunidade, oferecendo cuidados de proximidade. Esse é o caminho, a direcção que devemos tomar, esse deverá ser o debate a agendar na ordem de prioridades e de decisão dos nossos políticos e dos responsáveis pela Saúde
".

Reunião entre Enfermeiros e Farmacêuticos termina sem acordo!

"A reunião entre as ordens dos Farmacêuticos e dos Enfermeiros sobre a administração de vacinas nas farmácias terminou hoje sem acordo entre as partes, tendo as duas entidades defendido a capacidade dos seus profissionais em administrar vacinas em segurança.
Em declarações aos jornalistas no final da reunião, que durou aproximadamente duas horas e decorreu na Ordem dos Farmacêuticos, a bastonária da Ordem dos Enfermeiros (OE) voltou a defender que a administração de vacinas em farmácias tem de ser feita por um profissional qualificado, ou seja, por um Enfermeiro.

Maria Augusta Sousa lembrou que a OE divulgou na semana passada um comunicado a aconselhar a vacinação só por profissionais qualificados, procurando apenas farmácias onde houvesse Enfermeiros "que foram contratados para garantir que estes serviços fossem administrados com a máxima segurança". No entanto, a bastonária garantiu igualmente que como já ficou marcada uma nova reunião entre as duas Ordens para dia 23 de Outubro não irá, para já, avançar com "outros mecanismos", porque espera "chegar a um consenso".

Poderão haver vários e nós faremos tudo para que isso não aconteça, mas pode haver desde providências cautelares, acções", adiantou, sublinhando, no entanto, que para a Ordem dos Enfermeiros "não é essa a via para a solução dos problemas". Maria Augusta Sousa esclareceu ainda que a posição da Ordem dos Enfermeiros não tem que ver com interesses corporativos, mas antes com a defesa dos interesses dos cidadãos.

Na mesma altura, a bastonária da Ordem dos Farmacêuticos (OF) também defendeu que a segurança dos cidadãos está salvaguardada porque a classe tem formação e capacidade profissional para administrar vacinas em segurança. "Os farmacêuticos são profissionais de saúde qualificados e também eles estão preocupados com a segurança e a qualidade do cidadão, com a acessibilidade ao medicamento e com a garantia de que o medicamento é dado, em termos da conservação, nas melhores condições", assegurou Elisabete Faria. Nesse sentido, a bastonária da OF assegurou mesmo que em caso de choque anafilático (reacção alérgica intensa que ocorre minutos após a exposição a uma substância causadora de alergia), os farmacêuticos têm todas as condições e conhecimentos para lidar com a situação. "Sabemos bem, no caso de um choque anafilático, administrar aquilo que for preciso e temos exactamente à disposição, como um Enfermeiro, os meios normais e convencionais para socorro", garantiu.
No entanto, Elisabete Faria acabou por admitir, no final, que fica ao critério de cada Farmacêutico ter formação específica para a administração das vacinas, uma vez que, tal como explicou a bastonária, a formação académica dos farmacêuticos é já de si suficiente. "O Farmacêutico não precisa de ter esse curso [de formação pós-graduada em vacinação], poderá ter ou não. Fica ao critério do Farmacêutico. Se entender que essa é a melhor via para prestar um melhor serviço entenderá que fará, mas a formação não é obrigatória", concluiu." link
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Facilmente se perspectiva que não haverá qualquer acordo, portanto...

sexta-feira, outubro 10, 2008

Utopias, surrealismos e realismos...

"Não há capacidade para colocar tantos médicos" link
Rui Nogueira, Coordenador do internato de MGF da RC

Há quem demonstre estar realmente preocupado em delinear atempadamente estratégias formativas (directamente relacionadas com a inversão dos fluxos quantitativos e incremento dos respectivos índices de qualidade). Há quem defina planos a curto, médio e longo prazo. Há quem opte por medidas profiláticas. Há quem não entre em delírios raciocracistas. Há quem pense. Há quem avise. Há quem compreenda que são os pequenos pormenores que fazem toda a diferença. Há quem rejeite utopias, ignore surrealismos e enverede pela gestão do realismo.

quinta-feira, outubro 09, 2008

Dia Mundial da Saúde Mental

"A Secção Regional Norte da Ordem dos Enfermeiros em parceria com a Sociedade Portuguesa dos Enfermeiros de Saúde Mental (SPESM), irá comemorar o Dia Mundial da Saúde Mental.

No dia 10 de Outubro, pelas 21 horas no Auditório Horácio Marçal - Junta de Freguesia de Paranhos, Porto, será a abertura oficial das comemorações, com a realização de uma conferência com o Dr. Aires Gameiro - especialista em Terapia Familiar.

Na semana de 13 a 17 de Outubro, nas instalações da Secção Regional do Norte (SRN), irá estar patente uma exposição de trabalhos realizados por pessoas portadoras de doença mental. Estão todos convidados (profissionais de saúde, utentes, familiares ou cidadão comum) a participar neste evento que contamos que seja um sucesso, porque não podemos ficar indiferentes e nem podemos ignorar uma doença que existe e está bem presente na vida de todos nós.
As inscrições são gratuitas e limitadas ao espaço físico do Auditório (10de Outubro) Para a Exposição (13 a 17 de Outubro) é necessária marcação prévia para grupos/escolas."

Secretariado: Secção Regional Norte - Rua Latino Coelho, 352 - 4000-314 Porto
Tel. 225 072 710 / Fax. 225 072 719
E-mail: ivone@ordemenfermeiros.pt

quarta-feira, outubro 08, 2008

Heli's do INEM tripulados por Enfermeiros em 2009...


"O presidente do INEM, Abílio Gomes, afirmou (...) que os concursos para o aluguer de três helicópteros a instalar em Ourique, Macedo de Cavaleiros e Aguiar da Beira deverão ser lançados "em breve". Estes aparelhos, tripulados por Enfermeiros, deverão começar "a funcionar em 2009"" link

terça-feira, outubro 07, 2008

Prémio Nacional de Saúde 2008 para a Enfª Mariana Diniz de Sousa!


Sempre foi um acérrimo admirador da Enfª Mariana Diniz de Sousa (primeira bastonária da OE). Por vários motivos - pela determinação, competência, vontade e inteligência. Desistiu do curso de medicina para ingressar em Enfermagem, contra tudo e contra todos. Distinguiu-se nos meandros da nossa classe pela obra realizada. Já em 2003 referia cautelosamente:

"Acho que é preciso ter um certo cuidados e não aumentar em demasia a lotação das escolas [de Enfermagem] porque isso traz problemas para as escolas e pode, inclusivamente, beliscar a formação dos enfermeiros, o que ninguém quer. Queremos é que cada vez mais os enfermeiros tenham melhor formação"

Por motivos sobejamente conhecidos foi-lhe atribuído o Prémio Nacional de Saúde 2008 (o Prémio Nacional de Saúde visa distinguir anualmente, pela relevância e excelência no âmbito das Ciências da Saúde, nos seus aspectos de promoção, prevenção e prestação de cuidados, uma personalidade que tenha contribuído, inequivocamente, para a obtenção de ganhos em saúde ou para o prestígio das organizações no âmbito do SNS).

"Mariana Diniz de Sousa marcou a enfermagem em Portugal, com especial relevância nos seus aspectos de organização, administração, ensino e dignificação profissional dos enfermeiros, contribuindo para a obtenção de ganhos de saúde e prestígio das organizações no âmbito do Serviço Nacional de Saúde (SNS).
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No contexto das funções que exerceu na Direcção-Geral dos Hospitais, coordenou as actividades que levaram à reforma do ensino de enfermagem, tanto na formação inicial como na formação pós-básica. Teve relevante intervenção na preparação de legislação e regulamentação sobre o ensino de enfermagem e sobre o funcionamento das escolas de enfermagem, de que resultou a autonomia das escolas de enfermagem face aos hospitais.
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Coordenou os trabalhos conducentes à criação da Escola de Ensino e Administração de Enfermagem e à aprovação dos planos de estudos do Curso de Ensino e Administração (Pedagogia e Administração).
No Instituto Nacional de Saúde Dr Ricardo Jorge, assumiu funções de orientação e coordenação do ensino de enfermagem, tendo criado e dirigido o Departamento de Ensino de Enfermagem.
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Foi Subdirectora-Geral e Directora-Geral do Departamento de Recursos Humanos da Saúde, sendo de destacar os estudos para o desenvolvimento de uma política de recursos humanos, que se traduziu, nomeadamente, na reforma das carreiras dos profissionais de saúde, na regulamentação do exercício profissional dos enfermeiros, no estudo, alteração e gestão dos quadros de pessoal dos estabelecimentos do SNS.
Na qualidade de responsável máxima do Departamento de Recursos Humanos da Saúde, contribuiu para o estudo sobre as situações profissionais de especial desgaste ou risco, bem como sobre o regime de incentivos para fixação de enfermeiros e médicos localizados em regiões periféricas.
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No decorrer da sua vida profissional, proferiu numerosas conferências e palestras, realizou muitas visitas de estudo e missões oficiais no âmbito da cooperação com países de expressão oficial portuguesa, fez parte de numerosos grupos de trabalho, comissões e conselhos, destacando-se a sua actividade como Bastonária da Ordem dos Enfermeiros de 1999 a 2004.
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Coffee break...

Enviaram-me esta imagem por e-mail. Não deveria colocá-la aqui, mas uma parte de mim não resistiu. Lá que é sugestiva, é. Não é mais do que um simples cofee break para desanuviar a alma (os mais curisosos e bem-dispostos podem clicar na imagem para a ampliar).


domingo, outubro 05, 2008

Traição no seio da classe de Enfermagem!


Divulgado pelo Revolta - e bem! - constatamos uma triste realidade.

No seguimento da decrépita, horripilante e miserável novela "farmacêuticos-superdotados-que-tudo-fazem-menos-cirurgias-às-cataratas-nem-colangiopancreatografias-retrógradas-endoscópicas", deparamo-nos com o caso de algumas colegas que se venderam por um falso brilhantismo e uma depressiva notoriedade, rendidas a alguns tostões, com os quais vendem a dignidade da classe de Enfermagem. Com colegas assim, não precisamos de inimigos.

De que falo? Após a intervenção da Ordem dos Enfermeiros (OE) - relacionada com a vacinação em Farmácias e por Farmacêuticos - na qual condenou a usurpação de funções levadas a cabo por profissionais de outro âmbito, a ausência de Enfermeiros nos referidos espaços, a formação de Farmacêuticos por Enfermeiros ("Não devem os enfermeiros realizar acções de formação que transfiram para outros profissionais as competências da actividade profissional" ) e aconselhou a população a não aceitar este procedimento em Farmácias que não disponham de Enfermeiros, eis que algumas colegas aceitaram colaborar com a Ordem dos Farmacêuticos (OF) na formação dos mesmos:

Curso de Administração de Injectáveis (IS de Ciências da Saúde Egas Moniz, apadrinhado pela OF)

Módulo 1 – Relação Utente/Farmacêutico
Módulo 2 – Princípios Gerais de Assepsia
Módulo 3 – Procedimentos de Suporte Básico de Vida para Farmacêuticos
Módulo 4 – Aspectos Farmacêuticos da Prestação deste Serviço
Módulo 5 – Injecção Intramuscular
Módulo 6 – Injecção Subcutânea
Módulo 7 – Técnica de Injecção IM
Módulo 8 – Técnica da Injecção SC

"Traidoras" que leccionam o curso (merecem divulgação em hasta pública):

Cidália Maria da Cruz Silva Patacas de Castro link1 link2

Hortense Maria Tavares Simões Cotrim link1 link2

A 1 de Outubro iniciou-se a vacinação nesses estabelecimentos comerciais. Aguarda-se a "intervenção judicial" que a OE referiu e prometeu, assim como as medidas punitivas para os elementos acima inscritos, que violam descaradamente os estatutos da OE, merecendo consideração por parte do Conselho Jurisdicional! Ou será que a OE se revelará cúmplice desta situação, compadecendo com a mesma?

Este assunto certamente não ficará esquecido, e se for necessário avivar a memória da OE, os Enfermeiros cá estão para o efeito. Caso algum colega tenha conhecimento de alguma situação semelhante, faz parte das suas obrigações o dever de denunciar.

quinta-feira, outubro 02, 2008

O rescaldo da greve/manifestação dos Enfermeiros!


video


Maior manifestação de Enfermeiros desde 1976. Adesão à greve de 81% nos dois dias.

Ainda as vacinas nas Farmácias....


Ordem apela à escolha de farmácias com Enfermeiros

"A Ordem dos Enfermeiros (OE) publicou hoje um anúncio (link) em dois jornais diários recomendando a escolha de farmácias com enfermeiros para quem pretender receber a vacina contra a gripe nesses locais.

A recomendação do Conselho Directivo da OE surge na sequência da campanha nas farmácias «Vacine-se contra a gripe na sua farmácia», e nas críticas já feitas à administração de vacinas por outros profissionais que não enfermeiros.
À Lusa, a bastonária da OE, Maria Augusta Sousa, referiu hoje estar agendada para o final da próxima semana uma reunião entre a OE e a Ordem dos Farmacêuticos para que, na defesa da «segurança e qualidade dos cuidados a prestar aos cidadãos», se consigam «posições claras e consentâneas».
A OE defende que as farmácias que administrem vacinas «têm que ter obrigatoriamente enfermeiros» e que cabe depois a estas unidades fazer essa organização.
A dirigente argumentou que a vacina não é um acto isolado, ao incluir «avaliação da situação, tomada de decisão e intervenção imediata em situações de efeitos adversos, que podem surgir».
«Esta intervenção não se adquire porque se teve uma formação de xis horas. Adquire-se com um conjunto de outros conhecimentos, que têm uma perspectiva bastante mais ampla e que no momento daquele acto têm que estar presentes», defendeu à Lusa.
"

Fonte: Semanário Sol

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Novo grupo para reflexão de Enfermagem (a promessa é: o que quer que ali se escreva, chegará a "quem de direito")! 

Para que a opinião de cada um tenha uma consequência positiva! Contribuição efectiva!